Orquídea Catleya escândalo #9, abrindo pela primeira vez na Cerejeira. Bom dia! #orquídea #catleya #orchidsDiana Vreeland's portrait by Cecil Beaton.
"You gotta have style. It helps you get down the stairs. It helps you get up in the morning. It's a way of life...I'm not talking about lots of clothes."
Hoje no www.japagirl.com.br/blog/dj-setsAnna Pavlova and her pet swan Jack, 1905Mini-orquídeas abrindo em homenagem a Minha Avó.Minha Tucki era amiga da gatinha Pantufa e adorava quando ela vinha visitar.Cherry blossoms blessings! Boa segunda, boa semana!Hoje faz uma semana que a minha princesa Tucki se foi e só agora consigo falar sobre a minha perda. A perda da minha Filha, da cachorra perfeita, a perda de um pedaço do meu coração, da minha companheira, da minha amiga sempre tão carinhosa. Obrigada Tutu, por ter sido parte da minha vida nesses anos. Vc está fazendo muita falta, pro Papai, pra Mamãe e pro Tigre, que está doente sem vc e nem sabe mais quem ele é, sem a sua presença. Descanse em paz, minha filha, meu amorzinho.Orquídeas Cymbidium abrindo! #orchids #cymbidiumIcy mermaids talkingLição de caligrafia #50
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TODAY’S SOUND: SONS OF ANARCHY POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nunca uma série foi tão a fundo no mundo de uma gangue de motoqueiros que faz suas próprias leis como “Sons of Anarchy”.

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A série foi criada por Kurt Sutter, que já havia conquistado a crítica com o drama policial ‘The Shield”, e que reuniu um ótimo elenco para contar o que acontece com os motoqueiros que habitam a fictícia cidade de Charming, na Califórnia.

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“Sons of Anarchy’ estreou no canal a cabo FX em setembro de 2008 e hoje, já em sua sexta temporada, é a série mais assistida deste canal, sendo que o episódio de estréia da última temporada bateu todos os recordes, com mais de quinze milhões de telespectadores.

Confesso que a série me pegou já nos primeiros episódios, com uma influência shakespeariana, especialmente de Hamlet, já que o personagem principal, Jax Teller, está sempre questionando se deve seguir os ensinamentos do pai e luta pelo poder dentro do clube.

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O pai de Jaxx, John Teller, nunca aparece em cena, ele já faleceu, mas sabemos que ele deixou um diário contando tudo que ele achava das novas ações do clube, que havia ficado muito violento em sua opinião.

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Jax é vivido por Charlie Hunnam, que já havia feito o seriado inglês ‘Queer as folk”, e que vem despontando como um dos novos talentos do cinema; ele será o protagonista de um dos mais esperados filmes do verão americano,“Pacific Rim” de Gulhermo Del Toro.

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Outro colaborador de Del Toro também está num dos papéis principais do seriado, ele é Ron Perlman, mais conhecido como o Hellboy (dos dois filmes da franquia) e que aqui vive Clay, o padrasto de Jaxx.

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Agora, a grande sensação da série é Katey Sagal, a esposa de Sutter e para quem ele criou especialmente o papel de Gemma, a mãe de Jax e responsável pelas melhores cenas e diálogos de “Sons of Anarchy”.

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Ela chegou a ganhar o Globo de Ouro de melhor atriz dramática pelo papel e antes era conhecida na TV por papéis bem mais amenos, como a mãe de ‘Married with children”.

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Gemma tenta dominar a tudo e a todos para proteger sua família e o clube e não mede esforços para atingir seus objetivos, ela é a própria Lady Macbeth.

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Jax vai namorar Tara (Maggie Siff), sua antiga paixão de adolescência, mas seu relacionamento é complicado pelos compromissos dele com o clube e dela como médica.

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Ele estará sempre no dilema de se entregar para o clube ou se dedicar á família, mas ele sente que se abandonar o clube, este será dominado por Clay e suas ações radicais, fugindo do que o pai imaginava para os “Sons”.

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Um dos pontos principais do seriado é justamente esta ambigüidade moral, afinal os “Sons” são fora da lei, eles traficam armas, drogas, se metem com pornografia e cometem crime, mas estamos sempre torcendo por eles, afinal eles são os “heróis” da série.

Na primeira temporada, o clube é presidido por Clay, submetendo as decisões mais importantes à aprovação dos membros do clube, da diretoria que se reúne em uma mesa para decidir os rumos que irão tomar.

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A série mostra bem a luta entre as gangues locais pelo poder na cidade, assim os Sons enfrentam seus rivais ou acabam tendo algum tipo de aliança que beneficiará ambos os lados.

Há várias gangues presentes em “Sons of Anarchy” como os Mayans (os latinos), Grim Bastards (afro-americanos), Devil’s Tribe (que controlam a prostituição), Calaveras (hispânicos, depois incorporados pelos Mayans), bem como gangues de rua, gangues da prisão, além dos sindicatos criminais como os Cacuzza (italianos), Lin Triad (chineses), a Máfia Russa, os Lobos Sonora (cartel mexicano) e até o Real IRA (de irlandeses).

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Mas para tudo que os Sons decidem, sempre há uma tentativa de consenso, porém, acabam que utilizam métodos violentos para conseguirem seus objetivos.

Os Sons procuram resolver todos os problemas de Charming, a cidade os respeita por afastarem o tráfico de drogas, eles até tem o xerife local, Wayne (Dayton Callie) como aliado, já que este reconhece que é melhor ter o apoio deles do que ser contra o clube.

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Até mesmo o prefeito acaba recorrendo a eles em alguns casos, como quando sua filha é estuprada por uma gangue local.

Cada episódio de SOA é recheado de muita ação, emoção, perseguições, tiroteios, sequestros, traições, enfim, acontece de tudo em Charming.

Os Sons também se auto-referem como SAMCRO (Sons of Anarchy Motorcycle Club Redwood Originals) e tem todo um código de conduta, que inclui uma sede própria (onde a estória se desenrola) ao lado de uma oficina de motos (onde a maioria trabalha). Abaixo um making of falando das motos que cada um pilota:

Eles têm uma vestimenta específica com coletes de couro, a insígnia com a posição de cada um dentro da hierarquia do clube, bem como as tatuagens, onde cada uma tem um significado, como vemos abaixo:

Também fazem parte importante do clube: Tig (Kim Coates), que apóia as decisões de Clay, Bobby (Mark Boone), um dos mais pacíficos membros, Chibs (Tommy Flanagan), o irlandês do grupo, Opie (Ryan Hurst), o melhor amigo de Jaxx, Piney (William Lucking), que ajudou a fundar os SOA, entre outros.

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Até Sutter tem um papel fixo como Otto, membro do clube que é preso e que sabe segredos dos Sons.

A trilha só poderia ser muito rock n’roll, a começar pela música de abertura, “This life” de Curtis Rigers & The Forest Rangers:

Vários atores já fizeram participações especiais na série, incluindo Drea de Matteo (de “The Sopranos” e que volta nesta temporada), Mitch Pileggi (de “Arquivo X”), Dany Trejo (de “Machete” e que vem aí em “Machete Kills”), Henry Rollins, Ashley Tisdale, Harrold Perineau (de ‘Lost”), David Hasselhoff (de ‘Bayswatch”), Jimmy Smits (de ‘NYPD Blue’ que também volta nesta temporada), além de muitos outros.

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Na nova temporada, que inicia em setembro, irão surgir novos personagens como a promotora Tyne (vivida pela atriz CCH Pounder, de “The Shield”) e a madame Colette (Kim Dickens, de “Deadwood”).

No ano que vem, a série deve terminar, resta agora saber o que aconteceu antes, quando o clube foi fundado, motivo para uma ‘prequel’, quem sabe num futuro próximo…

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Today’s Sound: Antony Hegarty por Arthur Mendes Rocha

Antony & The Johnsons é a banda liderada por Antony Hegarty e seus vocais agudos, melódicos, de uma beleza estranha, quase como um lamento, tornando-os uma das bandas mais interessantes da cena atual.

Antony nasceu na Inglaterra, mas foi criado na Califórnia e mais tarde mudou-se para NY, onde suas ambições artísticas e sexualidade seriam melhores compreendidas.

Ele sempre teve uma sexualidade ambígua, já que se apaixonara desde cedo pela imagem de Boy George no auge de sua fase andrógina no Culture Club.

Antony começou a despontar com os Blacklips, uma banda de cabaret que se apresentava em lugares pequenos e na qual ele vestia-se num misto de Isabella Rosselini em “Blue Velvet” e a imagem da capa do single “Torch” do Soft Cell, como vemos abaixo:

Logo em seguida, ele forma o Antony and The Johnsons, banda que começa a ser notada por um pequeno selo, Durtro, que lança seu primeiro álbum em 1998 intitulado apenas ‘Antony and the Johnsons”.

O single do álbum era “Cripple and the Starfish”:

O álbum passou meio despercebido, sendo relançado quando a banda começou a fazer sucesso.

Em 2001, eles lançam um EP, ‘I Fell in Love with a Dead Boy”, que continha uma versão de “Mysteries of Love” de Angelo Badalamenti e David Lynch (e que fazia parte da trilha de “Twin Peaks”):

Este EP foi apresentado à Lou Reed, que caiu de amores pelos vocais de Antony e o convidou a participar de seus discos ‘The Raven” e ‘Animal Serenade”, além de excursionar com ele em 2003. Abaixo eles cantam juntos no programa de Jools Holand:

Depois de lançarem mais alguns EPs, a banda lança em 2005 seu segundo álbum “I am a Bird Now”, disco este responsável pelo seu estouro mundial e pela conquista do prêmio Mercury, prestigiado prêmio inglês para artistas iniciantes. A capa era uma foto da drag Candy Darling, estrela da Factory e dos filmes de Andy Warhol, em sua cama.

Um dos destaques do álbum era “Hope There’s Someone”:

O álbum teve participação dos ídolos de adolescência de Antony como Lou Reed e Boy George (com o qual canta abaixo ‘You are my Sister”), além de Devandra Banhart e Rufus Wainwright.

Neste meio tempo, ele ainda apareceu no filme de Steve Buscemi ,“Animal Factory”, como um presidiário andrógino e também cantando no começo do filme franco/belga “Lado Selvagem”:

Nos anos seguintes, Antony excursionou pelo mundo com shows , além de participar do disco “Volta” de Bjork e do documentário “I’m your Man’ sobre Leonard Cohen.

Além disso, ele participou do documentário de Charles Atlas, “Turning”, no qual treze mulheres dão depoimento durante um concerto de Antony and the Johnsons. O filme foi muito bem recebido pela crítica especializada.

Em 2008, ele participa como vocalista convidado no hit das pistas “Blind’, do grupo Hercules & The love affair”. Abaixo ele interpretando a música (com o Hercules) no festival Meltdown neste ano:

Em 2009, eles lançam seu novo trabalho, “The Crying Light”, atingindo o primeiro lugar de discos independentes europeus e falando sobre natureza, morte, futuro, paisagens e amor. Um dos singles de destaque era “Epilepsy is Dancing”:

Numa das apresentações deste novo álbum, Antony fez um concerto com a Manchester Camerata no Manchester Opera House, transformando o hall do teatro em uma caverna de cristais com a concepção artística de Chris Levine.

Esta apresentação aconteceu também em salas de concertos em Roma, Paris, Lyon e até no Festival de Jazz de Montreux, sendo que seu figurino era assinado por Ricardo Tisci, estilista da Givenchy.

Uma das características da personalidade de Antony é seu engajamento em causas ecológicas e a defesa de que o mundo não deve ser governado apenas pelos homens e sim pelas mulheres, já que a humanidade até agora só fez foi prejudicar o planeta.

Além disso ele também culpa as religiões patriarcais pelo colapso da relação de sustentabilidade entre a humanidade e a terra.

Portanto, suas letras vêm carregadas destes sentimentos de mudança, além de poesia e influências líricas.

Em 2010, ele lança mais um EP, desta vez com covers de Dylan, ‘Pressing On”, e Lennon, “Imagine”.

Também em 2010, ele lança o álbum “Swanlights”, acompanhado do lançamento do livro do mesmo nome mostrando os dotes artísticos de Antony, com desenhos, pinturas, colagens e fotografias.

Um dos destaques do novo disco era “Thank you for your Love”:

Em janeiro deste ano, Antony e o MOMA (Museum of Modern Art) se uniram para uma performance esgotada de “Swanlights” no Radio City Music Hall de NY.

Em julho ele faz a curadoria do festival Meltdown, com performances e apresentações de artistas como Elizabeth Fraser (Cocteau Twins), Diamanda Galás, Laurie Anderson, entre outros.

Em Agosto de 2012, ele lança o álbum ao vivo “Cut the World”, uma espécie de retrospectiva sinfônica do grupo acompanhado pela Danish National Chamber Orchestra.

A faixa ‘Cut the World’ foi escrita especialmente para a produção de Bob Wilson, “The Life and Death of Marina Abramovic” e o vídeo  tem a participação da própria Abramovic, além do ator americano Willem Dafoe e da atriz alemã Carice Van Houten, como vemos abaixo:

Abaixo uma foto dele e o elenco desta produção cumprimentando a Rainha Beatrix:

Antony com seu visual privilegiando o preto, geralmente com seus cabelos compridos e bem escuros é uma persona única na música da atualidade e cada trabalho seu é sempre revigorante e surpreendente.


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TODAY’S SOUND: LES BAXTER POR ARTHUR MENDES ROCHA

Les Baxter foi um instrumentista americano responsável pela popularidade que a música Exotica teve ao redor do mundo, com sua melodia ele criou um mundo exótico e misterioso cheio de mágica e sensualidade.



Desde cedo, Les mostrou atração pela música, estudando piano e instrumentos de sopros. Na sua juventude ele vai para a Califórnia, onde na época o som era dominado pelas big bands, as grandes orquestras da época com todos os tipos de instrumentos e que animavam os bailes. Les passa a ter contato com vários músicos de jazz no momento em que começa a fazer parte das big bands.

Ele tem sua grande chance como arranjador no final dos anos 40, quando o compositor da Broadway, Harry Revel, o chama como assistente e eles gravam o álbum “Music out of the moon”, pela gravadora Capitol, considerado uma obra-prima da música futurista e que utilizava o instrumento theramin (um dos primeiros instrumentos eletrônicos).



Les é chamado pela gravadora para trabalhar com o cantor Nat King Cole (foi Les que conduziu o arranjo de Nelson Riddle para o hit “Monalisa”) e também com Yma Sumac (com a qual gra-va ‘Voice of the Xtabay” e de quem falaremos nesta semana).

No início dos anos 50, tudo o que Les toca acaba virando sucesso, ele lança vários hits como “Unchained Melody” e “The poor people of Paris”, entre outros, mas nada era composto realmente por ele.

Em 1951, a Capitol lhe dá sinal verde para lançar um álbum original, com composições próprias e assim ele lança em 1952 o álbum considerado o pioneiro do gênero Exotica: “Le Sacre Du Sauvage”(The Ritual of the savage)



O álbum é um sucesso, com uma temática africana, mistura arranjos clássicos (influenciados pelo seu ídolo Stravinsky) com uma levada mais latina e ritmos tribais e contém o clássico “Quiet Village” (regravado mais tarde por Martin Denny) que imediatamente nos transporta para um mundo onde imaginamos paisagens exóticas:


A partir daí, Les passa a ter o seu estilo mais definido pelo seu som exótico, lounge, com arranjos orquestrais e utilização de instrumentos como conga e bongos eque influencia toda uma nova geração de músicos.

Ele lança vários álbuns, mas dentro do estilo Exotica pode-se destacar “Tamboo’ (1956) como a música “Simba”:




Bem como “African Jazz” e “Jungle Jazz” (ambos de 1959) e também a trilha do filme “The Sacred Idol” (1960).

Les também fez trilhas para o cinema (como já falamos aqui) e tem até uma estrela na calçada da fama em Hollywood. Lançou muitos álbuns e seu trabalho é constantemente regravado e sampleado por bandas como Beastie Boys e Thievery Corporation. Ele chegou a vir ao Brasil e até lançou um álbum chamado “Brazil now” em 1966. Seu legado cultural é fundamental para os apreciadores da música Exotica.
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