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Andy Warhol – Japa Girl












































































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TODAY’S SOUND: BABY JANE HOLZER POR ARTHUR MENDES ROCHA

E a excêntrica/fashion de hoje é uma das primeiras superstars de Andy Warhol e foi uma das mais famosas it-girls dos anos 60, ela é Baby Jane Holzer.

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Holzer já veio de uma família poderosa, dona de muitos imóveis nos EUA, mas ela nunca se contentou em ser apenas uma integrante da alta sociedade nova-iorquina, pois seu negócio era conhecer pessoas interessantes e estar ligada ao mundo das artes.

Ela abandona a faculdade para se dedicar a vida de modelo. Seu estouro se deu quando foi fotografada por David Bailey para a Vogue, em 1963.

Baby Jane Holzer por David Bailey.

Baby Jane Holzer por David Bailey.

Certa vez, numa sessão de fotos, ela conhece Nicky Haslam (o então editor da revista Star e mais tarde um badalado decorador), que logo lhe apresenta para Andy Warhol. Nesta época, ela estava recém-casada com Leonard Holzer, um riquíssimo executivo do ramo imobiliário.

Baby Jane na capa da revista Show.

Baby Jane na capa da revista Show.

Warhol gamou nela de cara, na primeira troca de olhares ele já a convida para estrelar um de seus filmes underground e de baixo orçamento.

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Baby Jane com Andy Warhol.

Nesta época, ela passa a ser denominada de “Baby Jane”, pela colunista Carol Bjorkman (do Women’s Wear Daily), inspirado pelo filme “Whatever happened with Baby Jane” (O que terá acontecido a Baby Jane).

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Seus amigos todos participaram dos chamados “Screen tests”, testes cinematográficos rodados em P&B, que contava com personalidades como Lou Reed, Nico, Edie Sedgwick, Dennis Hopper, entre outros.

baby jane holzer

Abaixo o teste de Baby Jane Holzer, onde ela fica durante quase cinco minutos apenas escovando os dentes e Warhol não queria que ela piscasse:

Holzer era puro glamour, loira, de cabelos compridos, ela usava aqueles penteados altos e volumosos, além de make-up com muito delineador, bem no estilo 60’s, além de estar sempre vestida impecavelmente, por novos estilistas da época, como Halston.

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Baby Jane com Halston.

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Ela não chegava a ser bonita no estilo tradicional, mas era dona de um charme absurdo, além de ter um tipo físico que chamava a atenção, mesmo com seu nariz grande, ela era puro excitamento.

Baby Jane modelando para a Vogue.

Baby Jane modelando para a Vogue.

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Baby Jane por William Klein.

Não demorou muito para que ela se tornasse uma das mulheres mais badaladas de NY, posando para revistas de moda, ditando tendências e sendo convidada para as melhores festas, a ponto de Diana Vreeland (a influente editora de moda da Harper’s Bazaar e depois da Vogue) declarar que ela era a garota mais contemporânea que ela conhecia.

Baby Jane por Bailey para a Vogue.

Baby Jane por Bailey para a Vogue.

Outro que também se impressionou com ela foi o escritor Tom Wolfe (autor de “A Fogueira das Vaidades”), que escreveu um ensaio para a New York Magazine, intitulado “The girl of the year” (A Garota do Ano), em homenagem a Baby Jane Holzer.

Baby Jane na capa da Vogue.

Baby Jane na capa da Vogue.

Além disso, Warhol adorava badalar com ela, ela foi durante um tempo a sua musa, claro que ele a pintou também.

Certa vez, Holzer era tão reverenciada, que num dos primeiros shows dos Rolling Stones, foi ela que chamou mais atenção que a própria banda de Mick Jagger.

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Baby Jane com Mick Jagger.

Ao todo, Baby Jane Holzer apareceu em alguns filmes de Andy Warhol, incluindo “Soap Opera”, “Batman Dracula”, ‘Couch”, “The thirteen most beautiful women”(todos de 1964) e mais “Camp’ (de 1965).

Além de atacar como atriz, Holzer também cantava, chegando a gravar dois singles, um deles era uma versão cover da banda Bystanders, “You’re gonna hurt yourself” (com direito a clipe):

Ela também gravou outro compacto intitulado “Rapunzel”, lançado em 1967:

Porém, com o final dos anos 60, Baby Jane vai se afastando de Warhol e da turminha da Factory, já que a barra vai ficando mais pesada, com muitas drogas e também pessoas que rodeavam o artista e que ela não gostava.

Uma destas pessoas era Valerie Solanas, que ficou famosa como a pessoa que atirou em Warhol (e que virou até filme).

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Ela ainda tenta mais um importante papel no cinema, no filme “O Vale das Bonecas”, mas acaba perdendo o papel para Sharon Tate (a então esposa de Roman Polanski).

Baby Jane continou badalando, mas com menos intensidade, continuo se dando bem com Warhol, apesar de vê-lo menos, mas nunca largou o mundo das artes.

Foto mais atual de Baby Jane tendo ao fundo a serigrafia que Warhol fez dela.

Foto mais atual de Baby Jane tendo ao fundo a pintura que Warhol fez dela.

Em 1972, ela voltou a estrelar num filme independente “Ciao Manhattan’ (estrelado por Sedgwick) e onde ela conhece seu futuro parceiro na produção de filmes, David Weisman.

No mesmo ano, ela também vira referência na música “Virginia Plain” do Roxy Music, já que seu nome é mencionado em dois versos na canção.

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Hoje em dia, Jane Holzer se transformou numa colecionadora de arte das mais respeitadas, tendo uma valiosa coleção que inclui além de Warhol, Jean-Michel Basquiat, Keith Harring, Julian Schnabel, Richard Prince, entre outros.

Ela também virou produtora de cinema, tendo sido uma das produtoras de “O Beijo da Mulher-Aranha” (do recém-falecido Hector Babenco) e mais recentemente de “Spring Breakers” (de Harmony Korine, com James Franco e Selena Gomez).

Recentemente, ela foi tema da exposição “To Jane, Love Andy: Warhol’s first superstar”, que celebra sua amizade com Andy Warhol e com o qual ela sacudiu os anos 60 de todas as maneiras.

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TODAY’S SOUND: EDWIGE BELMORE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nos próximos posts falaremos de pessoas que tem um quê especial, vivas ou mortas elas fizeram seu estilo, seu jeito de ser, se sobressair das multidões e se tornaram figuras icônicas seja na moda, na música, no comportamento.

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Hoje começaremos com Edwige Belmore, a chamada Rainha do Punk na França, ela foi modelo, it-girl, lançadora de tendências, enfim, era destas pessoas que conquistavam a todos apenas pelo seu jeito de vestir, de se portar em público.

Edwige era uma figura fascinante e determinada, ela foi abandonada pelos pais e foi criada num convento, em Paris.

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Sua vida deu uma reviravolta quando teve contato com o movimento punk, através de um show dos Sex Pistols, aos dezenove anos; ali sua vida mudou e como ela mesma declarou, surgia uma nova Edwige, vestindo gravata preta fina, camisa branca, calça de montaria e uma jaqueta preta de couro surrada, mais cabelo descolorido e raspado. O look era denominado por ela como de uma amazona, com toques alienígenas e de dominatrix.

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Edwige encarnava a figura perfeita para fazer parte de uma grupo de rock e isto veio a acontecer com um convite para integrar a banda L.U.V. (Ladies United Violently ou Lipsticks Used Viciously), mesmo não sabendo cantar ou tocar nenhum instrumento.

A partir daí, várias revistas de moda a convidaram para entrevistas, sessões de foto e ela passou a ser chamada de ‘queen of punk’ (a rainha punk) na França.

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Inclusive ela foi convidada pelo jornal underground francês, Façade, para pousar para a capa da publicação beijando Andy Warhol, e o encontro entre os dois foi chamado de “Pope of Pop meets Queen of Punk” (o papa do pop encontra a rainha dos punks).

Capa do Façade com Edwige beijando Warhol.

Capa do Façade com Edwige beijando Warhol.

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Bem, não demorou muito para ela ser notada pelo beautiful people de Paris, como Loulou de la Falaise (uma das musas de Saint Laurent) e estilistas que incluiam Jean Paul Gaultier e Thierry Mugler, tendo ambos a chamado para desfilar para eles.

Edwige abraçada por Loulou de la Falaise.

Edwige abraçada por Loulou de la Falaise.

Edwige desfilando para Mugler.

Edwige desfilando para Mugler.

Até nas festas do high society, como na de Paloma Picasso, Edwige era perseguida por fotógrafos como Helmut Newton, que a seguiu durante todo o tempo para clicá-la, completamente enlouquecido pelo seu look.

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O visual de Edwige era dos mais badalados de Paris, mas ela resolve passar uma temporada em NY, a convite de Warhol, até para mudar de ares e conhecer um pouco das pessoas e da noite de lá.

Ela chega para causar e logo vira figura conhecida nos melhores lugares de NY, como o Studio 54, onde a vemos ao lado de sua amiga Maripol ( a estilista e fotógrafa que foi grande influência sob o visual de Madonna) e mais Bianca Jagger.

Edwige com Maripol (no centro) e Bianca Jagger.

Edwige com Maripol (no centro) e Bianca Jagger.

Edwige conquista seu espaço em NY e logo passa a cantar músicas francesas em lugares como o Café Loup, conquistando a todos com seu charme e seu estilo cool de ser.

Ela fica amiga de várias figuras importantes do underground nova-iorquino e tem livre acesso nas melhores festas e se torna uma das presenças constantes nos clubs underground.

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Edwige é chamada novamente de volta para Paris, desta vez para ser a hostess do Le Palace, a discothéque equivalente ao Studio 54, escolhendo quem entra e quem não nas melhores noites da capital francesa.

Bolacha assumida, dizem até que ela andou tanto na cama de Grace Jones como na de Sade, mas ela casou com um homem, Jean Louis Jorge, um cineasta dominicano. O casamento dos dois foi um bafo só, com ela vestindo um Chanel falsificado, utilizando toalhas do atelier (já que um amigo trabalhava por lá).

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Todos os modelos e ideias que ela tinha, acabavam mais cedo ou mais tarde nas passarelas de moda de Paris.

Além disso, Edwige também atuou em alguns filmes (como ‘Sale rêveur”), além de ter participado de outra banda, a Mathémathiques Modernes, banda de new wave ao lado de Claude Arto.

De volta a NY, Edwige passa a andar com o que de mais cool havia na NY do início da década de 80, se tornando amiga de Jean-Michel Basquiat, Kenny Scharf, Keith Harring, Debbie Harry, entre outros.

Mas como nem só de hype vive o ser humano, ela passa a trabalhar de bartender em lugares como o Chameleon Bar, no East Village.

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Ela também foi das primeiras a usar tatuagens de frases ou de palavras no corpo, numa época que poucos ousavam a fazer isso, bem como fazia cicatrizes no seu corpo.

Edwige era pura vanguarda além de ser uma pessoa meiga, mas enfrentava crises de depressão e se viciou em drogas como a heroína.

Ela também mudou seus cabelos platinados para preto, mas sem nunca abandonar o batom vermelho, ela foi pioneira em misturar a low e a high fashion.

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Edwige também foi co-hostess da noite gay Beige, no Bowery Bar, bem como trabalhou na primeira butique/galeria de Agnès B em NY, onde havia uma fotografia dela clicada pela dupla Pierre et Gilles.

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Depois de uma tentativa de suicídio, quando perdeu o emprego e foi encontrada quase se afogando em Coney Island, seus amigos a ajudaram e ela passou a viver em Miami, onde trabalhava no hotel Vagabond, onde organizava eventos de arte e cuidava dos jardins.

Ela veio a falecer no ano passado, aos 58 anos de idade, já bem magra, em decorrência de uma hepatite mal curada e que acabou a levando, pois ela não era de se cuidar.

Foto recente de Edwige.

Foto recente de Edwige.

No início deste ano, seu amigo Gaultier fez uma linda homenagem a ela, abrindo seu desfile de primavera-verão, tendo uma loira, bem aos moldes de Edwige, e no cenário a porta do Le Palace, onde ela causou frisson.

Look de Gaultier em homenagem a Edwige.

Look de Gaultier em homenagem a Edwige.

Edwige deixa um legado bacana, não como artista ou modelo e sim como uma figura que influenciou vários artistas e que fez com que todos admirassem seu visual e seu estilo, sempre à frente e que era algo natural para ela.

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TODAY’S SOUND: VINYL POR ARTHUR MENDES ROCHA

A série de hoje tem tudo a ver com a gente: fala sobre música, se passa nos anos 70 e mostra todos os excessos da indústria do disco; estamos falando de “Vinyl”, a série da HBO.

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“Vinyl” estreou em fevereiro deste ano e já terminou sua primeira temporada e já foi renovada para uma segunda.

A série foi concebida por um time de respeito: Martin Scorcese (diretor de clássicos como “Taxi Driver”, “Raging Bull” e “Goodfellas”, entre outros), Mick Jagger (o ícone do rock e líder dos Rolling Stones). Terrence Winter (roteirista dos “Sopranos”, criador de “Boardwalk Empire”) e Rich Cohen (escritor e colaborador de revistas como Rolling Stone e Vanity Fair).

A ideia havia surgido há vinte anos atrás, quando Jagger procurou Scorcese para fazerem um filme tendo como tema a indústria da música nos anos 70, mas o filme acabou virando uma série, pois seria muito mais bem explorada. No vídeo abaixo eles falam um pouco de como surgiu a inspiração para “Vinyl”:

“Vinyl’ tem como fio condutor a figura de Richie Finestra, vivido por Bobby Cannavale (excelente ator de séries como “Boardwalk Empire”), um executivo, dono da gravadora American Century, uma figura que vive na pele todos os excessos da década de 70, incluindo drogas, sexo e muito rock n’ roll.

Bobby Cannavale como Richie Finestra

Bobby Cannavale como Richie Finestra

Finestra é o retrato dos executivos da indústria fonográfica da época, iniciou do nada e tornou-se um bem sucedido empresário, graças às suas conexões e bom ouvido para o que se tornaria sucesso.

Porém, quando a série começa (estamos na NY de 1973), ele já enfrenta dificuldades financeiras e está prestes a vender sua gravadora para o conglomerado da Polygram.

Richie e alguns de seus funcionários na American Century

Richie e alguns de seus funcionários na American Century

Além disso, enfrenta problemas com drogas (ele é viciado em cocaína) e em seu casamento, bem como relações estremecidas com figuras-chave da indústria.

Um dos grandes acertos da série é justamente a mistura de personagens fictícios com personagens reais, assim já apareceram na série Andy Warhol (vivido por John Cameron Mitchell, de “Hedwig and the Angry Inch”), Robert Plant, David Bowie, Elvis Presley, Joey Ramone, John Lennon, Alice Cooper e muitos outros.

John Cameron Mitchell como Andy Warhol

John Cameron Mitchell como Andy Warhol

David Bowie na sua fase Ziggy Stardust, interpretado pelo ator Noah Bean

David Bowie na sua fase Ziggy Stardust, interpretado pelo ator Noah Bean

Aliás, uma das coisas mais legais de “Vinyl’ é justamente descobrir o monte de referências que estão presentes em cada episódio, sejam musicais ou da cultura pop, como mostrar cenas dentro do Chelsea Hotel, do Max’s Kansas City ou até mesmo dentro da Factory e toda a fauna que frequentava estes lugares.

Bobby Cannavale recebe a visita de Mick Jagger no set de "Vinyl"

Bobby Cannavale recebe a visita de Mick Jagger no set de “Vinyl”

A direção de arte, o figurino, toda a ambientação da gravadora, com seus rolos de fita cassete, vinis, aquele décor bem 70’s, até mesmo a localização da American Century ser no Brill Building (o prédio que nos 60/70 era o lugar que reunia várias pequenas gravadoras e onde foram idealizados os maiores hits do período), cada detalhe é bem pensado e executado na perfeição.

Além de Richie Finestra, a série tem também ótimos personagens tais como:

- Devon (Olivia Wilde, atriz de filmes como “Tron, o Legado” e da série “House”) – esposa de Richie, ela é uma ex-modelo e fazia parte da turminha da Factory de Andy Warhol. Devon é fiel ao marido, mas se este apronta, ela não hesita em traí-lo também.

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- Zak Yankovich (Ray Romano, famoso pela série “Everybody loves Raymond”) – um dos sócios de Richie e confidente deste, responsável pelo setor de promoções da gravadora. Ele vai entrar em conflito com Richie por questões financeiras.

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Ray Romano numa cena da série

- Andrea Vitto (Annie Parisse, atriz de “Law & Order” e “The Following”) – uma das personagens mais interessantes da série, ela é um ex-caso de Richie que se tornou uma das mais respeitadas A&R da indústria e  é chamada de volta para dar um gás nas contratações da gravadora .

Annie Parisse é Andrea Vitto na série

Annie Parisse é Andrea Vitto na série

- Jamie Vine (Juno Temple, filha do diretor Julien Temple e atriz de filmes como “Atonement” e “Black Mass”) – assistente de A&R da gravadora, ela começa a se destacar ao “descobrir” o grupo de proto-punk Nasty Bits.

Juno Temple e James Jagger numa cena da série

Juno Temple e James Jagger numa cena da série

- Kip Stevens (James Jagger, filho de Mick) – cantor do grupo Nasty Bits e que será uma das apostas de Richie para levantar sua gravadora.

- Julian “Julie” Silver (Max Casella, ator de séries como “Boardwalk Empire” e “The Sopranos”) – responsável pelo A&R da ravadora, de personalidade forte, ele bate de frente com Richie em suas opiniões sobre os rumos da American Century.

Max Casella como Julian Silver

Max Casella como Julian Silver

- Clark Morelle (Jack Quaid, filho de Dennis Quaid e Meg Ryan, ator de “The Hunger Games”) – ele começa a série como parte do dept de A&R, mas acaba perdendo sua posição. Mesmo assim, ele não desiste de descobrir novas oportunidades.

- Ingrid (Brigitte Hjort Sorensen, atriz dinamarquesa famosa pela série “Borgen”) – personagem baseada em Nico, ela é a melhor amiga de Devon desde os tempos da Factory.

Brigitte Hjort Sorensen como Ingrid, peronagem inspirada em Nico

Brigitte Hjort Sorensen como Ingrid, peronagem inspirada em Nico

‘Vinyl” pode lembrar em alguns momentos “Mad Men”, por ser uma série de época e ter como protagonista um anti-herói aos moldes de Don Drapper, mas as semelhanças param por aí, já que o mundo de Vinyl é o da música e não da publicidade.

Claro que a série ainda tem algumas reformulações a fazer, como focar menos no lado policial (um crime ocorre e envolve Richie) e sim falara cada vez mais sobre música, que é um assunto rico o suficiente.

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Tanto é que no final da primeira temporada, acabaram afastando Terrence Winter, que deixou a série e foi substituído por Scott Z. Burns, roteirista de filmes como “O Últimato Bourne” e “O Informante”; ainda não sabemos se foi uma boa troca, mas aguardemos a segunda temporada.

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Mas voltando à música, este é um dos grandes atrativos da série, a começar pela impecável trilha que inclui a cada episódio, várias músicas incríveis que marcaram o período incluindo James Brown, Iggy Pop, David Bowie, Mott the Hoople, New York Dolls, Julian Casablancas, Chicago, Led Zeppelin, The Temptations, Abba e muitos outros.

Cena da série com o New York Dolls

Cena da série com o New York Dolls

Para se ter uma ideia, são mais de 200 canções utilizadas nos dez primeiros episódios.

A música tema, “Sugar Daddy”, é interpretada por Sturgill Simpson, novo talento do country e rock americano:

No primeiro episódio, dirigido por Scorcese, há uma cena antológica quando Richie vai a um show do New York Dolls e o teatro onde o concerto se realiza desaba e ele tem uma viagem de que aquele momento é o da salvação pelo rock, um momento em que o som e a emoção do rock é tão forte que chega a ruir paredes. Este ocorrido foi baseado num fato real, o do desabamento do University Hotel (onde ficava localizado o Mercer Arts Centre), no Village, em 1973. Abaixo a cena na série:

Outro momento ápice é quando Clark vai a uma boate com seu amigo latino Jorge e leva uma música para o DJ tocar (participação especial do DJ Kool Herc) que ele acredita que o público vai pirar e aos poucos o povo acorda para aquela música, que nada mais é que o nascimento da disco music e como o público a percebe naquele momento. Abaixo a cena na série:

São momentos como esse que fazem de “Vinyl” uma série especial.

Também mais para o final da temporada, a banda proto-punk Nasty Bits faz show no CBGB, mostrando como a NY daquela época vivia um momento de criatividade plena, com surgimento de novos ritmos como o punk, o hip hop e a disco music.

Espera-se que na segunda temporada, isto seja ainda mais explorado, o punk deve ter melhor espaço na série, com o ritmo surgindo com força total, também explorando o lado mais soul e negro, com maior destaque para este gênero, enfim, várias temáticas musicais ainda podem ser melhores exploradas.

o fictício grupo proto-punk Nasty Bits

o fictício grupo proto-punk Nasty Bits

Enquanto isso, faça um favor a si  mesmo e veja a série com a mente aberta, pronta para ser invadida pelas mais diferentes sensações e referências, pois em cada pequena parte de “Vinyl”, esta pode te surpreender e abrir novas perspectivas.

 

 

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