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TODAY’S SOUND: THE CURE‏ POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl



























































                
       
















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TODAY’S SOUND: THE CURE‏ POR ARTHUR MENDES ROCHA

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The Cure é uma das bandas mais lendárias do rock inglês pós-punk, góticos e afins, pois seu som é contagiante, com uma banda de primeira, além da presença marcante de Robert Smith nos vocais.

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O Cure surgiu há bem mais tempo que imaginamos, pois na verdade a primeira formação da banda chamava-se Easy Cure e foi formada em 1976 pelos amigos de escola Robert Smith (vocais e guitarra), Michael Dempsey (baixo), Lol Tolhurst (bateria) e Porl Thompson (guitarra).

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Imediatamente, eles começaram a espalhar o seu som por Crawley, no sul da Inglaterra, se apresentando em bares e festivais locais. Todos eles já haviam participado de outras bandas antes e já tinham experiência com a música.

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A banda chegou a ganhar o prêmio em concurso de talentos da gravadora alemã Hansa e que dava direito a um contrato, mas todos eram tão jovens, não queriam tocar covers e acabaram não aproveitando esta chance.

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Em 1978, depois de alguns desentendimentos entre os membros, a banda passa a ser um trio e eles tiram o Easy do nome e passam a se chamar The Cure.

A banda tem na figura de Robert Smith, a sua imagem principal e icônica, com os cabelos pretos e desgrenhados, o batom sempre borrado e uma atitude displicente em seu figurino, ditando moda entre os góticos da época.

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Sua primeira ação é gravarem um demo para distribuírem á várias gravadoras, até que uma destas demos chega nas mãos de Chris Parry, do selo Polydor e que acabava de formar um novo selo chamado Fiction Records.

O primeiro single da banda acaba sendo um sucesso imediato, “Killing an arab”, inspirado pelo romance “O Estrangeiro” de Albert Camus, e que no começo sofreu críticas de ser racista, mas a banda desculpou-se e até colocou uma etiqueta colada no disco negando estas acusações:

Em maio de 1979, eles lançam seu primeiro álbum, “Three imaginary boys”, que também continha o single “Jumping someone else’s train” e “Boys don’t cry”:

The-Cure---Boy's-Don't-Cry

Lembro que quando comprei este disco nos anos 80, a banda era um sopro de novidade, sua música era boa para dançar, para somente escutar, mas já sentia que o Cure era uma banda especial e que muita coisa ainda estava para acontecer com eles.

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O álbum foi super bem recebido pelo público e crítica e a banda fez shows em várias cidades da Inglaterra, abrindo para Siouxsie & the Banshees, inclusive com Robert substituindo o guitarrista dos Banshees em alguns shows.

Ele acabou colaborando algumas vezes com os Banshees, como tocando no álbum “Hyaena” e formando o grupo The Glove, que só gravou um álbum.

O Cure foi sofrendo diversas mudanças em sua formação durante os anos, alguns saíram e voltaram, outros foram substituídos, mas Robert está sempre lá até hoje.

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Em 1980, a banda vai ficando mais dark, especialmente em função de Robert, com músicas mais experimetais e intrigantes, como mostra o atmosférico álbum seguinte da banda, “Seventeen Seconds”, puxado pelo hit “A Forest”, uma das músicas mais marcantes deles:

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Os dois próximos trabalhos do Cure são bem experimentais, álbuns com muitos instrumentais pesados, clima soturno, introspectivos e bem góticos: “Faith” e “Pornography”. Este último é considerado pelos fãs uma das melhores obras da banda e originou o single “The Hanging Garden”:

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Depois de ir fundo nos excessos destes álbuns, Robert decide vir com um próximo trabalho mais pop, a dançante “Let’s go to bed”, ; abaixo em um vídeo dirigido por Tim Pope, que viria a se tornar colaborador usual da banda:

Seguida pelo single “The Lovecats”, o single mais vendido do Cure, atingindo o sétimo lugar na parada; aqui numa bizarra apresentação em um programa inglês:

Culminando no mega hit “The Walk”, este sim, não podia faltar em uma pista de dança nos 80’s:

Seu próximo álbum é “The Top”, com destaque para “Caterpillar”, aqui num acústico da MTV:

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Logo após o lançamento do álbum, eles saem em uma turnê mundial e a banda agora era um quinteto. Eles aproveitam a turnê para gravar o álbum “The Concert”, um ótimo registro de suas apresentações ao vivo e com os hits de sua carreira.

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Seu próximo álbum “Head on the door”, de 1985, é o responsável pelo estouro mundial da banda, principalmente atingindo o mercado americano, com um som mais acessível e com dois super hits: “Inbetween days” e “Close to me” (cujo vídeo dentro do armário é um clássico):

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Em 1987, depois do sucesso da coletânea de hits, “Standing on a beach”, o Cure lança o álbum duplo “Kiss me, Kiss me, Kiss me”, com a adição de Roger O’Donnell (ex-Psychedelic Furs) e emplaca sua primeira música no top 40 americano, “Just like heaven” e sai em turnê com a Kissing Tour:

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Nesta mesma época, eles veem ao Brasil para shows até hoje considerados históricos, pois a banda estava no seu auge.

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Seu trabalho seguinte é o álbum “Disintegration”, mais um sucesso para a banda, lançado em 1989, com mais guitarras, um disco atmosférico e que culmina em tudo o que o Cure fez durante a década de 80.  Entre as músicas de destaque estavam “Lullaby” (um dos maiores hits da banda na Inglaterra) e “Love Song” (seu maior hit nos EUA):

No início dos anos 90, Roger deixa o grupo, a banda prepara-se para sua segunda vez em Glastonburry, além de finalmente ganhar o Brit Awards como melhor banda britânica.

Em 1992, eles lançam “Wish”, um álbum mais alegre na superfície, voltado mais para o pop, como mostra a canção “Friday, I’m in love”:

As apresentações ao vivo na “Wish tour” foram tão bacanas, que servem de inspiração para o filme-concerto “Show” e o disco ao vivo “Paris”.

Em 1996, a banda lança “Wild mood swings”, álbum bastante esperado pelos fãs, pois é o primeiro de material inédito em quatro anos , mas a banda já não domina as paradas como antigamente.

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Depois de mais turnês e participações em trilhas de filmes, o The Cult só lança um álbum em 2000 chamado “Bloodflowers” e que Robert declarou ser a última parte de uma trilogia junto com ‘Pornography” e ‘Disintegration”.

Eles fazem alguns shows em vários festivais europeus até fazerem shows em Berlim interpretando a trilogia, que depois é lançada em dvd como ‘Cure Trilogy”.

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Em 2004 lançam um incrível box set com quatro CDs incluindo todos seus singles, lados B  e raridades em geral intitulado ‘Join the dots – b-sides and rarities”.

Seu 12º álbum foi lançado logo em seguida e de casa nova, agora na gravadora Geffen, com destaque para “The end of the world”:

Para divulgação do disco, eles participam de Coachella e do ‘Curiosa Festival” ao lado de bandas influenciadas por eles como Rapture, Interpol, Mogwai e Muse e no final do ano eles são premiados com o Icon Award pela MTV.

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Em 2008, depois de voltarem a ser um quarteto e da nova turnê, The 4Tour, o Cure conseguiu colocar quatro singles de uma vez no top 20 e lançarem o novo álbum, “4:13 Dream” (seu último álbum de inéditas até agora) que incluía “Sleep when I’m dead”:

Depois de se dedicarem a projetos pessoais e mais alguns shows, a banda realiza um show muito especial na Austrália, ‘Reflections”, para comemorar os 30 anos do álbum “Faith”.

Os shows acabam sendo uma reunião de vários ex-integrantes do Cure e voltaram a interpretar os três primeiros álbuns clássicos ao vivo.

Eles também se apresentam no Bestival e lançam um cd para a caridade com o registro deste show.

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E 2012, eles realizam mais uma turnê de sucesso por vários festivais do verão europeu, o “Summercure 2012”, incluindo seu primeiro show na Rússia.

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Em abril deste ano, o The Cure fez ótimos shows no Brasil, levando toda sua história musical para um público de velhos e novos fãs que admiram o trabalho desta banda, com 35 anos de estrada e seu vocalista Robert Smith, uma das grandes figuras do rock em todos os tempos.

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