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TODAY’S SOUND: TALK TALK‏ ‏ POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl












































































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Jean Andre Rixens - 1874

                
       
















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TODAY’S SOUND: TALK TALK‏ ‏ POR ARTHUR MENDES ROCHA

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O Talk Talk tem um lugar especial na música pop, é um grupo que não se vendeu para a indústria fonográfica, que lançou trabalhos instigantes, diferentes do simples conceito de vender discos, sempre preocupados com um som mais refinado, maduro, profundo, tanto que influenciaram muitas bandas surgidas após eles e consolidaram a definição de “post-rock” nas bandas surgidas a partir dos aos 90.

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A peça chave do Talk Talk é Mark Hollis, o vocalista e letrista da banda, que desistiu dos estudos de psicologia para se dedicar à música. E assim fomos presenteados com uma voz única, um timbre difícil de descrever, mas que é muito especial.

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O primeiro grupo que ele formou foi o The Reaction, uma banda punk que procurava uma chance.

O irmão de Mark, Ed Hollis, era DJ e produtor de bandas e o incentivou a gravar uma demo para a Island Records.

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Esta demo continha uma canção chamada ‘Talk Talk”, incluída na coletânea de bandas punks, The Streets (lançada pel selo Beggars Banquet):

No fim, The Reaction acabou lançando apenas um single, “I can’t resist’, em 1978, e logo se dissolveu.

Neste meio tempo, Ed apresenta Mark para aqueles que formariam com ele o Talk Talk: Paul Webb (baixista), Lee Harris (baterista) e Simon Brenner (tecladista).

Assim, em 1981, eles formam o Talk Talk e depois de alguns demos, assinam com a EMI.

No começo de sua trajetória, o Talk Talk era considerado um grupo nos padrões do Duran Duran, com fortes influências new romantic , synthpop e new wave, tendo inclusive aberto shows para o Duran no final de 1981, além de adotarem o mesmo produtor, Colin Thurston, e o mesmo selo, EMI.

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O primeiro single deles foi lançado em 1982, ‘Mirror Man’, mas não teve destaque nas paradas.

Já o segundo single, era uma regravação de uma música do Reaction, ‘Talk, Talk”, que alcançou o 52º lugar e o single seguinte foi bem em execução, “Today”, aqui numa rara apresentação na TV inglesa em 1982:

Logo em seguida é lançado o primeiro álbum da banda, “The Party’s over’, tendo alcançado apenas o 21º lugar na parada de sucessos.

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Em 1983, Brenner sai da banda e o Talk Talk passa a ser um trio. Um detalhe interessante é que o quarto membro do Talk Talk acabou sendo o produtor do segundo álbum, Tim Friese-Greene, que ajudava nos teclados e também na composição das letras, mas nunca saiu em fotos ou participou de shows com o grupo.

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Neste período, a banda abriu alguns shows para Elvis Costello nos EUA, o que os surpreendeu, pois estavam acostumados a tocar para públicos bem menores na Inglaterra.

Mas o sucesso mesmo só veio em 1984, com o lançamento do álbum “It’s my life’, cujo single “Such a shame” e “Dum Dum Girl” alcançam sucesso em alguns países da Europa e na Nova Zelândia, mas continuavam sendo ignorados em sua terra natal, a Inglaterra.

O som do Talk Talk não pode ser considerado fácil, é um som altamente elaborado, suas músicas não são dançantes, suas letras são densas, sua música tem elementos de jazz, ambient e música clássica.

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Neste segundo trabalho, fica mais evidente um amadurecimento deles em relação ao primeiro disco, principalmente pelo trabalho de Friese-Green, que imprimiu texturas mais ricas no som deles.

O próximo single, intitulado It’s my life”, talvez até hoje seja a música mais conhecida deles, especialmente depois de regravada pelo No Doubt.

A capa do disco foi realizada por James Marsh, designer gráfico que desde então fez todo o material da banda, criando uma identidade que pode ser facilmente reconhecida, geralmente utilizando lindas ilustrações de animais, plantas e mais.

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O disco seguinte, The Colour of Spring, lançado em 1986, acaba se tornando seu maior êxito comercial na Inglaterra, atingindo finalmente o top 10, especialmente pelo single ‘Life’s what you make it” e levando a banda para o Top of the Pops:

O álbum acaba sendo um grande sucesso internacional, seguida de uma grande turnê mundial.

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O segundo single, ‘Living in another world”, também atinge o top 40 de países como Alemanha, Suíça, Holanda, entre outros. Aqui em um vídeo do show deles no Festival de Montreux em 1986:

“The Colour of Spring” era um disco diferente de tudo que a música pop da época oferecia, era bem mais soturno, introspectivo e seu som mais orgânico que os outros álbuns do Talk Talk.

Em 1987, o Talk Talk se tranca em uma igreja abandonada de Suffolk (Inglaterra), para iniciar os trabalhos de seu próximo disco, “Spirit of Eden”.

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Este disco é considerado a obra-prima deles, um disco a frente de seu tempo, com uma riqueza de ambientações, músicas longas, letras magníficas e um disco fundamental para o post-rock.

Eles tiveram muitos problemas com a gravadora para conceber este álbum, já que a EMI os estava pressionando para lançarem um novo single e Mark se recusava a entregar qualquer material antes de terminar todo o disco.

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Além disso, ele afirmou que era impossível realizar uma turnê do disco, devido às elaboradas instrumentalizações e improvisações, este não comportava shows, deixando os executivos da gravadora de cabelo em pé.

Já tendo estourado orçamento e o tempo em estúdio, finalmente o disco é lançado em 1988, sendo elogiado pela crítica, porém sem um grande hit para puxar as vendas.

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O único single lançado do álbum foi ‘I Believe in you”, mesmo assim contra a vontade de Mark,  que o fez apenas por pressão da gravadora e ficou insatisfeito com o vídeo da canção:

A banda tentava se liberar do contrato com a EMI, o que finalmente aconteceu, mesmo com a tentativa da gravadora em processar a banda por realizar um trabalho não-comercial (Spirit of Eden), o que acabou não dando em nada.

Agora a EMI procurou lucrar o máximo possível com o catálogo do Talk Talk e lançou a coletânea ‘Natural History” em 1990, que atingiu o primeiro lugar em vendagens na Inglaterra e vendeu mais  de um milhão de cópias mundo a fora.

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Agora o Talk Talk pertencia ao cast da Polydor, mas a banda se resumia quase que somente a Mark e Friese-Green, já que Webb já havia abandonado o grupo e restava apenas Harris e músicos convidados.

Mesmo assim, eles lançam o experimental ‘Laughing Stock”, em 1991, continuando na mesma linha de Spirit of Eden, e que atingiu o 26º lugar na parada inglesa.

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Porém, depois deste disco, a banda se desmembra de vez, com Mark se dedicando á seus filhos pequenos e só vindo a lançar um disco-solo em 1998, para depois sumir novamente.

A última música que rolou dele foi um instrumental usado para o seriado “Boss”, no qual ele utilizou a AB Section 1, abrindo e fechando um dos episódios, isto em 2012.

Webb e Harris acabam formando a banda O.rang e  Friese-Green forma o Heligoland.

Em 2002, Webb, sob o pseudônimo de Rustin Man, lança um álbum com Beth Gibbons, a vocalista do Portishead, show este que veio ao Brasil no Tim Festival.

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O Talk Talk teve um álbum tributo e um livro, ambos lançados em 2012, intitulado “Spirit of Talk Talk”.

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Até hoje a banda é reverenciada e é influência assumida para grupos como Radiohead, Sigur Rós,  Portishead, Catherine Wheel, Slowdive, DJ Shadow, Weezer, Death Cab for Cutie, além de muitas outras que admiram a sua sonoridade e seu espírito criativo e inovador.

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