Este é meu afilhado Iron, um rottweiller mix, para adoção responsável!
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Como é "mixado" tem a vantagem de não crescer, vai ser sempre tamanho médio.
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CURRENT MOON

Today’s Sound:David Bowie por Arthur Mendes Rocha

David Bowie é o máximo: cantor, ator, produtor, compositor, showman, lançador de tendências; Bowie é o camaleão por excelência, é o exemplo máximo de um artista que faz tudo maravilhosamente bem.

Ele começou sua carrera como um cantor normal e aos poucos ele foi desabrochando até virar um astro intergaláctico (Ziggy Stardust), um ídolo soul (Thin White Duke) e passar por vários movimentos e sempre estar conectado com os mais diferentes rumos musicais.

Seu estilo influenciou toda uma geração de músicos, além de inovar, ele traz para a música as idéias mais vanguardas do que acontece nas artes e transforma em pop de qualidade.

Além disso, seu estilo de vestir é fundamental para o mundo fashion, tendo servido de inspiração para os mais diferentes estilistas.

Bowie mostrou aptidão pela música desde cedo, ouvindo os discos de rock americano que o pai levava para casa e mais tarde sendo introduzido ao jazz pelo seu meio-irmão.

Na escola, ele estudou piano, música e artes e depois aprendeu a tocar saxofone.

Numa briga de escola, ele levou um soco (com um anel) no olho, o que acabou lhe causando que um de seus olhos ficasse com a pupila dilatada, o que se tornou sua marca registrada.

Na verdade, seus dois olhos são azuis, mas, por um ser mais dilatado que o outro, dão a impressão de serem de cores diferentes.

Bowie formou sua primeira banda aos 15 anos, os Konrads e logo em seguida formou o King Bees, banda mais dedicada ao blues. Foi com eles que ele gravou seu primeiro single, “Liza Jane”, assinando como David Jones.

Eles não tiveram nenhum sucesso comercial e assim Bowie monta várias bandas, mas nenhuma conseguiu emplacar nenhum hit.

Ele estava cansado de seu nome artístico David Jones, pois era confundido com Davy Jones (dos Monkees) e optou pelo sobrenome Bowie (inspirado por Jim Bowie, um fabricante de facas).

Assim, em 1967, ele lança seu primeiro álbum solo como David Bowie, que era uma mistura de rock, folk e psicodelia. Nesta época ele conhece o mímico Lindsay Kemp, que teria muita influência na sua performance corporal.

Bowie continuava em busca de um hit e isto foi acontecer inesperadamente com a música “Space Oddity”, lançada no ano que o homem pisou na lua, em 1969. Mais tarde Bowie regravou esta música com o sucesso de Ziggy Stardust.

Assim, a música foi incluída em seu novo álbum também chamado de David Bowie, mas o restante do álbum não teve sucesso, apesar de suas letras filosóficas.

O casamento com Angela Barnett teve forte influência em sua carreira, pois foi graças a ela que ele procurou um novo empresário e montou uma nova banda que originaria o álbum “The Man Who Sold the World’, com um som bem mais pesado que seus discos anteriores e com ele de vestido na capa.

Seu álbum seguinte é ‘Hunky Dory” de 1971, mas ainda não tem o sucesso esperado. Inclusive a música “Life on Mars” veio a ter sucesso mais tarde:

Bowie conheceu dois artistas que influenciaram seu novo trabalho: Iggy Pop e Lou Reed.

Ambos são a origem musical do astro que vinha de Marte e que Bowie já vinha pensando em lançar e que se materializou com a criação de Ziggy Stardust and the Spiders from Mars.

Assim, ele se apresenta como Ziggy pela primeira vez em 1972 e ele cria um culto à figura do astro que veio do espaço, com seus cabelos vermelhos, pele super branca e figurinos de vanguarda.

O disco ‘The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders form Mars” é lançado e origina pelo menos três hits: “Starman”, ‘John, I’m Only Dancing’ e “All the Young Dudes”, culminando com sua apresentação no programa Top of the Pops. O povo inglês se choca com seu visual andró-gino e a insinuação sexual com um dos músicos:

Este ano, Ziggy completou quarenta anos e várias homenagens foram feitas à Bowie como um especial imperdível da BBC e o lançamento da edição especial do álbum.

Até Kate Moss já fez ás vezes de Ziggy na capa de uma edição da Vogue francesa:

Bowie agora era um sucesso mundial, e seu álbum seguinte, “Alladin Sane’,  já foi direto para o primeiro lugar da parada britânica com sucessos como a música titulo e ‘The Jean Gennie”, que ditariam os rumos do glam-rock:

A icônica capa mostra Bowie com o look Ziggy e com o rosto pintado por um raio, conforme abaixo:

Ao mesmo tempo, Bowie não conseguia se libertar de Ziggy, suas performances como o astro eram intensas, com muito da mímica aprendida com Kemp. Ele acabou decretando a aposentadoria de Ziggy com um último show em 1973, que virou um ótimo documentário sob a direção de D. A. Pennebaker.

Depois do disco de covers, ‘Pin Ups” (e sua linda capa com Twiggy), Bowie lança um disco que vai ser uma das grandes influências no movimento punk-rock, com sua temática de caos urbano: “Diamond Dogs”, disco que mistura rock com funk e soul e que origina hits como a música título e “Rebel Rebel”:

Nesta fase, ele tenta se livrar do vício em cocaína e lança seu primeiro álbum ao vivo, “David Live”, de 1974.

Durante uma pausa na Filadélfia, ele cai de amores pela soul music e lança, em 1975, o álbum ‘Young Americans”, liderada pelo hit “Fame’, música co-escrita com John Lennon e que atinge o primeiro lugar nos EUA. Inclusive, Bowie foi um dos primeiros artistas brancos a se apresentar no famoso programa ‘Soul Train”, como vemos abaixo:

No ano seguinte, ele cria uma nova persona ‘Thin White Duke” e lança “Station to Station”, disco ainda influenciado pelo funk e soul e mais o krautrock (espécie de rock eletrônico surgido na Alemanha), com destaque para a faixa título com mais de 10 minutos de duração:

Ainda em 1976, Bowie se mudou para a Suiça, onde se interessou mais pelas artes, chegando a pintar e colecionar obras. Ele também começa a estudar a fundo música clássica e literatura.

Porém no final do ano, ele descobre Berlim e toda sua cena musical e artística, se mudando para a cidade e dando início à sua ‘Trilogia de Berlim” na companhia de Iggy Pop, mais os produtores Brian Eno e Tony Visconti.

Bowie se inspira pela cidade em termos criativos e ainda colabora nos álbuns ‘The Idiot” e ‘Lust for Life”, ambos de Iggy Pop.

Nesta época, ele ainda estréia em ‘The Man Who Fell to Earth”, um enigmático filme de Nicolas Roeg, no qual ele faz o papel título de um extraterrestre com dificuldades em se adaptar à Terra.

O primeiro disco da trilogia é ‘Low’ (cuja imagem da capa é do filme de Roeg), com muitos temas instrumentais e influenciado por grupos alemães como Kraftwerk e Neu!, com destaque para a música ‘Sound and Vision” (terceiro lugar na parada britânica):

O disco seguinte é “Heroes”, marcado pela música título, música chave na carreira de Bowie e até hoje usada em filmes e eventos (como na última Olímpiada em Londres). O disco ainda tem os elementos minimalistas do anterior, mas com forte apelo pop rock e a guitarra de Robert Fripp (líder do King Crimson). A capa preto e branco com Bowie posando de robô é um clássico absoluto:

O último disco da trilogia é ‘Lodger’, álbum conceitual que mistura new wave, world music e pop/rock.

Com a chegada dos anos 80, Bowie se divorcia de sua mulher, Angie, e lança ‘Scary Monsters”, no qual destacava-se a faixa título e ‘Ashes to Ashes”, que traz de volta o “Major Tom” (de Space Oddity) e vira um de seus maiores hits; além de ter um dos vídeos mais inovadores de todos os tempos, com efeitos especiais incríveis para a época:

O álbum alcança o primeiro lugar e ele ainda vive ‘O Homem Elefante” em um pequeno teatro na Broadway, NY.

Em 1981, ele se une ao Queen e grava ‘Under Pressure”, outro mega hit que vai direto ao primeiro lugar e é sampleado com o passar dos anos e tocando direto até hoje.

Em 1982 e 1983 ele participa das trilhas de ‘Christiane F.’ (tendo uma rápida aparição no filme) e ‘Cat People” (refilmagem do clássico dos anos 40), na qual canta a música tema com produção de Giorgio Moroder. A mesma canção (regravada por Bowie) foi utilizada anos depois em “Inglorious Bastards” de Tarantino.

Mas é com o disco ‘Let’s Dance’, produzido por Nile Rodgers (do Chic)  que ele vira um mega astro internacional, com uma nova popularidade alcançada graças à hits como “Let’s Dance”, “Modern Love” e “China Girl’:

Logo em seguida ele viaja pelo mundo com a turnê ‘Serious Moonlight’, um sucesso total.

Bowie e seu visual de cabelos descoloridos, com topete, roupas chiques e mais clássicas mais uma vez dita moda por onde passa.

Os anos 80 são bastante intensos para ele: lançamentos de mais discos, singles de sucesso como ‘Blue Jeans”, duetos com Tina Turner em “Tonight”, Mick Jagger com ‘Dancing in the street’,  participações em filmes como  ‘The Hunger” (Fome de Viver), “Absolute Beginners” (no qual ele também canta a música tema), ‘Merry Xmas Mr. Lawrence” (também conhecido como “Furyo”) e ‘Labyrinth”(com o look dos cabelos espetados):

Com a chegada dos 90, Bowie some um pouco da mídia, deixando um pouco de lado sua carreira solo e se dedicando a banda Tin Machine. Em 1992, ele também se casa novamente, desta vez com a supermodel negra Iman.

Em meados da década, ele volta a gravar solo, lançando novos trabalhos e fazendo novas parcerias como a com o Nine Inch Nails na ‘Outside Tour’. Em 1997, ele ainda se lança na música eletrônica com o disco ‘Earthling’, com forte influência do drum n’ bass.

Nos anos 2000, Bowie fica ainda mais calmo, gravando pouco (seu último disco é ‘Reality’ de 2003), além de participações em homenagens e aparições como no Fashion Rocks ao lado do Arcade Fire.

Depois de um diagnóstico de obstrução em uma artéria, Bowie diminui intensamente o seu ritmo, não participando mais de turnês e nem lançando novos trabalhos.

Apesar de vivo e saudável, Bowie faz muita falta em não aparecer mais com novas produções musicais, já que sempre foi um artista antenado com tudo que há de mais moderno e sua contribuição é sempre bem vinda.

Recentemente foi lançado pelo Radio Soul Wax, uma linda homenagem à Bowie com um pequeno filme de uma hora que mostra várias músicas dele e suas várias fases vividas pela modelo Hannelore Knuts, vale a pena conferir no link abaixo:

http://vimeo.com/53207758

E provando sua influência na cultura pop, o museu Victoria & Albert de Londres vai abrigar, em 2013, a exposição ‘David Bowie is” com mais de 300 itens de seu acervo pessoal contando a trajetória deste artista que este ano completou 65 anos.

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