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CURRENT MOON

Today’s Sound: Jules et Jim por Arthur Mendes Rocha

Um dos filmes chaves da Nouvelle Vague, sob a direção de François Truffaut, “Jules et Jim” fala de um triângulo amoroso e causou sensação quando lançado em 1962.

“Jules et  Jim” é baseado no livro de Henri-Pierre Roché, uma semi-autobiografia sobre seu relacionamento com o escritor Franz Hessel e sua esposa Helen Grund.

O livro caiu nas mãos de Truffaut quando este vasculhava um sebo e foi amor à primeira vista: ele acabou ficando amigo de Roché e este lhe deu autorização de transformar seu livro em um filme.

O filme foi todo rodado em preto e branco e contêm muitos dos elementos da Nouvelle Vague: imagens de noticiários, fotografias, imagens congeladas (freeze frame) para dar a impressão de fotografia estática, uso de panning shot (movimento de câmera como se fosse uma pessoa balançando a cabeça ao dizer “não”, com a câmera de movimentado de um lado para o outro), wipe (truque de edição que vai fechando o quadro até aparecer uma nova imagem), travelling, planos longos complementados por uma narração em off.

No elenco, a presença eletrizante de Jeanne Moreau, a grande atriz francesa que vinha dos sucessos de “Ascensor para o Escadafalso”, “Os Amantes” (ambos de Louis Malle) e “A Noite” de Antonioni, no papel de Catherine, a mulher de personalidade forte e disputada pelos amigos Jules e Jim.

No papel de Jules está Oskar Werner, ator que despontou com este filme e depois fez “A Nau dos Insensatos” e “Fahrenheit 451” (também de Truffaut), entre outros.

Como Jim, temos o ator Henri Serre, que não estourou, mas chegou a fazer filmes para Louis Malle e Costa-Gavras.

Seria muito simples dizer que o filme gira em torno deste triângulo amoroso, mas o filme é muito mais denso que isso, trata das relações humanas, incluindo amizade, amor, afeto; é um dos filmes mais belos e sensíveis de todos os tempos.

O filme começa antes da primeira grande guerra, quando Jules (Werner), um tímido escritor austríaco,conhece o francês Jim (Serre), que é mais extrovertido, e acabam virando bons amigos e companheiros na vida bôemia.

Durante a guerra, eles acabam lutando em lados opostos, sempre com medo de ferirem um ao outro.

Com o final da guerra, eles acabam conhecendo Catherine (Moreau), uma mulher charmosa, especial, com espírito livre e ambos ficam atraídos por ela.

Catherine acaba se casando com Jules e tendo uma filha com ele, indo morar num chalé na floresta negra. Mesmo assim, continua tendo casos extraconjugais, para o desespero dele.

Lá eles são visitados por Jim, que acaba percebendo que o casamento não vai bem e acaba se envolvendo também com Catherine.

Os três convivem muito bem durante este período, no que parece ser um perfeito casamento a três.

Só que Catherine não consegue engravidar de Jim e isto gera um desconforto entre eles e Jim acaba voltando para Paris.

Várias trocas de cartas, encontros e desencontros, momentos cômicos e de farsa ainda vão permear suas vidas até o trágico desfecho.

“Jules et Jim” teve uma bela trilha sonora composta por Georges Delerue, famoso compositor de inúmeros scores como “Hirsohima, mon amour”, “O Conformista”, “Platoon”, entre outros. Foi considerada a décima melhor trilha de todos os tempos pela revista Time.

Truffaut vinha de dois filmes, “Os Incompreendidos” e “Atire no pianista”, mas com “Jules et Jim” ele fala mais direto com os jovens, até pelo tema abordado.

Truffaut & Jeanne


O Diretor Truffaut e a atriz Jeanne Moreau

Uma das canções que marcaram o filme foi “Le tourbillon de La vie”, composta por Serge Rezvani (que a acompanha no violão) e interpretada por Jeanne Moreau,como podemos ver abaixo:

Moreau encarna uma personagem que é a cara da Nouvelle Vague: charmosa, sexy e ao mês-mo tempo inteligente, com idéias libertárias; suas cenas viraram ícones, bem como seu jeito de vestir, como na icônica cena em que se veste de homem, com boina, cigarrilha e um bigode falso e aposta uma corrida com os dois:

Ou em outra cena famosa em que, vestida elegantemente ao estilo das mulheres do início do século, ela se atira no rio em protesto á uma discussão dos dois sobre a fidelidade da mulher:

Jules et Jim não é um filme romântico no sentido tradicional, ele fala de amor, de sexo, fala das dificuldades e das complicações das relações amorosas; o filme continua atual em sua aborda-gem franca e sincera do amor sem clichês.

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2 Comments
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