Este é meu afilhado Iron, um rottweiller mix, para adoção responsável!
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Como é "mixado" tem a vantagem de não crescer, vai ser sempre tamanho médio.
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Posts Tagged ‘Arthur Mendes Rocha’

Today’s Sound: Dracula (1931) por Arthur Mendes Rocha

Nos anos 30, os filmes de terror começavam a bombar nas bilheterias e um dos filmes que mais sucesso teve foi a clássica estória do conde vampiro: “Dracula”.

Na minha opinião, “Dracula” é um dos filmes mais assustadores do cinema: a combinação da direção de Tod Browning (que depois dirigiu “Freaks”) com a interpretação de Bela Lugosi continua imbatível.

Além disso, Drácula com a maravilhosa fotografia em p&b e a atmosfera gótica combinou perfeitamente.

O filme foi lançado em 1931, foi o primeiro filme em que a Universal se aventurou em contar uma legítima história de terror e algo que acabou se tornando sua marca registrada.

O grande acerto foi a escolha de Bela Lugosi no papel principal. O ator combina tanto com o personagem que é difícil dissociá-lo da imagem icônica dele com seu figurino todo em preto e com a famosa capa, além da maquiagem esbranquiçada e da aparência assustadora.

Há várias lendas a respeito dele, mas uma coisa é certa: ele ficou marcado para sempre por este papel.

Lugosi era húngaro, seu inglês com sotaque dá um charme extra para o papel e por isso é considerado o Drácula definitivo. Um dos detalhes que acentuaram ainda sua interpretação foi o uso de um feixe de luz sobre seus olhos, tornando-o ainda mais aterrorizante.

Sua vontade de fazer o filme era tanta que ele aceitou trabalhar por um salário de 500 dólares por semana (um valor muito baixo mesmo para os tempos de depressão).

Quando ele foi escalado, ele já estava representando Drácula na Broadway e apesar de não ser conhecido como Lon Chaney (que era a primeira opção), ele conquistou o público com sua atuação.

A história não muda muito do que conhecemos e é baseada no livro de Bram Stoker.

Drácula vive em seu castelo na Transilvânia até receber a visita de Reinfeld (Dwight Frye) que vai até ele tratar de negócios.

Ele acaba descobrindo que na verdade Drácula é um vampiro e possui três esposas que vivem como que em transe e fazem todas suas vontades.

Reinfeld acaba sendo atacado por Drácula e vira uma espécie de escravo dele. Ao retornar para Londres, Reinfeld vai para o sanatório do Dr. Seward (Herbert Bunston), onde se alimenta de insetos.

Drácula vai para Londres onde conhece o Dr. Seward e sua filha Mina (Helen Chandler), além do noive John Harker (David Manners) e a amiga deles, Lucy Weston (Frances Dade).

Lucy fica fascinada com Drácula, mas o conde fica impressionado mesmo é com Mina.

Entra em cena o professor Van Helsing (Edward Van Sloan), que estuda o caso de Reinfeld e desconfia que ele tenha sido atacado por um vampiro.

Suas suspeitas se confirmam quando Lucy é atacada por Drácula e possui duas marcas de dentes em seu pescoço, além de estar totalmente anêmica.

Drácula tem poderes sobrenaturais como se transformar em morcego e lobo, além de  hipnotizar pessoas, mas depende do sangue de suas vítimas para continuar a viver.

Drácula não desiste de Mina e tenta atacá-la várias vezes e transformando-a aos poucos em vampiro, mas não chega a consumar esta ação.

Jonh conta com a ajuda do Dr. Van Helsing para acabar com Drácula, descobrindo os pontos fracos do conde como: medo da claridade, hojeriza a cruzes e alho e sua destruição total através de uma estaca de madeira no coração.

O filme causou muitos calafrios e medos nas plateias, mas mesmo assim todos correram aos cinemas para conhecer de perto o conde Drácula.

Como ‘Nosferatu” de Murnau havia estreado em 1922, os produtores de Drácula se basearam em vários pontos do clássico do cinema expressionista alemão.

A Universal gostou tanto do resultado que providenciou uma continuação, “Dracula’s Daughter” e também investiu em outros monstros como o Frankenstein, lançando o filme com Boris Karloff no mesmo ano.

Apesar de todo seu sucesso como Drácula, Lugosi não participou da continuação e só voltou a repetir o papel em uma comédia de Abbot & Costello.

Em 1998, o músico Philip Glass criou um novo score para o filme, já que o filme original não possuía uma trilha própria e sim utilizava músicas já prontas.

Glass contou com a colaboração do Kronos Quartet, utilizando um quarteto de cordas que dá uma ótima atmosfera para o filme.

No filme “Ed Wood” há várias referências à Lugosi e sua obsessão por Drácula, inclusive mostrando seu vício em morfina e como ele era sempre lembrado por seu maior papel de todos: Drácula. No filme de Tim Burton ele é interpretado por Martin Landau (que ganhou o Oscar de Coadjuvante por sua atuação).

Quando Lugosi faleceu em 1956, ele foi enterrado utilizando a capa que pertenceu ao personagem.

No ano passado, o filme completou 80 anos e mesmo assim, continua a ser um dos grandes clássicos do terror e a primeira versão de muitas que o cinema fez sobre o conde vampiro e sua maldição que sempre vai fascinar as platéias.

Agentes funerários levam o corpo de Bela Lugosi

Bela Lugosis's Dead. R.I.P

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Today’s Sound: The Lady from Shanghai por Arthur Mendes Rocha

‘The Lady from Shanghai” (A Dama de Xangai) é um filme escrito, dirigido e atuado por Orson Welles e com Rita Hayworth, de 1947, e mistura noir com mistério e uma intriga de nos deixar atônitos.

Na época em que o filme foi rodado, o casamento de Welles e Hayworth já estava se desintegrando, logo este foi uma maneira dele reacender a chama e também fazer um clássico noir. Eles acabaram por se separar logo após o filme ser lançado.


Welles baseou-se no livro “If I die before I wake” de Sherwood King.

Aqui ela faz mais um papel de Elsa, uma femme fatale, mulher bonita e perigosa, que complica a vida Michael (Welles), homem que a conhece salvando-a de um assalto.

No início do filme, o próprio Welles fala que havia se deixado levar, que bancara o idiota e isso ele deixa claro ao decorrer da trama.

É claro que Elsa seduz Michael, mesmo sendo casada com o advogado Lannister (Everett Sloane), cujo sócio, Grisby (Glen Anders), faz uma proposta a Michael: fingir que o mata para ele puder fugir com o dinheiro do seguro, assim não tendo o corpo, Michael não seria preso.

Só que a trama vai ficando cada vez mais complicada e Elsa está por trás deste plano, onde quer se livrar do marido e ainda sair bem financeiramente.

Welles filma Hayworth com paixão, em cada cena ela está mais deslumbrante, com seu look platinado e com cabelos mais curtos (idéia do próprio Welles), além dos belíssimos gowns (vestidos) de Jean Louis (que vestiu muitas das estrelas da época, além de ter feito os vestidos de “Gilda”, filme que lançou Hayworth ao estrelato).

O todo poderoso chefão da Columbia Pictures (distribuidora do filme), Harry Cohn, exigiu que Welles fizesse mais close-ups de Rita além de obrigá-lo a inserir a música “Please don’t Kiss me” para mostrar os dotes da estrela, como vemos na cena abaixo:

‘Lady from Shanghai” tem várias cenas incríveis filmadas com maestria por Welles, com planos elaborados, fotografia, além de ótimos diálogos como nesta cena onde ele cita o Brasil, falando dos tubarões de Fortaleza que acabam se matando uns aos outros (como os personagens no filme):

Mas a cena ápice do filme é a famosa perseguição no parque de diversões abandonado, com a cena da sala de espelhos, onde Welles faz um jogo de imagens refletidas, usando e abusando de várias imagens repetidas na tela, confundindo os personagens que tentam acertar uns aos outros. A cena é extremamente bem feita, com excelente design de produção e edição, sendo que na versão que Welles imaginava ela teria 20 minutos de duração e não os três minutos que o estúdio lhe impôs:

O filme enfrentou vários problemas, já que um filme de Welles nunca é simples: teve estouro de orçamento, cenas tiveram que ser rodadas novamente, fazendo com que o filme fosse somente lançado no ano seguinte, estreando em 1948.

“Lady from Shanghai” foi filmado em locações em São Francisco, mostrando lindas tomadas de alguns pontos da cidade como em Chinatown, e também em Acapulco, nas cenas do iate e praias. Outro detalhe interessante é que o iate utilizado nas filmagens pertencia a Errol Flynn, que emprestou a seu amigo Welles.


Até hoje, não se tem notícias do destino das cenas originalmente filmadas pelo diretor, o que faria o filme ter umas três horas de duração, mas com certeza seriam geniais, vindo de um talento como Welles.

O filme não fez sucesso em arrecadação, o público não entendeu o filme direito e nem aceitou a mudança de visual de Hayworth.

Recentemente ele foi homenageado por David Lynch no comercial “Lady from Shanghai”, que ele dirigiu para a Dior.

Hoje o filme é reverenciado pelos críticos que não se cansam de elogiar a maestria e genialidade de Welles neste brilhante filme noir.

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Today’s Sound: Cat People por Arthur Mendes Rocha

Este ano completam-se os setenta anos de um filme marcante no gênero noir/terror: “Cat People”, produção de Val Lewton com direção de Jacques Tourneur.

O filme é reconhecido pelos críticos como um primor, já que é um dos primeiros filmes a tratarem o psicológico no terror, tudo é sugerido ao invés de mostrado.

“Cat People” foi produzido pelos estúdios da RKO em 1942, foi uma produção relativamente barata e rendeu muito bem na bilheteria e inclusive teve até uma continuação, “The Curse of Cat People” e uma refilmagem em 1982 com Nastasja Kinski e música tema de David Bowie.

Simone Simon faz o papel central como Irena Dubrovna, uma estilista sérvia que vai trabalhar em NY e esconde um passado misterioso: ela é descendente de uma tribo que quando excitada sexualmente transforma-se em pantera (daí o título do filme).


O filme é instigante, pois mexe com nossos demônios internos, além disso, é um filme adiante de seu tempo, pois nos anos 40 assuntos como desejos reprimidos eram tabus.

O estúdio RKO havia lhe contratado Lewton para rodar filmes de terror de baixo orçamento e ele acabou se tornando um mestre do gênero.

‘Cat People” foi sua primeira produção e foi baseada em uma história curta escrita por ele mesmo e chamada ‘The Bagheeta”.

Inclusive, sua marca pessoal virou um estilo denominado ‘Val Bus”, que utiliza um som para dissipar uma cena de tensão. O nome originou-se desta cena de perseguição, na qual o efeito sonoro de um ônibus ao abrir as portas lembra o rugido de uma pantera:

No filme, Irena é apaixonada pelo engenheiro Oliver; os dois chegam a se casar, mas ela não consegue ir para a cama com ele, com medo de se transformar em pantera. Ele acaba se envolvendo com outra moça, Alice, a qual Irena passa a perseguir, como nesta clássica cena da piscina:

Tourneur arrasa nas cenas com muito uso de sombras e a fotografia p&b de Nicholas Musuraca (que ajudou a definir o look noir em outro filme do diretor como “Out of the past”) como nesta cena onde Irina é seduzida e transforma-se em pantera sem efeitos especiais:

O figurino de Irena é bem anos 40, em várias cenas ela usa um casaco de pele preto, que nos remete aos pelos de uma pantera negra.

Irena deve evitar ficar nervosa ou sentir ciúmes, já que isso desperta os demônios que existem dentro dela, bem como sonhos com seus antepassados homens-panteras.

Há cenas incríveis no filme: a presença de Irena perturbando os gatos em uma pet shop, no seu jantar de noivado quando uma mulher de sua tribo aparece e tem os traços felinos, a cena no zoológico na jaula da pantera, todas filmadas com precisão e estilo por Tourneur.

Mesmo com elenco desconhecido, pouco orçamento e muitas vezes utilizando cenários de outras produções da RKO, o filme virou cult, admirado por cineastas e críticos como Roger Ebert que o incluiu em seu livro “Grandes Filmes”.

Além disso, o filme foi selecionado pelo New York Museum of Modern Art para seu acervo, bem como pela Livraria do Congresso americano.

“Cat People” lida com repressão, simbolismo, tudo isto tendo o visual dos anos 40, sombras escuras, fogs, e um olhar único sobre a sexualidade. É um filme que influenciou enormemente os filmes de terror que se seguiram após ele e que merece ser visto e redescoberto pelas novas gerações.


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