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CURRENT MOON

Today’s Sound: Rules of the Game por Arthur Mendes Rocha

“The rules of the game” (‘La Règle du Jeu” em francês e “A Regra do Jogo” em português) é a obra-prima de Jean Renoir e considerado por todos os críticos como um dos filmes mais importantes da história do cinema.

O filme fala da alta burguesia francesa antes da segunda guerra mundial, tendo sua ação quase toda centrada numa luxuosa casa de campo, “La Coliniere”, em Sologne.

A produção é de 1969 e foi adaptada de uma popular comédia de erros do século XIX, ‘Les Caprices de Marianne” de Alfred de Musset.

Renoir enfrentou muitos problemas na época de lançamento do filme, já que o filme foge um pouco de seu estilo naturalista, bem como faz uma crítica à classe dominante, retratando-a como cheia de caprichos e não medindo as conseqüências de seus atos.

Mas na verdade, “A Regra do Jogo” é um exercício estilístico do cinema, ele brinca com a classe alta e seus subordinados, misturando-os e fazendo-os interagir, coisa que vemos com naturalidade hoje nas novelas.

Na época, o filme causou muitas controvérsias, mas com o passar do tempo, foi ganhando respeito de vários cineastas tais como Bertrand Tavernier, Paul Schrader, Win Wenders, entre outros.

O filme também teve algumas inovações estéticas como movimentos de câmera (lembrem-se que ainda não existia a steady cam) e uso de deep focus (dando igual importância ao que se passa na frente bem como ao que se passa ao fundo na mesma cena) e tudo isto pode ter confundido o público da época, que não estava preparado.

Olhando hoje, vemos que o filme é bem audacioso, já que o tema central é a infidelidade de um casal, envolvendo seus amantes, novos pretendentes, seus empregados e todos os dramas que acontecem a partir daí.

A estória gira em torno do casal Christine (Nora Gregor) e Robert de La Cheyniest (Marcel Dalio), sendo que ela é apaixonada pelo aviador André Jurieux (Roland Toutain).

Robert sabe da relação de Christine e André no passado, bem como a fiel criada de Christine, Lisette (Paulette Dubost), que é casada com o zelador da casa de campo dos Cheyniest, Schumacher (Gaston Modot) e também outro amigo do casal, Octave (papel interpretado pelo próprio Renoir).

Robert também tem uma amante, Genevieve (Mila Parély) e a convida par passar o fim de semana no campo, junto com vários convidados do casal, onde se realizará um baile de máscaras.

Renoir mistura vários plots, já que todos convergem para a casa de campo, onde acontecerão várias traições, trocas de identidade e que acabará em um assassinato.

O diretor, que vinha dos sucessos de “A Grande Ilusão” e “A Besta Humana”, ficou bem abalado com a primeira recepção do filme em Paris, onde foi considerado imoral e foi banido das telas francesas.

Uma das exigências dos produtores fora de que o filme fosse encurtado, sendo que Renoir diminui de 94 minutos para 81, diminuindo a importância de seu personagem, Octave, já que este na versão original também se envolve com Christine.

Durante um dos ataques dos aliados, o filme teve parte de seus negativos destruídos, mas em 1959, este foi reeditado para 106 minutos, mediante um cuidadoso trabalho de recuperação, versão esta supervisionada pelo próprio Renoir.

Esta versão foi apresentada em Veneza com sala lotada e o público aplaudiu, o que o próprio diretor declarou que foi uma espécie de vingança pela má recepção do filme na estréia em 1939.

Renoir declarou que procurou imprimir um estilo mais clássico e mais poético ao filme, reescrevendo-o várias vezes e interagindo com seus atores, improvisando, mudando várias vezes o roteiro original.

Na trilha sonora, Renoir utilizou músicas clássicas como Lizst e “The Marriage of Figaro” de Mozary, entre outras.

É difícil determinar um tema apenas no filme, ele passeia por vários gêneros ao mesmo tempo, lidando com todos os tipos de emoções, e o jeito de Renoir encarar a sexualidade na época é genial.

O filme tem várias cenas inesquecíveis tais como: o baile de máscaras, a caçada, o brinquedo musical e principalmente a da dança macabra; como vemos algumas abaixo:

Adorei a crítica do historiador Robin Wood que declara que o momento final mostra a armadilha que Christine cai, a sua volta ao château é como uma prisioneira, não de seu marido, e sim das “regras do jogo”.

Em ‘Gosford Park”, Robert Altman presta uma homenagem direta ao filme, mostrando o confronto da classe alta com seus empregados e tendo ao fundo um assassinato.

Na recente enquete da revista “Sight & Sound”, o filme ficou no quarto lugar dos 100 melhores filmes de todos os tempos, atrás de “Vertigo”, “Cidadão Kane” e “Tokyo Story”.

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