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TODAY’S SOUND: VINYL POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl



























































                
       
















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TODAY’S SOUND: VINYL POR ARTHUR MENDES ROCHA

A série de hoje tem tudo a ver com a gente: fala sobre música, se passa nos anos 70 e mostra todos os excessos da indústria do disco; estamos falando de “Vinyl”, a série da HBO.

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“Vinyl” estreou em fevereiro deste ano e já terminou sua primeira temporada e já foi renovada para uma segunda.

A série foi concebida por um time de respeito: Martin Scorcese (diretor de clássicos como “Taxi Driver”, “Raging Bull” e “Goodfellas”, entre outros), Mick Jagger (o ícone do rock e líder dos Rolling Stones). Terrence Winter (roteirista dos “Sopranos”, criador de “Boardwalk Empire”) e Rich Cohen (escritor e colaborador de revistas como Rolling Stone e Vanity Fair).

A ideia havia surgido há vinte anos atrás, quando Jagger procurou Scorcese para fazerem um filme tendo como tema a indústria da música nos anos 70, mas o filme acabou virando uma série, pois seria muito mais bem explorada. No vídeo abaixo eles falam um pouco de como surgiu a inspiração para “Vinyl”:

“Vinyl’ tem como fio condutor a figura de Richie Finestra, vivido por Bobby Cannavale (excelente ator de séries como “Boardwalk Empire”), um executivo, dono da gravadora American Century, uma figura que vive na pele todos os excessos da década de 70, incluindo drogas, sexo e muito rock n’ roll.

Bobby Cannavale como Richie Finestra

Bobby Cannavale como Richie Finestra

Finestra é o retrato dos executivos da indústria fonográfica da época, iniciou do nada e tornou-se um bem sucedido empresário, graças às suas conexões e bom ouvido para o que se tornaria sucesso.

Porém, quando a série começa (estamos na NY de 1973), ele já enfrenta dificuldades financeiras e está prestes a vender sua gravadora para o conglomerado da Polygram.

Richie e alguns de seus funcionários na American Century

Richie e alguns de seus funcionários na American Century

Além disso, enfrenta problemas com drogas (ele é viciado em cocaína) e em seu casamento, bem como relações estremecidas com figuras-chave da indústria.

Um dos grandes acertos da série é justamente a mistura de personagens fictícios com personagens reais, assim já apareceram na série Andy Warhol (vivido por John Cameron Mitchell, de “Hedwig and the Angry Inch”), Robert Plant, David Bowie, Elvis Presley, Joey Ramone, John Lennon, Alice Cooper e muitos outros.

John Cameron Mitchell como Andy Warhol

John Cameron Mitchell como Andy Warhol

David Bowie na sua fase Ziggy Stardust, interpretado pelo ator Noah Bean

David Bowie na sua fase Ziggy Stardust, interpretado pelo ator Noah Bean

Aliás, uma das coisas mais legais de “Vinyl’ é justamente descobrir o monte de referências que estão presentes em cada episódio, sejam musicais ou da cultura pop, como mostrar cenas dentro do Chelsea Hotel, do Max’s Kansas City ou até mesmo dentro da Factory e toda a fauna que frequentava estes lugares.

Bobby Cannavale recebe a visita de Mick Jagger no set de "Vinyl"

Bobby Cannavale recebe a visita de Mick Jagger no set de “Vinyl”

A direção de arte, o figurino, toda a ambientação da gravadora, com seus rolos de fita cassete, vinis, aquele décor bem 70’s, até mesmo a localização da American Century ser no Brill Building (o prédio que nos 60/70 era o lugar que reunia várias pequenas gravadoras e onde foram idealizados os maiores hits do período), cada detalhe é bem pensado e executado na perfeição.

Além de Richie Finestra, a série tem também ótimos personagens tais como:

- Devon (Olivia Wilde, atriz de filmes como “Tron, o Legado” e da série “House”) – esposa de Richie, ela é uma ex-modelo e fazia parte da turminha da Factory de Andy Warhol. Devon é fiel ao marido, mas se este apronta, ela não hesita em traí-lo também.

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- Zak Yankovich (Ray Romano, famoso pela série “Everybody loves Raymond”) – um dos sócios de Richie e confidente deste, responsável pelo setor de promoções da gravadora. Ele vai entrar em conflito com Richie por questões financeiras.

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Ray Romano numa cena da série

- Andrea Vitto (Annie Parisse, atriz de “Law & Order” e “The Following”) – uma das personagens mais interessantes da série, ela é um ex-caso de Richie que se tornou uma das mais respeitadas A&R da indústria e  é chamada de volta para dar um gás nas contratações da gravadora .

Annie Parisse é Andrea Vitto na série

Annie Parisse é Andrea Vitto na série

- Jamie Vine (Juno Temple, filha do diretor Julien Temple e atriz de filmes como “Atonement” e “Black Mass”) – assistente de A&R da gravadora, ela começa a se destacar ao “descobrir” o grupo de proto-punk Nasty Bits.

Juno Temple e James Jagger numa cena da série

Juno Temple e James Jagger numa cena da série

- Kip Stevens (James Jagger, filho de Mick) – cantor do grupo Nasty Bits e que será uma das apostas de Richie para levantar sua gravadora.

- Julian “Julie” Silver (Max Casella, ator de séries como “Boardwalk Empire” e “The Sopranos”) – responsável pelo A&R da ravadora, de personalidade forte, ele bate de frente com Richie em suas opiniões sobre os rumos da American Century.

Max Casella como Julian Silver

Max Casella como Julian Silver

- Clark Morelle (Jack Quaid, filho de Dennis Quaid e Meg Ryan, ator de “The Hunger Games”) – ele começa a série como parte do dept de A&R, mas acaba perdendo sua posição. Mesmo assim, ele não desiste de descobrir novas oportunidades.

- Ingrid (Brigitte Hjort Sorensen, atriz dinamarquesa famosa pela série “Borgen”) – personagem baseada em Nico, ela é a melhor amiga de Devon desde os tempos da Factory.

Brigitte Hjort Sorensen como Ingrid, peronagem inspirada em Nico

Brigitte Hjort Sorensen como Ingrid, peronagem inspirada em Nico

‘Vinyl” pode lembrar em alguns momentos “Mad Men”, por ser uma série de época e ter como protagonista um anti-herói aos moldes de Don Drapper, mas as semelhanças param por aí, já que o mundo de Vinyl é o da música e não da publicidade.

Claro que a série ainda tem algumas reformulações a fazer, como focar menos no lado policial (um crime ocorre e envolve Richie) e sim falara cada vez mais sobre música, que é um assunto rico o suficiente.

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Tanto é que no final da primeira temporada, acabaram afastando Terrence Winter, que deixou a série e foi substituído por Scott Z. Burns, roteirista de filmes como “O Últimato Bourne” e “O Informante”; ainda não sabemos se foi uma boa troca, mas aguardemos a segunda temporada.

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Mas voltando à música, este é um dos grandes atrativos da série, a começar pela impecável trilha que inclui a cada episódio, várias músicas incríveis que marcaram o período incluindo James Brown, Iggy Pop, David Bowie, Mott the Hoople, New York Dolls, Julian Casablancas, Chicago, Led Zeppelin, The Temptations, Abba e muitos outros.

Cena da série com o New York Dolls

Cena da série com o New York Dolls

Para se ter uma ideia, são mais de 200 canções utilizadas nos dez primeiros episódios.

A música tema, “Sugar Daddy”, é interpretada por Sturgill Simpson, novo talento do country e rock americano:

No primeiro episódio, dirigido por Scorcese, há uma cena antológica quando Richie vai a um show do New York Dolls e o teatro onde o concerto se realiza desaba e ele tem uma viagem de que aquele momento é o da salvação pelo rock, um momento em que o som e a emoção do rock é tão forte que chega a ruir paredes. Este ocorrido foi baseado num fato real, o do desabamento do University Hotel (onde ficava localizado o Mercer Arts Centre), no Village, em 1973. Abaixo a cena na série:

Outro momento ápice é quando Clark vai a uma boate com seu amigo latino Jorge e leva uma música para o DJ tocar (participação especial do DJ Kool Herc) que ele acredita que o público vai pirar e aos poucos o povo acorda para aquela música, que nada mais é que o nascimento da disco music e como o público a percebe naquele momento. Abaixo a cena na série:

São momentos como esse que fazem de “Vinyl” uma série especial.

Também mais para o final da temporada, a banda proto-punk Nasty Bits faz show no CBGB, mostrando como a NY daquela época vivia um momento de criatividade plena, com surgimento de novos ritmos como o punk, o hip hop e a disco music.

Espera-se que na segunda temporada, isto seja ainda mais explorado, o punk deve ter melhor espaço na série, com o ritmo surgindo com força total, também explorando o lado mais soul e negro, com maior destaque para este gênero, enfim, várias temáticas musicais ainda podem ser melhores exploradas.

o fictício grupo proto-punk Nasty Bits

o fictício grupo proto-punk Nasty Bits

Enquanto isso, faça um favor a si  mesmo e veja a série com a mente aberta, pronta para ser invadida pelas mais diferentes sensações e referências, pois em cada pequena parte de “Vinyl”, esta pode te surpreender e abrir novas perspectivas.

 

 

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