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TODAY’S SOUND: OS 25 ANOS DE BLUE LINES DO MASSIVE ATTACK – Japa Girl












































































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TODAY’S SOUND: OS 25 ANOS DE BLUE LINES DO MASSIVE ATTACK

Hoje falamos de mais um aniversário importante da cultura pop: os 25 anos de “Blue Lines”, o primeiro álbum do Massive Attack.

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Capa do disco “Blue Lines” do Massive Attack.

Em abril de 1991, era lançado o disco que até hoje é considerado o melhor álbum inglês de hip-hop; na verdade era uma mistura de ritmos e gêneros que englobava soul, reggae, dub, jazz, R&B, bass, tendo ao fundo uma batida viajante e eletrônica que passou a ser denominado de trip-hop. massive 4 Porém em 1991, o termo ainda nem existia e o Massive Attack mostrava que tinha chegado para ficar. O grupo nasceu de um coletivo da cidade de Bristol, denominado de Wild Bunch, que organizava festas, era um sound system respeitado na cidade, do qual faziam parte Robert “3D” Del Naja, Grant “Daddy G” Marshall e Andrew “Mushroom” Vowles. Além deles, haviam também Nellee Hooper (que viria a se tornar o famoso produtor musical de Soul II Soul, Bjork, Madonna, U-2, entre outros), Miles ‘DJ Milo” Johnson e mais Adrian “Tricky” Thaws (que veio a se tornar outro nome importante do trip-hop, Tricky). Massive+Attack-500-x-500 No soundsystem do Wild Bunch rolava desde dub, reggae até um eletrônico mais ambiental, com texturas e também punk rock, eles tocavam coisas que ninguém se atrevia em tocar. A única incursão musical do Wild Bunch fora então o single “Tearin down the avenue” (que incluía uma cover de “The Look of Love” de Burt Bacharach), lançada em 1987, mas sem muita divulgação.

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O Wild Bunch em ação.

O Wild Bunch era ativo para algumas coisas, mas preguiçoso para entrar num estúdio; isto só veio a acontecer graças a insistência de Neneh Cherry, que vinha do sucesso de ‘Buffalo Stance”, e deu a maior força para os meninos realmente “acontecerem’. O primeiro single lançado com o nome de Massice Attack foi o de “Any Love”, lançado em 1988 e produzido por Smith & Might (produtores e responsáveis pelo som que ficou característico de Bristol). massive5 Foi na casa de Cherry que eles ensaiaram, escreveram muitas das canções e contaram também com a ajuda de Cameron “Booga Bear’ McVey, marido de Cherry e seu colaborador musical, que fez a produção executiva, além de se tornar seu manager. O grupo ajudou a co-produzir o álbum junto com Johnny Dollar (já falecido e produtor de ‘Raw like a sushi”, álbum de Cherry com o qual ela estourou). massive begin Assim, por indicação de McVey, eles assinam com a Circa Records (distribuída pela Virgin) e lançam em outubro de 1990, o primeiro single do álbum, “Daydreaming” com vocais de Shara Nelson e rap de Tricky. O vídeo era todo em PB, como vemos abaixo: Nelson era a diva do grupo, a voz maravilhosa, cristalina que conquistou a todos pela afinação, pela musicalidade própria. massive6 Em ‘Daydreaming” ela se inspira na canção homônima de Aretha Franklin (sua influência absoluta) e ao fundo samples que incluem “Mambo” de Willy Badarou. Aliás, os samples são parte fundamental em “Blue Lines”, variando de artistas diversos que vão de Billy Cobham a Isaac Hayes e até incluindo um cover de “Be thankful for what you got” de William DeVaughan na voz de Tony Bryan. A participação de Shara Nelson foi fundamental principalmente no grande hit do álbum, a chapante “Unfinished Sympathy”, que em todas as listas das melhores tracks de dance music de todos os tempos está sempre no primeiro lugar: E o mais legal de tudo é que “Unfinished Sympathy” é uma música lenta, triste, que fala de uma desilusão amorosa, e ainda por cima com uma orquestra ao fundo (conduzida por Will Malone) que dá uma emoção ainda maior para a música. Quando lançado, o single incluía remixes de Nellee Hooper e de Paul Oakenfold. Massive-Attack-Unfinished-Sympat-471439 Os integrantes do Massive Attack lembram que só para incluir a orquestra, como eles não tinham orçamento para tal, tiveram que vender um carro para conseguir pagar os músicos. Mas valeu a pena, a música é divina, foi lançada em fevereiro de 1991 e chegou ao 13º lugar da parada inglesa, colocando o nome deles no mapa de vez. massive blue-lines-77395 “Blue Lines” não é um álbum pra cima, apesar de todo sucesso que fez como trilha de bares e lojas na época, ele é dark, fala de temas pesados, é sinistro, mas consegue justamente ser belo por causa disto.

Cena da gravação do video de "Unfinished Sympathy".

Cena da gravação do video de “Unfinished Sympathy”.

O triste é que Shara Nelson só permaneceu com o Massive Attack neste primeiro álbum, acabando por ser descartada logo em seguida, já que o grupo tinha receio que ela tomasse conta de vez e eles tivessem que obedecê-la. Assim a solução foi dispensá-la e Shara nunca mais obteve o mesmo sucesso (apesar de lançar em 1993 um ótimo álbum solo).

Shara Nelson

Shara Nelson

Mas Shara também canta numa terceira faixa do disco, a climática “Safe from Harm’ que foi o terceiro single do álbum, com ela cantando versos como ‘if you hurt what’s mine/I’ll sure as hell retaliate (se você machucar o que é meu, eu me certifico “tão certo como o inferno” de retaliar). O sample utilizado de maneira brilhante é de “Stratus” do jazzista Billy Cobham: A quarta contribuição dela no disco é com “Lately”, outra canção inspirada e sensual: E o sample é o de ‘Mellow Mellow Right On’ , um ótimo soul 70’s de Lowrell: Mas “Blue Lines” também tem outras colaborações além das de Shara; outra participação bem importante é de Horace Andy, uma lenda do reggae que dá sua contribuição em três faixas, incluindo a que fecha o disco “Hym of the Big Wheel” (que também inclui letra e vocal de Neneh Cherry), no qual a ‘wheel” (roda) significa a vida e o sacrifício humano de preservar sua inocência no meio de forças destruidoras. massive8 Aqui Andy se apresenta com a banda que acompanha o Massive Attack no programa Later de Jools Holland em 1996: Outro detalhe interessante é que quando “Blue Lines” foi lançado, a Inglaterra estava em pé de guerra no Golfo e por isso, as primeiras prensagens tanto do álbum quanto do single de “Unfinished Symnpathy”, estão apenas assinadas como Massive (sem o Attack).

Foto da contracapa de "Blue Lines" (sem Shara Nelson)

Foto da contracapa de “Blue Lines” (sem Shara Nelson), clicada por Jean-Baptiste Mondino.

Em 2012, o álbum teve uma nova versão lançada remasterizada e remixada, incluindo uma edição especial com CD, DVD, vinil e até o pôster de lançamento do álbum. massive blue Para tentar substituir Shara, nos álbuns seguintes eles recorreram a vocalistas que incluem Tracey Thorn (do Everything but the girl), Liz Fraser (do Cocteau Twins), Nicolette (musa pioneira do drum & bass junto com o Shut up and dance), entre outras. massive_attack Hoje o grupo é formado apenas por 3D e Daddy G, já que Mushroom também se desligou. Tive oportunidade de ver o Massive Attack duas vezes ao vivo (incluindo sua estreia no país no Free Jazz de 1998), eles arrasam, e agora eles acabaram de se apresentar no British Summer Time no Hyde Park, em Londres e devem se apresentar em vários locais. Esta apresentação teve até a participação de Tricky. massive-attack-760x Eles também lançaram recentemente o ótimo EP “Ritual Spirit”, além de excelentes vídeos que acompanham algumas das faixas (incluindo um estrelado por Kate Moss). São 25 anos de um clássico que só melhora com o tempo e que abriu o caminho para incursões do trip-hop (como Portishead, cujo integrante, Geoff Barrow, também participou como operador de estúdio na gravação de “Blue Lines”), além de pavimentar a estrada para artistas como The Streets, Burial, The XX ou The Weeknd brilharem nos anos seguintes.  

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