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Posts Tagged ‘brasil’

Heavy Metal Lover






- Vestido tomara que caia de tachas cobre: Coca-Cola Clothing

- Jaqueta fake leather: D’Arouche

- Sapato de franjas: Alexandre Herchcovitch

- Anel: King 55

- Brinco de correntes: Morena Rosa


Créditos:

Foto: Droo Droo

Styling: Japa Girl


Produção de moda: Mari Leone


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TODAY’S SOUND: CASABLANCA POR ARTHUR MENDES ROCHA

Novo mês, novos posts, desta vez o tema do mês serão filmes nos quais a música tem papel fundamental. Podem ser musicais, óperas, dramas, romances, documentários, não importa. Como a Japa está indo para o Marrocos, vamos começar pelo clássico “Casablanca”.



Muito já foi dito sobre este filme que venceu o Oscar de 1942 e que foi uma surpresa, pois ninguém envolvido nesta “problemática” produção esperava por isso. As filmagens tiveram troca de roteiristas, de ator (o papel de Rick foi escrito para George Raft e não para Humphrey Bogart), estouro de orçamento, atraso nas filmagens, enfim aconteceu de tudo.



A trilha do filme ficou muito tempo indisponível do grande público, somente alguns trechos em coletâneas (como da foto acima), até que a Rhino (selo distribuído pela Warner e famoso por recuperar raridades) lançou em 2003 a trilha completa em CD, incluindo os diálogos do filme, bem como a versão completa de “As time goes by” (no filme é utilizado apenas um trecho).



O mais interessante é que, a frase mais famosa do filme “Play it again, Sam”, jamais é dita no filme, basta ver nas cenas abaixo, na qual Bergman diz: ¨Play it Sam’



e Bogart diz “Play it!”



A canção “As time goes by” já havia sido composta por Herman Hupfeld, em 1931, para um musical da Broadway, mas os produtores optaram por utilizá-la no filme.  O compositor da trilha do filme, Max Steiner (famoso pela trilha de “E o Vento Levou’ e “King Kong”, entre outras) teve então de compor a trilha baseado neste tema. No filme, a canção é cantada por Dooley Wilson, mas não é ele ao piano e sim Elliot Carpenter. Quando a canção ia ser gravada no estúdio, houve uma greve de músicos e foi lançada uma versão já gravada por Rudy Vallee (que foi primeiro lugar nas paradas) e não a que é interpretada no filme.

Outra cena célebre é a do “duelo dos hinos”, quando os alemães cantam um hino alemão e os franceses os enfrentam com o hino francês (‘La Marseillaise”) (também presente na trilha). A idéia era utilizar um hino nazista na cena deste “duelo’, mas havia problemas com direitos e por causa da guerra, optou-se pelo uso de um trecho de um hino patriótico alemão (‘Die Wacht am Rhein”).



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TODAY’S SOUND: PUNK BRASIL PARTE 2 POR ARTHUR MENDES ROCHA

Hoje, a continuação sobre o início do punk no Brasil, desta vez falando das outras capitais além de São Paulo (que postamos sexta).

Brasília também teve uma cena punk bem ativa, pois os filhos de diplomatas tinham acesso mais rápido aos discos de punk que saiam no exterior. Assim, eles se reuniam na Colina (conjunto habitacional localizado perto da Universidade de Brasília) para trocar idéias e ouvirem estas músicas que acabaram influenciando esta turma a montarem suas bandas, tais como Aborto Elétrico (que mais tarde daria origem ao Legião Urbana e Capital Inicial), Detrito Federal, Escola de Escândalos, Diamante Cor de rosa. Existe um bom livro sobre este início que é o Diário da Turma:


O Aborto Elétrico era formado por Andre Petrorius (já falecido, filho de um diplomata sul-africano, na guitarra), Renato Manfredini (que mais tarde seria conhecido como Renato Russo, no baixo) e Fê Lemos (do Capital Inicial, na bateria). Várias músicas do Aborto Elétrico acabaram virando sucessos com estas bandas (como ‘Que país é esse”por exemplo), mas várias nem chegaram a ser gravadas. Inclusive o Capital Inicial gravou várias delas no seu tributo ao Aborto Elétrico para a MTV.


A banda pioneira punk do Rio de Janeiro é o Coquetel Molotov, em 1981, formada por skatistas e que nunca chegou a gravar ou lançar disco. Em 1983, foi realizado o primeiro fesival punk no Circo Voador com bandas paulistas e cariocas como Coquetel Molotov, Eutanásia e Descarga Suburbana. As bandas cariocas costumavam tocar no Dancin (no Méier) e se reuniam na Cinelândia.


Vale a pena ver este vídeo, com o áudio de uma entrevista dos integrantes de algumas bandas punks cariocas da época e a tendência da imprensa nacional em rotulá-los e evitarem os assuntos políticos (lembrando que o país vivia a ditadura militar) e também foi logo após uma matéria do Fantástico denegrindo os punks:

No início e meados dos anos 80, nas demais capitais do Brasil, o punk também teve suas bandas de destaque: Replicantes, Pupilas Dilatadas, Atraque, Justa Causa, no Rio Grande do Sul; Camisa de Vênus na Bahia, Força Desarmada em Minas Gerais, entre outras.

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