So broken hearted... 💔Tigre e CleĂłpatraBeginning 2016... #bromeliadBom dia! #orquideacattleyaAmei muito!!! Muito obrigada @zezzo.fonseca @vicentenegrao e @havaianas luxxxo! Feliz 2016 pra quem Ă© original ✹🍀🎍🍀✹Nighty Night!Darks aguardam desfile dark @alexandreherchcovitch @eduardocorelli @jacksonaraujo @corvina_ @foodemotion @gobbiland @joseh_zozo_amaralMorri com os looks @alexandreherchcovitch !!!Fun time with ma' buddies @davidpollak @foodemotion & @bobestvo @alexandreherchcovitchMeus amores peludos, CleĂłpatra e Tigre

                
       




















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Direção: Rodolfo Vanni – Figurino: Japa Girl – Produção: Cia de Cinema

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TODAY’S SOUND: ZÉ DO CAIXÃO (COFFIN JOE) POR ARTHUR MENDES ROCHA

Todos estes artistas, que falei ultimamente da No Wave, do cinema transgressor, tinham uma admiração por um personagem de terror brasileiro: O Zé do Caixão ou Coffin Joe, como é chamado nos EUA.

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Este ano, o Zé do Caixão, personagem criado pelo ator e diretor José Mojica Marins, completa 50 anos.

O Zé do Caixão é o personagem que só veste preto, usa uma capa inspirada pela macumba e uma cartola. Além disso, ele usa unhas grandes (que muitas vezes eram as suas próprias que ele deixava crescer) bem ao estilo do Nosferatu, mais a barba para completar.

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O personagem mantĂ©m caracterĂ­sticas psicolĂłgicas bem brasileiras, isto o torna Ășnico dentro do mundo do terror.

Aqui no Brasil, seus filmes foram assistidos por milhares de pessoas, mas mesmo assim Mojica era considerado um cineasta maldito, jĂĄ que tinha dificuldades em financiar seus filmes e muitas vezes estes eram censurados pela ditadura militar que governava o paĂ­s.

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Mojica é uma figura subversiva e controversa, e aí que estå a fascinação de sua figura, tendo sofrido uma perseguição de 20 anos do regime militar, sendo preso, criticado pela igreja, mexendo em temas tabus para a sociedade da época.

A ideia do Zé do Caixão, segundo Mojica, surgiu de um sonho onde era arrastado até uma cova por um homem vestido de preto.

Este homem deu origem a Josefel Zanatas (o sobrenome uma brincadeira com SatanĂĄs), um coveiro que tinha o apelido de ZĂ© do CaixĂŁo.

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Em sua origem, Zé do Caixão era filho do dono de vårias funerårias e sofria preconceito de colegas, até que foi aceito e se apaixonou por Sara, que conheceu em sua escola. Eles tornaram-se inseparåveis e, ao crescerem, decidem se casar.

Os pais de ambos viajam antes do casamento e sofrem um acidente aĂ©reo, onde todos morrem. O casamento Ă© adiado e neste meio tempo, o Brasil entra na 2ÂȘ Guerra Mundial e Josefel se alista no exĂ©rcito, ficando quase dois anos sem dar notĂ­cia.

Sara acreditava que ele estava morto e aceita o pedido de casamento do prefeito da cidade. Porém, Josefel estava vivo e retorna para a cidade e encontra sua paixão casada com outro. Antes de ouvir qualquer explicação, Josefel mata os dois e só não é punido, pois acreditavam que estivesse sofrendo de um trauma de guerra.

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Josefel se torna uma pessoa fria, calculista, com uma alma perversa e passa a ser chamado de ZĂ© do CaixĂŁo, por ser um agente funerĂĄrio.

Por falta de atores que se submetessem Ă  caracterização do personagem, Mojica acaba encarnando o ZĂ© do CaixĂŁo no filme “À meia-noite levarei sua alma” (At midnight I’ll take your soul), lançado em 1964, e considerado o primeiro filme de terror brasileiro.

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No filme ele decepa dedos, fura olhos, afoga pessoas, joga aranhas em mulheres, enfim, ele Ă© capaz de todas as maldades possĂ­veis.

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Falando em aranhas, muitos críticos internacionais achavam que os filmes utilizavam efeitos especiais como computação gråfica para as aranhas, mas ficaram surpresos quando Mojica afirmou que ele comprava aranhas verdadeiras para serem utilizadas em seus filmes.

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“À meia-noite levarei sua alma” teve mais de 600 mil ingressos vendidos no paĂ­s e em uma de suas cenas, Mojica utilizou atĂ© glitter direto no negativo para conseguir o efeito de ‘aura” em um fantasma.

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O tema recorrente nos filmes de ZĂ© do CaixĂŁo Ă© a busca pela continuidade de seu sangue, atravĂ©s de um filho perfeito gerado com a mulher perfeita, com uma inteligĂȘncia superior Ă  mĂ©dia e para isto, nĂŁo medirĂĄ esforços em eliminar quem se intrometer em seu caminho.

O segundo filme clĂĄssico do personagem Ă© “Esta noite encarnarei no teu cadĂĄver” (This night I’ll possess your corpse”), continuação do primeiro filme, onde ele continua em busca da mulher perfeita e Ă© temido por todos, utilizando aranhas, cobras venenosas e zumbis para conseguir seus objetivos.

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O filme acabou enfrentando a censura da época, pois ao levar tiros, ele confirmava sua descrença em Deus e ele foi obrigado a mudar o texto para ter seu filme liberado.

Na verdade, ZĂ© do CaixĂŁo nĂŁo acredita em nada, nem em Deus e nem no Diabo, ele acredita somente nele mesmo.

Lançado em 1968, ‘O estranho mundo de ZĂ© do CaixĂŁo”(The Strange World of Coffin Joe), apesar do tĂ­tulo, nĂŁo mostra o personagem, o filme Ă© composto de trĂȘs estĂłrias sobrenaturais.

O personagem aparece, nĂŁo como figura central, em outros filmes como:

‘O Despertar da Besta/O Ritual dos SĂĄdicos” (Awakening of the beast) – de 1970, no qual o ZĂ© do CaixĂŁo aparece num filme de ficção dentro do filme, em uma espĂ©cie de pseudo-documentĂĄrio;

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“Exorcismo Negro” (The Bloody Exorcismo of Coffin Joe) – de 1974, mostrando pela primeira vez criador e criatura, Mojica e ZĂ© do CaixĂŁo, se confrontado, pois o criador negava a existĂȘncia de seu alter-ego;

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“DelĂ­rios de um anormal’ (Hallucinations of a Deranged Mind) – de 1978, o filme Ă© formado por sobras de pelĂ­cula de filmes anteriores, cenas que foram cortadas ou censuradas, com o acrĂ©scimo de 35 minutos de cenas novas;

Mojica lançou vĂĄrios outros filmes de terror e sobrenatural sem o personagem, misturando sexo, alucinaçÔes e muito mais. No final dos anos 70, inĂ­cio dos 80, ele dirige vĂĄrios filmes do gĂȘnero pornochanchada, que era o que fazia sucesso no cinema nacional, assinando como J. Avelar.

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Em 1967, Mojica, como ZĂ© do CaixĂŁo, apresentou o programa ‘AlĂ©m, Muito AlĂ©m do AlĂ©m’, as sextas na TV Bandeirantes, onde apresentava estĂłrias curtas de terror, que mais tarde foram adaptadas como histĂłrias em quadrinhos, mas infelizmente este material se perdeu com o tempo.

Nos anos 70, ele foi homenageado no prestigiado Festival de Cinema fantĂĄstico e de terror em Sitges, na Espanha, reconhecimento que nunca teve aqui no Brasil.

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Em 1981, o ZĂ© do CaixĂŁo tambĂ©m apresentou o programa ‘Um Show do Outro Mundo”, na Record, que acabou durando pouco devido a problemas na vida pessoal de Mojica.

Nos anos 90, ele apresentou o Cine Trash (também como Zé do Caixão), que virou um sucesso cult nas madrugadas da Band, mostrando longas-metragens de terror.

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Também nos anos 90, com o lançamento de seus filmes em VHS e DVD nos EUA e Europa e também no youtube, o tornam uma figura cult entre os artistas americanos, onde ele fica conhecido como Coffin Joe, passando a ter um respeito e admiração que aqui no país ele não tinha.

Coffin Joe passa a ser convidado å participar de festivais, mostras em sua homenagem, chamando atenção para sua figura.

Segundo o editor da revista Fangoria, Michael Gingold, os filmes de Coffin Joe eram mais extremos que os feitos nos EUA na mesma Ă©poca e ele seria uma espĂ©cie de precursor de personagens como Freddy Kruger e Jason (de “Sexta Feira 13”).

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Bandas de punk e heavy metal tambĂ©m sĂŁo mega fĂŁs de Coffin Joe tais como Ramones (em uma turnĂȘ brasileira eles ofereceram uma jaqueta de couro assinada pela banda para Mojica), The Crammps, Rob Zombie (que virou um Ăłtimo cineasta e presta tributo a ele em alguns de seus filmes), entre outros.

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Ele jå mereceu comparaçÔes com Mario Bava, Dario Argento, Roger Cormann, cineastas que fizeram originais filmes de terror B.

Em 2001, o documentĂĄrio “Maldito – O estranho mundo de JosĂ© Mojica Marins”, dirigido por AndrĂ© Barcinski e Ivan Finotti, vence o prĂȘmio especial do jĂșri de filmes latino-americanos do Festival de Sundance.

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No mesmo ano, uma mostra de filmes dele no Festival de Sundance é realizada com sucesso, tornando o nome Coffin Joe, um símbolo dos filmes de terror latino e até propiciando o lançamento de ediçÔes especiais de seus filmes, como este box em formato de caixão:

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Em 2008, ele lança o Ășltimo filme da trilogia do ZĂ© do CaixĂŁo: “Encarnação do DemĂŽnio’ (Embodiment of Evil), onde o personagem Ă© solto da prisĂŁo depois de 40 anos e passa a vagar pelas ruas de SP, mas esta produção nĂŁo tem o mesmo sucesso do passado, com um pĂșblico de 26 mil.

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Hoje em dia, ele tem seu prĂłprio programa no Canal Brasil, ‘O estranho mundo de ZĂ© do CaixĂŁo”, onde entrevista personalidades da cultura brasileira.

Aos 77 anos, Mojica pretende fazer workshops sobre terror e interpretação pelo paĂ­s, ainda neste ano do cinquentenĂĄrio de ZĂ© do CaixĂŁo, bem como finalmente lançar o filme ‘A Praga”, que nunca havia sido finalizado, mas nĂŁo tem a presença de seu famoso personagem.

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AlĂ©m disso, o diretor Vitor Mafra, que tem os direitos do livro “Maldito”, biografia de Mojica e de ZĂ© do CaixĂŁo (escrita por Barcinski e Finotti) estĂĄ tentando transformĂĄ-lo em filme, dependendo de financiamento para viabilizar este projeto que seria mais um reconhecimento a esta figura brilhante do cinema nacional.

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TODAY’S SOUND: JIM JARMUSCH POR ARTHUR MENDES ROCHA

Jim Jarmusch jĂĄ se tornou um sĂ­mbolo dos cineastas independentes americanos; com trabalhos minimalistas, seu cinema merece ser conhecido e admirado, qualquer filme que ele faça sempre tem algo especial que os tornam Ășnicos.

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Como ele mesmo declara: “O que eu quero Ă© fazer filmes que contem estĂłrias, mas de alguma maneira de um novo jeito, nĂŁo de uma forma previsĂ­vel, nĂŁo de um jeito manipulativo que os filmes parecem ter com suas plateias”.

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Jarmusch nasceu em Ohio, mas ele transferiu seu curso de jornalismo para poesia e foi estudar em NY, onde se estabeleceu e vive até hoje.

Jarmusch diz que dois filmes americanos tiveram forte influĂȘncia sobre ele: “Night of the Hunter” (que jĂĄ falamos aqui) e “Thunder Road”, ambos p&b e estrelados por Robert Mitchum (com quem ele viria a trabalhar anos depois em “Dead Man” e do qual fala na entrevista abaixo)

Em uma viagem a Paris, Jarmusch descobre os arquivos da CinémathÚque Française e passa a conhecer o trabalho de cineastas que até então não conhecia como Ozu, Mizoguchi, Imamura, Bresson, Dreyer e até mesmo os filmes de Samuel Fuller (que eram meio malditos nos EUA).

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Ele continuava a escrever, mas sua visĂŁo era cada vez mais cinematogrĂĄfica e nĂŁo demoraria em ele optar por esta forma de expressĂŁo.

Em 1976, de volta a NY, Jarmusch ele entra para a NYU (New York City University) para estudar cinema. LĂĄ ele conhece e passa a ser assistente de ensino de Nicholas Ray, um dos grandes cineastas americanos, porĂ©m marginalizado, diretor de obras-primas como “Juventude Transviada”, “In a Lonely Place”, “Johnny Guitar” entre outros.

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Quando Win Wenders fez o documentĂĄrio sobre Ray, ‘Lightning over Water” (conhecido aqui como “Um Filme para Nick”), Jarmusch acabou sendo seu assistente , onde aprendeu a tĂ©cnica de fazer filmes.

Nesta Ă©poca, Jarmusch frequentava muito clubs como o Mudd Club, e passou a conhecer muitas pessoas desta cena que habitava o East Village. Ele inclusive chegou a tocar teclados em uma banda “Del-Byzanteens”, pois todo mundo fazia parte de uma banda, mesmo sem saber tocar e este era o princĂ­pio da coisa – faça mesmo sem saber fazer.

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No doc “Blank City” (que falei ontem), Jarmusch dĂĄ vĂĄrias entrevistas ao decorrer do filme, falando das condiçÔes para filmar na Ă©poca que iniciou a fazer cinema. Sua estreia foi em 1980 com ‘Permanent Vacation”- filme simples, barato, filmado nas ruas e em sua prĂłpria casa, com atores nĂŁo profissionais, que eram na verdade seus amigos e que fazia parte da No Wave.

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O filme aconteceu graças ao apoio de Ray e também do cineasta Amos Poe (outro cineasta da No Wave), que o incentivaram a dirigir. O filme acabou se tornando um cult na Europa, enquanto ninguém tomou conhecimento no mercado americano.

Mas foi com seu prĂłximo filme, ‘Stranger than paradise”, que Jarmusch conquistaria toda crĂ­tica e ganharia  o prĂȘmio Camera D’Or,  em Cannes, em 1984, para diretores iniciantes.

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Lembro de ter visto “Stranger tha Paradise” no antigo FestRio na mostra Midnight Movies, pois naquela Ă©poca o filme nĂŁo teria um lançamento comercial, jĂĄ que era muito underground, em P&B, planos longos, poucos diĂĄlogos, mas por isso mesmo especial, diferente, um sopro de modernidade e juventude no cinema americano.

Outro fator interessante do filme Ă© que ele foi feito com as sobras de negativos que Wenders cedeu a Jamursch, pois ele nĂŁo tinha recursos para fazer o filme.

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Quem tambĂ©m contribuiu muito para que o filme fosse feito foi sua mulher, Sara Driver, que ajudou a produzir tanto este quanto “Permanent Vacation” e que tambĂ©m participa de “Blank City”. Jarmusch tambĂ©m foi o diretor de fotografia de ‘You not I”, filme seminal da No Wave dirigido por Driver.

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“Stranger tha Paradise” tambĂ©m marca a primeira parceria de Jarmusch com John Lurie, amigo do diretor, que nĂŁo era ator profissional e sim mĂșsico, saxofonista do grupo Lounge Lizards.

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O filme abriu as portas para Jarmusch, a partir daĂ­ ele conseguiria financiamento para seus prĂłximos projetos e seu filme seguinte foi para Cannes tambĂ©m, “Down by Law”, outra pĂ©rola em P&B, com Lurie no papel central, mais a presença de Roberto Begnini, quando este ainda era desconhecido, e o mĂșsico Tom Waits.

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Logo em seguida, ele lança um filme colorido, “Mystery Train”, com um financiamento japonĂȘs de mais de dois milhĂ”es de dĂłlares, contando trĂȘs estĂłrias que se passam em Memphis, no mesmo hotel, uma homenagem a Elvis Presley. No elenco, amigos e colaboradores do diretor como Joe Strummer (do Clash), Nicoletta Braschi (mulher de Begnini), Screamin’ Jay Hawkins (uma lenda do blues americano), Steve Buscemi, entre outros.

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Nos anos 90, ele realiza quatro filmes: “Night on Earth” (1991), “Dead Man” (1995), ‘Year of the horse” (1997) e o ótimo “Ghost Dog: The way of the Samurai”(na cena abaixo com Forrest Whitaker e RZA).

Em 1994, ele participa de ‘Tigrero, a film that was never made”, uma espĂ©cie de documentĂĄrio dirigido por Mika Kaurismaki acompanhando Samuel Fuller e Jim Jarmusch numa visita ao Mato Grosso, local onde Fuller iria filmar nos anos 50 o filme ‘Tigrero”.

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Nos anos 2000, ele fez “Coffee and Cigarettes” (2003), “Broken Flowers” (2005) e “The Limits of Control” (2009), todos eles muito bem recebidos pela crítica.

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Jarmusch tambĂ©m contribuiu muito com Jack White, colocando-o em um segmento de “Coffee and cigarettes” (junto com Meg White), alĂ©m de dirigir um vĂ­deo dos Raconteurs (a outra banda de White) para a mĂșsica “Steady as she goes” (vĂ­deo abaixo), remixar uma faixa deles e tambĂ©m participar tocando na banda no VMA (Video Music Awards) em 2006.

No ano passado, ele se juntou ao consagrado mĂșsico Josef Van Wissen (que toca alaĂșde) e juntos lançaram os discos “Concerning the entrance into eternity” e “The Mystery of Heaven” (na foto abaixo).

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Este ano no Festival de Cannes, Jarmusch lançou seu mais novo filme “Only lovers left alive”, uma estória de amor entre vampiros, interpretados por Tilda Swinton e Tom Hiddleston e mais a presença de Mia Wasikowska e John Hurt. Este era um projeto antigo de Jarmusch, que só agora ele conseguiu realizar, um filme “crypto-vampire”, como ele mesmo define. O filme ainda não tem data prevista de estreia no Brasil.

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