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Cher – Japa Girl












































































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TODAY’S SOUND: TRADE POR ARTHUR MENDES ROCHA

A Trade é uma verdadeira instituição inglesa, pois foi o primeiro club after-hours legalizado, com uma licença especial de música e dança, podendo funcionar 24 horas sem parar, além de ter mudado para sempre a cena clubber mundial.

A noite começou em 1990, no Turnmills, um pub localizado em Islington, zona central de Londres, e que se transformava nas madrugadas de sábado num dos lugares mais fascinantes para se dançar neste dia e horário.

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Lembro que o lugar simplesmente se transformava quando descíamos as escadas e adentrávamos naquele basement: antes de chegar na pista, passávamos por corredores, pelo balcão do bar, com cada canto tendo o seu próprio código.

Numa parte ficavam os gays musculosos, geralmente sem camisa, noutro ficavam os traficantes, vendendo drogas como êxtase, cocaína, speed, entre outras.

O legal era que a Trade era uma mistura das mais variadas tribos, a predominância era gay, mas heteros também frequentavam, além de várias classes sociais; drags, michês, travestis, trabalhadores, leather-boys, enfim, era uma noite democrática.

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Para entrar, não havia uma door policy específica, ou iam ou não iam com sua cara, com seu estilo, enfim, era uma incógnita se você conseguiria mesmo entrar.Além disso, se formavam filas enormes na porta e estava sempre cheio, não importava a hora que fosse.

Trade 90s Can You Take It All Night flyer

Reza a lenda que Cher, Axel Rose e outras celebridades tiveram seu acesso negado, pois exigiram tratamento VIP, com entrada diferenciada e a Trade justamente era contra este tipo de exigência.

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Mas por lá estiveram Madonna, Björk, David e Victoria Beckham, além de drags vestidas de Lady Di e Grace Jones, que deixaram o público enlouquecido.

23rd birthday party for Trade gay club night at Egg nightclub, York Way, King's Cross, London, England, UK.

Laurence Malice era quem comandava a noite- ele foi idealizador da Trade, foi ele que batalhou com as autoridades inglesas para lhe permitirem ter um club funcionando das 4 da manhã de sábado a uma da tarde de domingo; um lugar para os gays irem e se sentirem mais protegidos e seguros (estamos falando de uma época que vigorava a Section 28, uma lei que não permitia aos gays de “promover” a homossexualidade publicamente).

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Antes da Trade, Malice fazia afters ilegais no club Sauna, em Kentish Town.

Outro grande diferencial da Trade era sua excepcional qualidade sonora e a iluminação perfeita, cheia de lasers incríveis que faziam desenhos, mudavam de cores e tudo regado ao hard house de Tony De Vit, o DJ residente.

TONY

Tony era de tal forma reverenciado, que ir à Trade era como uma espécie de culto, uma igreja e ele era o pastor, dominando a todos com sua música.

Além de Tony, outros DJs que tocavam lá direto eram Allan Thompson, Smokin’ Jo, Malcom Duffy, Martin Confusion, Tall Paul, Steve Thomas, Pete Wardman, Blu Peter, Rachel Auburn, entre outros.

Algumas das músicas que não podiam faltar na Trade eram:

“Age of Love” – Age of Love (remix de Tony de Vit):

“Raise your hands” – Knuckleheadz

“Rock Da House” – Tall Paul

“Into your mind” – Christian Hornbostel

‘Le voie Le soleil” – Subliminal Cuts

Como o próprio Malice afirmava, o som da Trade é um techno mais camp, mais gay, que acabou se transformando no hard house.

E sim, o som era perfeito, combinava com toda aquela atmosfera, era pesado, os BPMs lá em cima, mas era bem dançante e a pista não parava até o final, todos dançando, sorrindo, revirando os olhos, se mordendo, mas se divertindo.

Abaixo, um documentário sobre o club, “The all night bender”, produzido pelo Channel 4:

A Trade também possuía seus característicos flyers, desenhados pelo Trademark (como se intitulava o designer gráfico Mark Wardel), cada um tinha uma cara especial, chamavam atenção por seus desenhos e o seu logo no formato de uma cápsula.

TRADE LOGO

Outra imagem que fazia sucesso entre os frequentadores era a do ‘Trade babies”

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Ir á Trade era uma experiência inesquecível; o club possuía licença para vender bebida alcoólica na madrugada, e logo se tornou o lugar favorito do público gay que procurava uma noite diferenciada, onde o que importava era dançar música boa e que combinasse com toda aquela loucura.

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O décor também era todo idealizado por Malice, que não media esforços para disfarçar o décor original do Turnmills, que era bem cafona.Além disso, a preocupação com o som era absurda, cada ambiente possuía seu próprio sistema de som, com equalização e clareza eficazes, tudo para que ninguém ficasse parado.

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A partir de 1995, a Trade passou a excursionar por outros países como Ibiza, Japão, África do Sul, NY, além de participar de eventos de dance como o Summer Rites e a Love Parade inglesa.

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Neste mesmo ano, Tony lançava seu primeiro single, “Burnin’ up”, com um remix feito especialmente para a Trade:

Os CDs da Trade também eram altamente disputados, a gravadora React costumava lançar as coletâneas do club, bem como as antologias Reactivate, com os hits que dominavam as pistas de lá.

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Reactive

Porém,em 1998, o DJ Tony De Vit faleceu aos 40 anos, de uma bronquite, agravada por ele ser HIV positivo e na época o tratamento não era tão eficaz.

A morte dele trouxe um declínio para a Trade, já que ele era uma figura carismática e seu som jamais conseguiria ser igualado.

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Num episóido de “Sex & the City”, Carrie e cia. vão até uma noite da Trade em NY; a cena tem certos exageros e é de outra fase, mais comercial…de todo jeito fica o registro:

Em 2002, a Trade encerrou sua noite semanal na Turnmills, voltando para lá em algumas ocasiões especias, até que a Turnmills fechou suas portas de vez em 2008.

Em 2003, Malice abriu a Egg, onde houveram algumas edições da Trade, incluindo a realizada em outubro deste ano, a que completou 25 anos de Trade, e que foi o último evento a ser realizado levando o nome do famoso after-hours.

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Também este ano, está em cartaz em Londres, a exposição ‘Trade: Often Copied, Never Equalled” que fica em cartaz no Islington Museum até 16 de janeiro de 2016.

A Trade nunca será igualada, foi um club especial para aquele momento da noite inglesa; hoje com o fechamento de vários clubs por lá, ficam as memórias de noites mágicas para quem viveu tudo aquilo e posso falar de cadeira – a Trade foi o melhor club gay de todos os tempos

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TODAY’S SOUND: STUDIO 54 POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nos próximos posts, iremos falar um pouco dos clubs que marcaram época pelo mundo, seja em suas pistas animadas, como seus frequentadores, os Djs que comandavam as festas e a música que embalava estas noitadas.

Claro que teremos que começar pelo mais icônico de todos: O Studio 54! 

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O Studio abriu suas portas na memorável noite do dia 26 de abril de 1977, comandado por Steve Rubell e Ian Schrager, dois empresários da noite que resolveram se aventurar em criar aquela que seria a maior disco de todos os tempos. 

Steve Rubell e Ian Schrager, eternizados por Annie Leibovitz

Os dois haviam sido donos de uma discoteca chamada Enchanted Garden, mas que nunca bombou como eles queriam, já que sua localização no Queens não ajudava; as pessoas que não moravam nas redondezas, não se deslocavam até lá.

 O Studio tinha uma aliada muito forte em Carmen D’Alessio (que será tema de um documen-tário dirigido por Maurício Branco em breve), uma promoter super bem relacionada, que já havia trabalhado para Valentino e Yves Saint Laurent e conhecia boa parte do Jet-set internacional.

 Carmen D'Alessio cercada por Debbie Allen, Michael Jackson, Rubell e Lionel Richie

Carmen D’Alessio cercada por Debbie Allen, Michael Jackson, Rubell e Lionel Richie

Ela foi a responsável direta pelo sucesso do empreendimento de Rubell e Schrager; tendo sido a própria que mostrou o local para os dois fazerem o seu nightclub. 

Carmen com Andy Warhol

Carmen com Andy Warhol

O club ficava localizado na 254 West 54th Street (com tanto 54, o lugar só poderia se chamar assim) e a origem do nome vem de que lá já havia sido localizado um teatro e o Studio 52 da CBS.

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 O projeto foi idealizado por Scott Bromley (arquiteto), Ron Doud (design de interiores) mais Brian Thompson, Jules Fischer e Paul Marantz no design de iluminação. Este time foi o responsável por tornar os ambientes do Studio cheio de trocas de cenários, bem no estilo teatral e que fascinava quem frequentava o lugar, com uma aura hollywoodiana.

 A pista acabou ficando localizada, onde anteriormente era o palco, ou seja, já havia a energia no local voltada para o “aparecer”, o ‘brilhar” dentro da pista.

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 Uma das surpresas da noite era uma lua em neon, que aspirava uma colher cheia de cocaína, a e que aparecia em cima da pista, nos momentos de ápice, e que só vinha a reiterar a ‘drug of choice” da noite. 

The famed Man in the Moon and Coke Spoon at Studio 54

As celebridades tornaram-se figuras indispensáveis lá e não era qualquer celebridade, eram aqueles que estavam no seu ápice na época, seja no cinema, na TV, nas artes, enfim na mídia tais como Mick Jagger, John Travolta, Michael Jackson, Cher, Farrah Fawcett, Brooke Shields, Olivia Newton-John, Jerry Hall, Divine, Calvin Klein, Elton John, Diana Ross, Margaux Hemingway, Debbie Harry, Margaret Trudeau (a então mulher do primeiro ministro canadense), Rick James, Baryshnikov e muitos outros. 

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Da esq. p a dir: Warhol, Calvin Klein, Brooke Shields e Rubell (se mordendo)

Rubell abrindo alas para a passagem de Yves saint Laurent e Lolou de la Falaise

Rubell abrindo alas para a passagem de Yves Saint Laurent mais Lolou de la Falaise e Marina Schiano na festa de lançamento do perfume Opium.

Claro que havia aquele grupo que eram os “habitués” tais como Andy Warhol, Grace Jones, Liza Minelli, Halston, Truman Capote, Bianca Jagger, Elizabeth Taylor, e outros.

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A ‘turminha” da ala VIP: Halston, Bianca, Jack Haley e sua esposa Liza Minelli.

Além disso, o club tinha suas figuras emblemáticas como a Disco Sally (a senhora que dançava sem parar, apesar dos seus 78 anos), a Lady Marian (que ia sempre nua), além de um número enorme de drag-queens, que iam para fechar, com modelitos ultrajantes e inesperados. 

Disco Sally aprontando nas pistas do 54

Disco Sally aprontando nas pistas do 54

Cada detalhe do club foi pensado por Rubell, desde a corda de veludo da porta, como as luzes que desciam até a pista; tudo para fazer com que a clientela tivesse a melhor experiência de suas vidas.E era justamente isto que tornava o Studio um lugar tão especial, além da door policy, onde Rubell escolhia a dedo quem entrava, ele queria que as pessoas lá dentro se sentissem seguras em ser quem desejavam ser, sem medo, sem receios.

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A própria escolha de Rubell de quem deveria entrar não seguia um padrão de bastava ser famoso para entrar, você tinha que ser interessante, ter uma boa energia, estar vestido de maneira atraente. Certa vez, duas mulheres foram nuas e montadas a cavalo e ele deixou apenas entrar o cavalo que elas estavam montadas.

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Ele era um rei do marketing, já que sabia que a publicidade era a alma do negócio, assim o club começava a chamar a atenção na imprensa pelas celebridades que lá eram fotografadas.

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Divine e Grace Jones mandando ver numa festinha do Studio

Rubell dava o truque de que mantinha a privacidade, enquanto convidava fotógrafos escondidos para fotografar estas celebridades.

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Elizabeth Taylor numa animada noitada com Halston e Bianca

 Outras das ideias de Rubell, para diferenciar o local, foi criar festas temáticas onde a imaginação (e o orçamento) não tinha limites, podendo transformar o Studio num circo, numa fazenda (com cavalos e vacas de verdade), numa Disney, numa high school (para a festa de lançamento do filme “Grease”), ou seja lá qual fosse a piração daquele momento. 

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As celebridades tinham o seu próprio local, que era o basement, onde havia a chamada VIP room, onde só entravam convidados e rolava de tudo um pouco.  

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Foi realmente com a festa de aniversário de Bianca Jagger, na qual ela entrou montada em um cavalo branco, que o Studio 54 estourou mundialmente, tornando-o o nightclub onde todos queriam ir, mesmo que você fosse barrado na porta. Lembrando que a festa em si foi um fracasso, mas a sua repercussão na mídia mundial foi mais um golpe de mestre de Rubell.

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A receita de sucesso do público do Studio era uma mistura de celebridades, gays, pessoas bonitas, europeus da alta sociedade, bem como desconhecidos, que faziam o lugar ser realmente especial. 

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A música contribuía para que tudo isto fosse um grande sucesso, já que a disco predominava nas paradas e o Studio 54 era a “ultimate disco”, o lugar onde o ritmo era o que dominava a noite. O baixo e a batida eram pulsantes o tempo inteiro e era lá que os DJs residentes Richie Kaczor (nos finais de semana) e Nicky Siano (que fora o criador do The Gallery e fazia o som do Studio nos dias de semana) mandavam ver para manter a pista sempre animada.

 A famosa cabine do DJ do Studio, somente para poucos e bons

A famosa cabine do DJ do Studio, somente para poucos e bons

Foi graças a Kaczor que a música “I will survive”, de Gloria Gaynor, clássico das discotecas, bombou da maneira que bombou, já que foi ele que apostou na música, que era o lado B de um single. É claro que a música virou um dos hinos do Studio 54.

 

Além desta, algumas músicas que não podiam faltar no Studio eram:

‘Le Freak” do Chic (música esta concebida quando Nile Rodgers e Bernard Edwards foram barrados na porta e ficaram tão putos que compuseram a canção, que na verdade queria dizer “Fuck off” e foi suavizada para o título final):

 

“Take me home” de Cher

 

“I love the nightlife” de Alicia Bridges

 

“Let’s all chant” de Michael Zagger Band

 

“Disco Heat” de Sylvester

 

“Boogie Oogie Oogie” de Taste of Honey

 

“He’s the greatest dancer” de Sister Sledge

 

 “In the Bush” do Musique:

A própria época que o Studio teve seus anos de glória, era o momento pós-Vietnã e pós-Watergate, a liberação sexual estava no auge e o club acabou refletindo estes novos tempos, onde o que importava era se divertir. Assim, em vários lugares de lá, sejam nas escadas, nos banheiros e principalmente no andar superior, na famosa “rubber’s room, com sua bancada de borracha preta, o povo fazia sexo normalmente, não importando com quantos e com quem. 

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As drogas eram consumidas em grande quantidade, seja cocaína ou os quaaludes (também conhecido como mandrix ou methaqualona), distribídos por Rubell para seus amigos ou conhecidos e torná-los ainda mais loucões, fossem eles celebridades, políticos, esportistas, não importava. 

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A festa parecia não ter fim, mas as declarações de Rubell e a sua ‘inocência” em dizer coisas na mídia como “only the Mafia does better” (somente a Máfia faz melhor), fez com que os fiscais do Imposto de Renda abrissem o olho e resolvessem dar uma batida surpresa na casa.

Halston e Liza dão um selinho ao lado de Rubell

Halston e Liza dão um selinho ao lado de Rubell

 Isto aconteceu no final de 1978, quando a polícia descobriu milhares de dólares escondidos em sacos de lixo, no forro do escritório, além de livros de contabilidade e mais dólares escondidos no apartamento de Rubell e também num cofre de um banco.

 Em 1979, ele e Schrager foram condenados a três anos e meio de prisão, por sonegação de impostos, mas não sem antes fazer uma grande festa de despedida, em janeiro de 1980, onde Liza Minelli e Diana Ross cantaram e ele, Rubell, entonou o trecho da canção “My way”: “I did it my way”… (eu fiz do meu jeito). 

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Diana Ross cantando sentada na cabine do DJ na última noite de Rubell e Schrager no comando do Studio.

O club fechou as portas de vez em 1981, enquanto os dois estavam na prisão.

Rubell e Schrager tiveram sua pena reduzida ajudando a polícia em descobrir mais donos de clubs que tentavam burlar o imposto. Alguns dizem que eles também revelaram alguns hábitos das celebridades, ganhando a inimizade de algumas.

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 Na sua dura readaptação, eles tiveram várias portas fechadas, já que muitos de seus amigos dos tempos de Studio se julgaram traídos pela exposição que tiveram com o escândalo.

Até que dois anos depois, eles conseguiram um empréstimo para abrir um novo conceito de hotelaria, com os chamados hotéis-boutiques, cujo primeiro deles foi o Morgan’s em NY.

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Mas a paixão pela noite os fez abrir mais um club em 1985: o Palladium, que não teve o mesmo sucesso do Studio, mas teve seus momentos de glória, só que a noite já não era mais a mesma.

 Rubell veio a falecer em 1989, vítima de uma hepatite crônica (que muitos acreditam ser em decorrência da Aids) e Schrager é um empresário de sucesso no ramo da hotelaria, abrindo vários hotéis durante os anos que se seguiram, tais  como o Hotel Delano (Miami).

Steve Rubell no Studio

Steve Rubell no Studio

 O club foi homenageado de inúmeras maneiras pela cultura pop, seja em livros, documentários e mais. Um deles foi o filme ‘54”, lançado em 1998, que acabou sendo um fracasso no seu lançamento, mas que acaba de ganhar uma versão nova, a ‘Director’s cut” (a versão do diretor) que inclui cenas deletadas e que mostram mais bafos do que acontecia lá, aguardemos então!

 

 

 

 

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TODAY’S SOUND: FRANKIE GOES TO HOLLYWOOD‏ ‏ POR ARTHUR MENDES ROCHA


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O ano é 1984 e as paradas e pistas inglesas estão dominadas pela nova sensação do pop: Frankie goes to Hollywood, cujo single “Relax” permanece mais de cinco semanas na parada e torna-se um dos mais vendidos de todos os tempos.

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Sim, isto realmente aconteceu e naquela época todo mundo falava deste novo grupo que surgia e que já de cara colocava seus três primeiros singles no topo da parada britânica.

O FGTH começou a se apresentar nos primórdios da década de 80, formado por Holly Johnson, o vocalista e cérebro por trás da banda, mais Paul Rutherford, nos backing vocals e sintetizadores, além de Peter Gill (bateria), Mark O’toole (baixo) e Brian Nasher Nash (guitarra).

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O nome era uma referência a um pôster com Frank Sinatra, na qual se lia a frase: ‘Frankie goes to Hollywood”.

Todos eles participaram de bandas punks de Liverpool (sua cidade natal) no começo, até optarem por um som mais pop do grupo, sendo que Holly até foi integrante do Big in Japan e Rutherford do Spitfire Boys.

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A primeira gig deles como Frankie foi no club Warehouse e a outra vocalista, além de Holly, era Sonia Mazumber, que foi substituída por Paul Rutherford, já que este ficou fascinado pela performance da banda no palco.

O FGTH era um grupo assumidamente gay, procurando trazer para o pop, algumas características gays como a cultura dos leather-clubs, além de canções com temas como sexo, política e assuntos polêmicos.

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Foi com uma sessão para John Peel ( o idealizador das famosas Peel sessions, que já falei por aqui), em 1982, que eles começaram a ter algum destaque, depois de serem recusados por algumas gravadoras.

Neste mesmo ano, uma versão crua do vídeo de ‘Relax” aparece no programa The Tube e atrai a atenção de Trevor Horn, o visionário produtor que já contribuiu com Cher, Seal, Pet Shop Boys, Paul McCartney, Grace Jones, Propaganda e muitos outros, além de ser considerado um dos criadores do chamado som dos anos 80.

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Eles acabaram assinando com a nova gravadora ZTT, pertencente a Horn e, em 1983, é lançado o single de ‘Relax’, tendo uma tímida recepção do público, com uma capa que gerou polêmica na época.

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Mas o destino reservava uma surpresa para o single: o DJ da BBC Radio One, Mike Read, estava tocando a música e observando a capa e o encarte e se chocou com o conteúdo da mesma, considerando-o muito sexual e tirando a música no meio, além de falar que era obscena.

Foi o que bastou para que a BBC proibisse a execução da música em todos seus canais de TV e rádio e o single ganhasse uma mídia gratuita, alçando-o para a primeira posição da parada.

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O vídeo original da canção teve duas versões: uma dirigida por Bernard Rose, cuja ação se passa em clube S&M, com vários gays leather (entre eles o próprio Rutherford), além de um imperador romano, tigre e jaulas e eu foi censurado e a outra versão dirigida por Brian De Palma, que havia incluído a canção em seu filme ‘Body Double” (Dublê de corpo) e realizado o vídeo para coincidir com o lançamento do filme, tendo no clipe os atores do filme, Melanie Griffith e Craig Wasson, numa versão bem mais branda que a original:


Para se ter uma ideia da popularidade do single, a BBC teve que abrir uma exceção a “Relax” e permitir que o Frankie gravasse uma participação no programa Top of the pops, em sua edição especial de Natal, pois eles mesmo haviam proibido a música de ser executada na TV.

O single seguinte da banda foi “Two Tribes”, outra música com temática polêmica, já que era contra a guerra nuclear e deixou isto bem claro utilizando a voz de Patrick Allen (que fazia as propagandas governamentais informando do perigo nuclear) na canção e mais um vídeo que causou controvérsia, dirigido pela famosa dupla Godley & Creme (os reis dos videoclipes dos 80) e utilizando sósias de Reagan e Chernenko, na época os presidentes dos EUA e URSS e figuras chaves da guerra fria, com o desfecho final da explosão do planeta;


‘Two tribes” também foi bem nas paradas, chegando ao primeiro posto, em 1984, logo após o reinado de “Relax’ nos charts ingleses.

Além do sucesso nas vendagens de discos, o diretor promocional da banda, Paul Morley, lança uma bem bolada campanha de marketing, com t-shirts com slogans como ‘Frankie says Relax” e “Frankie say war: hide yourself” As camisetas acabaram virando uma febre fashion, tornando a banda ainda mais famosa e disputada.

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O terceiro single foi a balada “The Power of love”, que não teve o sucesso retumbante de seus antecessores, mas chegou a se colocar por uma semana no primeiro lugar no Natal de 1984, sendo logo derrubada por ‘Do they know it’s Christmas”.


O quarto single, ‘Welcome to the pleasure dome”, antecede o lançamento do álbum do mesmo nome em 1985; álbum duplo que virou objeto de desejo na época, pois demorou a sair por aqui e era disputado em suas versões importadas. Além disso, várias de suas músicas dominavam as pistas de danças em versões remixes.


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Em 1986, o FGTH ensaia seu retorno com um novo álbum, ao apresentar duas novas músicas no Festival de Montreux: ‘Rage Hard” e “Warriors of the Wasteland “.


Porém tanto este novo single quanto o segundo álbum, “Liverpool”, já não demonstram a mesma performance dos lançamentos anteriores alcançando  o quarto e o quinto lugar nas paradas, respectivamente.

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Parecia que o público já não tinha aquela empolgação do primeiro disco e seus singles de sucesso, tanto é que os singles seguintes despencaram muito em vendagens e execuções.

Além disso, a tour promocional do novo trabalho foi um desastre, com pouco público e nos bastidores, Holy ficava separado da banda. A gota d’água foi um soco que Mark O’toole deu em Holly.

Assim, ao completar a turnê, Holly decide por largar a banda e tentar a carreira solo, sendo oferecido a ele, um novo contrato com a MCA. Porém, a banda ainda estava em contrato com o selo ZTT e este entrou na justiça contra Holly, que acabou saindo vitorioso.

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Holy lança um álbum em 1989, “Blast’, e alguns singles que repercutiram bem nas paradas.

Paul também desiste do FGTH e se muda para uma ilha na Nova Zelândia.
Os demais membros tentam ressuscitar a banda, com novas vocalistas, mas não possuíam o direito da utilização do nome e isto os impediu de gravar em um novo selo.

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A banda se reuniu novamente em 2003 para o programa “Bands reunited” da VH-1, mas não houve uma apresentação ao vivo, apenas depoimentos falando do Frankie Goes to Hollywood.


Em 2004, num tributo a Trevor Horn, o Frankie se apresentou com um novo vocalista, Ryan Molloy, sem a presença de Holly (que apenas deu um depoimento em um vídeo explicando sua ausência) e de Nash.

Novas tentativas foram feitas, até uma possível turnê de volta, mas Holly Johnson nunca aceitou voltar ao Frankie; eles tentaram fazer a turnê com Molloy, mas acabaram cancelando.

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O FGTH teve um sucesso rápido, comparado a outras bandas, mas durante 84/85, eles dominaram o pop com suas apresentações divertidas, suas músicas irreverentes e colocaram todo mundo para dançar, independente de qualquer orientação sexual.

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