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TODAY’S SOUND: THE HUMAN LEAGUE POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl



























































                
       
















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TODAY’S SOUND: THE HUMAN LEAGUE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Esta semana falaremos de um estilo musical que sacudiu as paradas e as pistas nos anos 80, com sua mistura de sintetizadores, vocais que pareciam ser de outra galáxia e um ritmo que apontava para o futuro: o synth-pop.

Mesmo não possuindo uma formação profissional, muitos músicos se aventuraram neste estilo, pois era relativamente fácil experimentar com os sintetizadores e o resultado era bem interessante.

Começaremos falando de um dos meus grupos favoritos: The Human League.

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Tudo começou em 1977, na cidade de Sheffield, onde dois jovens programadores de computadores, Martyn Ware e Ian Craig Marsh, resolveram montar uma banda ao adquirirem um teclado Korg (que na época estava com preço bem acessível).

Admiradores de Kraftwerk, Motown, glam rock, eles misturaram tudo isto para criar o seu pop.

Seu primeiro grupo chamava-se Dead Daughters e eles se apresentavam tocando uma versão do tema da série inglesa “Doctor Who”.

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Em seguida, eles formam o The Future, com a adição de mais um membro, Adi Newton, e  outro sintetizador, o Roland System 100.

Porém, ainda faltava a banda uma pegada mais comercial e, por conseguinte, um vocalista, para que eles realmente pudessem assinar com uma gravadora.

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Newton sai do grupo para se dedicar ao Clock DVA (banda pós-punk industrial) e Ware convida primeiramente Glenn Gregory (que viria a ser o vocalista do Heaven 17), mas este recusa o convite.

Assim, ele resolve convidar um antigo amigo de escola, Philip Oakey, que se destacava por sua maneira de vestir (e seu cabelo com uma grande franja assimétrica), mas que não possuía experiência nem como vocalista e nem como instrumentista.

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O máximo que ele fazia era arriscar tocar um saxofone.

Com a nova formação, Ware resolve que a banda necessitava de um novo nome e se inspira num game de ficção científica, Starforce: Alpha Centauri, para daí utilizar o nome The Human League.

Ouvindo as demos do The Future, Oakey acabou escrevendo a canção, “Being Boiled”, lançada em 1978 no primeiro single da banda, pelo selo Fast Records:

Porém, ao vivo, ainda faltava mais emoção para a banda, como projeção de imagens, luzes, enfim, efeitos que os tornassem ainda mais interessantes ao público.

Eles começam a abrir para bandas como The Rezillos (banda punk de onde sairá Jo Callis, futuro integrante da banda), Siouxsie & the Banshees, entre outros.

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Quando David Bowie os assistiu numa destas apresentações, ele os declarou o futuro do pop.

Porém os punks os detestavam, atirando latas de bebidas, mostrando seu descontentamento.

Ao lançar mais um EP em 1979, “The Dignity of Labour”, a banda continuava agradando à crítica, porém sem sucesso comercial.

Logo eles recebem uma proposta de Richard Branson, o dono da Virgin Records, para gravar pelo seu selo. Eles começaram abrindo os shows da turnê européia de Iggy Pop.

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Na Virgin, eles fazem uma experiência, primeiro gravando como The Men, com a dançante “I don’t depend on you” (com influências disco e que já mostrando os vocais femininos que entrariam com tudo na banda).

A música não faz nenhum sucesso e o grupo volta ao seu estilo original, lançando seu primeiro álbum, “Reproduction”, cujo único single foi “Empire State Human”:

Em 1980, eles lançam o EP “Holiday 80”, cuja versão de “Rock n’ roll” (de Gary Glitter) dá a banda sua primeira chance de aparecer no programa Top of the Pops:

No mesmo ano, eles saem em turnê pela Inglaterra, já com a presença constante de Phillip Adrian Wright (que além de cuidar dos visuais, também tocava sintetizador) e lançam seu segundo álbum, “Travelogue”; mas que também não obtém o sucesso esperado.

Ware e Oakey já mostravam sinais de desgaste em seu relacionamento profissional, discordando dos rumos que o Human League deveria seguir; assim Ware mais Marsh resolvem sair da banda, abandonando a turnê e formando o Heaven 17.

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O Human League continuava com Oakey, Wright e agora eles necessitavam de novos integrantes para continuar a turnê, bem como pagar as contas que iam se acumulando.

Reza a lenda que Oakey saiu pelos bares e clubs de Sheffield a procura de novas vocalistas e veio as encontrar nas figuras de Susan Ann Sulley e Joanne Catherall, duas jovens estudantes que adoravam sair à noite para dançar, mas que nunca haviam cantado ou dançado profissionalmente.

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Oakey encarou o desafio, convidando-as para a turnê, o que gerou várias controvérsias, já que os fãs da banda queriam assistir aos shows com a formação original.

Com o final da turnê em 1981, o Human League precisava de um novo sucesso e rápido. Eles lançam o single ‘Boys & Girls’, que atinge a posição 47 na parada inglesa.

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Ainda faltava mais: um novo integrante e músico profissional é recrutado, Ian Burden, bem como um novo produtor, Martin Rushent.

Rushent os leva imediatamente para o estúdio, de onde saem com a canção, ‘The Sound of the crowd”, que se torna seu primeiro grande hit, atingindo a 12ª posição:

Jo Callis se integra a banda como o integrante que faltava e o Huma League lança o single, “Love Action (I believe in love)” que atinge o terceiro lugar:

Depois de mais um single de sucesso, “Open your heart”, o grupo lança em outubro de 1981, o álbum “Dare”, que atinge o primeiro lugar da parada pop e na qual permanece por 77 semanas.

“Dare’ é considerado um dos álbuns mais influentes do pop, mesmo com toda a modernização que a tecnologia sofreu estes anos – ele continua um momento especial que une sintetizadores, vocais e emoção em perfeita sintonia.

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O próximo single gerado pelo álbum será, apenas, o maior hit da banda de todos os tempos e a a canção pela qual até hoje eles são admirados em todo o planeta, além de sempre lotarem o dancefloor, ‘Don’t you want me”:

Vale a pena comparar esta versão demo da música, sem os vocais femininos, que mostra bem a diferença que as meninas fizeram na track:

Depois de nova turnê internacional e aproveitando os louros conquistados pelo seu trabalho, o Human League lança, em 1982, o single “Mirror Man’, electropop com toques Motown que chega ao segundo lugar:

Em 1983, eles lançam mais um single de boa repercussão, “(Keep feeling) Fascination”, que atinge a topo das paradas novamente:

Seu próximo álbum, ‘Hysteria”, incluiria estes dois singles e mais músicas como ‘The Lebanon” (com letras mais politizadas) e é lançado em 1984, depois de um processo difícil com a gravadora Virgin, que desejava repetir o sucesso do álbum anterior.

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O grupo encontrava-se num período de crise criativa, alguns de seus colaboradores deixaram a banda (como Callis) e eles não conseguiam produzir algo que lhes agradasse.

Eles resolvem se unir aos produtores americanos, Jam e Lewis (que trabalharam com Janet Jackson),  produzindo o álbum “Crash”, que origina o hit ‘Human” e atingindo o primeiro lugar da parada dos EUA, em 1986:

Na década de 90, a banda continuou a gravar novos discos, mas com apenas alguns poucos sucessos, já que a música inglesa ficou dominada pelo britpop e pelo grunge.

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Nos anos 00, eles tiveram um revival forte, com novos remixes de suas músicas invadindo as pistas e um novo interesse por seus antigos sucessos.

Em 2005, eles tocaram em SP, no Nokia Trends, show que tive a oportunidade de conferir in loco e que foi dos melhores que vi, com Oakey, Sulley e Catherall em ótima forma, desfilando todos os seus hits de maneira avassaladora e com toda a plateia cantando junto, foi emocionante.

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Em 2007, eles completaram 30 anos de estrada e fizeram outra turnê de sucesso, a Dare tour, onde interpretaram todo o álbum “Dare” na sua sequência original e com várias datas com ingressos esgotados.

Seu último trabalho, ‘Credo”, foi lançado em 2011, mas a banda (agora um trio) não dá sinais de cansaço e continua excursionando o mundo com suas músicas incríveis.

Recetemente eles acabaram de participar da The Human Leaue – a very british synthetizer group tour 2016, que percorreu alguns países da Europa.

Ano que vem será o ano dos 40 anos deles e com certeza, devem vir coisas inéditas por aí, quem sabe eles não retornam para uma nova turnê mundial?

 

 

 

 

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