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Today’s Sound: Gil Scott-Heron por Arthur Mendes Rocha – Japa Girl



























































                
       
















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Today’s Sound: Gil Scott-Heron por Arthur Mendes Rocha

Hoje falaremos de outro artista fundamental para o rap e o hip-hop, que com sua poesia e música é considerado quase como um pai do gênero: Gil Scott-Heron.

Heron começou sua carreira na literatura, já que passou a se interessar pela leitura desde seus tempos como colegial no Bronx e aos 13 anos ele publicou seu primeiro livro de poesias.

Enquanto cursava a faculdade, ele abandonou o último ano para escrever sua primeira novela, “The Vulture”, lançada em 1968 e muito bem recebida pela crítica.

No final dos anos 60, ele é encorajado pelo produtor de jazz Bob Thiele (que já havia trabalhado com Louis Armstrong e John Coltrane, entre outros) a gravar música e assim ele lança seu álbum de estréia ‘Small Talk at 125th and Lenox”.


O álbum contém uma forte mensagem política, criticando os meios de comunicação de massa e a ignorância da classe média americana. Uma das músicas mais marcantes dele é “The revolution will not be televised”:

Esta música virou uma referência essencial aos rappers, já que é praticamente uma música falada, com acompanhamento de bongos e conga, enquanto ele declama sua poesia de rua.

Ao sair da gravadora de Thiele, ele ingressa na Arista e a partir daí lança trabalhos que chegam nas paradas de sucessos de R&B, misturando poesia, jazz e uma pitada de disco em músicas como “The Bottle”(seu maior hit chegando ao 15º lugar na parada R&B)

e também “Johannesberg”:

Durante os anos 80, Heron acaba sendo produzido por Nile Rodgers, mas sua música tenta atacar cada vez mais o governo Reagan e ele acaba sendo dispensado da gravadora em 1985. Mesmo continuando a fazer shows pelo mundo, Gil fica sem gravar até 1993, quando lança “Spirits”.

Heron teve vários problemas com drogas, brigas com sua ex-mulher até descobrir que era portador do vírus da Aids. Mesmo assim, ele gravou em 2010, pela gravadora XL, o álbum “I’m new here” e conquistou toda uma nova geração que mal conhecia seu trabalho.

Em 2011, ele lança uma versão remixada deste álbum juntamente com Jamie XX (da banda XX) que se torna um sucesso no circuito alternativo e pelo qual ele participa de vários festivais na Europa. Um dos destaques do álbum é “Me and the devil”:

Em maio do mesmo ano, Heron faleceu em virtude de uma pneumonia causada pela Aids.

A música de Heron mistura ritmos como soul, funk, jazz, ritmos latinos, é influência direta na música rap já que ele foi um inovador, declamava sua poesia com fundos políticos tendo a música como maneira de se fazer ouvir.

Sua voz potente, grossa, clara é sua marca registrada. A geração de músicos que veio depois dele, tanto no hip-hop quanto no rap, acid jazz, reverenciam seu talento e sua genialidade.

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