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Audrey Hepburn – Japa Girl



























































                
       
















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Posts Tagged ‘Audrey Hepburn’

TODAY’S SOUND: TRILHA DE “BREAKFAST AT TIFFANY’S” POR ARTHUR MENDES ROCHA

No início da década 60, um filme com Audrey Hepburn vai mexer com as mulheres que ficam deslumbradas com o estilo dela e com a deliciosa música de Henry Mancini em “Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de Luxo)”, que arrebata dois Oscars.

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O filme teve direção de Blake Edwards (que viria a fazer os filmes da Pantera Cor de Rosa com Peter Sellers, entre outros) e era baseado em um livro de Truman Capote.

Capote escrevera um livro onde o personagem principal era uma prostituta de nome Holly Golightly e este foi transformado em filme e amenizado para as plateias da época.

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A ideia inicial era ter Marilyn Monroe no papel de Holly, mas o papel acabou ficando com Audrey, que arrasou em sua caracterização, vestida de Givenchy e visitando a joalheria Tiffany (daí o título original).

O livro é bem diferente do filme, pois o livro é mais dark, retratando a vida de Holly como difícil, complicada.  No filme, seu pai (Buddy Ebsen) não entende seu estilo de vida, o irmão nem é mostrado; Edwards optou por uma abordagem mais ‘leve”, que acaba sendo uma comédia romântica.

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O grande interesse amoroso de Holly (mesmo que ela não queira admiir) é um escritor, Paul (vivido por George Peppard), que se muda para o apartamento vizinho.

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A trilha, composta por Henry Mancini, é um dos grandes destaques do filme, com um misto de ‘cocktail music”, easy listening com toques de swing e cha-cha-cha; um tipo de sofisticação que é difícil de encontrar no cinema de hoje.

O compositor conquistou dois Oscars pela trilha: um para o melhor score e outro pela canção “Moon River”, assinada por ele e mais Johnny Mercer (um dos grandes letristas americanos).

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A canção foi pensada para o alcance de voz de Audrey, que nunca foi uma cantora profissional, portanto seu alcance de voz é limitado. Mesmo assim, Audrey não faz feio e sua interpretação da canção, sentada na escada de incêndio, é um dos momentos mais emocionantes do filme:

Na verdade, “Moon River” quase fica de fora do filme, pois os produtores a consideravam um peso-morto e pediram para cortá-la da edição final. Audrey teve que se intrometer e pedir para mantê-la, ainda mais por sua grande amizade com Mancini. Ela teria declarado que a canção seria retirada ‘over my dead body’ (por sobre o meu cadáver).

Ela chegou a ter aulas de violão para dar mais realismo à cena.

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No final das filmagens, Audrey enviou uma carinhosa carta à Mancini (abaixo), lhe agradecendo por sua música e o chamando de ‘o mais sensível dos compositores”.

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Para a felicidade de todos, os produtores voltaram atrás e a música virou um hit e hoje é considerada um dos grandes standards da música americana, sendo gravada pelos mais diferentes astros da música como Frank Sinatra, Morrissey e muitos outros.

breakfast - mancini e audrey

Mancini foi um dos maiores e melhores compositores de trilhas para o cinema, suas inconfundíveis composições foram temas de filmes como os da série da Pantera Cor de Rosa, além de “Touch of Evil”, “Hatari’ (e a famosa “Baby Elephant Walk”), “Charade”, “The Party”, “Victor Victoria”, “Frenzy” e muitos outros.

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Blake Edwards conhecia Mancini através de sua esposa e sua primeira colaboração foi na trilha da série de TV “Peter Gunn”, a qual ele criou o tema principal.

breakfast  audrey e george w guitar

Inclusive, na trilha, Mancini fez um ótimo balanço do estilo crime-jazz de Peter Gunn com sua trilha de ‘Touch of Evil”, mantendo todo seu talento como jazzista e arranjador. O filme começa com a versão instrumental de ‘Moon River”:

A trilha é um primor, pois dá a atmosfera para o filme, pontua os momentos mais importantes de maneira excepcional.

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Uma das cenas mais divertidas é a da festa que Holly (Audrey) promove em seu pequeno apartamento e que vira uma festança, cheia das figuras mais diferentes que exageram na bebida; é o tipo da festa que dá vontade de participar e sem dúvida, das melhores que o cinema já mostrou, tendo ao fundo a música “The Big Blow-out”:

O personagem de Mickey Rooney (recentemente falecido) é o vizinho chato, caracterizado como um oriental que se irrita com tudo e que mereceu sua própria música na trilha,“Mr. Yunioshi”:

Outra cena deliciosa do filme é a que Holly e Paul entram em uma loja e ameaçam roubar bobagens, apenas pela emoção de “roubar”. Eles acabam roubando duas máscaras de Halloween e saem pelas ruas de NY se divertindo com a cara de quem passa por eles.

Também merece destaque a música “Hub caps and tall lights”, que lembra muito o tema de “Adams family”:

Outros personagens importantes são a amante de Paul, vivido pela atriz Patricia Neal (como uma chique dama da sociedade nova-iorquina) e o gato, o bichinho de estimação de Audrey que mereceu também a sua própria canção no filme, “Something for Cat”:

Quando foi editada, a trilha não continha a versão de “Moon River” com Audrey cantando e sim apenas a versão instrumental.

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Aliás, isto era um procedimento normal de Mancini: regravar e rearranjar as músicas do filme para que fossem lançadas em uma trilha mais easy listening, de mais fácil digestão para os ouvintes da época.

Só que isto acaba perdendo a profundidade e o elemento cru que a trilha executada no filme possuía.

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Em 2007, a gravadora especializada em trilhas, Intrada, editou uma versão muito mais completa da trilha incluindo a versão de Hepburn, com 26 faixas a mais que a original.

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Esta versão é tão completa que inclui temas não editados na trilha de 1961, bem como quatro versões demo e não utilizadas de “Moon River, a cena do roubo, versões originais completas e muito mais.

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‘Moon River’ virou um clássico, sendo interpretada inúmeras vezes pelos mais diferentes artistas, mas a versão de Audrey ainda é considerada a definitiva.

Como Audrey fala na carta que escreveu a Mancini: “Um filme sem música é como um avião sem combustível”.

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“Breakfast at Tiffany’s” é Mancini em seu ápice de criatividade, bom gosto, elegância e merece ser apreciada como um dos melhores registros de uma trilha sonora concebida especialmente para um filme.

 

 

 

 

 

 

 

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TODAY’S SOUND: RICHARD AVEDON POR ARTHUR MENDES ROCHA

Richard Avedon foi outro gênio da fotografia; sejam seus retratos, os editoriais, as capas, tudo é feito com extrema dedicação e brilhantismo, cada foto sua capta um momento único e não é a toa que ele já foi tema de exposições, livros e ensaios que celebram o seu legado.

Richard Avedon, self-portrait, Photographer, Provo, Utah, August

Richard Avedon ou Dick, como era chamado pelos amigos, demonstrou interesse pela fotografia cedo, pois aos doze anos já ingressou no clube de fotografia da Associação de jovens hebreus, em NY, fazendo fotos de sua família, especialmente da irmã Louise.

Louise foi diagnosticada com esquizofrenia e este fato teve grande influência em Avedon, que procurava modelos que lembrassem sua irmã, buscando a beleza no meio da tragédia.

Na Dewitt Clinton high school, ele participou da revista da escola, intitulada Magpie, onde colaborava com James Baldwin (que virou um ótimo escritor).

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Ao ingressar na Columbia University, ele optara por estudar poesia e filosofia, mas acabou abandonando a universidade para se alistar no exército.

Em 1942, ele serviu na Marinha Mercante americana, mas seu trabalho era bater fotos para carteiras de identidade, o que ele fez muitas vezes e concluiu que possuía mesmo aptidão pela fotografia.

Depois de dois anos na Marinha, ele vai trabalhar com Alexey Brodovitch, no laboratório de design da New School for Social Research.

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Graças aos ensinamentos de moda e design de Brodovitch, ele consegui trabalho na Harper’s Bazaar (na qual Brodovitch se tornou o diretor de arte), primeiro como free-lancer e depois como um dos principais fotógrafos da revista sob a chefia de Carmel Snow.

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No início dos anos 50, Avedon também contribuía para importantes revistas americana como Life, Look, Graphis, até receber o convite de se tornar o fotógrafo da Theatre Arts magazine.

As fotos de moda de Avedon para a Bazaar marcaram época, já que o fotógrafo gostava de fotos em movimento, não se conformando com os limites do estúdio; assim ele fotografava nas ruas, em locações das mais diferentes como circos, nightclubs, coisas que não eram feitas na época.

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Seus enquadramentos as fotos das capas eram inovadores, pois cortavam partes do corpo das modelos, além de utilizar ângulos inusitados.

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Algumas das suas modelos favoritas eram Suzy Parker, Dovima, Sunny Harnett, Carmen Dell’Orefice, Dorian Leigh, China Machado, entre outras, com as quais criava toda uma cumplicidade, as modelos se transformavam em atrizes em suas fotos, era como se ele dançasse com as modelos.

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Na Harper’s Bazaar Dick conheceu Diana Vreeland, que via em Dick um comparsa, alguém em quem ela poderia confiar que ele iria trazer modernidade e juventude para a publicação, com fotos de extremo bom gosto e que tornariam a revista especial.

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Esta parceria inspirou os personagens de Fred Astaire, que se baseou em Avedon para compor o fotógrafo do filme, e Kay Thompson, a editora de moda a la Vreeland, no filme “Funny Face”(também estrelado por Audrey Hepburn). Dick colaborou como consultor visual do filme, cuja abertura tem muitas de suas fotos.

Ele fazia questão de realçar a personalidade de seus enfocados, seus retratos com fundo branco são altamente estudados, antes de imprimir uma foto ele fazia um estudo de como ele queria estas impressões em termos de intensidade, como vemos abaixo.

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Avedon define fotografar retratos: “A maneira que alguém que está sendo fotografado se apresenta para a câmera e o efeito da resposta do fotógrafo a esta presença, é o que significa fazer um retrato”.

Além disso, ele era famoso por imprimir cópias enormes de suas fotos. Um de seus melhores portraits é o de Marella Agnelli (a elegante socialite, princesa e esposa de Gianni Agnelli, dono da Fiat):

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Uma de suas fotos de moda mais icônicas é, sem dúvida, “Dovima with elephants” de 1958, onde a modelo parece dançar com os animais, como um balé:

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 Com a chegada dos anos 60, o espírito de mudança no ar contagia Avedon, ele fotografa os participantes desta revolução sejam os movimentos pelos direitos civis, as novas bandas que se destacavam, como os Beatles (são famosos seus retratos psicodélicos para a revista Look), ou a turma da Factory de Andy Warhol (todos na maioria nus).

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Uma nova leva de modelos também surgia como Twiggy, Penelope Tree, Jean Shrimpton (com a qual fez a famosa capa da Bazaar que ‘piscava”), Lauren Hutton, Anjelica Huston, todas clicadas por ele.

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Avedon queria movimento, vitalidade, sensualidade em suas fotos, por isso as modelos, em muitas de suas fotos, estão pulando, se movimentando. Ele dirigia suas modelos, parecia estar dançando com elas.

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Ele tinha inspirações tanto em filmes como “A Paixão de Joana D’Arc” de Carl Dreyer como nas comédias sofisticadas de Ernest Lubitsch, além de Rossellini, De Sica e Antonioni.

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Ele foi dos primeiros fotógrafos de moda a contar uma história, como no editorial que fez para a Bazaar onde satiriza os paparazzis – inspirado pelo affair Taylor-Burton, utilizando a modelo Suzy Parker e o cineasta Mike Nichols.

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Em 1964, ele lança o livro ‘Nothing Personal” com fotos de pessoas comuns ao invés das celebridades que estava acostumado e prefácio de seu amigo Baldwin.

Mas seus anos na Bazaar foram trocados por uma proposta milionária da Vogue, e foi para lá que ele foi em 1966, onde trabalhou novamente ao lado de Mrs. Vreeland. A capa abaixo é uma homenagem dele à editora, com uma modelo fazendo às vezes dela, fumando e posando de um jeito a la Vreeland.

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No início dos anos 70, em busca de assuntos mais consistentes, Avedon vai ao Vietnã fotografar o conflito como correspondente do Departamento de Defesa americano.

Em 1974, ele teve uma séria inflamação no coração, mas mesmo assim ele continuava trabalhando levando até uma cama para seu estúdio.

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As fotos que fez de seu pai, Israel, quando este estava bem velho e quase a morte, foram um grande desafio, pois era alguém que conhecia bem e que nas fotos ele descobriu novas sensações.

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Até que em 1979, ele foi convidado a participar de um projeto cuja proposta era fotografar os mais diferentes tipos do Oeste americano, sejam operários, cowboys, mineiros; este trabalho levou anos para ser finalizado e quando o foi, ele lançou o livro ‘In the American West”, em 1985.

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O lançamento do livro foi acompanhado de várias exposições pelos EUA e é considerado a obra-prima de Richard Avedon.

Nos anos seguintes, Avedon não parou, seja fazendo campanhas publicitárias para clientes como Versace e Christian Dior, dirigindo comerciais para a Calvin Klein (os famosos comerciais com Brooke Shields), Chanel, Jun Ropé (cujo comercial com Lauren Hutton e onde ele faz ele mesmo vemos abaixo), ele foi dos fotógrafos mais bem sucedidos.

Avedon não se contentava em apenas fotografar, ele buscava uma complexidade em seus retratados, um misto de contradição e conectividade; ele mudou o olhar que tivemos da cultura, na beleza e estilo do século XX fotografando desde as estrelas mais famosas como Marilyn, Brigite Bardot, até os mais renomados artistas, escritores, políticos e mais.

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Nos anos 80, Avedon realizou umas de suas fotos mais incríveis: a de Nastassja Kinsky enrolada em uma cobra, um momento único em que a cobra dá uma lambida na orelha de Kinsky e que virou um pôster que vendeu dois milhões de cópias.

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Em 1988, ele deixa a Vogue para se dedicar a seus projetos pessoais.

Nos anos 90, Avedon realiza novas exposições e livros como “Evidence” de 1994 e no qual foi o tema do documentário “Darkness and Light”, onde ele conta muito dos bastidores de suas fotos mais famosas e que pode ser assistido na íntegra, abaixo:

Também merecem atenção suas contribuições com a revista New Yorker (onde foi o primeiro fotografado contratado) e na revista francesa Egoiste, sempre com suas fotos marcantes.

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Ele veio a falecer em 2004, de complicações de uma hemorragia cerebral, aos 81 anos de idade.

Avedon é mais que uma tradição americana, é o responsável por documentar boa parte da história desta nação, sua contribuição é gigantesca, ele será sempre considerado um dos grandes fotógrafos de todos os tempos.

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TODAY’S SOUND: MARISA BERENSON POR ARTHUR MENDES ROCHA

Para começar nossos posts sobre algumas mulheres que foram ícones de estilo, iniciaremos com a estonteante Marisa Berenson.

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Marisa nasceu em berço esplêndido, já que sua mãe era a condessa Maria Luisa Yvonne Radha de Wendt de Kerlor e sua avó materna era ninguém menos que Elsa Schiaparelli, a genial estilista que trouxe o surrealismo para a moda.

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Além disso, seu pai era diplomata e executivo naval, frequentando os mais badalados eventos sociais nos EUA e Europa e o casal era amigo de pessoas como Greta Garbo, Audrey Hepburn, Dirk Bogarde, entre outros.

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Marisa começou sua carreira como modelo nos anos 60, fotografando para alguns dos nomes mais famosos da época como Richard Avedon, Irving Penn, Henry Clark, David Bailey, entre outros.

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Nesta fase como modelo, ela chegou a ser uma das mais bem pagas, já que seu rosto exótico, sempre realçado com enormes cílios postiços e seu tipo esguio estampavam capas de revistas e campanhas publicitárias.

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Ela se tornou um modelo de beleza e elegância nos anos 70.

Marisa chegou a ser uma das favoritas de Diana Vreeland, a toda-poderosa editora da Harper’s Bazaar e depois da Vogue America, para as quais fez diversas capas.

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Ela virou a “toast of the town”, convidada para as melhores festas e acontecimentos, além de se tornar amiga de socialites, atrizes, estilistas e muito mais. Uma de suas companhias era o barão David René de Rotschild e também o ator Helmut Berger (com o qual está na capa abaixo).

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Um de seus grandes admiradores era Yves Saint Laurent, que a elegeu ‘the girl of the seventies” (a garota dos anos 70)e a revista Newsweek a colocou em sua capa em 1973 com a chamada “Queen of the scene” (rainha da cena).

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Não demorou muito para que ela fosse descoberta pelo cinema e estreasse nas telonas em 1971, sob a orientação de Luchino Visconti, o aristocrático cineasta italiano que a utilizou no filme “Death in Venice” (Morte em Veneza).

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Apesar do pequeno papel, ela chamou a atenção de Bob Fosse, o diretor e coreógrafo americano que a convidou para participar de “Cabaret” (Cabaré), no segundo papel feminino de destaque ao lado de Liza Minelli, Joel Grey e Michael York.

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O filme está sendo relançado este ano e houve agora a reunião dos astros originais, 41 anos depois (foto abaixo) para uma sessão especial (foto abaixo):

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‘Cabaret” acabou se tornando um grande sucesso e indicado para dez Oscars, vencendo três, além de indicações para o Globo de Ouro, no qual Marisa foi indicada nas categorias Melhor atriz coajuvante e melhor revelação.

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Ela andava muito com Andy Warhol, que adorava desfilar ao lado de celebridades e as colocar na capa de sua revista, a Interview.

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Em seu próximo filme, ela consegue um papel ainda de maior destaque, como Lady Lyndon, a esposa de “Barry Lyndon”, no magnífico filme de Kubrick, onde ela desfila em magistrais vestidos e perucas enormes, além da iluminação natural de velas (exigência de Kubrick em muitas cenas), destacando ainda mais sua bela figura.marisa-in-barry-lyndon

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Com este papel, ela finalmente tem o reconhecimento da crítica que elogia seu desempenho, além de ganhar a capa da Time.

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Marisa foi casada duas vezes, uma com James Randall em um badalado casamento em Beverly Hills e com a qual teve a filha, Starlite; e a outra com o advogado Aaron Richard Golub, do qual se divorciou no final dos anos 80.

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Ela tem feito menos aparições no cinema e TV, a mais recente foi o filme “I am love”, no qual ela faz o papel de sogra de Tilda Swinton (com ela na foto do lançamento do filme em Veneza).

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Em 2001, ela perdeu sua irmã, a modelo e fotógrafa Berry Berenson (que foi casada com Anthony Perkins), que estava em um dos aviões que se chocou com uma das torres do World Trade Center.

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Mesmo assim, seu estilo, classe e elegância continua tendo a admiração de fotógrafos como Steven Meisel (com ela na foto abaixo), que a considera uma das inspirações para as supermodels (que ele ajudou a criar).

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Recentemente, sua vida virou livro com “A life in pictures”, publicado pela Rizzolli e com fotos extraordinárias de sua trajetória na moda e no Jet set internacional.

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Ano passado, ela participou com Jerry Hall e Pat Cleveland da campanha da M.A.C. em homenagem a Antonio Lopez, o famoso ilustrador de moda dos anos 70, do qual ela era uma de suas musas.

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Seu estilo é referência fundamental para os apreciadores da moda e estética e sempre servirá de inspiração para estilistas como Tom Ford, que a convidou para desfilar para sua marca.

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Segundo Marisa, hoje em dia as pessoas não celebram a elegância e sim a vulgaridade e falta nelas um estilo próprio, coisa que ela soube fazer muito bem durante todos estes anos: criar um estilo único e celebrado.

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