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TODAY’S SOUND: THE LIMELIGHT POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl



























































                
       
















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TODAY’S SOUND: THE LIMELIGHT POR ARTHUR MENDES ROCHA

O Limelight foi um dos clubs mais inusitados que já existiram, a começar por ser dentro de uma Igreja, o que lhe dava uma ambientação especial e muitas histórias incríveis aconteceram lá dentro, entre elas bafos com o seu proprietário e um famoso crime entre os club kids que lá frequentavam.

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O club ficava localizado na Avenue of Americas, West 20th Street e abriu suas portas pela primeira vez em 1983, sendo frequentado por uma variedade de celebridades que incluíam Andy Warhol, Madonna, Mick Jagger (que lá comemorou seus 40 anos), Rod Stewart, Wiliam S. Burroughs (que lá comemorou seu 70º aniversário), Billy Idol, Matt Dillon, Prince, Mark Wahberg, Vin Diesel, Leonardo Du Caprio, Chloë Sevigny (ela mesma uma club kid) e muitos outros.

William S. Burroughs e Madonna na Limelight

William S. Burroughs e Madonna na Limelight

Seu proprietário era Peter Gatien, empresário da noite nova iorquina famoso por usar um tapa-olho; durante algum tempo ele foi chamado de o Rei da Noite, quando era dono da Limelight, mais Tunnel, Club USA e Palladium.

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O primeiro Limelight a abrir foi, na verdade, o da Florida e também chegou até a ter filiais em Londres, Chicago e Atlanta; todas elas localizadas em antigas igrejas.

Mas é do Limelight dos anos 90, e que tive a oportunidade de frequentar, que falaremos neste post.

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O club era cheio de ambientes, com basements, mezzaninos, catacumbas, salas de videos, sala VIP, por onde dealers vendiam suas drogas e o povo se acabava na pista. Além disso, acima da pista havia gaiolas, onde go-go dancers dançavam (concepção de Gatien).

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Nos início dos anos 90, a Limelight era um dos lugares mais badalados de NY, pois lá aconteciam festas e shows inesquecíveis, priorizando muito techno, house, gótico e rock industrial, dependendo da noite.

Fila enormes se formavam na frente, todos queriam participar daquela loucura e lá dentro a coisa era bafônica mesmo, lembro de clubbers convivendo com góticos, roqueiros, skatistas, os que curtiam hip-hop, e lá dentro rolava muita pegação e colocação totais.

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O grande achado de Gatien foi fazer seu club numa igreja Episcopal do séc. XIX, gastando uma fortuna para torná-la um lugar ainda mais atraente.

O design de luz e o som eram fantásticos, com uma pista com pé direito alto, janelas com vitrôs, uma mistura de gótico com a mais nova tecnologia da época.

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Em uma de suas encarnações, o Limelight chegou a ter uma sala VIP criada por H.R. Giger, o incrível designer suíço que criou o monstro de ‘Alien’ de Ridley Scott.

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No filme “Bad Lieutnant” de Abel Ferrara, há uma cena feita na pista de dança do club, com Harvey Keitel:

Entre as bandas que por lá se apresentaram estavam Guns N’Roses, Cabaret Voltaire, Aphex Twin, Dear or Alive, The Cramps, Nina Hagen, Marilyn Manson, Peter Murphy, Pearl Jam, Nine Inch Nails e muitos outros.

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Os chamados club kids eram os jovens que iam para lá se divertirem, totalmente montados em modelitos absurdos e sem limites para terem uma noite impecável, seja regada a muitas drogas e muitos bafos. Abaixo vemos cenas do club em 1991, com filas na porta e cenas ótimas do interior do club:

O líder dos club kids era Michael Alig, promoter das melhores festas que lá aconteciam e amigo de Gatien, e também James St. James, outra figura do folclore noturno de NY. Gatien deixava Alig fazer o que desejasse, os temas mais extravagantes eram permitidos, misturando performance, fantasias, decorações ultrajantes, após ele provar que tinha o seu público e enchia o lugar.

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Foi Alig que tornou o lugar “in” novamente, pois desde o final dos anos 80, o club vinha perdendo frequentadores. Eles passavam a ser “the talk of the town”, inspirando estilistas e formando uma nova cena com nomes como RuPaul, Amanda Lepore e a marca de roupas Heatherette (de Richie Rich e Traver Rains), entre outros.

Aos poucos, o Limelight foi se tornando famoso pelas festas inusitadas e pelo seu público doidão, além da música, que era pesada e dançante, combinando bem com a atmosfera dark que por lá reinava.

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A pista do Limelight fervendo, no palco podemos avistar Amanda Lepore (praticamente nua)

Porém, em 1996, Alig assassinou seu dealer, Angel Melendez, que venerava Alig, mas este o desprezava e só desejava uma coisa em troca: drogas.

Êcstasy, cocaína, Special K., heroína eram as estrelas da noite e Alig e sua turma adoravam se colocar e ir dançar na Limelight, porém, muitas vezes, ficavam devendo para Melendez e o humilhavam, pois ele era latino, de classe mais pobre e queria ser parte da turminha de Alig, porém este o desprezava; seja por sua maneira cafona de se vestir ou não concordarem com sua opinião.

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Até que numa noitada na casa de Alig, ele e seu amigo Freeze acabam matando Melendez a marteladas, sem se darem conta, a não ser sete horas depois. Para se livrarem do corpo, eles esquartejam-o e atiram suas partes, dentro de uma mala, no Rio Hudson.

Fora um assassinato frio e cruel e Alig acabou pagando por isso; ele foi descoberto e condenado à 17 anos prisão (ele foi solto no ano passado).

Peter Gatien and Michael Alig no Limelight em 1991

Peter Gatien and Michael Alig no Limelight em 1991

Toda esta história macabra foi o tema do filme “Party Monster’, lançado em 2003, e tendo Macaulay Culkin (como Alig) e Seth Green nos papéis principais.

Com toda esta exposição na mídia, Gatien e seu club viraram o alvo preferido da imprensa sensacionalista da época, gerando uma investigação profunda nas contas dele e o que se passava dentro da Limelight acabou vindo à tona e chocando a ala mais conservadora, que consideravam o lugar como o paraíso das drogas.

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Além disso, o governo de Guliani, na época, procurava fazer uma ´limpeza´ na noite nova-iorquina e utilizou Gatien como exemplo, fechando seus clubs e o tornando alvo de investigações.

Algumas das noites que mais atraíam público no Limelight eram: Disco 2000 (a festa organizada por Alig, nas quartas), Future Shock (sexta/sábado) e Rock N’Roll Church (domingos).

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Uma das atrações que Alig organizava era ´What´s your line`, onde carreiras brancas eram esticadas no chão e os andidatos deveriam descobrir de que droga se tratava (podia ser desde cocaína até Ropinol).

Outras das loucuras era servir punch feito com ecstasy servindo os `fieis`que frequentavam o club, que chegavam mais cedo para já estarem drogados para dançarem a noite inteira.

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Steve Lewis era o diretor da Limelight no início dos 90 e foi ele o responsável por “refazer’ o club para um novo público, promovendo noites especiais que incluíam exposições de arte, desfiles, tornando o club moderno e fabuloso.

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Os club kids com o colunista da noite de NY, Michael Musto

Para entrar na Limelight, você devia caprichar mesmo no visual, a política para entrar era ser moderno, ser criativo no vestir, ter uma atitude de quem só estava lá pela diversão e dançar até cair. O lance era jamais ouvir a frase: ´you look like a tourist´(você parece um turista).

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Alig costumava lembrar o melhor horário do Limelight: entre 4 e 6 da manhã, quando a maioria do público já tinha ido embora e só quem ficavam eram os club kids, as drags e os transexuais, dançando alucinadamente, enquanto o sol podia ser avistado das janelas transparentes do club.

O club chegou até a ter entradas diferentes para o público gay que não queria se misturar com os héteros ou os mais caretas.

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Foi Gatien que levou Paul Oakenfold (quando este era um DJ underground) para tocar nos EUA pela primeira vez, ele queria trazer ao público americano as novidades da música eletrônica londrina.

Os EUA viviam o auge de cultura rave do início à metade dos anos 90, atraindo DJs como Moby, Steve Aoki, Frank Bones, David Morales, Junior Vasquez, entre outros.

Algumas das músicas que não podiam faltar na Limelight eram:

‘Go’ de Moby:

Charly” do Prodigy:

´Plastic Dreams´ de Jaydee:

´Everybody’s Free” de Rozalla:

Don’t you want me’ de Felix

Com todo o escândalo do crime de Melendez, a Limelight fechou em 1997 e reabriu algum tempo depois, sob o novo nome de Avalon, mas nunca tendo o mesmo sucesso do início dos anos 90.

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O club fechou suas portas de vez em 2007, e Gatien e seu club viraram tema do documentário “Limelight”, lançado em 2011, com produção da filha dele, Jennifer Gatien. Abaixo o link com o doc completo:

Hoje Gatien reside no Canadá, depois de ter sido deportado em 2003 por evasão de taxas.

Na Igreja onde era a Limelight hoje é um shopping mall, triste fim para um dos clubs mais instigantes de NY e que marcaram a cena americana de dance music dos anos 80 e 90.

 

 

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