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Posts Tagged ‘California’

TODAY’S SOUND: LES BAXTER POR ARTHUR MENDES ROCHA

Les Baxter foi um instrumentista americano responsável pela popularidade que a música Exotica teve ao redor do mundo, com sua melodia ele criou um mundo exótico e misterioso cheio de mágica e sensualidade.



Desde cedo, Les mostrou atração pela música, estudando piano e instrumentos de sopros. Na sua juventude ele vai para a Califórnia, onde na época o som era dominado pelas big bands, as grandes orquestras da época com todos os tipos de instrumentos e que animavam os bailes. Les passa a ter contato com vários músicos de jazz no momento em que começa a fazer parte das big bands.

Ele tem sua grande chance como arranjador no final dos anos 40, quando o compositor da Broadway, Harry Revel, o chama como assistente e eles gravam o álbum “Music out of the moon”, pela gravadora Capitol, considerado uma obra-prima da música futurista e que utilizava o instrumento theramin (um dos primeiros instrumentos eletrônicos).



Les é chamado pela gravadora para trabalhar com o cantor Nat King Cole (foi Les que conduziu o arranjo de Nelson Riddle para o hit “Monalisa”) e também com Yma Sumac (com a qual gra-va ‘Voice of the Xtabay” e de quem falaremos nesta semana).

No início dos anos 50, tudo o que Les toca acaba virando sucesso, ele lança vários hits como “Unchained Melody” e “The poor people of Paris”, entre outros, mas nada era composto realmente por ele.

Em 1951, a Capitol lhe dá sinal verde para lançar um álbum original, com composições próprias e assim ele lança em 1952 o álbum considerado o pioneiro do gênero Exotica: “Le Sacre Du Sauvage”(The Ritual of the savage)



O álbum é um sucesso, com uma temática africana, mistura arranjos clássicos (influenciados pelo seu ídolo Stravinsky) com uma levada mais latina e ritmos tribais e contém o clássico “Quiet Village” (regravado mais tarde por Martin Denny) que imediatamente nos transporta para um mundo onde imaginamos paisagens exóticas:


A partir daí, Les passa a ter o seu estilo mais definido pelo seu som exótico, lounge, com arranjos orquestrais e utilização de instrumentos como conga e bongos eque influencia toda uma nova geração de músicos.

Ele lança vários álbuns, mas dentro do estilo Exotica pode-se destacar “Tamboo’ (1956) como a música “Simba”:




Bem como “African Jazz” e “Jungle Jazz” (ambos de 1959) e também a trilha do filme “The Sacred Idol” (1960).

Les também fez trilhas para o cinema (como já falamos aqui) e tem até uma estrela na calçada da fama em Hollywood. Lançou muitos álbuns e seu trabalho é constantemente regravado e sampleado por bandas como Beastie Boys e Thievery Corporation. Ele chegou a vir ao Brasil e até lançou um álbum chamado “Brazil now” em 1966. Seu legado cultural é fundamental para os apreciadores da música Exotica.
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Today’s Sound: The Dickies por Arthur Mendes Rocha

Hoje falaremos sobre uma das primeiras bandas punks a surgirem em Los Angeles: os Dickies.


The Dickies surgiu na Califórnia em 1977 e foram a primeira banda punk americana a aparecer na tv aberta dos EUA e também a primeira a gravar por uma grande gravadora. A formação original era: Leonard Graves Phillips (voz), Stan Lee (guitarra), Chuck Wagon (teclados/sax/guitarra), Billy Club (baixo), Karlos Kaballero (bateria).  O primeiro single da banda foi um cover de “Paranoid” do Black Sabbath.

Seu primeiro disco com a A&M Records foi lançado em 1979 e chamava-se “The Incredible Shrinking Dickies”. O mais incrível é que a gravadora lhes deu liberdade artística total (coisa bem rara de acontecer, ainda mais para uma banda jovem punk). Inclusive permitiram que eles lançassem um single vestidos como membros da Klu Klux Klan (conforme foto abaixo):


O som dos Dickies é super bem-humorado, um mix de punk hardcore de L.A. com Ramones, com forte influência de filmes trash e cultura pop. Para se ter uma idéia, um dos principais hits do Dickies foi o cover da música tema do seriado “Banana Splits’ (que recentemente foi trilha do filme “Kick Ass”)

A música foi top 5 na Inglaterra e permitiu que a banda gravasse o segundo disco “Dawn of the Dickies” com sucessos como “Attack of the mole man” e a versão cover de ‘Nights in White Satin” (dos Moody Blues)

Esta sua ligação com o pop, fazia com que as outras bandas torcessem o nariz para eles, mas a banda sempre acreditou que mesmo tocando rápido, suas músicas eram melódicas: Éramos músicos pop disfarçados de punk rockers”, declarou o vocalista Leonard Phillips e “que o punk rock hoje em dia acabou tornando-se parte da indústria, uma espécie de fórmula”, completa ele.


Mesmo com algumas baixas na banda (Chuck Wagon cometeu suicídio, Karlos Kaballero morreu de enfarte) e problemas com drogas, a banda continuou na ativa com novos integrantes. Nos anos 80, eles lançaram poucas coisas, mas voltaram com um bom disco em 1995, “Idjit Savant”. Os Dickies permanece sendo uma das bandas punk de maior duração, pois continuam a fazer shows até hoje e devem tocar no Brasil ainda este ano.

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Today’s Sound: Circle Jerks por Arthur Mendes Rocha

Finalizando os posts sobre punk californiano, hoje falaremos do Circle Jerks.

The  Circle Jerks foi formado pelo ex-vocalista do Black Flag, Keith Morris, mais o guitarrista Greg Hetson, o baixista Roger Rogerson e o baterista Lucky Lehrer,em 1979. Segundo Morris, ele formou o Circle Jerks por não aguentar mais ouvir ordens e para ter mais liberdade criativa, fazendo um som mais rápido (as músicas da banda tem a duração de um pouco mais de um minuto), bem humorado e com muitas referências ao sexo (o nome da banda tem a tradução de “círculo de punheteiros”). Uma combinação da rebeldia dos Sex Pistols e Ramones com a atitude agressiva dos skatistas e surfistas de Hermosa Beach, L.A., Califórnia, lugar de origem da banda.


O primeiro disco dos Circle Jerks foi lançado em 1980 e chamava-se “Group Sex”, como o próprio nome já diz, com forte temática de sexo entre adolescentes e referências políticas.


No mesmo ano eles apareceram no filme “Decline of Western Civilization” (que já falamos por aqui), tocando músicas do disco ao vivo. No próximo álbum, “Wild in the streets”, a banda assina com o selo IRS, mas fica um bom tempo sem gravar depois que a subsidiária da gravadora encerra suas operações. Além disso, a banda tem mudanças na sua formação: saem Rogerson e Lehrer e entram Zander Schloss e Keith Clark.



A banda é uma das responsáveis pela popularidade do hardcore; em 1984, eles participam na trilha sonora e tocando no filme “Repo Man” (um dos filmes-cult dos punks, dirigido por Alex Cox) a música “When the shit hits the fan”.



Depois de mais mudanças na banda, eles resolvem dar uma parada nos anos 90, até voltarem em 1995 com um novo álbum (“Oddities, Abnormalities and Curiosities) e desta vez por uma grande gravadora (a Mercury). Mas a banda ainda enfrentaria problemas de saúde de Morris (com diabetes) até voltar nos anos 2000 para turnê que incluiu o Brasil.

A banda também participou do filme/documentário “American Hardcore” que conta um pouco da história destas bandas que falamos.

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