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Chanel – Japa Girl












































































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TODAY’S SOUND: EXPO “SO FAR SO GOUDE” POR ARTHUR MENDES ROCHA

Jean-Paul Goude é um dos maiores artistas gráficos que existe; o cara é um gênio e é mais que merecido ele ter uma exposição toda feita em sua homenagem: “So Far So Goude’.

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Goude se denomina um artista na essência, alguém que se inspira por movimentos, por revistas, cinema, arte, cultura pop, tribos exóticas; enfim, tudo é material para sua criatividade sem limites.

Designer, fotógrafo, diretor, ilustrador, Goude reúne todas e outras funções e mais um pouco, ele é multimídia mesmo antes do termo existir.

Jean Paul Goude

Jean Paul Goude

Tendo desde a infância demonstrado interesse pelo desconhecido, pelas coisas que o instigavam, que despertavam sua curiosidade, o seu inconsciente.

Ele é o rei das imagens manipuladas, ele transforma imagens em novas percepções, usando e abusando de referências, tendo conquistado desde o mundo do show business como a publicidade e a moda.

As imagens criadas por ele são fundamentais na cultura pop, seja todo o visual de Grace Jones nos anos 70 e 80, até imagens mais recentes, como a capa da revista Paper que ele fez com Kim Kardashian (inspirada por uma antiga imagem clicada por ele próprio) e que quase ‘quebra’ a internet quando publicada em 2014 (com mais de 15 milhões de acessos num dia) e que gerou inúmeros memes.

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Goude foi marido de Grace Jones, hoje eles estão separados e possuem um filho juntos, Paulo, mas foi o seu toque que deu a Grace toda uma modernidade, uma vanguarda no tratamento do seu visual e de suas apresentações, capas de discos e mais.

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Foi ele que fez toda a concepção visual e a dirigiu no “One man show”, em 1982, o primeiro show dela e que arrebatou as plateias por onde se apresentou e com o qual ele concorreu ao Grammy. Abaixo o show completo em todo seu esplendor:

O show merece ser visto e revisto, já que mostra Grace de todas as maneiras possíveis: vestida de gorila, de pantera, com um exército de Graces Jones (utilizando máscaras do rosto dela em outras modelos), enfim, tudo é lindo e extremamente bem executado.

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Uma das grandes atrações da exposição é um manequim de Grace vestido um dos designs dele para o show, com várias formas geométricas e cores vibrantes.

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Outra famosa capa dele foi a da coletânea ‘Island Life” de Grace, na qual ele cola vários negativos e a faz parecer uma estátua perfeita, numa posição impossível.

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Mas não é apenas o trabalho com Grace que está presente na exposição, já que além desta colaboração, ele realizou outros trabalhos não menos incríveis.

Goude também se diz muito inspirado pela dança, pelo balé, pelo teatro, já que ele até pensou em seguir a carreira, pois sua mãe também foi uma famosa dançarina da Broadway.

Detalhe da expo "So Far So Goude"

Detalhe da expo “So Far So Goude”

No começo de sua carreira, ele também foi designer da revista francesa Lui, bem como diretor artístico da Esquire no final dos anos 60 e início dos anos 70, tendo realizado ilustrações clássicas como a de Mao Tsé Tung nadando com um pato Donald de plástico.

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Seu trabalho com comerciais não foi menos badalado, já que o mundo da publicidade ficou louco com o que ele fez com Grace Jones e vários convites começaram a surgir, especialmente nos anos 80 e 90.

Entre os seus famosos comerciais estão: o da Citroën CX (com Grace Jones e banido em vários países), do perfume Egoïste de Chanel, do perfume Coco (com Vanessa Paradis como um passarinho preso numa imensa gaiola), dos filmes Kodakchrome (com os Kodakettes, personagens criados por ele e que usam maios listrados e toquinhas), Perrier (no qual uma modelo disputa com um leão quem ruge mais) e mais recentemente o do perfume Candy, da Prada , com Léa Seydoux. Abaixo um vídeo com alguns deles:

Sketch dos 'Kodakettes"

Sketch dos ‘Kodakettes”

Outra das musas dele foi a atriz e modelo Farida, com a qual criou imagens icônicas, como a que ela está beijando Azzedine Alaia (tendo se tornado uma das modelos preferidas, amiga íntima e colaboradora do cultuado estilista).

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Em 1989, ele foi convidado a conceber e coreografar o desfile da Parada do Bicentenário da Revolução Francesa, trabalhando diretamente sob as ordens do então presidente François Miterrand, que lhe deu liberdade total para ele pirar em suas criações que incluíam: a cantora lírica Jessye Norman cantando vestida com a bandeira da França, uma banda tocando músicas de James Brown, baterias iluminadas, neves e chuvas artificiais; um espetáculo de danças, os mais diferentes povos reunidos e bem representados de maneira inesperada.

Hoje em dia, além de Kim Kardashian, ele fotografou várias celebridades para as mais diferentes revistas incluindo Björk, Linda Evangelista, Karl Lagerfeld, Pharrell Williams, Katy Pery, entre outros.

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Björk por Goude

Linda Evangelista com Karl Lagerfeld por Jean Paul Goude

Linda Evangelista com Karl Lagerfeld por Jean Paul Goude

Katy Perry por Goude

Katy Perry por Goude

O trabalho de Goude mantém sempre o bom humor acima de tudo, procurando se expressar de maneira a nos surpreender e inovar.

Além disso, a exposição também originou um livro, editado pela Assouline e que já se encontra a venda no site da Amazon.

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Tudo isto está reunido no Pavilhão de Arte Contemporânea de Milão e sob o patrocínio da Todd’s, permanecendo em cartaz até 19 de Junho; pelo vídeo abaixo vemos que a exposição foi extremamente bem montada e produzida, quem sabe não temos a sorte dela vir ao Brasil?

 

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TODAY’S SOUND: NINA SIMONE – WHAT HAPPENED MISS SIMONE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nina Simone foi uma das artistas negras que mais lutou pelos direitos civis de sua raça e procurou, com sua música, falar destas e outras questões.

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 Isto é o que mostra a nova cinebiografia da estrela que acabou de ser lançada no Festival de Sundance, ‘What happened Miss Simone”, produção da Netflix.

Nina era famosa por dar tudo de si em cada canção, ela não permitia que alguém da audiência tirasse a sua concentração; suas canções são pungentes, cantadas do fundo de sua alma, mas tudo isto vinha com um preço.

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Suas canções falavam de amor, de perda, da luta pela igualdade, tinham que vir do coração e isso abalou muito sua saúde física e mental.

Através de filmes jamais vistos, entrevistas com pessoas que conviveram com ela, gravações até então inéditas, a diretora Liz Garbus consegue traçar um retrato pungente desta extraordinária intérprete.

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Nina lutou muito para ser aceita, ela vivia em uma América dominada pelo racismo, pelo preconceito e uma de suas ambições era estudar música clássica. Ela chegou a ser rejeitada em uma escola de música na Filadélfia pela sua cor de pele.

Isto não a impediu e durante sua carreira, Nina misturou música clássica com blues, jazz, gospel, fazendo disto o seu inigualável estilo. Mas no começo de sua carreira era difícil saber como classificar sua música.

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Uma de suas interpretações mais famosas é de “I loves you Porgy”, onde todos a apontavam como a substituta de Billie Holiday.

Ao resolver se dedicar a profissão de cantora, uma de suas primeiras atitudes foi trocar de nome, para que sua religiosa mãe não descobrisse sua nova profissão; assim de Eunice Waymon, ela muda para Nina (pequena mulher em espanhol) e Simone (em homenagem a atriz francesa Simone Signoret).

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Nina foi casada com um ex-policial, Andrew Stroud, que largou tudo para se dedicar a carreira de sua mulher. Porém, este passou a ser violento com ela, controlando-a em demasia e exigindo demais dela profissionalmente. Além de batê-la, ele também a amarrava e chegou a apontar uma arma para sua cabeça.

 Os dois tiveram uma filha, Lisa Celeste, que fala de sua mãe no doc: “O problema era quando ela passou a ser Nina Simone 24 horas por dia, 7 dias por semana”.

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Nina chegou a se viciar em remédios para dormir e para manter-se acordada. Os dois se divorciaram em 1970.

Certa vez, ela estava tão exausta das turnês e shows que ele a infringia, que ela acabou passando maquiagem no cabelo ao invés do rosto.

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Mas quem a fez realmente acordar para as questões dos direitos civis dos negros foi Lorraine Hansbery, autora do best-seller ‘A Raisin in the sun’ (transformado no filme “O sol tornará a brilhar” com Sidney Poitier).

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Hansbery conversava com Nina sobre revolução, assuntos políticos mais densos e que tiveram muita influência sobre ela. Ao invés de fazer shows para brancos, Nina resolve partir para a luta, participando de concertos como um em Birmingham, Alabama, o primeiro concerto multirracial na área e onde ela interpretou “Brown Baby”.

O recente filme “Selma” mostra bem o caráter ativista de Nina, quando esta se convida a cantar para os manifestantes e apoiando Martin Luther King e sua marcha de protesto, interpretando ‘Mississipi Godam”, música esta feita logo após um atentado contra crianças negras.

Mas Nina não foi declarada a voz do movimento negro por King e sim por Stokely Carmichael e H. Rap Brown, cuja filosofia Black Power ia diretamente ao encontro dos anseios dela.

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Em muitos dos seus concertos, ela convidada a audiência para a luta, e se estes estariam prontos para matar e morrer pela causa. E encerrava com o gesto de fechar o punho, como que incitando a multidão.

É interessante também saber que ela chegou a ser vizinha de Malcom X e sua esposa, e que este era a favor de um confronto com os brancos, mesmo que se a violência se tornasse necessária.

Photo of Nina Simone

Com o avanço dos anos 60, Nina passa a adotar outra maneira de vestir, usando o cabelo em coques, com turbantes e vestindo roupas no estilo africano. Era como se ela estivesse assumindo uma postura mais de acordo com sua raça.

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Um dos momentos mais sensíveis de sua carreira, foi ao cantar para crianças negras na escada da Vila Sésamo, com a canção ‘To be young, gifted and black”; uma canção que fala do orgulho em ser negro:

Os anos 70 foram difíceis para sua carreira, já que sem o movimento de direitos civis e sem seu marido, ela se sentiu perdida, acuada. O marido, apesar de tudo, cuidava de sua carreira e finanças, mantendo-a calma e proibindo o álcool antes de cada espetáculo.

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Ao se mudar para Paris, ela enfrentou um período de falta de shows, tendo que realizá-los em pequenos cafés; só que quase ninguém comparecia, pois não acreditavam se tratar da verdadeira Nina Simone.

Ela chegou a ser vista andando nua com uma faca por um corredor de hotel, prendeu fogo em sua casa na França e feriu um adolescente, atirando em sua perna por fazer muito barulho.

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Ela teve de ser encaminhada para um hospital psiquiátrico em uma camisa de força.

No final dos anos 80 é que seu nome voltou a aparecer depois que a Chanel colocou sua música, “My baby just cares for me” na trilha de um comercial, gerando um novo interesse por seu trabalho.

Nos seus anos finais, ela fez bastantes shows e seus discos vinham mantendo boas vendagens.

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Nina veio a falecer em seu leito, na França, em 2003.

Sua música continua cada vez mais viva, sendo remixada, utilizada em trilhas de cinema e cantada por novos aspirantes a cantores de programas como o X-Factor, como “Feeling Good”:

Anos depois de sua morte, chegou-se a conclusão que Nina era bipolar. Talvez isto explique o seu temperamento tão explosivo em alguns momentos e mais calmos em outros.

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Recentemente, outra cinebiografia foi anunciada, ‘Nina’, tendo Zoe Saldana no papel da cantora, porém isto gerou vários protestos, já que a cor de pele de Zoe é bem mais clara que a de Nina e isto foi considerado uma atitude preconceituosa.

Resta aguardarmos para vermos o resultado do trabalho de Saldana e se este faz jus á personalidade tão surpreendente do ícone que é Nina Simone.

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TODAY’S SOUND: CECIL BEATON POR ARTHUR MENDES ROCHA

Sir Cecil Beaton, sinônimo de bom gosto e sofisticação, foi fotógrafo de moda, da sociedade e da realeza britânicas, trabalhou para Vogue e Vanity Fair, além de fazer cenários e figurinos para o cinema e teatro, que lhe renderam os prêmios Oscar e Tony.

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Cecil nasceu de uma família de classe média alta, no início do séc. XX, e, aos três anos de idade, já sente que a fotografia seria importante em sua vida ao ficar extasiado com a beleza de uma fotografia de uma atriz inglesa, Lily Elsie.

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Aos onze anos, ele ganha sua primeira câmera, uma Kodak 3A, e começa a utilizar suas irmãs como manequins para suas criações, além de revelar suas fotos com a ajuda da empregada no banheiro de sua casa. 

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Na escola, Cecil vai demonstrando cada vez mais interesse nas artes, incluindo pintura, desenhos, fotografia e artes cênicas. Quando ele cursou Cambridge, ele se dedicava muito mais às peças teatrais da escola do que aos estudos.

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Aos poucos, Cecil vai travando relações na sociedade, entre eles Stephen Tennant (tio-avô da modelo Stella Tennant), que lhe abre as portas da boêmia e da jovem sociedade britânica, a qual ele passa a registrar em retratos e que é chamada de “Bright Young people”(cujo tema virou filme de Stephen Fry em 2003).

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Em 1927, Cecil conhece a editora-chefe da Vogue inglesa, Edna Woolman Chase, que o convida para colaborar na revista, fotografando e desenhando a sociedade da época, já que seu estilo é considerado audacioso para a época, unindo criatividade e bom gosto, perfeito para a revista.

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No final da década de 20, Cecil vai para NY, e lá faz contatos também com a revista Vanity Fair, além de mostrar seus trabalhos em uma galeria de Elsie De Wolfe, uma famosa decoradora da sociedade americana.

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Assim, Cecil assina um contrato com a Condé Nast, a poderosa companhia editorial responsável pelas revistas Vogue e Vanity Fair, das quais se torna colaborador habitual, bem como da Vogue francesa.

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Um de seus primeiros trabalhos é fotografar alguns astros de Hollywood como Marlene Dietrich, Katherine Hepburn, Gary Cooper, entre outros.

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Em 1930, ele publica o livro, “The Book of Beauty”, o primeiro de uma série de livros que ele lançará em sua carreira.

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Nesta época ele irá conhecer outra figura fundamental em sua jornada: Greta Garbo. Os dois travam uma amizade (e consequentemente uma paixão) que perdurará por anos, tendo Cecil compartilhado muito da companhia de Garbo, mesmo em seus anos de total reclusão.

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Anos mais tarde, ele publicará fotos da atriz, já sumida da mídia, em poses de pierrot, o que fará a amizade deles ficar estremecida por um certo tempo.

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Uma das primeiras capas dele para a Vogue já foi marcante: uma modelo em tons pastéis com acessórios que incluíam flores e borboletas em seus cabelos. Ele gostava destes detalhes teatrais, de usar acessórios e elementos que tornassem seus enfocados ainda mais especiais.

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Foi ele também o autor da foto clássica das modelos vestindo as criações de Charles James (o homenageado deste ano no Met Gala).

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Ele fotografou algumas das personalidades mais marcantes do século XX incluindo Chanel, Dali, Maria Callas, o Duque e a Duquesa de Windsor, Mishima, Warhol e Candy Darling, Marilyn, Mick Jagger e muito mais.

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Cecil era extremamente bem relacionado, tinha livre acesso nos mais diferentes meios, foi nomeado o fotógrafo favorito da família real britânica, inclusive foi ele que fotografou toda a coroação de Elizabeth II, no início dos anos 50.

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Porém, no final dos 30’s, Cecil sofre um duro golpe: uma de suas ilustrações para a Vogue continha um minúsculo comentário anti-semita e ao ser descoberto, ele perde seu emprego na editora e tem sua carreira profissional fortemente abalada pelo episódio (mesmo tendo pedi-do desculpas publicamente pelo ocorrido).

A partir dos anos 40, Cecil tem outra reviravolta e sua carreira e passa a trabalhar para o Ministro das Comunicações, durante a guerra e em diversas funções no exército britânico, em países como Ásia e Oriente Médio.

Nesta época, uma foto dele ficará famosa ao ilustrar a capa da revista Life: a foto de uma criança em plena guerra, com a cabeça coberta de um curativo e com um brinquedo na mão, foto esta que foi considerada fundamental para a intervenção dos aliados na guerra.

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Na sua volta para Londres, Cecil passa a se dedicar cada vez mais às peças teatrais, filmes, estreando no West End Londrino com os figurinos para a versão teatral de “My Fair Lady”.

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Na versão da peça para o cinema, Cecil faz a direção de arte e os magníficos figurinos que Audrey Hepburn tornou icônicos, o que o fez conquistar duas estatuetas do Oscar (prêmio este que ele também havia conquistado pelos figurinos do musical “Gigi”).

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Um dado curioso é que Diana Vreeland foi quem o trouxe de volta às páginas de Vogue, desta vez para uma nova geração dos anos 60.

Cecil continuará criando figurinos para peças como ‘Coco’ com Katherine Hepburn, além de figurinos para óperas do Met.

Nos anos 70, Cecil sofrerá um derrame que o deixará parcialmente paralisado do lado direito, mas mesmo assim ele continua a trabalhar e vira o tema de um documentário de seu amigo David Bailey, tendo depoimentos de Twiggy, Penelope Tree, entre outros e que pode ser visto abaixo:

Além disso, Cecil foi o primeiro fotógrafo a merecer uma exibição em sua homenagem na National Portrait Gallery, em Londres.

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Outro detalhe da carreira de Cecil era fazer “scrapbooks” com imagens que ele gostava, sejam fotos de revistas, recortes de jornais, postais, tudo era colado nestes álbuns e que foi lançado em livro em 2010.

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Ele faleceu em 1980, aos 76 anos, vítima de um ataque de coração fulminante.

Cecil era muito mais que um fotógrafo, ele escrevia textos sobre a sociedade, suas observa-ções sempre cheias de sagacidade, amigo de figuras como Truman Capote e Noel Coward, ele foi um esteta de primeira, suas criações sempre extremamente elegantes, sendo um dos responsáveis pelo estilo e sofisticação que a década de 30 possuiu.

Sua influência na moda e nas artes visuais será para sempre lembrada, homenageada e servirá de inspiração para fotógrafos e diretores de arte. 

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