Hoje o enfocado é outro grande representante da EBM (Electronic Body Music): o Nitzer Ebb.
O Nitzer Ebb foi formado em meados dos anos 80, em Chelmsford, Essex, Inglaterra, por três amigos de escola: Douglas McCarthy (guitarra e vocais), Vaughn ‘Bom” Harris (vocais, percussão e guitarra) e David Gooday (percussão).
As primeiras influências da banda foram do electro-pop da época e também de outros gêneros que foram moldando o som característico do Nitzer Ebb, com batidas pesadas e linha de baixo seqüencial, além dos vocais gritados que viraram sua marca registrada.
Seu primeiro single foi lançado em 1985, “Isn’t funny how your body works” lançado pelo seu próprio selo, Power of Voice Communications.
Logo em seguida vieram mais três singles “Warsaw Ghetto”, “Warsaw Ghetto remixes’ e “Let your body learn”, consolidando seu nome na recém surgida cena EBM.
No final de 1986, eles assinam com a gravadora Mute e depois de singles de sucesso, lançam seu primeiro álbum “That total age” em 1987, com sua mistura irresistível de energia e raiva, que acabaram por influenciar o techno dos anos seguintes como em “Join in the chant”:
Eles acabaram atraindo a atenção de seus companheiros de selo, o Depeche Mode, que os convidou a abrir seus shows da parte européia de sua turnê mundial.
Logo após a turnê, eles lançam um novo álbum desta vez como um duo, já que Gooday havia saído da banda, intitulado ‘Belief’, com uma produção mais refinada e assinada por Mark ‘Flood” Ellis.
Nos seus álbuns seguintes, “Showtime” (1990) e “Ebbhead” (19910, seu som torna-se um pouco mais acessível, mais orquestrado, mas sem abandonar as batidas pesadas do industrial e as guitarras cruas.
Na sua turnê mundial, eles vão conquistando mais popularidade e chegam até a fazer shows na Sibéria.
Mas com seu álbum seguinte, “Big Hit”, o Nitzer Ebb tenta se afastar do som mais eletrônico para um som mais orgânico, dominado por guitarras e bateria, mas acaba causando estranhamento em parte de seus fãs que desejavam o som antigo, mais EBM mesmo.
Após este trabalho, que parecia ser o final da banda, eles partem para projetos solos e colaborações com outros artistas.
Mas com a chegada dos anos 2000, a banda tem um revival de produtores de música eletrônica como Richie Hawtin e Derrick May remixando algumas de suas faixas e trazendo seu som para uma nova geração.
Assim, o Nitzer Ebb volta a se apresentar em festivais e gravando novas músicas.
Em 2010, eles lançaram um novo álbum inédito, “Industrial Complex”, onde mantiveram sua identidade, adicionando elementos novos como em “Once you say”, com backing vocals de Martin Gore (Depeche Mode):
O Nitzer Ebb continua a fazer shows e turnês mundiais, tendo vindo ao Brasil em 2010, e a levar seu energético som para seus fãs de carteirinha, bem como uma nova geração que passou a admirá-los.






























Today’s Sound: EBM por Arthur Mendes Rocha
segunda-feira, 23 abril 2012 20:13
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Hoje e amanhã falaremos de Electronic Body Music (EBM), um gênero musical que mistura música industrial com música eletrônica de forma bem dançante.
O gênero surgiu no início dos anos 80 e caracteriza-se pelo uso de batidas eletrônicas pesadas e dançantes, vocais sem distorção, mas com efeitos de reverberação e ecos sonoros, além de linhas repetitivas de seqüenciadores e letras de protestos.
Entre suas principais influências estão a música industrial do Throbbing Gristle e Cabaret Voltaire, o synthpunk europeu de DAF e Liasons Dangereuses, o synthpop de Depeche Mode e Human League, além, é claro, da música eletrônica do Kraftwerk.
Hoje o grupo enfocado é o principal representante do gênero: o Front 242.
O Front 242 surgiu na Bélgica, formado por Daniel B. e Dirk Bergen, que lançaram, em 1981, o single ‘Body to Body”.
Logo eles já definiram o som da banda e a eles se juntaram Patrick Codenys nos teclados e Jean Luc De Meyer nos vocais e lançam o álbum “Geography”, com sua dance music fria e sintética como em “Operating tracks”:
Em 1983, Bergen sai da banda e em seu lugar entra Richard 23, na percussão e vocais; a banda cria seu próprio selo e vai conquistando seu público.
Com o lançamento de “No Comment” em 1984, o termo EBM é utilizado por Richard 23 para definir o som que faziam.
Em 1985, com o lançamento de ‘Politics of Pleasure”, eles tocam em grandes festivais na Europa e vão para os EUA para algumas apresentações. Estas acabam mostrando que a banda possuía um forte sonoridade ao vivo.
Mas o grande estouro internacional veio mesmo em 1987, quando eles assinam com a gravadora Wax Trax (nos EUA) e Red Rhino (na Europa) e lançam músicas como “Masterhit”:
Em 1988 eles lançam “Front by Front”, álbum que os coloca de vez como importante nome da cena eletrônica e que origina o premiado vídeo de “Headhunter”, dirigido por Anton Corbjin (que viria a ser o diretor favorito do Depeche Mode e U-2):
Nos anos 90, eles continuam a lançar novos trabalhos e se apresentando em diferentes lugares do mundo, além de influenciar toda uma nova geração da música eletrônica, especialmente os artistas de techno.
Em 2003, eles lançaram seu último álbum inédito e atualmente cada membro tem se dedicado a projetos solos.
Em 2008 eles lançaram o DVD “Moments in Budapest”, onde desfilam novos e antigos sucessos, levando seus fãs ao delírio em show gravado na turnê “Vintage Tour”.
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