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TODAY’S SOUND: THE SECRET DISCO REVOLUTION POR ARTHUR MENDES ROCHA

Um novo documentário sobre a disco music acaba de ser lançado e mostra um novo olhar sobre o assunto: “The Secret Disco Revolution”, tratando a disco como uma mudança social, algo revolucionário principalmente para os gays, negros e as mulheres liberadas.

Dos vários docs que têm circulado sobre a disco ultimamente, este mostra outro enfoque do movimento que apesar de todo seu hedonismo, prazer, fuga, também possuía outra questão social, já que ao dançar nas discos, as pessoas acabaram se liberando mais, se soltando mesmo com a música.

POSTER

Assim, seu comportamento era diferente do que havia antes e é isto que o doc mostra, através de depoimentos de pessoas que vivenciaram a época, desde artistas até escritores, sociólogos e cenas impressionantes, de material coletado nas melhores discotecas.

Entre as pessoas que participam do documentário estão:

Gloria Gaynor – considerada uma das rainhas da disco, cantora de hits como “I will survive”

GLORIA-GANYOR

Vince Aletti – jornalista da Rolling Stone e Record World
Henri Belolo – Produtor e letrista do Village People
Martha Walsh – cantora do Weather Girls (de “It’s raining men”) e Two Tons of Fun (as backing singers que acompanhavam Sylvester)
Nicky Siano – DJ do The Gallery e Studio 54
Alice Echols – autora do livro “Hot Suff – Disco and the remaking of american culture”
Anita Pointer – integrante do grupo Pointer Sisters
Peter Shapiro – autor do livro “Turn the beat around – the secret history of Disco”
Telma Houston – cantora de soul e da versão disco de “Don’t leave me this way”

TELMA-HOUSTON

Harry Wayne Cassey – vocalista do KC & the Sunshine Band
Tom Moulton – o idealizador do 12 inches, o single remixado
Maxine Nightingale – cantora britânica de disco com hits como “Right back where we started from”.
Evelyn ‘Champagne” King – cantora de hits como “Shame” e “Love come down’

EVELYN

Village People – grupo que teve sucessos como “Macho man” e ‘YMCA”

VILLAGE

Michael Musto – colunista do Village Voice

Isto mostra o diferencial deste documentário, já que o fio condutor está ligado a três personagens: uma mulher, um negro e um gay (na foto abaixo) e eles é que seriam os revolucionários da coisa, os “arquitetando um plano de fazer com que a disco dominasse a sociedade nos anos 70.

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Estes três personagens até fazem uma espécie de receita para que a disco funcione, acrescentando ingredientes como o DJ manipulando as multidões, a promoção para tornar as músicas um sucesso, a criação de uma marca e mais.

O filme foi dirigido por Jamie Kastner que no vídeo abaixo responde algumas perguntas da platéia do BFI (British Film Institute):

O doc faz uma viagem histórica, mostrando as raízes da disco desde os anos 40, quando os swing kids se encontravam em um lugar chamado “La Discothéque”  e dançavam a madrugada a dentro ao som do jazz, tocado pelos negros e odiados pelos nazistas.

Voltando para a NY dos anos 70, esta vivia uma forte crise econômica, e escapar a isto tudo era o que de melhor se poderia fazer.

The Loft é considerada a primeira disco de todas, idealizada por David Mancuso, o doc mostra cenas incríveis do seu interior, pois  estas imagens são super raras.

THE-LOFT

O Loft abriu o caminho para as discos que surgiram depois, para a importância que o DJ teria nisto tudo, pois no começo era apenas uma reunião de pessoas que iam para lá curtir a música, usar drogas, beber, transar, tudo isto livremente.

Logo após, Nicky Sciano abre o Gallery e no doc ele dá um ótimo depoimento falando que o DJ, além de controlar a música, controlava as luzes de todo o espaço, bem como ar-condicionado, podendo tornar o lugar “insanelly Trippy” (altamente viajante).

POSTER2

O termo disco foi utilizado pela primeira vez em uma matéria da revista New York falando sobre o Loft e sobre a New York Disco.

Um dos primeiros hits da disco foi “Soul Makossa” de Manu DiBango, uma música obscura com batida afro e que tornou-se um sucesso nas pistas:

As músicas negras da época eram músicas de protesto e a disco surge como uma nova alternativa a estas canções, a música negra poderia soar diferente de uma música crua, podendo ter um toque de sofisticação. Era uma época difícil para o artista negro sair da “Race Records” que era a parada R&B da época.

As paradas eram dominadas pelo rock, por uma música mais conservadora, branca, a disco fez os artistas negros se tornarem populares, começando pelo som da Filadélfia, com suas orquestrações e suas batidas dançantes. Abaixo uma música que marcou época “TSOP (True Sounds of Philadelphia)” do MFSB featuring Three Degrees:

Outro caso interessante que Nicky Siano conta é que os promotores de gravadoras jogavam discos de artistas de R&B fora e que numa destas situações, ele pegou um disco de Barry White (featuring Love Unlimited Orchestra) e na qual havia a música “Love’s Theme” e ele acreditou nesta música, tornado-a o número um na parada da Billboard.

Mas se a disco music não tocasse nas rádios, não faria o sucesso; músicas que estavam na parada não tocavam nas rádios e isto só mudou quando o mix de “Never can say goodbye” de Gloria Gaynor e mixado por Tom Moulton quebrou este paradigma em 1974:

O doc também mostra algumas das danças obrigatórias nas pistas como o “hustle’, uma dança em dupla com passinhos, palmas, e que se tornou moda no mundo inteiro.

HUSTLE

Outro momento importante é a criação da gravadora Casablanca, de Neil Bogart, casa de artistas como Donna Summer e de músicas como “Love to love you baby”, produzida por Giorgio Moroder e interpretada por Donna que mostrava um orgasmo de uma mulher, algo nunca mostrado na música pop americana antes, com uma mensagem de liberação. Bogart ainda fez Giorgio aumentar a música para 20 minutos (não só para as pistas, mas também para o ato sexual)

O sucesso de seus lançamentos disco foi tanto que a Casablanca chegou a vender mais que as três maiores gravadoras da época juntas.

CASABLANCA

Outro ingrediente para fazer uma banda disco de sucesso era ter um bom produtor, uma maneira barata de fazer um artista acontecer, uma capa atraente, os artistas discos acabavam sendo baratos comparados com os mega astros.

O produtor Eumir Deodato também é citado, seu ritmo, sua brasilidade acabaram trazendo alguns hits para o Kool & the Gang como “Ladie’s Night”:

Também é contada a história do Village People, uma criação de Jacques Morali (já falecido) e sua idéia de misturar vários tipos como o marinheiro, o policial, o leather-man, o índio, o cowboy e criar este super grupo que fez um sucesso arrasador com sucessos como “San Francisco”:

Mas tudo isto acabou se tornando uma fórmula repetitiva, vários artistas acabaram “pulando no vagão” da disco, tudo ficou mecânico e sem emoção. A soul da disco acabou ficando “enbranquedida” e para uma classe aspirante.

VARIADAS

Mostrando como a disco teve seu auge na cultura pop com filmes como “Saturday Night Fever” e clubs como o Studio 54 até a derrocada com a queima de vinis de discos no movimento “Disco Sucks”, o doc mostra o quanto o movimento foi influente na esfera social.

Revolucionária ou apenas uma música para se divertir e fugir da realidade, a disco continua viva, sejam em noites específicas dedicadas ao gênero, influências na música de artistas como Daft Punk, Madonna e mesmo em subgêneros da dance music como a nu-disco e o resgate de sucessos antigos com nova roupagem através do re-edits.

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Today’s Sound: Prince por Arthur Mendes Rocha

Prince é um dos maiores talentos que a música americana já produziu: músico, compositor, performer, arranjador, ele é um legítimo showman.

Até hoje não entendo como Prince não tem a mesma fama de um Michael Jackson por exemplo, já que genialidade é o que não lhe falta.

Prince Rogers Nelson (seu nome completo) iniciou sua paixão pela música em Minnesota, aos sete anos de idade, quando compôs sua primeira canção.

Desde então, ele não parou mais, criando músicas, trilhas, lançando vários discos e se consagrando como um dos grandes entertainers americanos.

Prince chama muita a atenção por sua persona nos palcos: ele se veste de maneira extravagante, com modelitos incríveis, além de dançar de maneira bem sexy, rebolar, pular, gritar e até fazer amor com sua guitarra: sua performance é absurda.

Lembro que nos anos 80, quando ele aparecia com seus modelitos meio barrocos, com muitos brocados, rendas, babados e aqueles acessórios na cabeça, um franjão crespo por cima do olho, ele já chamava a atenção e já se destacava.

Prince lançou seu primeiro álbum, ‘For you”, em 1978. Mas foi somente com o segundo disco, simplesmente chamado “Prince” de 1979, que ele estourou com as músicas “Why You Wanna Treat Me So Bad” e “I Wanna Be Your Lover”, tendo esta última vendido mais de um milhão de cópias e ficado no número UM da parada de soul music:

Logo em seguida, em 1980, ele lança “Dirty Mind”, puxado pela música título e também por ‘Uptown”, que alcançou o quinto lugar na parada soul da Billboard. O disco foi todo gravado no próprio estúdio de Prince e já mostrava canções com forte teor sexual.

Na época, ele acabou abrindo a turnê de outro astro funk: Rick James, bem como fazendo sua primeira aparição no programa Saturday Night Live.

Em 1981, ele lança “Controversy’, cuja música título também se torna um sucesso, fazendo com que ele comece a fazer suas próprias turnês em universidades americanas.

No ano seguinte é a vez de “1999”, álbum duplo que originou a música título, além de mais dois hits: “Little Red Corvette” e ‘Delirious”, tendo o álbum vendido mais de três milhões de cópias e tornando o nome dele conhecido fora dos EUA.

Neste período, a banda que o acompanhava chamava-se Revolution, com destaque para suas musas Wendy e Lisa, que o acompanhariam em vários shows e apresentações.

Além disso, ele também apadrinha artistas como Vanity e seu grupo Vanity 6, além de Apollonia, outra de suas musas (e affairs).

1984 é o ano chave na vida de Prince, pois é aí que estoura mundialmente o álbum e o filme “Purple Rain’, vendendo mais de treze milhões de cópias, além de tornar Prince um ídolo e ainda lhe dar um Oscar de melhor trilha sonora. Nunca esqueço de como Prince foi receber o Oscar, vestido com uma capa de paetês, ele era o ídolo máximo na época:

A trilha rendeu mega hits como “When Doves Cry’, ‘Let’s go Crazy’ e a própria “Purple Rain”.

Era a primeira vez na história da cultura pop que um artista liderava as bilheterias no cinema e tinha um álbum também no primeiro lugar.

Logo após este sucesso todo, ele ainda lança mais dois ótimos álbuns: “Around the World in a Day”, que tinha como um dos sucessos a música “Rasberry Beret’ e seu colorido vídeo:

E depois “Parade”, que tem o seu hit mais conhecido: “Kiss”

Em 1986, ele inicia a turnê mundial ‘Hit n Run – Parade Tour”, mas logo ao término desta resolve dissolver seu grupo Revolution, demitindo Wendy & Lisa e substituindo-as por Bobby Z e Sheila E.

Depois da tentativa de lançar algumas músicas já feitas, ele acaba tendo que optar por lançar o álbum duplo ‘Sign “O” the  Times”, um brilhante trabalho encabeçado pela música título, além de ‘If I Was Your Girlfriend” e “U Got the Look “ (dueto com Sheena Easton). O disco também originou um show-doc que foi exibido nos cinemas e que possuía a energia de um show ao vivo.

Prince tem o seu próprio séquito, sejam seus colaboradores, músicos, estrelas, musas, mas ele exige dedicação e empenho total.

Além disso, Prince compôs músicas para vários artistas que vão desde Chaka Khan (I Feel for You) até Sinead O’Connor (Nothing Compares to You).

O próximo álbum dele seria o ‘Black Album”, álbum onde ele expermentou mais com ritmos como o hip-hop, mas que veio cercado de polêmcia, já que ele lançaria todo com a capa preta e acabou achando que o álbum era meio amaldiçoado, assim ele acabou sendo lançado em edição limitada e virou item de colecionador.

Em 1988, ele lança “Lovesexy”, um disco bem mais alto-astral que o Black álbum, mas que não teve tanto sucesso.

Logo em seguida ele é convidado pelo diretor Tim Burton para fazer a trilha da nova versão de ‘Batman”, que foi um estouro de bilheteria e a trilha atingiu o primeiro lugar em vendagens. O principal single era ‘Batdance”:

Eu cheguei a ver Prince ao vivo em Londres, na turnê Nude tour, desta vez a banda dele era a New Power Generation, sem Sheila E. e Cat, mas ele arrasava no palco com suas coreografias e movimentações, além de uma seleção de sucessos.

Depois da fracassada trilha e do filme “Graffiti Bridge”, ele concentra seus esforços no disco ‘Diamond & Pearls’, lançado no final de 1991 e com os hits ‘Get off’, “Cream”, entre outras:

Em 1993, Prince resolve trocar de nome e assinar como Love symbol (uma mistura dos símbolos sexuais masculino e feminino, conforme abaixo), o que causou muitos problemas em como se referir a ele, sendo assim a gravadora referia-se a ele como: “the artist formely known as Prince” (o artista que era conhecido como Prince) ou apenas ‘the artist’ (o artista).

Em 1995 ele até foi garoto-propaganda da Versace, já que sempre vestiu a etiqueta, além de ser amigo pessoal de Gianni e Donatella.

Depois desta mudança, Prince culpa cada vez mais a gravadora Warner pelas suas fracas vendas e acaba se desligando, depois de cumprir cláusulas contratuais em lançamentos de novos trabalhos.

Em 2000, ele volta a assinar Prince, está de gravadora nova (Arista), mas ele já não consegue emplacar hits como no passado.

Em 2004, ele se apresentou na entrega do Grammy junto com Beyoncé, cantando um medley de seus sucessos e com ótima repercussão:

No mesmo ano, ele lança ‘Musicology’, álbum que chegou a atingir o quinto lugar em vendagens.

Neste meio tempo, ele troca novamente de gravadora e desta vez vai para a Universal.

Em 2007, ele se apresenta no intervalo do Superbowl, um dos maiores eventos esportivos nos EUA e que escolhe a dedo os artistas que convida.

Seu trabalho mais recente é ‘2010”, lançado em 2010. Recentemente, ele esteve no programa de Jimmy Kimmel, conforme abaixo:

Prince é um dos poucos artistas a ter conquistado sete Grammys (e ser indicado mais de trinta vezes), quatro MTV Music Awards, além de vários BET awards (o prêmio da música negra), enfim, ele é um artista mega reconhecido pela sua contribuição inigualável no mundo da música pop.

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Today’s Sound: Pete Burns por Arthur Mendes Rocha

Pete Burns ficou conhecido como o vocalista do Dead or Alive, suas montações e agora também suas inúmeras cirurgias que acabaram por transformá-lo em outra pessoa.

Pete nasceu em 1959, de pai inglês e mãe alemã e esta sentiu desde cedo que seu filho era especial chamando-o de Star Baby.

No início de sua vida adulta, ele já mostrava interesse pela música, trabalhando em lojas de discos como a Probe Records em Liverpool, que virou ponto de encontro dos músicos da época.

Além de chamar muita atenção pelo seu visual com cabelo mega comprido com dreads, muita maquiagem, unhas postiças, tapa-olhos, além de um figurino bem andrógino. Ele afirmava inclusive que Boy George copiou seu estilo.

Em 1977, ele se dá conta que poderia cantar durante ensaios com o grupo Mistery Girls, que na verdade só tocou uma vez, abrindo um show do Sham 69.

Em 1979, ele forma o Nightmares on Wax (não confundir com o grupo de música eletrônica), grupo pós punk gótico que chegou a lançar alguns singles como “Black Leather”:

Depois de muitas trocas entre os membros da banda, em 1980, antes de uma sessão para o programa de John Peel, ele troca o nome da banda para Dead or Alive.

O primeiro single da banda foi em 1982, com “The Stranger”, que atingiu o sétimo lugar na parada de independentes e os fez assinar com a gravadora Epic. Um detalhe interessante é que nesta época fazia parte da banda Wayne Hussey (que foi para o Sisters of Mercy e depois formou o The Mission).

Em 1984 eles lançam o álbum “Sophisticate Boom Boom” que continha a música “That’s the way (I like it)” cover de K.C. & the Sunshine Band e seu primeiro top 40 hit na Inglaterra:

Foi com seu segundo álbum “Youthquake”, produzido por Stock, Aitken e Waterman (que depois produziriam Kylie Minogue, Jason Donovan, Rick Astley, entre outros) que eles alcançaram o sucesso, especialmente devido ao hit “You spin me round (like a Record), primeiro lugar nas paradas inglesas e em vários lugares do mundo:

Seu álbum seguinte “Mad, Bad, Dangerous to know” não teve o mesmo desempenho do anterior, já que não tinha um single forte, assim a música “Brand New Lover” só atingiu o 15º lugar na parada da Billboard:

O álbum ‘Nude” só teve sucesso em mercados como o Japão e Brasil, onde “Come home with me baby” chegou ao primeiro lugar na parada internacional:

Nos anos 90, a carreira do grupo ficou meio estagnada, alguns álbuns e singles de pouco sucesso. Os maiores hits continuavam sendo as coletâneas de sucessos e remixes de músicas antigas.

Pete Burns participou em 2006 do Celebrity Big Brother, reality show de sucesso na TV inglesa, onde ele voltou aos noticiários por suas declarações e por suas cirurgias, que acabaram modificando bastante seu aspecto, já que muitas delas não foram bem sucedidas.

Mesmo assim, ele continua na ativa, fazendo participações em programas na TV inglesa, além de shows (sem o Dead or Alive) como o Hit Factory, que acontecerá em Londres em julho deste ano em homenagem ao produtor Peter Waterman.

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