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TODAY’S SOUND: THE REFLECTING SKIN POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl



























































                
       
















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TODAY’S SOUND: THE REFLECTING SKIN POR ARTHUR MENDES ROCHA

Os posts novos falarão de algumas obras da cultura pop que este ano estão completando aniversários e ainda são bastante importantes dentro deste contexto.

Hoje começo por um filme que, infelizmente, poucas pessoas viram, e que este ano completa 25 anos: ‘The Reflecting Skin”.

reflecting poster

O filme foi lançado em 1990, sob a direção de Philip Ridley, sendo que esta foi a sua estreia cinematográfica, e que estreia!

A película levou três prêmios no Festival de Locarno, além dos prêmios de melhor atriz e fotografia (para Dick Pope) no Festival de Sitges.

“The Reflecting Skin’ (lançado aqui com o título “O Reflexo do mal”) é uma obra-prima gótica, ou melhor “prairie gothic”, pois é justamente um filme gótico rodado na pradaria, nos campos, naqueles trigais visto em filmes como “Days of Heaven”.

reflecting_skin

Eu vi o filme pela primeira vez em Londres, no ano de sua estreia, e o filme foi bastante falado e badalado na época (não sei como foi a recepção aqui no Brasil), merecendo extensas matérias que o dissecavam e o elogiavam muito.

 O filme tem um elenco sensacional: Viggo Mortensen (o Aragorn da trilogia ‘O Senhor dos Anéis” num de seus primeiros papéis de destaque), Lindsay Duncan (a ótima atriz inglesa mais conhecida por sua participação na série ‘Roma” e em filmes como ‘Birdman”), mas a grande sensação do filme é, sem dúvida, o menino Jeremy Cooper (que fez poucos filmes depois deste).

The-Reflecting-Skin

A história gira em torno de Seth Dove (Cooper), um garoto bastante esperto e inquieto, que vive aprontando com seus amigos num vilarejo rural nos anos 50.

Uma das diversões de Seth é estourar sapos, entre outras travessuras.

Os pais dele são Ruth e Luke; ela é uma mulher durona e abusiva e o pai é uma figura estranha, perseguido por algo que fez no passado.

reflecting

 

Eles moram num posto de gasolina e ficamos sabendo que seu irmão Cameron (Mortensen) está servindo no exército, estando numa praia do Pacífico.

A vizinha deles é a viúva Dolphin Blue (Anderson) que é bastante solitária e perdeu o marido cedo.

Lindsay Duncan

Luke lê um livro de vampiros e explica para Seth como são estas criaturas e pela descrição, ele acaba achando que a vizinha é uma vampira.

Um belo dia, uma das crianças, amigo se Seth, aparece morta boiando no tanque do posto e a polícia e os vizinhos passam a desconfiar que o pai de Seth seja o culpado.

reflecting2

Aos poucos é revelado que o pai havia tido uma experiência homossexual com um menor de idade no passado e este fantasma o persegue até os dias de hoje.

Seth fica vivendo toda esta função; crianças morrendo, o pai com um passado nebuloso, a vizinha que ele acha ser uma vampira, até que o irmão mais velho retorna.

Cameron é carinhoso com Seth, mas acaba se envolvendo com a vizinha e isto acende a raiva do menino, que quer impedir de todo jeito que o irmão se envolva com uma ‘vampira”.

reflecting skin woman

Estes relacionamentos, desconfianças, o despertar da infância, tudo isto é filmado de maneira sensível e minuciosa por Ridley, com lindos planos e uma fotografia de arrepiar.

‘The Reflecting Skin’ foi filmado em locações em Alberta, Canadá (apesar da história se passar em Idaho) e o diretor explorou ao máximo as pradarias, os lindos trigais, as casas de madeira simples com decoração inusitada (mais um ponto para a direção de arte).

Ah, sem esquecer do feto que Seth encontra em um galpão abandonado e fica pensando em se tratar do anjo do menino que fora assassinado e com ele tem longos desabafos.

Reflecting_Skin_09

Este ano, no festival Fantasia 2015 (Festival de cinema fantástico realizado no Canadá), houve uma sessão especial dos 25 anos do filme com uma nova cópia, totalmente remasterizada, altamente recuperada e tendo as cores, a textura que o diretor sempre desejou que seu filme tivesse.

Além da linda trilha sonora composta por Nick Bicât (também compositor da trilha de “Wetherby” com Vanessa Redgrave), que é outro primor. Abaixo o tema de abertura do filme:

Várias edições que saíram nos anos anteriores, sejam em VHS, Laserdisc ou DVD, nunca fizeram jus à magnitude deste filme, e agora, finalmente, depois de 25 anos, ele volta a nos maravilhar.

Ridley se cercou dos melhores técnicos e revisou, frame a frame, todo o filme, dando-lhe um novo visual 2K (restauração digital de 2048 x 1080 pixels) algo que só poderia ser alcançado com a tecnologia que temos hoje disponível.

reflectSkin_15

Esperemos que esta restauração incrível chegue até nós e que o filme seja apreciado e redescoberto em toda sua glória.

De todo jeito, se não for nas telonas, o filme deve ser lançado em Blu-Ray, onde toda esta restauração pode ser melhor percebida pelo espectador.

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