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TODAY’S SOUND: IRVING PENN POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl












































































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TODAY’S SOUND: IRVING PENN POR ARTHUR MENDES ROCHA

Irving Penn foi uma lenda americana: fotógrafo dos mais inspirados, tudo que passava por suas lentes virava arte, seu jeito de fotografar, seu método de revelação, tudo isto o transformou num mestre.

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Para Penn, um bom fotógrafo era aquele que comunicava um fato, tocava o coração, e modificava àquele que havia visto uma fotografia sua, ou seja, esta era efetiva.

Penn começou estudando desenho, pintura, artes gráficas e industriais na Philadelphia Museum School of Industrial Art (hoje a University of Arts) nos anos 30.

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Seu irmão, Arthur, também se dedica às artes e se torna cineasta, dirigindo filmes como ‘Bonnie & Clyde”.

Seu professor era Alexey Brodovitch, que reconheceu o talento do jovem Penn e o convidou a trabalhar no seu lugar como diretor de arte da Saks Fifth Avenue em 1940.

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Mas Penn viaja para o México por um ano, para pintar, e oferece seu posto na Saks para Alexander Lieberman.

Liberman vem a se tornar o poderoso diretor de arte da Vogue e quando Penn retorna de viagem, ele o convida para trabalhar na revista, sendo seu assistente.

Um dos primeiros trabalhos de Penn foi clicar uma capa de Vogue com apenas acessórios, sem a presença de uma modelo.

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Liberman deu várias dicas para Penn como o de ‘suavizar’ suas fotos de moda, já que no começo suas fotos pareciam queimar as páginas da revista, foram importantes toques para um fotógrafo que viria a ser um dos grandes que a moda já teve.

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Era uma época que a fotografia de moda coexistia em harmonia com as ambições artísticas dos fotógrafos.

Em meados dos anos 40, ele vai servir a American Field Service (após ser recusado pelo exército americano) e depois o exército britânico em diferentes lugares, onde aproveita para treinar a fotografia, aprendendo a iluminar com luz natural e formar suas composições perfeitas.

Em 1946 ele volta para a Vogue, por onde vai permanecer por cinco décadas, fotografando desde capas, editoriais, fotos de celebridades, artistas, pessoas de fundamental importância na cultura do século XX.

Entre seus fotografados estavam Picasso, Colette e muitos outros.

picasso

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 Em 1947, Penn conhece Lisa Fonssagrives, ao clicar algumas das modelos mais famosas da época.

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Lisa se tornaria sua musa e a inspiração para fotos de moda que se tornaram ícones de elegância e sofisticação.

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Além disso, qualquer imagem de natureza morta (as denominadas still-life) se tornam verdadeiras obras-primas pelas lentes de Penn; seu olhar particular, seu enquadramento, a forma com que os objetos são dispostos, acabam tornando um simples ovo em uma pintura.

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E assim, a cada exemplar de Vogue, as fotos de Penn que ilustram as mais diferentes matérias se tornam um das marcas da revista: imagens simples, mas de grande força visual.

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Em 1950, a Vogue publica uma de suas melhores capas (das muitas que irá fazer) com a famosa imagem da modelo Jean Patchett em preto e branco, com um véus cobrindo seu rosto, imagem cheia de contraste e que será copiadíssima até os dias de hoje.

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No interior da revista, estava esta imagem de sua esposa Lisa vestindo um modelo arlequim de Balenciaga.

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Nesta época, ele já tem o seu próprio estúdio e lá vai fazendo suas experimentações.

Uma das inovações dele foi fotografar seus enfocados tendo ao fundo uma espécie de “canto’ no estúdio, criando uma certa claustofobia, como vemos nesta foto que ele fez da artista Georgia O’Keefe.

georgia 2

Outros que ele fotografou desta maneira foram Marcel Duchamp e Igor Stravinsky.

duchamp

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Além disso, Penn tinha todo um cuidado na hora de revelar suas fotos, revelando-as numa impressão de platina e sempre visualizando os detalhes de cada foto.

Também são famosas suas fotografias de diferentes etnias, como esta de uma tribo de Nova Guiné, que foram publicadas no livro ‘Worlds in a small room”.

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Ele também transformava em arte dos mais diferentes objetos como crânios de animais, ossos, metais; até mesmo lixos e bitucas de cigarros encontradas na rua viravam arte nas mãos de Penn.

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metal

 

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Em 1975, suas impressões em platina são expostas no Moma em NY, com Penn misturando técnicas modernas e as do século XIX.

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Suas fotografias de flores são tão brilhantes e diferentes do que se fazia na época que inspiraram a publicação de um livro, ‘Flowers’ by Irving Penn, de 1980, hoje fora de catálogo.

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Editoras de moda célebres como Diana Vreeland, e hoje Anna Wintour, viam a magnitude das imagens de Penn para a revista, eram um dos grandes diferenciais da publicação.

Nos anos 80 é muito reconhecida a sua colaboração com o estilista japonês  Issey Myiake, com o qual faz incríveis publicidades veiculadas nas melhores revistas e em outdoors e que também originaram um livro publicado em 1999.

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myiake by penn

Outra característica de Penn era ser avesso a badalações, tanto é que restaram poucas fotos dele em ocasiões sócias, como as que publicamos nesta matérias (que são auto-retratos) e esta abaixo com outros dois grandes nomes da fotografia de moda: Richard Avedon e Helmut Newton.

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Um de seus trabalhos marcantes foi a capa do disco de Miles Davis, ‘Tutu”, e também o detalhe da mão de Miles que ele fez questão de registrar para a posteridade.

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No início da década de 90, Penn vai realizar uma grande exposição de suas obras em Washington.

Porém, em 1992, ele perde o grande amor de sua vida, Lisa Fonssagrives-Penn, que veio a falecer.

Durante os anos 90 e 00, Penn vai continuar a fotografar moda para a Vogue, utilizando as supermodelos como Linda Evangelista e Gisele Bundchen, bem como realizando novas exposições de seus trabalhos.

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gisele

Uma destas exposições é que reúne os nus que fez nos anos 1949-50 e que nunca haviam sido exibidos para o grande público, por justamente fazer uma contraposição de corpos magros e gordos (como vemos na foto abaixo).

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Suas fotos de beleza também são um atrativo a parte como esta que fez em homenagem a Archimbald.

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E esta com uma cobra no rosto da modelo e outra para mostrar os brincos Gaultier.

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penn's gaultier earrings

Penn faleceu em 2009, aos 92 anos, depois de muita dedicação à fotografia e que mereceram as seguintes palavras de Anna Wintour: “Quando as fotografias de Penn foram publicadas na revista, elas pareciam estranhas e inesperadas. Ao vê-las novamente, elas são instantaneamente definitivas. Você nunca mais vai conseguir olhar uma banana, um mosquito ou um nu sem pensar em Irving Penn. Ele mudou a maneira que vemos o mundo e principalmente a nossa percepção do que é bonito”.

E seu trabalho será sempre moderno, atual; tendo sido recentemente servido de inspiração para a capa da Interview com Lana Del Rey com a abelha pousada em sua boca.

inspired by

 

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