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Lágrimas de Sereia – Japa Girl












































































    Unforgetable veggie lunch exxxperience!
Thank you so much @saporebrasil @pietroleemann @lideresempreendedores 
Risoto com aspargos verdes e abóbora, contraste de mousse de couve-flor defumada e arroz silvestre crocante.Happy Sunday!
Plantio de mais de 320 árvores nativas da nossa Mata Atlântica para #florestadebolso de Ricardo Cardim. @fabricadearvores 😉RIP #leeradizwill and #rudolfnureyev 🖤🖤Wake up, Mthrfckrs! 
#10yearchallengeHappy Halloween from Vampirina 🖤“The Proposal” ( between 1880 - 1889) by Knut Ekwall (Swedish - 1843 - 1912)Full purple bloom galore!
#flordesaomiguel #violeteira #ravenala #kaizukaPapa Pirate & Mama Mermaid
#agathalunaJust opened! #cattleyaThe Death of Cleópatra 
Jean Andre Rixens - 1874

                
       
















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CURRENT MOON

Lágrimas de Sereia

Edmund Dulac

Encantamento a primeira vista.

Na ONG Morungaba onde presto serviços fotográficos, tive a honra de fotografar a festa junina de uma escola pública chamada Amorim Lima.

Logo na entrada eram vendidas canecas de plástico com um barbante para servir de acessório e descartar a quantidade insana de descartáveis que usamos em comemorações, cafezinhos e outros hábitos que nos fizeram incorporar o uso indiscriminado das embalagens que se usa apenas uma vez.

Ao utilizarmos canecas ao invés de copos descartáveis, em dois anos, pelo menos 1.000 copos descartáveis deixarão de ir para o aterro.

O Universo descartável.

O mundo das caixinhas sintéticas e inorgânicas…Foi nos anos 50 que para ser moderno e prático, era preciso ser descartável.

Os plásticos são artefatos fabricados a partir de resinas (polímeros), geralmente sintéticos e derivados do petróleo, que digamos de passagem, é um recurso natural finito.

Existem os polímeros termoplásticos e termofixos.

Os termoplásticos são recicláveis (Pet, Nylon, PVC, PEAD), entre outros.

Já os termofixos  como o Nylon, fraldas, adesivos, lâminas metalizadas, cabos de panela, canetas, acrílico e embalagens a vácuo não podem ser reprocessados, por enquanto.

A reciclagem de plástico exige apenas 10% da energia que se usaria para realizar o processo desde o início.

Reciclamos 15% destes resíduos que ocupam cerca de 10% dos aterros.

O Plástico que não está no aterro e nem em nenhuma cooperativa de reciclagem pode estar no mar e desta maneira ampliamos a visão para um problema de saúde pública.

Foi o capitão Charles Moore, em 1997, que resolveu fazer uma caminho diferente entre o litoral da Califórnia e o Havaí.

Encontrou o Lixão do Pacífico.

Levadas pela corrente marítima, toneladas e toneladas de sujeira, produzidas pelo homem nos Estados Unidos, Japão e sabe-se mais onde, se acumulam num lugar paradisíaco e inabitado.


Um oceano de plástico, uma sopa intragável, de aproximadamente 16 milhões de quilômetros que, segundo estimativas, seria maior do que a soma de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.

O mais gigantesco aterro do mundo.

“Foi perturbador. Dia após dia não víamos uma única área onde não houvesse lixo. E tão distantes do continente”, diz Charles Moore que após trágica experiência direcionou a sua vida para a conscientização das conseqüências de um consumo desenfreado e na destruição da vida marítima por conta dos hábitos humanos.

Nas pesquisa envolvendo Charles Moore, cientistas  descobriram, por exemplo, que 27% do lixo marítimo vem de sacolas de supermercado e 10% de inocentes tampinhas e 8% de embalagens de limpeza e, em uma análise feita com 670 peixes, encontraram quase 1,4 mil fragmentos de plástico.

Por conclusões assim, a Suécia, começou a recomendar que as mulheres em idade fértil limitassem o consumo de arenque e salmão do Báltico, sendo estes a base da alimentação dos suecos.

Análises químicas mostraram que eles estavam muito contaminados com substâncias chamadas disruptoras endócrinas.

Em peixes, elas causam hermafroditismo.

Em humanos, câncer, aumento da próstata e puberdade precoce, entre outros distúrbios.

Encontrar plástico bicado pela vida marítima é muito comum neste marzão afora.

O lixo sintético se transforma numa grande sopa que junto com matéria orgânica, vira comida de peixes e aves.

Com o nome de “lágrimas de sereia”, estas pequenas partículas são consumidas pelos peixes e depois consumidas por nós.

Comemos petróleo com mais um monte de outras porcarias sintéticas.

Somos todos adictos, viciados e moldados no consumo do plástico e ainda por cima, comendo este resíduo também.

Plástico por todas as vias e sentidos.

Um quadro que parece sem solução, porém, cada pequena ação é como um sorriso de sereia que contamina quem está convivendo com os novos paradigmas.

Uma iniciativa interessante é a  Campanha Adote uma Caneca em seu local de trabalho, academia, festas…

Ao invés de utilizar copos descartáveis para a hora do café, ou mesmo para beber água, utilize sua própria caneca (de plástico, de louça, de alumínio) e incentive seu meio a fazer o mesmo.

Garrafinhas de alumínio é outra boa solução.

O mercado dos descartáveis já está se conscientizando e apresentando soluções interessantes e econômicas em papel e amido de milho para opção de festas e até copos comestíveis feito de algas.

Só “Googlar”.

http://www.outofhome-shops.nl/2742/jelloware-eetbare-weggooiglazen-

Utilizar produtos com refil ou retornáveis (retrônáveis), usar sacolas de pano ou papel, não aceitar embalagens plásticas desnecessárias e dizer com tranqüilidade :

Obrigada, não preciso.

Que sensação boa que é !

Com criatividade, consciência e boa vontade, sair da zona de conforto pode ser divertido, assim como estavam brincando com suas canecas as crianças de olhos brilhantes da Escola Amorim Lima.

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