Warning: include_once(wp-includes/images/pin.png): failed to open stream: No such file or directory in /home/japagirl/public_html/blog/index.php on line 2

Warning: include_once(): Failed opening 'wp-includes/images/pin.png' for inclusion (include_path='.:/usr/lib/php:/usr/local/lib/php') in /home/japagirl/public_html/blog/index.php on line 2

Warning: session_start(): Cannot send session cookie - headers already sent by (output started at /home/japagirl/public_html/blog/index.php:2) in /home/japagirl/public_html/blog/wp-content/plugins/instagrate-to-wordpress/instagrate-to-wordpress.php on line 48
TODAY’S SOUND: OS 50 ANOS DE BJÖRK POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl












































































    Hoje!!!
#climatestrikeLunatic Magic Beware...🦇 Theophile-Alexandre Steinlen “Chat au Clair de Lune”, c 1900Greve Global pelo clima - São Paulo, 20.9.2019! É de suma importância que todos participem dessa greve global. Acontece que a Amazônia, o Pantanal e o Cerrado, continuam queimando, numa destruição avassaladora, apesar da pressão feita até agora. Além disso, incêndios se espalham por diversos cantos do mundo, como Sibéria, Indonésia e o continente africano. Não podemos relaxar, enquanto mudanças significativas sejam aplicadas de fato.Emocionante! Nunca vi passeata igual, com tanta gente. Acordamos. Graças à Deus e Deusa. Não podemos mais permitir que isso aconteça as Florestas e aos Animais. Fora demônio #forasalles #sosamazoniaPor favor assistam!Gigante pela própria natureza e pela própria ignorância 🇧🇷Precisamos ir para a rua protestar urgente!!! Profundamente abalada com a destruição de lugares sagrados, lugares que sustentam a Vida neste planeta! Todos vão sofrer as consequências desse desmatamento e queimadas! Árvores de 500 anos já eram! Estão encontrando animais queimados, jamais estudados ou conhecidos pelo homem! Estamos sentenciando nossa existência. #prayfortheamazonÉ com profundo pesar, estão cortando uma pequena floresta de no mínimo 70 anos, que cresceu numa casa desocupada. Ainda que haja autorização da PMSP e compensação em outro local, como fica o entorno? Quem irá compensar os morcegos e periquitos que moram nessas árvores?Unforgetable veggie lunch exxxperience!
Thank you so much @saporebrasil @pietroleemann @lideresempreendedores 
Risoto com aspargos verdes e abóbora, contraste de mousse de couve-flor defumada e arroz silvestre crocante.Happy Sunday!
Plantio de mais de 320 árvores nativas da nossa Mata Atlântica para #florestadebolso de Ricardo Cardim. @fabricadearvores 😉

                
       
















bloglovin



CURRENT MOON

TODAY’S SOUND: OS 50 ANOS DE BJÖRK POR ARTHUR MENDES ROCHA

Björk é alguém que merece um lugar todo especial na música: ela não é pop, ela não é dance; ela é um sinônimo de música bem pensada, bem executada, com muito sentimento e profundidade e este ano ela completa cinquenta anos, já tendo sido motivo de exposição no Moma e tendo ganho o Polar Music Prize (o Nobel da música).

bjork2

Islandesa, Björk sempre teve predileções por temas obscuros, por estéticas inesperadas, como sempre mostrou em seus vídeos e se reunindo aos mais diferentes colaboradores que contribuíram para que ela deixasse uma contribuição artística inusitada.

Seu alcance vocal é uma de suas grandes qualidades, além de cantar em línguas diferentes, ela é única dentro do cenário musical.

A primeira vez que ouvi Björk cantar foi com o Sugarcubes, grupo ao qual pertenceu no final dos anos 80 e que colocou no mapa o som feito na Islândia.

bjork-209073

Lembro que adorava dançar algumas tracks do Sugarcubes que já começavam a se tornar mais dançantes, remixadas, perfeita para algumas das pistas da época, como na música “Hit”:

Björk começou sua carreira cedo na música, aos onze anos ela já estudava piano clássico.

Björk clicada por Richard Avedon

Björk clicada por Richard Avedon

Aos doze anos ela já lançava seu primeiro álbum, “Björk”.

Logo ela se interessou pelas sonoridades punks, participando de algumas bandas como a Spit and Snot, onde ela baterista.

bjork-2015-inez-vinoodh-nytimes-04

Em seguida, ela participa da banda pós-punk, Exodus, que só dura uma aparição na TV e logo parte para outra experiência musical com o Jam-80.

Após este grupo, ela participa do Tappi Tikaras, em 1982, com o qual lança dois discos e é lá que conhece seu futuro parceiro no Sugarcubes, Einar Örn Benediktsson.

Em 1985, ela parte para outra banda, o KUKL, com o qual grava dois discos.

Bjork 1

Com a decisão da banda em terminar, ela ainda participa do The Elgar Sisters.

Em 1986, ela participa do Sugarcubes, grupo que passa a gravar pelo selo One Little Indian e logo conquista reconhecimento mundial com músicas como “Birthday”:

Porém, o segundo álbum do grupo não alcança o resultado esperado e o Sugarcubes aos poucos vai terminando, com Björk realizando novas experiências em gravações como na banda de jazz, Trio Guðmundar Ingólfssonar, a mais tradicional da Islândia.

bjork_another_magazine_2010_0b

Neste período, ela é convidada pelo 808 State para gravar os vocais de duas músicas, entre elas, “Oops”, onde conheceria o produtor Nellee Hooper (o mesmo de Massive Attack, Soul II Soul, entre outros).

Aqui tenho uma observação interessante a fazer: neste ano de 1992, eu estava em Los Angeles dançando no club Orbit e quando olho ao meu lado, estava Björk dançando, se jogando na música eletrônica, e já com suas trancinhas enroladas (que virariam sua marca registrada na época).

Bjork-nickdrake-04

Era bem a época em que ela estava se desligando do Sugarcubes e aberta a novas sonoridades.

Não demorou a que ela se mudasse para Londres, se unisse a Hooper e lança-se o seu primeiro disco solo, “Debut”, que foi a grande sensação daquele ano. Como ela mesma declara, Debut era como “uma virgem tentando se expressar”.

bjork-1993-jean-baptiste-mondino-debut-05b

Björk trazia todas suas influências neste trabalho, ela unia jazz, punk, acid, com a batida do trip-hop e com músicas incríveis como “Human Behaviour” e o divino clipe surrealista de Michel Gondry, com direito a urso de pelúcia gigante e uma mariposa dançante:

Outro destaque era “Violently Happy”, com outro clipe bárbaro, desta vez dirigido por Jean Baptiste Mondino, outro respeitado criador de imagens icônicas para revistas e artistas conceituados:

Vale também destacar o clipe de “Big time sensuality”, com ela dançando na traseira de um caminhão, dirigida por outro fotógrafo, Stéphane Sednaoui:

Desde esta época, Björk já mostrava que se importava e muito com as imagens para suas músicas, se unindo aos diretores mais hypados, os mais modernos e instigantes; seus clipes são nada menos que primorosos.

Björk por Steven Klein

Björk por Steven Klein

Além disso, ela sempre optou por vestir os designers mais vanguardas, sendo das primeiras artistas que vestia criações de Alexander McQueen, quando este ainda não era tão famoso.

bjork-alexander-mcqueen--large-msg-126775747679

O segundo álbum, “Post”, a reúne novamente com Hooper, mais Tricky, Howie B., Graham Massey (do 808) e Marius de Vries para criar outra joia e um dos melhores discos de 1994.

Bjork-post-20-anos

O primeiro single foi “Army of Me”, com mais um brilhante clipe de Gondry:

Logo em seguida, mais um clipe, desa vez, “Isobel”, com o lindo arranjo e orquestração do brasileiro, Eumir Deodato:

Outro hit do álbum foi “It’s oh so quiet”, com clipe dirigido por Spike Jonze (hoje diretor de cinema, com filmes como “Her”), como se fosse um musical dos tempos áureos de Hollywood e Broadway:

Björk era a sensação daquele momento, todos queriam trabalhar com ela, incluindo Madonna (para a qual compôs “Bedtime Story”), Goldie, entre outros; ela era o centro das atenções do pop mundial.

Apesar de não ser muito adepta do remix, ela colabora com vários produtores e remixers que dão a suas faixas, uma roupagem ainda mais dançante como David Morales, Modeselektor, Omar Souleyman, Aphex Twin, Dilinja, Black Dog, Underworld, Mathew Herbert, Simian Mobile Disco, Gus Gus, a lista é enorme e mega qualificada.

bjork--large-msg-129842118398

Em 1996, ela se apresenta pela primeira vez no Brasil, com show arrasador no Free Jazz Festival, quem viu, nunca mais vai esquecer.

O próximo disco mostra uma Björk ainda mais amadurecida, realizando um dos grandes álbuns de 1997, produzida por Mark Bell (do LFO, falecido no ano passado), com uma ainda maior mistura de estilos e capa icônica, com foto de Nick Knight, com ela vestida de samurai cibernética, vestida por seu amigo McQueen:

bjork 3

Uma das faixas de beleza singular é “Bachelorette”, com as cordas de Deodato:

Mais “Jóga”, com outro lindo clipe de Gondry, incluindo tomadas aéreas de natureza da Islândia:

Outro clipe e música sensacional é “All is full of love”, com uma Bjork-robô, sob a direção de Chris Cunninghan:

Björk fica um tempo sem lançar novos trabalhos e em 1999, ela colabora com o diretor Lars Von Trier no filme “Dancer in the dark”, para o qual faz a trilha (lançada como Selmasongs) e ainda conquista o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes.

bjork3

Porém, a experiência fora tão difícil e intensa para ela, que ela desiste de fazer cinema por um bom tempo.

Foi nesta época que ela aparece com o famoso vestido de cisne na entrega do Oscar.

bjork (1)

Björk só volta a gravar em 2001 com o disco “Vespertine”, bem mais experimental e sob a influência do produtor Matmos.

Um dos vídeos do disco era “Pagan Poetry”, dirigido por Knight e onde ela parece estar sendo costurada por pérolas e com cenas que mostram atos sexuais em imagens distorcidas, mas que foram censurados pela MTV na época:

Já no clipe de “Hidden Place”, ela é dirigida pela dupla de fotógrafos, Ines van Lamsweerde & Vinoodh Matadin, dois de seus favoritos desde então.

Depois do lançamento de Box set e de coletânea, Bjork lança álbuns mais espaçados nos anos seguintes, tais como “Medúlla” (2004) e Volta (2007).

Bjork_1

Ela foi muito tempo casada com o artista Mathew Barney (autor dos filmes “The Creamaster Cycle”), com o qual filmou “Drawing Restraint 9”, filme experimental e que passou somente em festivais ou exibições especiais.

bjork drawing

Em 2011, ela lançou um projeto ambicioso, explorando as novas tecnologias e um álbum no formato de um aplicativo, “Biophilia”. Uma das faixas era “Moon”:

O projeto era bastante interessante, com imagens belíssimas, formando uma ópera com faixas descrevendo fenômenos naturais e cósmicos, mostrando uma Björk ainda mais experimental, hipnótica.

bjork_wallpaper_3_cool_music_entertainment_hd-wallpaper-1311379

Ela foi tão a fundo na experiência que até instrumentos foram especialmente criados para “Biophilia”, que virou um projeto educacional, combinando música, tecnologia, aprendizado e criatividade.

bjork_biophilia interview crystal 615

Em 2013, ela se separou de Barney e muitas músicas do novo álbum falam do fim deste relacionamento.

Este álbum acabou sendo “Vulcurica”, disco um pouco mais acessível, com dois lindos clipes, explorando a natureza e as estranhezas que ela adora. Um deles é da canção ‘Lionheart”, colaborando com Ines & Vinoodh mais a produtora Framehouse:

Outro clipe, o de “Black lake” foi gravado em locações na Islândia, tem dez minutos de duração e foi encomendado pelo Moma de NY, para ser incluído na exposição que realizaram este ano em sua homenagem.

O clipe mais recente lançado por ela, “Stonemilker”, mostra outra inovação: ele pode ser visto do ângulo de 360 graus, onde podemos interagir (mexendo o cursor) e ficar apreciando o vídeo de ângulos diferentes.

Hoje ela continua apostando em novos talentos como Maiko Takeda, que criou os acessórios que usa tanto nas fotos promocionais como na turnê de “Vulcurica”.

bjork vulcurica

Bjork-900-600

Björk é das artistas que mais fizeram pela música moderna, ela a desconstruiu do jeito que pôde, acrescentou novas camadas, novas sonoridades; não é a toa que agora ela é reconhecida por um museu de renome, que lhe dá espaço, por que ela é sim, uma obra de arte!

   Comentário RSS Pinterest