Bom dia com a paixãozinha da America elétrica, filha de @daniela54321 Posso passar a vida olhando pra essa carinha ❤️Virginia Biddle, atriz e bailarina do Ziegfeld Follies. Hoje no site www.japagirl.com.br/blog/dj-sets/todays-sound-ziegfeld-por-arthur-mendes-rocha/Paixão de lobinho, Tiguelitos ❤️Meu amor Tigre e a roseira roxa. Bom dia, boa semana!
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Today’s Sound: Ney Matogrosso por Arthur Mendes Rocha

Ney Matogrosso é o que podemos chamar de um showman nacional: ele canta muito bem, dança  e tem uma incrível performance no palco.

Ney foi um dos primeiros artistas nacionais a se ‘montar” para um show, já que a banda com a qual ele estourou, ‘Secos e Molhados’, era pura performance teatral.

Ele sempre teve interesse pelo teatro e decidiu primeiro ser ator, mas antes chegou até a trabalhar na Aeronáutica.

Ney é natural de Bela Vista, Mato Grosso do Sul, mas mudou-se em 1966 para o Rio, atrás de melhores oportunidades na área artística.

Ele cantava esporadicamente e até chegou a participar de festivais da canção em sua cidade natal.

Em 1971, ele se muda para São Paulo, que é onde ele conhece João Ricardo, o mentor do grupo Secos e Molhados, que estava a procura de um vocalista para sua banda.

Ney gravou dois discos com o Secos e Molhados, ambos auto-intitulados: o primeiro foi lançado em 1973 e tornou-se um clássico imediato e o segundo de 1974.

Cada aparição de Ney e os Secos eram marcantes: seu visual com a cara pintada de branco e preto, o figurino extravagante, eles eram diferentes de tudo que rolava na época, sua ousadia chegava a chocar a sociedade.

Ney apresentava-se rebolando, com mil trejeitos, a voz fina, sem camisa, sempre com modelitos absurdos, sua figura era única.

O primeiro disco teve alguns sucessos como “Rosa de Hiroshima”, “Sangue Latino’, ‘O Vira” e ‘Patrão nosso de cada dia”, além da icônica capa com as cabeças deles em uma mesa.

Em 2009, tive a oportunidade de entrevistar Ney para o relançamento remasterizado do primeiro álbum dos Secos e Molhados e me impressionei com sua simpatia, clareza, alguém que viveu com intensidade cada momento daquela aventura artística que foram os Secos.

O segundo disco não teve o mesmo êxito do primeiro, mas teve bons momentos como “Flores astrais”

Musicalmente, Os Secos estavam à frente de tudo, eles eram como se o glam rock tivesse desembarcado no Brasil com toda aquela sonoridade e visual adaptados para nosso ambiente tropical.

Em 1974, ele sai do grupo e se lança em carreira solo com o disco ‘Àgua do Céu-Pássaro” , no qual ele mantém muito do visual extravagante dos Secos, com figurino de pelos de animais, colares e pulseiras de dentes e um repertório que misturava vanguarda com sons da natureza.

Neste disco se destacava ‘O homem de Neanderthal” e ‘América do Sul’, que ganhou um clipe no Fantástico, com Ney mega produzido como um guerreiro selvagem, como vemos abaixo:

O disco não teve boa vendagem, por ser considerado extravagante demais.

Em 1976, ele lança “Bandido” e finalmente tem o reconhecimento da crítica, interpretando grandes compositores nacionais como Rita Lee, que dedica á ele “Bandido Corazón’:

O show de lançamento do disco também se chamava “Bandido” e Ney continuava escandalizando todos com seu visual e performance.

Em 1978, ele lança “Feitiço’, álbum que tinha como principal hit “Não existe pecado ao sul do Equador”, tema da novela Pecado Rasgado e com forte influência da disco music. O clipe abaixo é hilário, pois o trapalhão Didi tenta imitar o figurino leather e os trejeitos de Ney:

“Na década de 80, Ney e sua androginia continuam provocando o regime militar vigente no Brasil, mas mesmo assim ele se destaca, lançando vários discos, fazendo shows e emplacando vários hits como:  “Homem com H”, ‘Folia no Matagal”, ‘Pro dia nascer feliz”, “Vereda Tropical”, ‘Seu Tipo’, ‘Por debaixo dos panos” e muitos outros.

Na década de 90, com um visual mais comportado, Ney opta por gravar um repertório mais adulto, regravando clássicos da MPB, dedicando um disco somente com canções de Chico Buarque(‘Um Brasileiro” de 1996).

Ele faz shows pelo Brasil a fora e até mesmo na Europa em festivais como Montreux.

Ney também faz iluminação para shows, tendo feito para  artistas como Cazuza, Chico Buarque, entre outros.

Nos anos 2000, ele continua sua proposta de regravar clássicos da MPB, dedicando dois discos à obra de Cartola e o álbum ‘Batuque” (de 2001), no qual prioriza músicas de Carmem Miranda e cujo show teve figurino assinado por Ocimar Versolato.

Em 2008, toda sua obra é relançada em CD, numa caixa chamada ‘Camaleão’ e Ney volta a se apresentar com figurinos extravagantes, como no início de carreira.

Em 2009, ele participa do filme ‘Luz nas trevas”, uma continuação do clássico do cinema nacional ‘O bandido da luz vermelha’ e neste ano ele participa de outro filme “Gosto de Fel”.

Seu trabalho mais recente é ‘Beijo Bandido’, com regravações e algumas músicas inéditas.

Neste ano está rolando uma exposição com vários figurinos que Ney cedeu ao SENAC: ‘A Cápsula do tempo: identidade e ruptura do vestir de Ney Matogrosso”, que fica em cartaz até dezembro e mostra várias roupas que marcaram a carreira de Ney.

Ney nunca deixou de mostrar ao povo brasileiro toda a naturalidade de um artista que acredita no seu trabalho. Doa a quem doer, ele é um artista autêntico e mostrou, com o passar dos anos, que é muito mais que apenas um artista excêntrico: sua voz e seu talento falam por si só.

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Ray Ban 75: Meet the Legends

Fotos: Bete Miguez

A Ray Ban comemora 75 anos de existência. Para celebrar no Brasil a marca preparou

um livro, uma série de vídeos e eventos.

Veja como foi a festa no espaço Absolut Inn em São Paulo.

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Monstro Belo Monte

O planeta se aquecendo, os pólos degelando, o mundo com olhos grandes para o ainda verde Brasil e Belo Monte sendo construída, a floresta sendo desmatada e os problemas sociais na região se multiplicando.

A construção da destruição.

Contramão das necessidades do século XXI.

Que o Brasil precisa de mais energia para o seu pleno desenvolvimento é uma verdade absoluta, porém, este tamanho de hidrelétrica é símbolo de uma visão de desenvolvimento defasada.

Um engano gigante é afirmar que  energia das hidrelétricas é limpa , porque, além dos desmatamentos, o próprio lago podre gera uma quantidade imensa de gases ultrapoderosos sob o ponto de vista do aquecimento global.

Belo Monte não agrega novas tecnologias, não embica o país para o futuro.

É uma obra de cimento e aço, típica do século que passou.

Além de antiga, Belo Monte  vai operar com um alto nível de ineficiência.

Belo Monte carrega o futuro status da terceira maior hidrelétrica do mundo, ficando atrás de 3 gargantas na China e Itaipu (Brasil-Paraguai).

Teria uma capacidade instalada de 11 mil MW de energia, mas, devido à sazonalidade do rio Xingu, este volume só seria produzido durante quatro meses ao ano.

A energia firme (média anual da energia a ser produzida ) seria de apenas 4,5 mil MW, cerca de 40% de sua potência (em setembro, quando a seca do rio atinge seu auge, a energia produzida não passaria de 1,8 mil MW, por exemplo).

Isso qualifica a hidrelétrica como um dos projetos com menor eficiência energética do mundo.

Longe dos principais mercados consumidores do país, a energia gerada em Belo Monte terá de ser enviada às regiões Sul e Sudeste do Brasil, produzindo enormes perdas.

Para quem servirá esta energia toda?

Principalmente para as mineradoras que enviarão metais para a China.

Este é o maior e trilhardário interesse.

O foco federal e o temor estendido dos ambientalistas é que Belo Monte, abrirá as compotas do projeto chamado “Complexo Tapajós” que pretende construir cinco hidrelétricas no leito do rio paraense, em terras indígenas e com a parceria das vorazes mineradoras.

O Ecocínio já foi iniciado.

Recheada de irregularidades e polêmicas Belo Monte é uma  lenda que começou em 1975.

Em 1988 protestos violentos a fizeram adormecer, porém na década de 90 virou a principal obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo alvo de protestos nacionais e internacionais.

Após vídeo incluindo vários artistas globais, envolvimento do diretor de Avatar James Cameron, Movimento Gota d’Água e Xingu Vivo,  que renderam um milhão de assinaturas, a obra não foi parada.

O governo recebeu o documento e o arquivou, mesmo tendo sido o tema recordista entre as cartas recebidas pelo palácio do Planalto.

Quanto a sua licença, os técnicos do IBAMA vedaram o projeto alegando a falta de conhecimento das conseqüências ambientais e sociais da Usina.

No dia seguinte o presidente do IBAMA assinou a licença apagando o laudo anterior. São incontáveis os presidentes do IBAMA que caíram no decorrer deste processo.

Ao conceder a licença prévia ao empreendimento em fevereiro de 2010, o Ibama definiu 40 e a Funai 26 condicionantes (ajustes no projeto em função de problemas ambientais e sociais não resolvidos) a serem cumpridas pelo poder público e pelos empreendedores antes e depois do leilão.

Até outubro de 2010, nove condicionantes do Ibama não foram realizadas, duas foram realizadas parcialmente e sobre as demais não há informações.

Sobre as condicionantes da Funai, que prevêem ações como demarcação de Terras Indígenas e retirada de não-índios das áreas demarcadas, entre outros, 14 não foram realizadas e duas foram realizadas.

Relocar os ribeirinhos, quilombolas e isolar as comunidades indígenas não são solução digna.

Os verdadeiros defensores das florestas são os povos nativos que, historicamente, já foram bastante massacrados.

Atualmente, o Brasil está numa situação constrangedora perante a ONU por conta da RPU (Revisão Periódica Universal), que alega uma série de violações dos Direitos Humanos em Belo Monte.

Outras violações seguem rio abaixo.

Índio é contido pela tropa de choque da polícia durante reintegração de posse na comunidade Lagoa Azul 2, localizada na altura do km 11 da rodovia AM-010 (Manaus-Itacoatiara), no Amazonas.

O orçamento de Belo Monte estava estimado em R$ 16 bilhões e o custo do canteiro de obras era o equivalente a 4% desse montante (R$ 640 milhões).

Por um erro básico de calculo o canteiro subiu para espantosos R$ 2,85 bilhões.

Ou seja, o valor inicial para construção do canteiro de obras aumentou mais de quatro vezes.

Comparativamente, é como se uma casa com custo de construção de R$ 64 mil passasse para R$ 285 mil sem se alterar o projeto.

Quem paga as contas astronômicas somos nós.

Este é o péssimo comecinho da obra bilionária.

O Consórcio Construtor Belo Monte Norte Energia, ainda não pagou à prefeitura de Altamira o Imposto Sobre Serviço (ISS) das obras da usina – e, segundo a administração pública da cidade, não quer pagar.

Outro desrespeito gerou a greve dos trabalhadores da Usina, em novembro de 2011, alegando questões como qualidade da comida, do intervalo entre as folgas para visitar suas famílias e baixos salários (R$ 900) no alto custo da cidade, que fica cada dia mais cara.

Os aluguéis triplicaram e o kilo do feijão já chega em R$ 6,00.

A Norte Energia, consórcio encarregado da obra, resolveu o conflito de forma prática.

Demissão em massa dos grevistas.

Vale dizer que por falta de cuidados com os trabalhadores, um funcionário morreu com a queda de uma árvore.

Birra da Floresta.

As maiores questões ambientais de Belo Monte, bem resumidamente pode-se dizer:

  • Inundação constante, hoje sazonal, dos igarapés Altamira e Ambé, que cortam a cidade de Altamira, e parte da área rural de Vitória do Xingu. Alagando as raízes a remanescência da floresta, apodrecendo a água, matando milhares de espécies.
  • A pesca fica comprometida, tanto pela qualidade das águas, como pelo espaçamento dos peixes, dificultando a caça de subsistência dos indígenas e ribeirinhos.
  • Redução da vazão da água do rio na Volta Grande do Xingu e interrupção do transporte fluvial até o Rio Bacajá, único acesso para comunidades ribeirinhas e indígenas.
  • Remanejamento de mais de 20 mil famílias de moradores da periferia de Altamira e da área rural de Vitória do Xingu, e de impacto em cerca de 350 famílias ribeirinhas que vivem em reservas extrativistas.
  • Alteração do regime do rio sobre os meios biótico e socioeconômico, com redução do fluxo da água.

Os impactos sociais também são alarmantes:

Há poucos meses, Altamira era uma cidade de 100 mil habitantes entre o rio Xingu e a Transamazônica, com apenas um semáforo, 17 mil carros e um monte de problemas.

Em menos de um ano, ganhou faróis inteligentes, guardas de trânsito, helicóptero, tráfego caótico de 30 mil veículos, 45 mil novos moradores e outro monte de problemas.

Na cidade, a vida segue sem saneamento básico, a educação é precária, água limpa é para poucos, o sistema de saúde funciona mal para todos… Há um descompasso notório entre o ritmo da construção da usina e a lentidão em atender às demandas urbanas.

O lixo, o tráfico de drogas e a prostituição aumentados em abundância é sinal antropológico de uma cidade inflando sem responsabilidade e planejamento.

O professor doutor em ecologia, Hermes Fonsêca Medeiros, defende que a obra geraria milhares de empregos, mas, ao final dela, restariam apenas 900 postos de trabalho, o que levaria a população que se instalou na região ao envolvimento com o desmatamento e tráfico de animais, pois não há vocações econômicas desenvolvidas na região.

A hidrelétrica irá, segundo ele, atingirá 30 terras indígenas e 12 unidades de conservação.


Esta demanda de desenvolvimento, geração de empregos e atração de investimentos para a região confronta com o já existente estilo de vida viável e sustentável dos habitantes da região, baseado em sistemas agroflorestais e na exploração parcimoniosa de recursos naturais.

O ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócio da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues, defende que o Brasil desperdiça, anualmente, o equivalente a três usinas de Belo Monte ao não utilizar o bagaço e a palha da cana-de-açúcar.

Um exemplo de desenvolvimento possível foi dado em maio deste ano na Alemanha, que bateu o recorde mundial de 22 gigawatts de energia solar por hora.

Os subsídios governamentais para energia renovável ajudaram este país a se tornar líder mundial, somando 20% da energia do país  fotovoltaica.

A Alemanha pretende diminuir suas emissões de gases de efeito estufa em 40%, em relação aos níveis de 1990 até 2020.

Olhem para o céu.

Vamos pegar os recursos de cima (vento, sol, resíduos orgânicos) e não para baixo (água, petróleo, carvão).

Imagine estes  R$ 16 ou talvez 30 bilhões,  investidos em Belo Monte, revertidos em manutenção da rede elétrica, pequenas usinas hidrelétricas, energia eólica no escasso sertão nordestino, energia solar em grande escala, biomassa…idéias e soluções existem e precisam de investimento.

Os interesses dos senhores feudais do nosso país que impedem um crescimento sustentável e contemporâneo.

Como ajudar:

http://xinguvivo.org.br

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