Bom dia com a paixãozinha da America elétrica, filha de @daniela54321 Posso passar a vida olhando pra essa carinha ❤️Virginia Biddle, atriz e bailarina do Ziegfeld Follies. Hoje no site www.japagirl.com.br/blog/dj-sets/todays-sound-ziegfeld-por-arthur-mendes-rocha/Paixão de lobinho, Tiguelitos ❤️Meu amor Tigre e a roseira roxa. Bom dia, boa semana!
Olha @junmatsui já abriu!!!Blood Moon#Orquídea #DendrobiumNymphea blossom...Cherry blossoms over lake 🌸🌸🌸Viva o sábado de sol!!!
#Orquídea #Miltônia primeira floração comigo 🙅 Primavera chegou!Bom dia! Boa semana!!!

                
       





















bloglovin



CURRENT MOON

Um mundo de jardins

Antes da humanidade povoar a terra o frutífero Jardim do Éden já imperava nas religiões Abraônicas.

"Adam and Eve in Paradise" by Jan Brueghel, circa 1610-15

“Deus plantou e onde se cultivavam árvores de todas as espécies, agradáveis para se contemplar e alimentar”.

"Garden of Eden" by Roelandt Jacobsz Savery

Este trecho do Gênesis relata a importância dos jardins desde as primeiras civilizações.

Os Jardins Suspensos da Babilônia e a Torre de Babel

Na Mesopotâmia, os assírios foram os mestres das técnicas de irrigação e drenagem, criando vários pomares e hortas formados pelos canais que se cruzavam.

Os textos mais antigos sobre jardins datam do terceiro milênio a.C., escritos pelos babilônicos, descrevendo os “jardins sagrados”, onde os bosques eram plantados sobre os Ziggurats.

Assim nasceu os Jardins Suspensos da Babilônia que unem arquitetura, espiritualidade e paisagismo, sendo até hoje uma das 7 maravilhas do mundo.

Tamareiras amenizavam o clima árido onde jasmim, rosas, tulipas e álamos cresciam banhados por sofisticado sistema de irrigação, onde a crença vigente era que os jardins dependiam da vontade dos deuses.

Exemplo de Ziggurats


No Egito quando a prosperidade deu espaço para as artes da arquitetura e escultura, também o paisagismo acompanhou o desenvolvimento.

Jardins simétricos rigorosamente e afinados com os quatro pontos cardeais.

As plantas utilizadas eram: palmeiras, sicômoros, figueiras, videiras e plantas aquáticas, já que o Rio Nilo propiciava estas condições.

Osíris era o Deus da reverenciada vegetação.

Jardim Egípcio na Antiguidade


Egito Antigo

Os persas absorveram a cultura egípcia e acrescentaram flores ornamentais.

Os jardins procuravam recriar uma imagem do universo, constituindo-se de bosques povoados por animais em liberdade, canteiros, canais e elementos monumentais, formando os “jardins-paraísos” que se encontravam próximos aos palácios do rei.

Jardim Persa

Os gregos amavam a vida ao ar livre e mesmo tendo influências egípcias a topografia acidentada fez em seus jardins ambientes assimétricos, mais próximos do que encontramos na natureza.

Desenvolviam-se, inclusive, em recintos fechados, onde eram cultivadas plantas úteis, principalmente maçãs, pêras, figos, romãs, azeitonas, uva e até horta.

Colunas e esculturas faziam uma transação harmoniosa entre ambientes internos e externos.

Jardim grego clássico

Na China as atividades com jardinagem datam de 2.000 a.C, onde se encontram  paisagens muito antigas de rara beleza e flora riquíssima.

Os parques das casas dos antigos imperadores valorizavam a vegetação existente, sendo a tarefa do jardineiro ordenar o que a natureza oferece.

Acreditava-se que no norte da China havia um lugar para os imortais.

Como o Imperador Wu não conseguiu encontrá-lo, decidiu então criá-lo na fantasia.

Dessa maneira surgiu o jardim “lago-ilha”.

O “Lago ilha” foi se multiplicando, se tornando conhecido pelo continente até chegar no Japão em 607dc.


Em 1894, para comemorar os 1100 anos da capital Kioto, construiu-se um desses jardins, ficando conhecido como Santuário Heian.

Trata-se de uns dos jardins mais alegres do mundo, com hortos de cerejeira, maciços imensos de azaléias e lírios, rochas cobertas por flores e pinus, traduzindo o amor dos japoneses pela natureza macro e micro, com respeito as sutilezas de cada espécie.

Na idade média os jardins deram lugar a igrejas rudes e pesadas.

Tudo precisava ser funcional e alamedas em cruz ditavam a direção da religião dominante.

Pomares em mosteiros e ervas em praças era comum.

O estilo gótico retratava bem os jardins medievais.

Plante de jardim medieval

Os dois estilos básicos de jardim foram:

Monacais – Para reagir ao luxo romano, os jardins eram dividios em 4 partes.

O pomar, a horta, o jardim de plantas medicinais e o jardim de flores.

Existiam áreas gramadas cercadas e arbustos, viveiros de peixes e pássaros, além de local para banho.

Mouriscos – Com influência árabe, os jardins espanhóis trouxeram um frescor dos “jardins da sensibilidade” do século VI, que se caracterizavam pela água, cor e perfume, com os objetivos de sedução e encantamento.

A cerâmica e o azulejo eram bastante utilizados.

Nas versões da idade média, as principais características eram de jardins em pequenas dimensões, sem ostentação e com destino à vida familiar.

A primavera dos jardins veio com o Renascimento, assim como em todas as manifestações artísticas, esta época houve uma renovação do pensamento, principalmente na Itália, França e Inglaterra.

Países que cultivam com naturalidade a cultura da jardinagem.

No Brasil, a mais antiga manifestação do paisagismo ocorreu na primeira metade do século XVII, em Pernambuco, por obra de Maurício de Nassau, durante a invasão holandesa, da qual restou uma grande quantidade de laranjeiras, tangerinas e limoeiros plantados e raros desenhos pouco nítidos de Frans Post.

Vista de Olinda, Frans Post

A história documentada do paisagismo iniciou-se com a chegada de Dom João VI em 1807, que destinou ao Jardim Botânico a vocação de fomentar espécies vegetais para a produção de carvão, matéria-prima para a fabricação de pólvora.

D. João VI - O Carioca

O paisagismo ganhou forças com os preparativos para o casamento de D. Pedro I com a arquiduquesa da Áustria.

A corte contratou os trabalhos do alemão Ludwig Riedel, arquiteto paisagista que ocupou as ruas do Rio de Janeiro no período de 1836 a 1860.

Em 1858, D. Pedro I contratou o engenheiro agrônomo Glaziov que, pela primeira vez, usou árvores floríferas no paisagismo.

Começava o uso de: sibipiruna, pau-ferro, cássias, paineira, jacarandá, suinã, cedro, embaúva, oiti, mirindiba, quaresmeira e ipês.

Hoje, no Brasil, percebemos uma grande mistura paisagística, não poderia ser diferente pela quantidade de imigrantes que formam este país.

Apesar dos cinzas dos centros urbanos, telhados verdes, hortas verticais, pequenos jardins em vasos, suculentas em janelas crescem silenciosamente.

Ao se apropriar de seu jardim, do tamanho que ele pode ser, com certeza, estará colaborando para um ambiente mais fresco, agradável e belo.

Nos países onde a arte é cultivada  os jardins públicos e privados também o são.

Jardim é arte, tradição e hábito.

Ao cultivar suas plantas existe um aprendizado profundo que oxigena a observação, alimenta a sutileza, banha a tranqüilidade e faz crescer o gosto pela beleza da vida.

Desde sempre.

Seu Éden depende de você.


   Comentário RSS