Bom dia! Boa semana!!!Nada como voltar pra casa e me deparar com a explosão das #orquídeas #DendrobiumNobile ! Primavera chegando...Getty Villa é uma réplica exata do  Palácio dos Papiros, escavado das cinzas em Pompéia...Mummy portrait of a woman Romano-egyptian A.D. 100-110Boa segunda! Boa semana!Since 1987
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CURRENT MOON

Today’s Sound: Marlene Dietrich por Arthur Mendes Rocha

Marlene Dietrich sempre esteve rodeada de polêmicas: era admirada pelos nazistas, bissexual, exigente ao extremo, mas uma coisa não pode se negar, ela foi uma das maiores atrizes do cinema, dona de uma personalidade única, de um estilo inconfundível e também tinha o dom de cantar.

Nascida na Alemanha, Marlene começou a sua carreira atuando no teatro, pois havia se formado em artes cênicas, até ser descoberta pelo diretor austríaco Joseph Von Sternberg que a convidou a estrear em “O Anjo Azul” (The Blue Angel). No filme ela faz o papel de Lola-Lola, uma cantora de cabaré que enlouquece um professor e dona da cruzada de pernas mais sensual do cinema (muito antes de Sharon Stone), tornando-a um mito da noite para o dia:

Na década de 30 ela atua em vários filmes de Sternberg  como  “O expresso de Shangai”, “A Vênus loira”, entre outros. Neste último ela canta vestida com uma roupa de gorila, cena esta que ficou famosa na época:

Na década de 40, ela vai para Hollywood onde trabalha com vários diretores importantes como Hitchcock (“Pavor nos bastidores”), Fritz Lang (“O Diabo feito mulher”), Orson Welles (“A marca da maldade”), Billy Wilder (“A Mundana”), entre outros.


Dietrich era admirada pelos nazistas, mas nunca foi simpatizante de Hitler, tendo recusado o convite deste para estrear em filmes pró-nazistas, o que foi considerado um desrespeito com a pátria alemã e ela acaba se naturalizando cidadã americana para poder seguir com sua carreira.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Dietrich resolve entreter as tropas que estão no campo de batalha, cantando para eles músicas como “Lili Marlene”, “Falling in love again”, “Boys in the backroom” e a partir daí dedica-se também a sua carreira musical.

Além de cantar em seus filmes, ela participou de vários concertos ao redor do mundo, a partir do final dos anos 50, apresentando-se nas melhores casas de espetáculos como o Sahara Hotel em Las Vegas e com ótima aceitação do público e de seus fãs. Ela até chegou a se apresentar no Brasil, no teatro da Record em São Paulo e no Golden Room do Copacabana Palace no Rio, em 1959, tendo como partner o famoso compositor Burt Bacharach, em início de carreira.

Uma das histórias interessantes a seu respeito é que ela conhecia tão bem a melhor luz que a iluminava nos filmes, que chegava a dar as diretrizes para os diretores de fotografia sobre o melhor posicionamento dos spots e no melhor ângulo para fotografá-la.

Dietrich tinha uma preocupação absurda com o estilo, ela sempre está impecável em seus filmes, com um figurino arrasador, feito pelos melhores figurinistas da época e com cabelo e maquiagem de acordo. Ela inclusive foi uma das primeiras mulheres a fazer uso do estilo andrógino, ela adorava vestir ternos masculinos como no filme “Marrocos’, onde ela aparece de smoking e também beija uma mulher, causando escândalo e boatos sobre sua sexualidade.

Em 1984, seu amigo Maximilian Schell realizou um ótimo documentário a seu respeito chamado ‘Marlene”, no qual ela recusou-se a ser filmada e somente concordou em que fosse utilizado o áudio de sua voz.

Dietrich cantava em alemão, inglês e francês e suas apresentações como cantora viraram discos, compilações que até hoje são reeditadas com sucesso. Aqui ela canta “La Vie em Rose”, famosa na voz de sua grande amiga Edith Piaf, no Café de Paris em Londres, em 1972:

Dietrich fez seu último filme em 1978, “Apenas um Gigolô” (ao lado de David Bowie), e optou por uma vida reclusa em Paris, aonde veio a falecer em 1992.

Dietrich era a encarnação do glamour de uma grande estrela, chique, elegante, extremamente preocupada com sua imagem, até hoje ela é referência indispensável seja no cinema, na música e na moda; artistas como Madonna e estilistas como Yves Saint Laurent a reverenciam. Se fosse viva, ela teria completado cem anos no ano passado.

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