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TODAY’S SOUND: EXPO “THE PERFECT MEDIUM” DE ROBERT MAPPLETHORPE POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl












































































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Jean Andre Rixens - 1874

                
       
















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TODAY’S SOUND: EXPO “THE PERFECT MEDIUM” DE ROBERT MAPPLETHORPE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Finalizando nossos posts de exposições, hoje falamos da dupla exposição de Robert Mapplethorpe que está acontecendo simultaneamente em dois museus de Los Angeles, no Getty Museum e no LACMA (Museu de Arte Contemporânea de L.A.) e intitulada “The Perfect Medium”.

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A ideia de uma exposição deste porte em homenagem ao falecido fotógrafo surgiu em 2011, quando a Mapplethorpe Foundation, criada por ele antes de sua morte, cedeu mais de 38 milhões de dólares em material do fotógrafo ao Getty Institute, colocando nas mãos da instituição a maior coleção existente, com mais de 120 mil imagens.

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Detalhe de uma das salas da exposição.

Um intenso trabalho de pesquisa e recuperação foi realizado nestes anos para que a exposição se tornasse a maior retrospectiva dos trabalhos de Robert Mapplethorpe, incluindo desde suas primeiras obras até o que ele havia deixado de mais recente.

Um dos primeiros trabalhos de Mapplethorpe, antes de optar pela fotografia.

Um dos primeiros trabalhos de Mapplethorpe, antes de optar pela fotografia.

Mapplethorpe foi um dos maiores image-makers de todos os tempos, muito mais que um fotógrafo, ele foi um rebelde, um cara que queria mostrar ao mundo que a fotografia poderia ser sim considerada uma arte tão importante quanto á pintura ou escultura.

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Auto-retrato do artista em colagem.

E ele não deixou por menos não, sua vida foi totalmente dedicada à sua arte, pois desde o começo ele foi focado em se tornar um mito, a ser falado anos depois de sua morte, e parece que conseguiu.

A expo abriu desde março e colocou o seu nome novamente na mídia, juntamente com o livro “Just Kids” (Só Garotos), lançado em 2010, e que é um lindo retrato dele e de Patti Smith, a autora, ex-namorada e sua companheira inseparável nos anos 70, quando eram duas almas em busca da fama e reconhecimento (e que deve virar filme em breve).

Mappplethorpe e Patti Smith

Mappplethorpe e Patti Smith

No livro de Smith, ela conta toda a história de como ela e Mapplethorpe enfrentaram as dificuldades (e a pobreza) até verem seus nomes alçados á fama e a toda a cena artística da NY dos anos 70/80.

Vindo da pequena Floral Park, em Queens, ele se formou no ginásio e logo mudou para NY para estudar no Pratt Institute, em 1967. Foi lá que ele conheceu Patti Smith e teve contato com o que realmente queria fazer: ser uma pessoa respeitada no mundo das artes.

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Colagem de Mapplethorpe de início de carreira

No começo, ele era tímido, frágil, mas já demonstrava uma personalidade forte, que sabia o que queria e vai fazendo várias experimentações com drogas, parceiros, até achar o seu jeito único de se expressar.

Em 1969, ele e Patti se mudam para o Chelsea Hotel, o lugar efervescente da cena artística nova-iorquina onde terão contato com pessoas que terão papel fundamental em suas vidas profissionais.

Foto de Candy Darling, da turminha da Factory, clicada por Mapplethorpe

Foto de Candy Darling, da turminha da Factory, clicada por Mapplethorpe

Mapplethorpe era dono de uma beleza única, ele conquistava a todos com seu jeito, charme e visual, se vestindo de maneira extravagante; todos o desejavam.

Além disso, eles frequentavam direto o Max’s Kansas City, o lugar para ver e ser visto na NY do início dos anos 70, cruzando com gente que incluía desde Debbie Harry a Iggy Pop, passando por Lou Reed e toda a Factory de Andy Warhol.

Debbie Harry por Mapplethorpe

Debbie Harry por Mapplethorpe

Iggy Pop por Mapplethorpe

Iggy Pop por Mapplethorpe

Mas eles ainda sofriam a barra de não ter sucesso financeiro, então cada ação deles era altamente batalhada para um dia poder viver de sua própria arte.

Foi Mapplethorpe que fotografou as sessões para a capa do primeiro disco de Patti, “Horses” e estas fotos tornaram-se icônicas, estando presente na exposição.

Patti Smith na capa do disco 'Horses", foto de Mapplethorpe

Patti Smith na capa do disco ‘Horses”, foto de Mapplethorpe

Uma das primeiras experimentações deles em filme foi com o curta “Robert having his nipple pierced”, que acabou virando parte do acervo do MOMA.

Nesta época, ele estava fascinado pelas revistas pornôs gays e colagens e começava a tirar fotos com sua Polaroid (mas os filmes ainda custavam caro).

Primeiras fotos de Mapplethorpe tendo o S&M como tema principal

Primeiras fotos de Mapplethorpe tendo o S&M como tema principal

Mapplethorpe começava a se deslumbrar com a cena S&M de NY, especialmente com toda a performance e objetos relacionados com o gênero incluindo muito couro preto, algemas e tudo o que remetia a esta cena.

Sua vida vai mudar ao conhecer Sam Wagstaff, milionário por quem se apaixona e que acaba virando o seu patrono no mundo das artes, bem como aprendendo mais sobre fotografia com ele, já que Wagstaff era um ávido colecionador de fotografia.

Mapplethorpe e Sam Wagstaff

Mapplethorpe e Sam Wagstaff

Seu relacionamento era a troca perfeita, com Mapplethorpe dando-lhe sua juventude e vitalidade, lhe dando mais liberação sexual e Wagstaff abrindo as portas de um novo mundo sofisticado.

Auto-retrato de Mapplethorpe

Auto-retrato de Mapplethorpe

Inclusive, foi por causa de Wagstaff que Warhol passou a aceitar Mapplethorpe, já que antes o considerava um vagabundo e que não tinha talento (ainda mais que ele também utilizava polaroids e Warhol detestava quem competisse com ele no uso deste material).

Polaroid de Mapplethorpe para Sam Wagstaff

Polaroid de Mapplethorpe para Sam Wagstaff

Assim, ele realiza sua primeira exibição, somente com polaroids, na Light Gallery e cujo convite vemos abaixo.

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Como bem disse Wagstaff: ‘Robert gostava de brincar nos limites da pornografia”.

E Mapplethorpe vivia este momento com tudo, frequentando direto lugares como Fire Island (o retiro gay da época, com praia e festas), onde rolava muita pegação e o qual ele frequentava ao lado de Peter Berlin (famoso pornstar da época), o qual lhe inspirou em tirar ainda mais fotos homoeróticas.

Peter Berlin por Mapplethorpe

Peter Berlin por Mapplethorpe

Só faltava a ele desbravar um lugar em NY que era o ápice da pegação sado-masô da época, o The Mine Shaft, clube escuro, pequeno e que rolava de tudo que era imaginado num lugar destes em tempos de pré-Aids na NY dos anos 70.

Foto de Mapplethorpe utilizando o dress code do S&M

Foto de Mapplethorpe utilizando o dress code do S&M

Bem, Mapplethorpe fica completamente fascinado pelo lugar e não para de frequentá-lo, conhecendo por lá vários dos modelos que veio a fotografar e que integram as fotos do seu chamado “X Portfolio”, com fotos em que não há limites para todos os tipos de experiências sexuais, muita genitália, fist-fuck e o que mais fosse.

Capa do X Portfolio

Capa do X Portfolio

O trabalho dele não era apenas para chocar e sim mostrar à sociedade que havia outro mundo a ser desvendado, que era estranho, mas era novo e nunca havia sido mostrado da maneira que Mapplethorpe retratava.

Depois de lutar um período sem galeria de arte, ele finalmente passa a pertencer a Holly Solomon Gallery e por lá realiza um show, bem como outro com imagens S&M, os dois rolando ao mesmo tempo, o que foi um golpe de mestre na época e que deu o resultado por ele esperado.

Outro detalhe da exposição "The Pefect Medium"

Outro detalhe da exposição “The Pefect Medium”

Esta fascinação dele por imagens proibidas mostra que ele tinha a fixação pelos rituais religiosos, arrumando suas fotos de maneira rígida, católica, misturando com imagens demoníacas e fazendo um bom contraponto entre o bem e o mal. O que ele desejava era colocar para fora o diabo existente em cada um de nós.

Polaroid de Mapplethorpe

Polaroid de Mapplethorpe

A partir de 1978, sua carreira finalmente decola, ele começa a fazer mais e mais trabalhos e contando com assistentes (como seu irmão Edward) e seu próprio revelador, Tom Baril.

Foto de amigo de Mapplethorpe que frequentava as noites de S&M

Foto de amigo de Mapplethorpe que frequentava as noites de S&M

Em 1980, ele tem a ideia de lançar um livro de fotos com Patti Smith, mas era numa época em que os dois já andavam meio afastados e ela não morava mais em NY, assim o livro acabou saindo, mas com Lisa Lyon como o tema de todas as fotos.

Lyon era uma bodybuilder, uma campeã de fisicuturismo feminino, numa época em que isto era algo raro e isto fascinou Mapplethorpe, que fez lindos retratos com ela, explorando todos os lados de sua feminilidade em contraste com o corpão quase masculino.

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Lisa Lyon por Mapplethorpe

A próxima fase dele foi com os negros, ele só os procurava como parceiros sexuais e considerava que fotografá-los era como fotografar estátuas de bronze.

Foto de Mapplethorpe com modelo negro

Foto de Mapplethorpe com modelo negro

Nesta época, sua paixão obsessiva era por Milton Moore, o modelo da foto “Man in Polyester suit”, talvez um de seus retratos mais icônicos.

A icônica foto "Man in Ployester Suite" de Mapplethorpe

A icônica foto “Man in Ployester Suite” de Mapplethorpe

Mapplethorpe também havia se tornado um procurado fotógrafo de retratos, já que seus portraits eram considerados extremamente elegantes e ser fotografado por ele passa a ser um status para a época.

Isabella Rossellini por Maplethorpe

Isabella Rossellini por Maplethorpe

Nos anos 80, ele também começa com sua série de fotos com flores, que podem ter uma conotação erótica, mas são trabalhos de belas qualidades técnicas e extremamente bem realizados.

Calla Lily

‘Calla Lily” de Mapplethorpe

Porém em 1986, ele é diagnosticado com Aids e sua vida dá uma revolta com esta descoberta. Wagstaff morre em 1987, lhe deixando ainda mais abalado por esta doença.

Com a proximidade de sua morte, ele passa a fazer ainda mais fotos, tendo uma intensa produção neste período do final dos anos 80.

Auto-retrato de Mapplethorpe

Auto-retrato de Mapplethorpe

Sua última exposição foi “The Perfect Moment”, na qual foi mostrado pela primeira vez, e por completo, seus portfólios X, Y (flores) e Z (negros).

Em 1988, ele abre a Mapplethorpe Foundation, com o objetivo de manter seu trabalho e apoiar as causas que julgava importante, como pesquisas para descobrir a cura da Aids e promover os jovens talentos da fotografia.

Mapplethorpe vem a falecer em 1989, com apenas 42 anos de idade.

Último auto-retrato do fotógrafo, já doente

Último auto-retrato do fotógrafo, já doente

Foi quando esta exposição chegou em Washington e Cincinnati que os problemas começaram de verdade, pois políticos moralistas resolveram usar suas fotos para uma cruzada de moralização, que deveriam ser proibidas por serem consideradas obscenas.

Outra de suas imagens famosas

Outra de suas imagens famosas

Mesmo assim, o dono da galeria que havia sido processado acabou sendo absolvido das acusações e este acontecimento acabou mudando a maneira como a arte passou a ser vista nos EUA, com mais liberdade e menos caretice.

As exposições de Mapplethorpe estão divididas em dois museus: no Getty Museum estão suas fotografias, desde o começo até as mais recentes e no LACMA estão as polaroids, as colagens, desenhos, retratos de celebridades e mais. As fotos do Portfolio X estão misturados entre os dois, bem como os retratos dos negros e as flores.

Detalhe da exposição em cartaz no Getty Museum e no LACMA , em Los Angeles

Detalhe da exposição em cartaz no Getty Museum e no LACMA , em Los Angeles

Ambas as expos ficam em cartaz até 31 de julho.

Aproveitando a exposição, a HBO lançou no mês passado o documentário “Look at the pictures”, um ótimo doc com depoimentos de amigos, modelos, ex-namorados do fotógrafo, traçando um perfil desta figura mítica que foi Robert Mapplethorpe. Já tem disponível para baixar e abaixo dá para conferir o trailer:

O legado de Mapplethorpe é imensurável, sua fotografias falam por si só, são trabalhos de extrema beleza, a fotografia como arte, e valem a pena serem apreciados e conhecidos a fundo.

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