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TODAY’S SOUND: GRACE JONES POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl



























































                
       
















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CURRENT MOON

TODAY’S SOUND: GRACE JONES POR ARTHUR MENDES ROCHA

E a diva de hoje é a linda, moderna e exótica Miss Grace Jones, que além de musa disco, também é modelo, atriz, produtora e compositora.

grace 1

Grace Jones nasceu na Jamaica, em 1948, seu pai era político e bastante religioso. Quando seus pais foram trabalhar em NY, ela acaba se mudando para lá aos treze anos.

grace by andy

A família dela era toda ligada em religião, especialmente da Igreja Pentecostal. Sua relação com o pai sempre foi difícil, pois sua igreja não aceita que alguém cante, se não for para glorificar Deus. Logo, ele não pôde ser bispo por ter seu nome associado ao de Grace.

grace jovem

Em NY, ela cursa a universidade, dedicando-se ao espanhol, até que se muda para Filadélfia, ao receber a proposta de um professor de teatro para montar uma peça com ele.

Ela retorna para a big apple aos 18 anos e imediatamente é aceita na conceituada agência de modelos Wilhelmina, chamando atenção pelo seu tipo exótico, sua pele escura, sua altura, sua boca carnuda e um corpo escultural.

grace 70's

Grace se muda para Paris em 1970 e lá vira a sensação da moda, desfilando para estilistas como Yves Saint Laurent, Kenzo, Claude Montana, que utilizavam modelos no estilo dela.

Grace também trabalha com os fotógrafos hypes da época como Guy Bourdin, Helmut Newton, Hans Feurer, além de virar uma das musas do ilustrador Antonio Lopez.

grace by antonio

Durante este período, Grace mora com duas outras modelos que viriam a se tornar famosas: Jerry Halll e Jessica Lange. Nesta época ela afirmava que as três não dormiam nunca (aí vocês podem imaginar a jogação que não era).

Ela vivia todos os excessos da época, saindo todas as noites em clubs como o Sept, também frequentado por Karl Lagerfeld e Giorgio Armani.

grace jungle

As revistas de moda e as masculinas, como Playboy e Lui, a disputavam para tê-la em suas capas e editoriais. Ela não tinha pudores em sair nua, em se vestir do jeito que bem entendesse e de chocar a quem fosse.

Grace Jones by Francis Ing for Playboy Italia 1978

grace lui

Nesta época, Grace ainda não pensava na carreira de cantora. Isto só veio a acontecer em 1976, quando ela assina com a gravadora Island Records.

Ela entra para o estúdio, sob a produção de Tom Moulton, o icônico produtor de disco music que criou o conceito do 12¨ (o doze polegadas) e do remix.

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Seu primeiro disco é lançado em 1977, “Portfolio”, um estouro no ápice da disco e que rendeu hits como “I need a man”, o primeiro club hit de Grace.

Outro destaque do álbum era a versão disco de “La Vie em Rose”, de Edith Piaf:

A capa do disco era outro atrativo, com desenhos lindos dela feitas pelo designer Richard Bernstein (que desenhava as capas da revista Interview).

Grace-Jones-Portfolio

A voz de Grace é a de contralto, com aqueles vocais onde ela fala e depois ataca de soprano, fazendo dela uma figura especial no mundo da música.

grace interview

O segundo disco, “Fame”, foi gravado com rapidez para aproveitar o sucesso do primeiro, sendo lançado em 1978. O primeiro single foi “Do or Die”, outro hit da era disco, aqui numa apresentação do programa Soul Train.

Grace agora era uma disco diva, circulando e se apresentando em lugares como o Studio 54 e também em várias boates gays, virando uma celebridade e amiga de Andy Warhol, entre outros.

grace at studio

 

Mas sua vida iria mudar ao conhecer Jean Paul Goude, foi ele o grande responsável pelo visual de Grace, ele trabalhou sua imagem para ela virar o mito que virou.

Goude, um designer gráfico, ilustrador e fotógrafo, dirigia os vídeos dela, além de coreografar seus shows, fazer as capas de seus discos, Grace era uma obsessão para ele.

grace by goude

Goude e Grace viveram um relacionamento amoroso intenso, que terminou ao Grace dar à luz ao filho deles, Paulo. Mesmo assim, continuam amigos até hoje.

grace jungle 2

Com o declínio da disco, Grace resolve fazer álbuns com o ritmo mais reggae, o som de sua terra natal, a Jamaica, e por isso se une ao Compass Point All-Star. A banda se reunia em torno do Compass Point Studios (que pertencia a Chris Blackwell da Island) e cujas principais figuras eram Sly & Robbie. Eles eram a nova tendência para dar ao reggae um som mais contemporâneo, utilizando sintetizadores.

grace body

O próximo disco dela é “Warm Leatherette”, de 1981, a começar pela faixa título, o álbum é contagiado por este reggae mais moderno e pela new wave (que agora era o ritmo do momento).

O álbum incluía regravações como “Private Life” (de autoria de Chrissie Hynde dos Pretenders) e “Love is the Drug” (regravação de Roxy Music).

A capa original era de Jean Paul Goude, mas acabou sendo substituída em outras versões por uma foto de um show dela. Este foi o disco com o qual ela estourou na Inglaterra.

grace original cover warm

O estilo de Grace era cada vez mais andrógino, e ela continuava a ousar no seus looks, muito antes de Lady Gaga, ela aparecia com modelos extravagantes e vestindo estilistas que ela amava como seu amigo Azzedine Alaia.

grace and azzedine

 Já no disco seguinte de Grace, “Nightclubbing”, acaba sendo um dos maiores sucessos dela, a começar pela capa onde está vestida de homem, em um terno Armani e com o cigarro na boca, cabelo curtíssimo, tudo idealizado por Goude.

Grace-Jonesnightclubbing

O disco mistura reggae, R&B, new wave, pop e foi seu disco mais bem colocado na parada americana.

Entre os hits estava “Pull up to the bumper”:

Outra música que fez sucesso foi “I’ve seen that face before (Libertango)”, que voltou com tudo quando foi incluída na trilha do filme “Frantic” (de Polanski).

Recentemente o disco ganhou uma nova versão com faixas bônus, sobras de estúdio e novos remixes.

Seu disco seguinte é lançado em 1982 e o último da chamada “Compass Point trilogy”, com o hit reggae “My Jamaican Guy”. Aqui ela canta na Jamaica, acompanhada de Sly & Robbie e Coati Mundi (do Kid Creole & the Coconnuts):

A incrível capa é mais uma vez feita por Goude e mostra Grace com o rosto todo anguloso, meio quadrado, com um esparadrapo na sobrancelha e o cabelo bem geométrico.

grace jones private life

O seu próximo passo foi a performance “One Man Show”, com direção de Goude é um dos shows mais absurdos já filmados, com várias sacadas maravilhosas incluindo ela vestida de gorila, um exército de Grace Jones invadindo o palco, ou trajando um vestido gigante de bolas coloridas enquanto canta “Living my life”:

O show foi lançado como um short-film e disputadíssimo quando saiu em VHS (só existia na versão importada), é um espetáculo de art-pop, com luz, cenários, coreografias e figurinos que merece ser visto.

Em 1984, ela é convidada para fazer seu primeiro filme em Hollywood, “Conan, o Destruídor”, ao lado de Arnold Schwarzenegger, no papel da guerreira Zula.

grace e arnold

Logo em seguida, ela faz mais um papel no cinema, desta vez no filme de James Bond, “A view to a kill”, no papel de uma vilã que seduz o agente secreto.

grave a view

Grace era uma celebridade badalada, saindo na Playboy ao lado de seu namorado na época, o ator Dolph Lundgren. Era lindo ver um casal assim, os dois juntos causavam frenesi nos paparazzi por onde passavam.

grace e dolph

Seu último disco pela Island foi “Slave to the rhythm”, com um conceito diferente, o álbum consistia em uma faixa única, com várias versões e produção de Trevor Horn.

Grace slave

O clipe inclui cenas de vários vídeos dela e foi sucesso nas pistas de dança:

Logo em seguida, Goude cria a fantástica capa da coletânea de sucessos, “Island Life’, com uma Grace toda montada por colagens e que se tornou referência pop.

grace by goude island

grace island life

Em 1986, além de lançar um novo trabalho, “Inside Life” (com produção dela e de Nile Rodgers), com um de seus últimos hits, “I’m not perfect (but I’m perfect for you)”.

Ela também faz seu papel de mais destaque no filme “Vamp”, onde ela é a vampira do título, personagem que combinava bem com seu visual e tem o seu corpo pintado por nada mais nada menos que Keith Harring.

grace e keith

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Neste meio tempo, ela participou de novos filmes (“Boomerang” e “Siesta”), bem como convidada especial em discos de outros artistas, além de lançar coletâneas com seus sucessos.

Seus próximos discos só seriam lançados em 1989 (“Bulletproof”) e depois sua volta à música seria somente em 2008, com o álbum “Hurricane”.

grace 70s 2

Ela foi encorajada a voltar através do amigo Phillip Treacy, cantando em boa forma e fazendo shows lotados em diversas capitais e em festivais, como na música “Williams Blood”:

Ela também posa para um editorial da revista V, em colaboração com seu antigo parceiro, Jean Paul Goude.

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Em 2011, foi lançado um disco de dubs de “Hurricane” e no ano seguinte, ela participa do Baile da Amfar no Brasil, bem como do Jubileu de diamante da Rainha Elizabeth, numa ótima apresentação onde cantava todo o tempo usando um bambolê.

Jamaican singer Grace Jones performs during the Diamond Jubilee concert at Buckingham Palace in London

Grace está preparando um novo disco e também um livro de memórias onde deve contar muitas fofocas de bastidores e não deve poupar ninguém, bem no seu estilo direto e verdadeiro e que deve ter histórias imperdíveis, aguardemos…

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1 Comment
  1. Grace Jones é maravilhosa! Parabéns pelo post!