Paixão de lobinho, Tiguelitos ❤️Meu amor Tigre e a roseira roxa. Bom dia, boa semana!
Olha @junmatsui já abriu!!!Blood Moon#Orquídea #DendrobiumNymphea blossom...Cherry blossoms over lake 🌸🌸🌸Viva o sábado de sol!!!
#Orquídea #Miltônia primeira floração comigo 🙅 Primavera chegou!Bom dia! Boa semana!!!Nada como voltar pra casa e me deparar com a explosão das #orquídeas #DendrobiumNobile ! Primavera chegando...Getty Villa é uma réplica exata do  Palácio dos Papiros, escavado das cinzas em Pompéia...

                
       





















bloglovin



CURRENT MOON

Posts Tagged ‘bela lugosi’

TODAY’S SOUND: PLAN 9 FROM OUTER SPACE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Aproveitando que hoje é Halloween, falaremos de um clássico do cinema trash que entrou para a história do cinema como o “pior filme de todos os tempos”: “Plan 9 from Outer Space”.

Ed Wood dirigiu este híbrido de ficção-científica e terror, estrelando Bela Lugosi, Vampira (Maila Nurmi) e Tor Johnson, entre outros e o filme foi rodado em poucas semanas e com um orçamento bem reduzido (como todo o trash que se preza).

plan-9---elenco

Só com a direção e este elenco, o filme já mereceria seu lugar na história de Hollywood, já que Wood conseguiu “inserir” a participação de Lugosi através de cenas filmadas antes da morte do mesmo.

bela-lugosi

Claro que isto visava aproveitar a figura de Lugosi como chamariz de bilheteria, ainda mais com ele fazendo alusões ao seu icônico personagem Drácula.

ed-e-bela-2

Na verdade, a idéia inicial de Wood era fazer o filme “Tomb of the vampire” (ou “The Ghoul goes west”), por isto as cenas de Lugosi acabaram ficando “perdidas’ no filme.

plan-9---foto-1

A participação de Lugosi acabou sendo uma espécie de homenagem de Wood à figura de Lugosi, um ator eternamente associado ao mito que criou nos filmes da Universal e que enfrentava problemas com seu vício em morfina.

ed-and-bella

Os dois conviveram muito nos três últimos anos de vida do ator (ele faleceu em 1956) e isto foi tema do filme “Ed Wood” de Tim Burton, estrelado por Johnny Depp (como Wood) e Martin Balsam, que arrebatou o Oscar de melhor ator coadjuvante, vivendo Lugosi.

ed-wood-film

Após a morte de Lugosi, Wood aprontou o roteiro de “Grave robbers from outer space”, em 1956, lançando-o no ano seguinte, mas o distribuidor só o lançou ao grande público em 1959 e com o título de “Plan 9 from Outer Space”. A troca do título foi imposto pela Igreja Batista, que era um dos financiadores do filme.

plan-9---foto-3

plan-9---foto-2

Outro detalhe foi que Wood acabou substituindo Lugosi (que já havia falecido) pelo seu quiropata, Tom Mason (em participação não creditada) que, em muitas das cenas, usa a capa tapando o seu rosto para que o público não perceba que não se trata mais de Lugosi.

plan-9---bela-2

Ed Wood também era uma figura peculiar do cinema, conseguia realizar seus projetos, acreditava em suas ideias com fervor, além de dirigir, produzir e escrever suas produções; ele também gostava de andar travestido (ou usando seu pulôver de fedora como na foto abaixo) e fez outro clássico trash “Glen or Glenda”.

ed-wood

A estória fala de extraterrestres que pretendem impedir os humanos de construir uma arma que destruiria o universo e por isso lançam o ‘Plan 9” para ressuscitar os mortos e impedir estes acontecimentos, instaurando um caos generalizado e dominando a terra.

plan-9---poster-3

plan-9---poster-2

plan-9---poster-1

Wood já enfocava os zombies, muito antes destes virarem figurinhas fáceis em filmes e séries de TV.

plan-9---zombies

Revendo o filme hoje, ele não deixa de ser divertido, ousado para a época, mas ao mesmo tempo, cheio de erros de continuidade e edição.

plan-9---foto-4

Para se ter uma idéia, eis algumas “falhas” do filme: as cenas filmadas em estúdio diferem muito das rodadas em locações e deveriam fazer parte da mesma cena; em uma das cenas, é possível ver a sombra de um microfone, coisa que não era perceptível quando o filme foi lançado no cinema; alguns diálogos não fazem o menor sentido, como o texto inicial onde o narrador fala de fatos que irão acontecer no futuro, mas que na verdade já aconteceram no passado; as lápides do cemitério foram feitas de borracha e podemos perceber que estas se mexem.

plan-9---foto-5

A produção era bem simples, os efeitos mal feitos, como os discos voadores que tremem ao voar, os cenários pobres que são preenchidos com cortinas e muita fumaça.

Abaixo um vídeo com algumas destas falhas:

Mas todas estas falhas acabam contribuindo para o charme e a aura cult que o filme foi adquirindo com o passar dos anos.

Outros criticados foram Vampira e Tor Johnson, pelos seus desempenhos fracos, especialmente Tor que mantém a mesma expressão no filme inteiro. Mas afinal, eles eram amigos de Wood e suas participações são fundamentais para o filme.

plan-9---vampira-e-tor

 Vampira, persona criada pela atriz Maila Nurmi, foi a primeira host de programas de horror transmitidos pela TV.

plan-9---vampira1

Maila começou a chamar atenção ao estrelar uma peça na Broadway intitulada “Spook Scandals”, um show apresentado à meia noite onde ela já ensaiava seus passos como musa do terror.

plan-9---vampira-2


vampira-3

Sobrevivendo como pin up durante os anos 50, ela fez uma aparição vestida de Morticia Adams e foi convidada por um produtor de TV para apresentar o programa The Vampira Show, que durou de 1954 a 1955, criando assim a personagem Vampira.

vampira-4

 Mas foi com “Plan 9” que Vampira tornou-se uma referência pop, ao sair de uma floresta com as mãos para a frente. Abaixo algumas cenas dela no filme:

 No filme “Ed Wood”, ela foi vivida por Lisa Marie, a então mulher de Tim Burton. Maila veio a falecer em 2008, aos 85 anos de idade.

ed-wood-e-gang

Independente de todas as críticas, “Plan 9 from Outer Space” é considerado a obra-prima de Ed Wood, um filme que ele fez de tudo para que se tornasse realidade e que  mais diverte que assusta; graças às suas reprises na TV americana ou em sessões da meia noite transformou-se numa referência fundamental para o cinema trash e de baixo orçamento, conquistando as mais diferentes gerações.

plan-9---foto-6

   Comentário RSS   
 

Today’s Sound : Dracula Prince of Darkness‏ por Arthur Mendes Rocha

Outro Dracula que dominou os filmes de terror nos anos 60/70 foi o interpretado por Christopher Lee em “Dracula, Prince of Darkness’ (Dracula, o Príncipe das Trevas).

O filme foi produzido pelo estúdio da Hammer, um estúdio inglês especializado em produções de orçamentos menores, mas que acabou criando um estilo inconfundível e admirado pelos fãs dos filmes de terror.

“Dracula, Prince of Darkness” foi produzido em 1966, após o sucesso do primeiro filme de 1958, que também estrelava Christopher Lee.

O filme foi dirigido por Terrence Fisher, o mesmo da primeira versão e que se especializou na direção de filmes de terror, alguns de sucesso, outros nem tanto.

Christopher Lee foi, sem dúvida, outro excelente vampiro; sua atuação como o conde é aterrorizante, cada aparição sua na tela é assustadora.

Junto com Bela Lugosi (e mais tarde Gary Oldman), ele foi um dos melhores Dráculas de todos os tempos.

Lembro de ter visto o filme pela primeira vez numa sessão Coruja da Rede Globo e fiquei sem conseguir dormir de tão impressionado.

A estória começa com cenas do fim do primeiro filme, no qual o Prof. Van Helsing (Peter Cushing, que não está neste segundo filme) destruiu Drácula, expondo-o ao sol que o transformou em cinzas.

Dez anos se passaram e o filme começa com a suspeita de vítimas do vampirismo.

Em uma estalagem, o padre Sandor (Andrew Keir), avisa a um grupo de turistas, os irmãos Kent e suas respectivas esposas, a não visitarem o castelo de Karlsbad.

Eles acabam perdidos na floresta perto do castelo e sua carruagem enfeitiçada (e agora sem motorista) acaba os levando para o castelo, onde uma mesa e quartos estão á sua espera.

O criado de Drácula, Klove (Philip Latham), atrai Alan Kent (Charles Tingwell) para o porão e o mata, pendurando-o e fazendo com que o seu sangue se mistura com as cinzas de Drácula e o revive, conforme cena abaixo.

A primeira vítima de Drácula acaba sendo Helen Kent (Barbara Shelley), que se torna uma escrava do vampiro.

O casal remanescente, Charles e Diana Kent (Francis Mathews e Suzan Farmer), saem em busca de seus amigos e deparam com Helen transformada pela mordida de Drácula.

Eles ficam sabendo através de Sandor dos poderes de Drácula, enquanto este tenta atacar Diana de todas as maneiras.

Depois de muitas perseguições e tentativas, Charles e Sandor tentam defender Diana e destruir o conde.

O final do filme é inovador, pois foge da luta com crucifixos e sol, já que desta vez temos ao fundo um chão coberto de gelo que vai se quebrando e a tentativa de fazer com que Drácula morra congelado, destruindo o gelo para que este se quebre.

Os estúdios da Hammer criaram um estilo próprio: seus filmes são carregados de cores com o uso do Technicolor, violência gráfica, além de um bom elenco de atores ingleses e mulheres atraentes, sempre utilizando decotes e roupas sensuais.

Abaixo, um making of do filme com ótimas cenas dos bastidores do filme como Christopher sendo maquiado, o diretor Terrence Fisher em ação, detalhes do cenário do Castelo e inclusive da cena final com o dublê do ator:

Christopher Lee não fala nada neste filme, pois ele não havia gostado do roteiro e recusou-se a ter diálogos. Mesmo assim, cada aparição sua é marcante, com seu porte, sua maquiagem, os olhos vermelhos, o figurino com a enorme capa, ele é realmente o Drácula que marcou a década de 60/70.

Depois deste filme, Christopher ainda fez mais filmes como Drácula, mas também fez vários outros filmes como “Wicker Man” e até vilão de James Bond (em ‘007 contra o homem com a pistola de ouro”). Ele inovou o jeito de ser do vampiro, tornando-o mais sensual e moderno.

O ator completou 90 anos este ano e continua na ativa, ele fez recentemente a trilogia do Senhor dos Anéis como Saruman.

Barbara Shelley era presença constante em vários filmes na Hammer, onde se especializou em filmes de terror.

Ela faz uma excelente vampira, sendo que um comentário interessante dela sobre este filme foi que, em uma das cenas, ela quase engoliu seus dentes de vampira.

A versão em blu-ray foi lançada este ano na Inglaterra, incluindo um documentário e outros bônus.

“Dracula, Prince of Darkness’ foi um sucesso de público e crítica e é considerado por muitos o “Quintessential Hammer movie” (o filme da Hammer por excelência).

   Comentário RSS   
 

Today’s Sound: Dracula (1931) por Arthur Mendes Rocha

Nos anos 30, os filmes de terror começavam a bombar nas bilheterias e um dos filmes que mais sucesso teve foi a clássica estória do conde vampiro: “Dracula”.

Na minha opinião, “Dracula” é um dos filmes mais assustadores do cinema: a combinação da direção de Tod Browning (que depois dirigiu “Freaks”) com a interpretação de Bela Lugosi continua imbatível.

Além disso, Drácula com a maravilhosa fotografia em p&b e a atmosfera gótica combinou perfeitamente.

O filme foi lançado em 1931, foi o primeiro filme em que a Universal se aventurou em contar uma legítima história de terror e algo que acabou se tornando sua marca registrada.

O grande acerto foi a escolha de Bela Lugosi no papel principal. O ator combina tanto com o personagem que é difícil dissociá-lo da imagem icônica dele com seu figurino todo em preto e com a famosa capa, além da maquiagem esbranquiçada e da aparência assustadora.

Há várias lendas a respeito dele, mas uma coisa é certa: ele ficou marcado para sempre por este papel.

Lugosi era húngaro, seu inglês com sotaque dá um charme extra para o papel e por isso é considerado o Drácula definitivo. Um dos detalhes que acentuaram ainda sua interpretação foi o uso de um feixe de luz sobre seus olhos, tornando-o ainda mais aterrorizante.

Sua vontade de fazer o filme era tanta que ele aceitou trabalhar por um salário de 500 dólares por semana (um valor muito baixo mesmo para os tempos de depressão).

Quando ele foi escalado, ele já estava representando Drácula na Broadway e apesar de não ser conhecido como Lon Chaney (que era a primeira opção), ele conquistou o público com sua atuação.

A história não muda muito do que conhecemos e é baseada no livro de Bram Stoker.

Drácula vive em seu castelo na Transilvânia até receber a visita de Reinfeld (Dwight Frye) que vai até ele tratar de negócios.

Ele acaba descobrindo que na verdade Drácula é um vampiro e possui três esposas que vivem como que em transe e fazem todas suas vontades.

Reinfeld acaba sendo atacado por Drácula e vira uma espécie de escravo dele. Ao retornar para Londres, Reinfeld vai para o sanatório do Dr. Seward (Herbert Bunston), onde se alimenta de insetos.

Drácula vai para Londres onde conhece o Dr. Seward e sua filha Mina (Helen Chandler), além do noive John Harker (David Manners) e a amiga deles, Lucy Weston (Frances Dade).

Lucy fica fascinada com Drácula, mas o conde fica impressionado mesmo é com Mina.

Entra em cena o professor Van Helsing (Edward Van Sloan), que estuda o caso de Reinfeld e desconfia que ele tenha sido atacado por um vampiro.

Suas suspeitas se confirmam quando Lucy é atacada por Drácula e possui duas marcas de dentes em seu pescoço, além de estar totalmente anêmica.

Drácula tem poderes sobrenaturais como se transformar em morcego e lobo, além de  hipnotizar pessoas, mas depende do sangue de suas vítimas para continuar a viver.

Drácula não desiste de Mina e tenta atacá-la várias vezes e transformando-a aos poucos em vampiro, mas não chega a consumar esta ação.

Jonh conta com a ajuda do Dr. Van Helsing para acabar com Drácula, descobrindo os pontos fracos do conde como: medo da claridade, hojeriza a cruzes e alho e sua destruição total através de uma estaca de madeira no coração.

O filme causou muitos calafrios e medos nas plateias, mas mesmo assim todos correram aos cinemas para conhecer de perto o conde Drácula.

Como ‘Nosferatu” de Murnau havia estreado em 1922, os produtores de Drácula se basearam em vários pontos do clássico do cinema expressionista alemão.

A Universal gostou tanto do resultado que providenciou uma continuação, “Dracula’s Daughter” e também investiu em outros monstros como o Frankenstein, lançando o filme com Boris Karloff no mesmo ano.

Apesar de todo seu sucesso como Drácula, Lugosi não participou da continuação e só voltou a repetir o papel em uma comédia de Abbot & Costello.

Em 1998, o músico Philip Glass criou um novo score para o filme, já que o filme original não possuía uma trilha própria e sim utilizava músicas já prontas.

Glass contou com a colaboração do Kronos Quartet, utilizando um quarteto de cordas que dá uma ótima atmosfera para o filme.

No filme “Ed Wood” há várias referências à Lugosi e sua obsessão por Drácula, inclusive mostrando seu vício em morfina e como ele era sempre lembrado por seu maior papel de todos: Drácula. No filme de Tim Burton ele é interpretado por Martin Landau (que ganhou o Oscar de Coadjuvante por sua atuação).

Quando Lugosi faleceu em 1956, ele foi enterrado utilizando a capa que pertenceu ao personagem.

No ano passado, o filme completou 80 anos e mesmo assim, continua a ser um dos grandes clássicos do terror e a primeira versão de muitas que o cinema fez sobre o conde vampiro e sua maldição que sempre vai fascinar as platéias.

Agentes funerários levam o corpo de Bela Lugosi

Bela Lugosis's Dead. R.I.P

WebRep
currentVote
noRating
noWeight
   Comentário RSS