Quando eu descobri que a Christie’s de Paris estará colocando `a venda toda a coleção de arte de YSL, pensei comigo mesma: tenho que estar lá!
Ahn-ham…
Fiquei alterada com o coração acelerado, a boca seca.
Quem me conhece bem sabe que acontecimentos desse gênero despertam um frenesi, uma verdadeira paixão.
Sou compradora profissional e o que acontecerá entre os dia 23 e 25 de fevereiro no Grand Palais em Paris será simplismente, o leilão do século.
Ahn-ham…
Yves Saint Laurent como Rock Star gigante da moda que foi, mantinha quatro mansões pelo mundo recheadas de suas coleções de arte de padrão museu.
Será uma venda histórica onde a Christie’s estima vender qualquer coisa entre $250 milhões a $380 milhões, de Euros é claro.
Não é para a minha ossada.
Mas pode ser para o deleite dos meus olhinhos.
Para tanto, encomendei o catálogo deste leilão, que já será um tesouro na minha biblioteca.
O suficiente para escapar momentâneamente dos percalços da vida.
E inspirar a alma.
A decisão da venda foi feita apenas quatro meses após o falecimento do mestre pelo seu companheiro e sócio da maison, Monsier Pierre Bergé.
A história do casal é fascinante e perfeita: Saint Laurent era o artista e Bergé era o administrador, voilá.
Eles se conheceram em 1958 e em 1962 Pierre, já como sócio e cara-metade, abriu a primeira Maison Couture de Yves.
No início, só compraram móveis Art-Déco para utilizarem no dia-a-dia, e foi somente a partir dos anos 70, quando realmente começaram a ganhar dinheiro que resolveram colecionar pra valer.
Para adquirir qualquer item, os dois deveriam estar de acordo, sempre.
Mas Pierre diz que nesse sentido, combinavam bastante.
O acervo é um mix de épocas e estilos, refletindo o ecleticismo adquirido através de suas fabulosas clients.
Uma das grandes musas da coleção de Saint-Laurent/Bergé foi a Viscondessa Marie-Laure de Noilles, que foi uma grande hostess de Paris e patrona das artes.
Por influência dessa excêntrica cliente, Yves desenvolveu uma obsessão por objetos de prata.
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O acervo é

marie laure noailles
um mix de épocas e estilos, refletindo o ecleticismo adquirido através de suas fabulosas clients.
Uma das grandes musas da coleção de Saint-Laurent/Bergé foi a Viscondessa Marie-Laure de Noilles, que foi uma grande hostess de Paris e patrona das artes.
Por influência dessa excêntrica cliente, Yves desenvolveu uma obsessão por objetos de prata.
Enquanto pesquisava as peças que irão `a leilão, descobri artistas e designers que não conhecia ainda e fiquei apaixonada.
Um deles é Edgar Brandt (1880-1960), designer de art-déco, fez uma coleção todinha inspirado em cobras.
Sexxxy, to say the least.
O abajour ao lado será lançado `a partir de $30.000 Euros.
Ahn-ham…
É fato que entre os art dealers, as estrelas do leilão serão as raras pinturas a óleo de Picasso (este do período cubista, impossível de encontrar no mercado, será lançado a partir de $35 milhões de Euros) Henri Matisse, Gauguin, Cézanne, Cocteau, enfim “the works”.
O quadro de Mondrian será lançado a partir de $8 milhõezinhos de Euros.
Bem, na minha lista de objetos de desejo a ser alcançado algum dia, o mais longe que o meu sonho conseguiu chegar foi possuir um Mark Ryden, de preferência um retrato meu.
Ahn-ham.
Uma das pouquíssimas peças que Pierre Bergé não colocará no leilão da Christie’s é esse retrato de YSL feito por Andy Warhol.
Poderia facilmente escrever horas e horas a fio divagando sobre o leilão do século da Christie’s, mas prefiro que o caro blogueiro dê um pulinho no site, e se quiser discutir e acompanhar comigo depois, será bem-vindo.


































