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Arthur Mendes Rocha – Japa Girl












































































    É com profundo pesar, estão cortando uma pequena floresta de no mínimo 70 anos, que cresceu numa casa desocupada. Ainda que haja autorização da PMSP e compensação em outro local, como fica o entorno? Quem irá compensar os morcegos e periquitos que moram nessas árvores?Unforgetable veggie lunch exxxperience!
Thank you so much @saporebrasil @pietroleemann @lideresempreendedores 
Risoto com aspargos verdes e abóbora, contraste de mousse de couve-flor defumada e arroz silvestre crocante.Happy Sunday!
Plantio de mais de 320 árvores nativas da nossa Mata Atlântica para #florestadebolso de Ricardo Cardim. @fabricadearvores 😉RIP #leeradizwill and #rudolfnureyev 🖤🖤Wake up, Mthrfckrs! 
#10yearchallengeHappy Halloween from Vampirina 🖤“The Proposal” ( between 1880 - 1889) by Knut Ekwall (Swedish - 1843 - 1912)Full purple bloom galore!
#flordesaomiguel #violeteira #ravenala #kaizukaPapa Pirate & Mama Mermaid
#agathalunaJust opened! #cattleya

                
       
















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Today’s Sound: Cat People por Arthur Mendes Rocha

Este ano completam-se os setenta anos de um filme marcante no gênero noir/terror: “Cat People”, produção de Val Lewton com direção de Jacques Tourneur.

O filme é reconhecido pelos críticos como um primor, já que é um dos primeiros filmes a tratarem o psicológico no terror, tudo é sugerido ao invés de mostrado.

“Cat People” foi produzido pelos estúdios da RKO em 1942, foi uma produção relativamente barata e rendeu muito bem na bilheteria e inclusive teve até uma continuação, “The Curse of Cat People” e uma refilmagem em 1982 com Nastasja Kinski e música tema de David Bowie.

Simone Simon faz o papel central como Irena Dubrovna, uma estilista sérvia que vai trabalhar em NY e esconde um passado misterioso: ela é descendente de uma tribo que quando excitada sexualmente transforma-se em pantera (daí o título do filme).


O filme é instigante, pois mexe com nossos demônios internos, além disso, é um filme adiante de seu tempo, pois nos anos 40 assuntos como desejos reprimidos eram tabus.

O estúdio RKO havia lhe contratado Lewton para rodar filmes de terror de baixo orçamento e ele acabou se tornando um mestre do gênero.

‘Cat People” foi sua primeira produção e foi baseada em uma história curta escrita por ele mesmo e chamada ‘The Bagheeta”.

Inclusive, sua marca pessoal virou um estilo denominado ‘Val Bus”, que utiliza um som para dissipar uma cena de tensão. O nome originou-se desta cena de perseguição, na qual o efeito sonoro de um ônibus ao abrir as portas lembra o rugido de uma pantera:

No filme, Irena é apaixonada pelo engenheiro Oliver; os dois chegam a se casar, mas ela não consegue ir para a cama com ele, com medo de se transformar em pantera. Ele acaba se envolvendo com outra moça, Alice, a qual Irena passa a perseguir, como nesta clássica cena da piscina:

Tourneur arrasa nas cenas com muito uso de sombras e a fotografia p&b de Nicholas Musuraca (que ajudou a definir o look noir em outro filme do diretor como “Out of the past”) como nesta cena onde Irina é seduzida e transforma-se em pantera sem efeitos especiais:

O figurino de Irena é bem anos 40, em várias cenas ela usa um casaco de pele preto, que nos remete aos pelos de uma pantera negra.

Irena deve evitar ficar nervosa ou sentir ciúmes, já que isso desperta os demônios que existem dentro dela, bem como sonhos com seus antepassados homens-panteras.

Há cenas incríveis no filme: a presença de Irena perturbando os gatos em uma pet shop, no seu jantar de noivado quando uma mulher de sua tribo aparece e tem os traços felinos, a cena no zoológico na jaula da pantera, todas filmadas com precisão e estilo por Tourneur.

Mesmo com elenco desconhecido, pouco orçamento e muitas vezes utilizando cenários de outras produções da RKO, o filme virou cult, admirado por cineastas e críticos como Roger Ebert que o incluiu em seu livro “Grandes Filmes”.

Além disso, o filme foi selecionado pelo New York Museum of Modern Art para seu acervo, bem como pela Livraria do Congresso americano.

“Cat People” lida com repressão, simbolismo, tudo isto tendo o visual dos anos 40, sombras escuras, fogs, e um olhar único sobre a sexualidade. É um filme que influenciou enormemente os filmes de terror que se seguiram após ele e que merece ser visto e redescoberto pelas novas gerações.


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Today’s Sound: Freaks por Arthur Mendes Rocha

O post de hoje é sobre um dos meus filmes de terror favoritos, uma produção controversa e que foi banido em algumas cidades americanas, na Inglaterra e na Austrália: “Freaks”.

‘Freaks” é um filme preto e branco de 1931, dirigido por Tod Browning, famoso por ter dirigido a primeira versão de “Drácula” com Bela Lugosi e por suas colaborações com Lon Chaney (ator famoso por encarnar tipos inusitados).

Um dos grandes atrativos do filme é que o diretor optou por utilizar freaks de verdade, ou seja, aberrações verdadeiras que ele e sua equipe pesquisaram nos circos da época. Evitando o uso de artifícios como maguiagem, isto acabou sendo um golpe contra ele mesmo, já que o público da época não entendeu o que aquele bando de gente esquisita estava fazendo lá. Abaixo confiram algumas cenas do filme:

O diretor foi extremamente corajoso e abraçou a causa de levar ás telas a história curta, ‘Spurs”, com este elenco desconhecido e fora dos padrões e o estúdio era nada menos que a própria Metro Goldwyn Mayer.

A história gira em torno de um casamento arranjado pela sinistra Cleopatra, que na verdade é um ser humano normal e que resolve tornar-se a esposa de um anão (Hans), por interesse na fortuna dele. Só que seu plano é descoberto, ela é amante de Hercules, o homem forte e normal do circo, gerando a revolta dos freaks.

Outra grande sacada do filme é sua tentativa de humanizar os freaks, sendo que os humanos normais são do mal e os freaks são do bem.

O filme se passa todo nestes circos antigos de aberrações (nos EUA são conhecidos como carnival) daí temos a mulher barbada, as gêmeas que nasceram grudadas, o homem torso (sem braços e pernas), a mulher que é metade homem, além de vários anões dos mais diferentes tipos e figuras bem esquisitas com cabeças pequenas, deformidades, como o homem esqueleto (foto abaixo) e também a garota-passarinho (bird girl).


“Freaks’ teve uma recepção desastrosa nos chamados test-screenings (as projeções teste para ver a recepção da audiência). O público repudiou o filme e suas criaturas e a MGM exigiu cortes e uma diminuição da projeção, encurtando o filme de 90 minutos originais para 64 minutos.

Também exigiu que o filme tivesse um final feliz, cena esta que acabou sendo criada e que não estava no roteiro original, com o casal de anões principais se reconciliando (o que foi amenizado no filme, já que na vida real eles eram irmãos).

Além disso, na Inglaterra, o filme acabou sendo banido durante trinta anos, bem como na Austrália.

Um detalhe interessante é que a idéia original da MGM era colocar as atrizes Myrna Loy e Jean Harlow no elenco, mas a idéia foi abandonada.

Tod Browning acabou sofrendo uma espécie de maldição pelo filme, já que ficou sem trabalho por vários anos depois de tê-lo dirigido.

O filme acabou se tornando um cult com o passar dos anos, especialmente quando foi redescoberto no início dos anos 60 pelos adeptos da contracultura e virou programa obrigatório nas sessões da meia-noite em alguns cinemas americanos dos anos 70 e 80.

Hoje revendo o filme, ele continua a chocar, já que ele é completamente diferente de tudo que vimos, seus climas de sombras, a atmosfera do circo, os freaks todos se unindo contra quem queria prejudicá-los, é um belo tratado sobre a intolerância social.

Na cena do confronto final entre Cleopatra e Hans, a música tocada na flauta é o “Mournful Tune”, da ópera ‘Tristão e Isolda” de Richard Wagner.

Na versão original, que acredita-se perdida para sempre, os freaks castravam Hercules e o filme terminava com ele cantando em falsetto. Em relação à Cleopatra, ela fugia em uma tempestade e uma árvore a atingia cortando suas pernas e os freaks cobriam-na com a lama da chuva. Abaixo vemos alguns destes finais alternativos:



Eu consegui ver o filme apenas na década de 90, tendo que importar uma fita VHS para ter acesso ao filme, já que no Brasil não havia sido lançado nem em vídeo.

Nesta versão havia a cena em que Cleopatra é transformada numa mulher-pato, com deformações que tornam seus como pés como patas e torso com penas, ela acaba se tornando uma atração daquele circo de horrores.





Hoje em dia, o filme pode ser encontrado em locadoras nacionais, lançado pela distribuidora Magnus Opus.

Em Los Angeles, haverá uma sessão especial ainda este mês no Egyptian Theatre da American Cinemateque em homenagem as oitenta anos deste incompreendido filme, que estava há anos-luz na frente de seu tempo.

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Today’s Sound: Divine por Arthur Mendes Rocha

Esta semana será dedicada aos cantores travestis. Muita montaria, fechação, com atitudes e vozes absurdas, às vezes debochadas, mas de um talento inegável. Elas são nada mais que divinas e portanto começaremos pela diva mais ultrajante de todas: DIVINE.

Divine era o nome artístico de Harris Glen Milstead, mas sua persona drag se tornou muito mais famosa que ele próprio.

Ele (a) era natural de Baltimore, vivendo numa família classe média alta, conservadora e adeptos da igreja batista, ele (a) tinha tudo para ser uma pessoa careta e comportado.


Mas através de seu amigo David Lochary (também ator), ele conhece o grupo Dreamlanders, do qual fazia parte John Waters mais Mink Stole e Mary Vivian Pearce (também atrizes dos filmes de Waters).  Ele fica amigo de Waters, que também é seu vizinho e que lhe dá o apelido de Divine, nome tirado de uma obra de Jean Genet,“Our lady of Sorrows”.

Waters praticamente inventou o cinema trash com seus clássicos filmes, todos eles estrelados por Divine: “Mondo Trasho”, “Multiple Maniacs”, “Pink Flamingos”, “Female Trouble”, Polyester”, “Hairspray”, entre outros.

Divine virou uma lenda ao estrelar estes filmes, especialmente com o sucesso de “Pink Flamingos” nas sessões da meia-noite no final de 1972, já que o filme era tão “pesado” para as platéias normais que acabou virando cult nestas sessões chamadas de Midnight Movies. Na cena mais famosa do filme Divine come cocô de cachorro, foi o que bastou para que ela virasse um símbolo do cinema cult-trash-underground.

Divine torna-se uma celebridade, sendo retratada por Andy Warhol e David Hockney, além de aparecer em capas de revista (como Interview). Ela é uma espécie de caricatura das blonde-bombshells como Jayne Mansfield e Marilyn Monroe, um deboche ao mito hollywoodiano.

Com o sucesso cada vez maior de seus filmes, Divine era figura tarimbada da noite nova-iorquina, freqüentando os melhores clubs da época.  Não demorou muito para que ela se lançasse na carreira de diva disco.

Primeiramente ela começou a incluir músicas cantadas por ela em suas performances como “Born to be cheap”:

No final dos anos 70, a moda era o high-energy ou Hi-NRG, termo usado para descrever faixas com bpms altos, ums espécie de disco mais eletrônica, com muito sintetizador, palmas e vocais reverberados. Um dos melhores produtores deste gênero era Bobby Orlando e ele convida Divine a gravar alguns singles como “Native Love (Step by Step)”:

Divine chegou a lançar alguns álbuns como “Jungle Jezebel” e “The Story so far”, além de inúmeras coletâneas.


Suas músicas passam a ter sucesso nas discos da época, fazendo com que Divine saísse em turnê por vários lugares do mundo, mostrando toda sua veia humorística e detonando as platéias, falando tudo que lhe vinha à cabeça. Uma de suas frases marcantes era “Fuck you very much”. Aqui uma de suas apresentações no famoso club Hacienda cantando “Love Reaction”:

Outro sucesso de Divine foi ‘You think you´re a man” produzida por Stock, Aitken e Waterman, verdadeira fábrica de hits nos anos 80. Aqui ela interpreta a canção no programa Top of the Pops:

Ela até se apresentou no club Sotão no Rio de Janeiro, mas infelizmente não existe nenhum registro desta apresentação, que deve ter sido incrível.

Divine sempre teve problemas com excesso de gordura e isto lhe trazia vários problemas de saúde. Numa noite em 1988, um pouco depois da estréia de “Hairspray’, ela ia gravar uma participação no seriado “Married with children” e um dia antes da filmagem, ela faleceu de problemas cardíacos.

Mas até hoje, Divine é reverenciada, seus filmes continuam sendo admirados, bem como sua carreira musical e em breve será lançado um documentário sobre sua vida, “I am Divine”, cujo trailer vemos abaixo:

Desbocada, polêmica, mas acima de tudo uma superstar e um ícone, esta é Divine!

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