Outro Dracula que dominou os filmes de terror nos anos 60/70 foi o interpretado por Christopher Lee em “Dracula, Prince of Darkness’ (Dracula, o Príncipe das Trevas).
O filme foi produzido pelo estúdio da Hammer, um estúdio inglês especializado em produções de orçamentos menores, mas que acabou criando um estilo inconfundível e admirado pelos fãs dos filmes de terror.
“Dracula, Prince of Darkness” foi produzido em 1966, após o sucesso do primeiro filme de 1958, que também estrelava Christopher Lee.
O filme foi dirigido por Terrence Fisher, o mesmo da primeira versão e que se especializou na direção de filmes de terror, alguns de sucesso, outros nem tanto.
Christopher Lee foi, sem dúvida, outro excelente vampiro; sua atuação como o conde é aterrorizante, cada aparição sua na tela é assustadora.
Junto com Bela Lugosi (e mais tarde Gary Oldman), ele foi um dos melhores Dráculas de todos os tempos.
Lembro de ter visto o filme pela primeira vez numa sessão Coruja da Rede Globo e fiquei sem conseguir dormir de tão impressionado.
A estória começa com cenas do fim do primeiro filme, no qual o Prof. Van Helsing (Peter Cushing, que não está neste segundo filme) destruiu Drácula, expondo-o ao sol que o transformou em cinzas.
Dez anos se passaram e o filme começa com a suspeita de vítimas do vampirismo.
Em uma estalagem, o padre Sandor (Andrew Keir), avisa a um grupo de turistas, os irmãos Kent e suas respectivas esposas, a não visitarem o castelo de Karlsbad.
Eles acabam perdidos na floresta perto do castelo e sua carruagem enfeitiçada (e agora sem motorista) acaba os levando para o castelo, onde uma mesa e quartos estão á sua espera.
O criado de Drácula, Klove (Philip Latham), atrai Alan Kent (Charles Tingwell) para o porão e o mata, pendurando-o e fazendo com que o seu sangue se mistura com as cinzas de Drácula e o revive, conforme cena abaixo.
A primeira vítima de Drácula acaba sendo Helen Kent (Barbara Shelley), que se torna uma escrava do vampiro.
O casal remanescente, Charles e Diana Kent (Francis Mathews e Suzan Farmer), saem em busca de seus amigos e deparam com Helen transformada pela mordida de Drácula.
Eles ficam sabendo através de Sandor dos poderes de Drácula, enquanto este tenta atacar Diana de todas as maneiras.
Depois de muitas perseguições e tentativas, Charles e Sandor tentam defender Diana e destruir o conde.
O final do filme é inovador, pois foge da luta com crucifixos e sol, já que desta vez temos ao fundo um chão coberto de gelo que vai se quebrando e a tentativa de fazer com que Drácula morra congelado, destruindo o gelo para que este se quebre.
Os estúdios da Hammer criaram um estilo próprio: seus filmes são carregados de cores com o uso do Technicolor, violência gráfica, além de um bom elenco de atores ingleses e mulheres atraentes, sempre utilizando decotes e roupas sensuais.
Abaixo, um making of do filme com ótimas cenas dos bastidores do filme como Christopher sendo maquiado, o diretor Terrence Fisher em ação, detalhes do cenário do Castelo e inclusive da cena final com o dublê do ator:
Christopher Lee não fala nada neste filme, pois ele não havia gostado do roteiro e recusou-se a ter diálogos. Mesmo assim, cada aparição sua é marcante, com seu porte, sua maquiagem, os olhos vermelhos, o figurino com a enorme capa, ele é realmente o Drácula que marcou a década de 60/70.
Depois deste filme, Christopher ainda fez mais filmes como Drácula, mas também fez vários outros filmes como “Wicker Man” e até vilão de James Bond (em ‘007 contra o homem com a pistola de ouro”). Ele inovou o jeito de ser do vampiro, tornando-o mais sensual e moderno.
O ator completou 90 anos este ano e continua na ativa, ele fez recentemente a trilogia do Senhor dos Anéis como Saruman.
Barbara Shelley era presença constante em vários filmes na Hammer, onde se especializou em filmes de terror.
Ela faz uma excelente vampira, sendo que um comentário interessante dela sobre este filme foi que, em uma das cenas, ela quase engoliu seus dentes de vampira.
A versão em blu-ray foi lançada este ano na Inglaterra, incluindo um documentário e outros bônus.
“Dracula, Prince of Darkness’ foi um sucesso de público e crítica e é considerado por muitos o “Quintessential Hammer movie” (o filme da Hammer por excelência).























































































