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TODAY’S SOUND: SIMPLE MINDS POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl












































































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TODAY’S SOUND: SIMPLE MINDS POR ARTHUR MENDES ROCHA

O som do Simple Minds pode ser enquadrado em vários movimentos: new wave, new romantic, pós-punk, stadium-rock (rock de estádio) até se transformar num super grupo pop.

Simple Minds

Sempre engajada politicamente, desde cedo a banda se preocupou com uma sonoridade que os agradasse, fosse seus primeiros passos influenciados pelo glam, passando pelo punk, com influências mais eletrônicas, ou do krautrock, dos álbuns de Brian Eno, e tiveram uma trajetória interessante durante seus mais de 30 anos de existência.

Lançando álbuns mais vanguardistas no começo até atingirem o sucesso comercial, eles começaram sua jornada em Glasgow, na Escócia, em 1977, quando os três amigos Jim Kerr (vocais), Brian McGee (bateria) e Charlie Burchill (guitarra) montaram a banda Johnny and the self-abusers.

Eles eram jovens influenciados pelo punk, que adoravam Lou Reed e vinham na música uma maneira de escapar do tédio de sua cidade.

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No final de 77, eles assinam com um selo pequeno e lançam o compacto “Saint & Sinners/Dead Vandals”, seu único registro em vinil:

Desentendimentos os fazem terminar com o Johnny and the self-abusers, e com nova formação que incluía ainda Derek Forbes (baixo) e Mick McNeill (teclados), eles trocam o nome para Simple Minds (inspirados pela canção “The Jean Gennie” de David Bowie).

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Com uma demo recheada de músicas novas, eles partem para Londres, onde abrem show para o Generation X (a então banda de Billy Idol) e fazem contato com várias gravadoras.

Eles acabam assinando com a Arista, por onde lançam, em 1979, seu primeiro álbum, ‘Life in a day”, cuja faixa “Chelsea Girl”, começa a chamar a atenção, mas não a ponto de colocá-los nos charts. Mesmo assim, os garante uma apresentação no programa Old Grey Whistle Test:

O segundo disco, “Reel to Real Cacophony” (também de 1979,) é um disco bem mais experimental e inovador que o primeiro, mas foi considerado anticomercial pela gravadora. É um álbum dominado pelos sintetizadores e bem influenciado por krautrock, destaque para a música “Changeling”:

Seu terceiro álbum, “Empires & Dances”, de 1980, finalmente lhes dá seu primeiro pequeno sucesso, a música “I travel’:

Durante a gravação do álbum, eles são procurados por Peter Gabriel, que se diz fã do som deles desde “Reel” e os convida para excursionarem com ele em shows pela Europa e EUA, abrindo seus concertos.

Photo of SIMPLE MINDS

Logo em seguida, eles mudam de gravadora e assinam com a Virgin, por onde tinham a ideia de lançar um álbum duplo. Porém, a gravadora é contra e o disco duplo acaba se transformando nos álbuns “Sons and Fascination” e “Sisters Feelings Call”, lançados separadamente, em 1981.

O som da banda se torna mais acessível e contando com a ajuda do produtor Steve Hillage (da banda Gong) acaba lhes dando três singles de sucesso:

“Sweat and Bullet”:

“Love Song”:

“The American” ,aqui numa apresentação no programa The Tube, em 1982:

Vale também citar, uma música instrumental que acabou se tornando um clássico balearic, “Theme for great cities”:

A turnê para promover os discos acaba por dar uma baixa na banda, com a saída de McGee, um dos fundadores do Simple Minds, que alega cansaço e falta de tempo para se dedicar à família.

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Com o disco seguinte, “New Gold Dream (81-82-83-84)”, eles são alçados ao movimento New Romantic, que vinha dominando as paradas com grupos como o Duran Duran.

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O álbum é um grande sucesso, talvez seu melhor trabalho e acaba gerando quatro hits:

“Promised you a miracle” (que chega ao segundo lugar) e onde já podemos notar uma maior preocupação no jeito de vestir:

“Glittering prize”:

“New Gold Dream”:

“Someone somewhere in summertime”:

Seu próximo disco, “Sparkle in the rain”, vem com a produção de Steve Lillywhite (produtor do U-2), com um pop ainda mais comercial e abrindo show do U-2 e Police; entre os hits estavam “Up on the catwalk” e “Waterfront”:

Em 1984, Jim Kerr se casa com a vocalista do Pretenders, Chrissie Hynde (com quem fica casado por dez anos), com quem realizaram alguns shows juntos.

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Mas o hit máximo da banda estava para chegar: depois de ser recusada por Bryan Ferry e Billy Idol, eles resolvem gravar a canção “(Don’t you) Forget about me”:

A música foi incluída na trilha de “Breakfast Club”, abrindo-lhes de vez as portas do mercado americano e se torna um hit mundial.

Apesar de todo sucesso, Kerr resolve não incluí-la no próximo disco deles, pois não gostava da letra, já que pensava seguir uma formula.

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Seu próximo disco, ‘Once upon a time”, é lançado em 1985, e é um dos maiores sucessos comerciais da banda e o disco com o qual se tornaram conhecidos no mundo inteiro, chegando ao primeiro lugar na parada inglesa e décimo na americana.

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Entre os quatro hits do álbum estavam:

“Alive & Kicking” (com a ajuda dos vocais de Robin Clark):

“Sanctify yourself”:

“Ghostdancing”, aqui numa apresentação no Live Aid em 1985:

‘All the things she say”:

Logo em seguida, eles saem em turnê mundial com shows lotados em diversos lugares do mundo, mas sofrem críticas dos antigos fãs que achavam que eles tinham se vendido para o pop comercial e com letras cristãs.

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Eles também fazem novos shows como parte do Freedomfest, em 1988, divulgando o trabalho da Anistia Internacional e apoiando causas como a de Nelson Mandela contra o apartheid na África do Sul. Neste mesmo ano, eles vêm ao Brasil pela primeira vez, se apresentando no Hollywood Rock.

Inclusive, eles compõe e gravam a canção ‘Mandela Day’, incluída no seu próximo disco, ‘Street Fighting years’:

No mesmo disco, estava incluída a música “Belfast Child”, baseada numa tradicional canção celta, e que alcança o primeiro lugar no Reino Unido:

A partir dos anos 90, a banda continuou a lançar novos trabalhos, mas sua força comercial em lançarem canções que agradavam às grandes plateias, se mostrava cada vez menor e com tímidas vendas dos seus discos.

Depois de trocarem de gravadoras, mudar seu line-up, a banda volta a gravar discos bem recebidos pela crítica, mas ainda com vendas razoáveis.

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Em 2007, eles comemoraram seus 30 anos de estrada com uma turnê de sucesso.

Em 2009, o álbum “Graffiti Soul’ os leva novamente ao top 10 inglês, depois de quinze anos sem emplacar um sucesso.

Em 2013, eles voltaram ao Brasil com a turnê “Celebrate” e tive chance de trabalhar com eles num dos shows; fiquei impressionado com seu profissionalismo e gentileza e de como eles são ótimos ao vivo, mostrando energia e arrasando na interpretação de seus antigos sucessos.

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Em 2014, eles lançam um novo trabalho, ‘Big Music”, que teve boa recepção de público e crítica, e no ano seguinte lançam novo álbum ao vivo.

Este ano, eles pretendem sair com uma nova turnê mundial e não dão sinais de cansaço, devendo lançar mais coisas novas por aí.

Vale a pena conhecer o catálogo do Simple Minds, especialmente seus primeiros discos, onde se mostram uma banda que já flertava com sonoridades bacanas e letras que casavam bem com a situação social daquele momento.

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