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TODAY’S SOUND: LIZ TORRES POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl



























































                
       
















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TODAY’S SOUND: LIZ TORRES POR ARTHUR MENDES ROCHA

Hoje falarei de uma diva house que foi esquecida com o tempo, mas que até hoje é considerada The queen of house (a rainha da house); ela é Liz Torres!

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Liz nunca teve o sucesso merecido, já que nunca estourou comercialmente com seus singles e participações, mas sua influência é tão grande que ela é mega cultuada pelos experts do gênero.

liz torres mama

Ela é diferente das demais divas house, seus vocais são sussurrados, murmurados, são sensuais e a latinidade está presente na sua atitude e na maneira de cantar, ainda mais por suas raízes espanholas.

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Nascida em Porto Rico como Elizabeth Torres-Velez, Liz mudou-se par Chicago aos três anos de idade, iniciando a cantar em igrejas onde foi treinando sua voz.

Toda a oportunidade, Liz entoava (de olhos fechados) músicas espanholas de igreja, já que era criada neste meio, sem rádio nem televisão.

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Foi no colegial que ela teve contato com a música de artistas como Grace Jones, Aretha Franklin, Stevie Wonder, entre outros.

Ao conhecer Jessie Jones (que viria a ser seu namorado) e ouvir no rádio “boombox” uma faixa house, Liz se apaixonou e disse que poderia fazer vocal para uma música como aquela.

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Assim nascia “Mind Games”, do Quest, em 1985, com produção de Carl Bias. A faixa estava a frente do seu tempo, é super underground e Liz ainda não teve seu nome destacado:

A música foi um sucesso imediato no Paradise Garage e isto a levou a se apresentar por lá algumas vezes, além de virar amiga íntima de Larry Levan.

liz torres e larry levan

Ela acabou sendo aceita logo de cara no Garage e, misturando inglês com espanhol e se apresentando em outros clubs nova-iorquinos como o Palladium e sendo denominada de “Queen Bitch”, conquistando o público que frequentava que incluíam gays, latinos, negros e mais.

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Ela só veio a assinar como Liz Torres na faixa “What you make me feel” com participação de Kenny “Jammin” Jason, que também produziu:

Já com estas duas faixas, notamos que Liz não veio para brincar não, seus vocais são “fierce” (feroz, ardente) e ao mesmo tempo assustadores, desafiadores. Ela é sexy e maliciosa e não tem vergonha disto, pelo contrário…

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Liz Torres com o Master C & J

Mas foi ao se juntar com os pioneiros da house, Master C & J (C para Carl Bias, Edward Crosby e J para Jessie Jones), que gravavam pela Chi-Town (através de selos como State Street e Sidestreet Records) que Liz passa a ser reverenciada pela cena em músicas como “Can’t get enough”:

Mesmo sem um treinamento mais técnico, Liz chama a atenção pelos seus vocais em tracks como “Face it” e ‘In the City’, lançados pela Trax e considerados clássicos absolutos:

Liz conquista também o mundo fashion e passa a ser vestida por marcas como Patricia Field (a futura designer de ‘Sex & the City” e “O diabo veste Prada”), além de Latroya Fashion e Alfredo Viloria.

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Em 1987, ela lança o single “Mama’s Boy”, outro clássico das pistas underground:

Em 1989, ela lança o single “A Touch of Love” pela Black Market Records:

Tudo levava a crer que finalmente Liz teria o seu merecido sucesso, ao assinar com a Jive Records (subsidiária da gravadora RCA) para gravar seu primeiro álbum, “The Queen is in the house’.

liz queen

O álbum acabou sendo negligenciado pela gravadora, que só o lançou um ano depois, em 1990 e não o promoveu.

Mesmo assim, o disco teve dois singles em potencial, “Payback is a Bitch (What goes around comes around)” e ‘Loca”:

Outra música que se destacava no disco era “If u keep it up”, com produção de Clivilles & Cole (do C&C Music Factory), que até ganhou um video:

Mas Liz resolve voltar às suas raízes e volta a se unir a Master C& J e lança o EP ‘Queen B’, incluindo versões matadoras de ‘Don’t let love pass you by’:

Em 1995, ela lança outro single, ‘Set Urself Free”, que atinge o 11º lugar da parada dance da Billboard:

Em 1999, Dany Tenaglia a convida para fazer os vocais de ‘Turn me on”, outro hit underground da época:

Depois disso, Liz passa um período na obscuridade até lançar em 2013 um novo single, “Your love is all I need”, no qual mostra às novas gerações suas raízes underground com remix de Toby Tobias:

Liz merece ser (re)descoberta e ter o seu nome alçado ao lugar de honra entre as divas, pois ela pode sim ser considerada uma das rainhas da house e sua contribuição é imensurável tanto para o gênero como para as cantoras que surgiram após ela.

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