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Today’s Sound: Barbra Streisand por Arthur Mendes Rocha

Barbra Streisand é uma artista completa: cantora, atriz, diretora, compositora, produtora,tudo o que ela faz, ela faz por completo, arrecadando Oscars, Emmys, Grammys no meio do caminho.

Barbra começou sua carreira cantando em boates obscuras durante sua adolescência em NY e como também queria ser atriz, fez também algumas apresentações teatrais no final dos anos 50.

Barbra também fez televisão, aparecendo com freqüência no Tonight Show entre 1962 e 1963 e mais tarde também várias especiais com seu nome.

Em 1963, ela grava seu primeiro álbum “The Barbra Streisand Album”, um trabalho difícil para uma cantora iniciante, já que optou por gravar músicas que não eram necessariamente pop hits e mesmo assim o álbum foi um sucesso chegando ao oitavo lugar na parada da Billboard e vencendo dois prêmios Grammys.

O interessante na carreira de Barbra é que ela soube dosar muito bem música, cinema e teatro, já que transitava livremente por estes três meios de expressão com seu magnífico talento.

Assim, em 1964, ela protagoniza ‘Funny Girl” na Broadway,  no papel de Fanny Brice, vindo a reprisar este papel também na versão para o cinema em 1968 e levando para casa o Oscar de melhor atriz.

Em 1969 ela faz outro musical “Hello Dolly’ atuando ao lado do grande Louis Armstrong:

Mas foi com seu terceiro álbum ‘My name is Barbra” que ela se consagra uma estrela da música, com uma levada mais moderna e contemporânea, o álbum é um recorde de vendas chegando ao segundo lugar da Billboard e lhe dando mais prêmios Grammys. O álbum seguinte “People’ também é um hit, especialmente pela música que dá título ao álbum:

Nos anos 70, ela também domina as paradas pops com sucessos como “The Way we were” (trilha do filme ‘Nosso amor de ontem”):

Além de “Evergreen” (trilha de “A Star is Born” e Oscar de melhor canção), “No more tears (enough is enough)”, um dueto disco com Donna Summer, “You don’t bring me flowers” (com Neil Diamond), todos estes alcançando o primeiro lugar em vendagens.

Barbra já podia então ser considerada a artista feminina de maior sucesso daquela época, ficando apenas atrás dos Beatles e Elvis Presley.


Nos anos 80, ela lança aquele que considerado seu melhor trabalho, o álbum “Guilty”, com participação de Barry Gibb, dos Bee Gees, que também compõe com ela várias das músicas e atinge mais de 20 milhões de cópias vendidas, além de lhe render mais Grammys.

Na década de 90, ela dedica-se mais à direção e produção de filmes e lança poucos discos. Mas em 1993 ela volta a se apresentar nos palcos com a turnê “Barbra Streisand – The Concert”, que começou com dois shows no ano novo e acabou virando uma turnê por várias cidades americanas, com ingressos esgotados, além de gerar um especial para a HBO.

Com sua voz potente, clara, límpida, Barbra é uma superstar, sua marca registrada é o nariz grande, que virou parte de seu estilo pessoal.  Ela pode ser considerada uma das deusas do show business americano, vendendo mais de 140 milhões de álbuns mundialmente.

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Today’s Sound: Sarah Vaughan por Arthur Mendes Rocha

Sarah Vaughan, a Sassy, junta-se a Ella e Billie como outra grande voz do jazz, com timbre poderoso e toda a versatilidade de uma excelente vocalista.

Ela ficou famosa por seu impressionante alcance vocal, indo do soprano ao barítono, além do seu lindo vibrato; ela via a sua voz mais como um instrumento melódico do que um veículo para interpretação dramática das letras.

Sarah nasceu em uma família simples, mas sempre rodeada de música: seu pai era carpinteiro e tocava violão e sua mãe era lavadeira e cantava no coral gospel da igreja.

Ela começou a estudar música aos sete anos de idade e perto de sua adolescência já era organista e solista na igreja Batista. Aos 18 anos, ela participa da noite de amadores do teatro Apollo e lá é avistada por Billy Eckstine, que a convida para integrar a orquestra de Earl Hines, a qual fazia parte juntamente com Dizzy Gillespie e Charlie Parker.

Foi a primeira das bandas de jazz que Sarah participou, quando Eckstine formou a sua própria, ela juntou-se a ele mais Miles Davis e Art Blakey.

Mas ela queria alçar vôos maiores e no final da década de 40, ela se lança como artista solo, gravando músicas que se tornariam sucesso como “Tenderly”:

Durante esta década, ela se apresenta em vários clubes de jazz de NY, sempre acompanhada de preferência por trios, que melhor a conheciam e estavam mais preparados para suas improvisações. Ao assinar com diferentes selos, ela grava discos onde também inclui várias canções pop e mesmo canções da Broadway, o que a torna um nome mais popular nas paradas de sucessos.

No final dos anos 60, Sarah volta com força total ao jazz, gravando durante os anos 70 e 80 com alguns dos maiores nomes do jazz como Oscar Peterson, Quincy Jones, Ron Carter, Herbie Hancock, Don Cherry, Louie Bellson, Zoot Sims e muitos outros. Suas gravações de Duke Ellington estão entre os pontos altos de sua carreira, além de disco cantando Beatles e alguns em homenagem ao Brasil.

Com o passar dos anos, Sarah não perdeu nada de seu talento, seus altos e baixos e seu timbre gostoso e sensual, com muito soul, permaneceram inalterados durante toda sua carreira. Mesmo com idade mais avançada, ela continuou a se apresentar mundo a fora, lotando teatros e auditórios e empolgando sua audiência.

Sarah a divina (outro de seus apelidos) teve o reconhecimento de crítica com prêmios Grammy, Emmy, bem como o maior prêmio do jazz: o NEA Jazz Masters award, além de uma estrela na calçada da fama em Hollywood e cantar para o presidente na Casa Branca.

Ela veio a falecer em 1990, aos 66 anos, e até hoje é considerada uma das maiores vozes do século XX, sendo influência direta em cantoras como Amy Winehouse, Chaka Khan, Anita Baker e Alison Goldfrapp, entre outras.

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TODAY’S SOUND: GEORGE HARRISON – LIVING IN THE MATERIAL WORLD PARTE 2 POR ARTHUR MENDES ROCHA

O documentário sobre George Harrison foi exibido pela HBO americana em duas partes, já que o total são três horas e meia de duração.

Hoje falaremos da segunda parte, que mostra Harrison na sua vida pós Beatles.

Esta segunda parte fala do fim dos Beatles, com depoimentos de Paul, Ringo e também de Yoko Ono. Tudo parece ter acabado como um relacionamento que fica desgastado e é esta a idéia que nos passa o doc. Abaixo uma das cenas com “Here comes the Sun”:


Outra parte interessante é a que fala do romance entre a mulher de George na época, Pattie Boyd, com um de seus melhores amigos, Eric Clapton, e como Harrison encarou esta fase difícil de sua vida, com depoimentos Clapton e de Boyd.

Também há um bom destaque para o Concerto para Bangladesh, um dos primeiros concertos realizados em prol de uma causa humanitária e que arrecadou uma boa soma na época, em 1971, anos antes de ações como o Live Aid. Abaixo uma cena do Concerto com George cantando um de seus grandes sucessos “My Sweet Lord”:


George também produziu vários filmes importantes começando por “A Vida de Brian” do Monthy Python. Através de depoimentos de amigos dele que pertenciam ao MP como Eric Iddle e Terry Gilliam, ficamos sabendo que George arriscou parte de seus bens para bancar o filme, chegando a hipotecar sua casa. Ele também produziu importantes filmes como “Monalisa” e “The long good Friday”.

Outros depoimentos bacanas são o de Phil Spector falando da gravação do primeiro álbum solo de George “All Things must pass”, o qual ele produziu; o grande corredor de Fórmula I inglês, Jackie Stewart, que foi tricampeão mundial, fala de sua amizade com George e de quanto ele gostava e dava força ao esporte e também a experiência de George no grupo Travelling Wilburys juntamente com Tom Petty, Bob Dylan, Roy Orbison e Jeff Lynne:


Uma das partes mais emocionantes fala da morte de John Lennon bem como do final da vida do próprio George com um depoimento de sua última esposa, Oliva Harrison e de seu filho Dhani (que também é músico). George veio a falecer em 2001, vítima de um câncer no pulmão.

O doc foi revelador em todos os sentidos, é um apanhado sensacional sobre a vida de um grande artista, com imagens já existentes e muitas outras de vídeos caseiros que Scorcese teve acesso e que disponibilizou a todos para que conheçamos melhor a vida de George Harrison. Até o final do ano deve ser lançado uma edição especial do DVD para coincidir com os dez anos da morte de George, além de uma retrospectiva de sua vida e carreira em Los Angeles bem como o lançamento da biografia de Olivia com material inédito não utilizado no doc.
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