Este é meu afilhado Iron, um rottweiller mix, para adoção responsável!
Muito brincalhão e carinhoso!
Como é "mixado" tem a vantagem de não crescer, vai ser sempre tamanho médio.
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CLARO TV

Direção: Rodolfo Vanni – Figurino: Japa Girl – Produção: Cia de Cinema

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TODAY’S SOUND: ZÉ DO CAIXÃO (COFFIN JOE) POR ARTHUR MENDES ROCHA

Todos estes artistas, que falei ultimamente da No Wave, do cinema transgressor, tinham uma admiração por um personagem de terror brasileiro: O Zé do Caixão ou Coffin Joe, como é chamado nos EUA.

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Este ano, o Zé do Caixão, personagem criado pelo ator e diretor José Mojica Marins, completa 50 anos.

O Zé do Caixão é o personagem que só veste preto, usa uma capa inspirada pela macumba e uma cartola. Além disso, ele usa unhas grandes (que muitas vezes eram as suas próprias que ele deixava crescer) bem ao estilo do Nosferatu, mais a barba para completar.

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O personagem mantém características psicológicas bem brasileiras, isto o torna único dentro do mundo do terror.

Aqui no Brasil, seus filmes foram assistidos por milhares de pessoas, mas mesmo assim Mojica era considerado um cineasta maldito, já que tinha dificuldades em financiar seus filmes e muitas vezes estes eram censurados pela ditadura militar que governava o país.

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Mojica é uma figura subversiva e controversa, e aí que está a fascinação de sua figura, tendo sofrido uma perseguição de 20 anos do regime militar, sendo preso, criticado pela igreja, mexendo em temas tabus para a sociedade da época.

A ideia do Zé do Caixão, segundo Mojica, surgiu de um sonho onde era arrastado até uma cova por um homem vestido de preto.

Este homem deu origem a Josefel Zanatas (o sobrenome uma brincadeira com Satanás), um coveiro que tinha o apelido de Zé do Caixão.

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Em sua origem, Zé do Caixão era filho do dono de várias funerárias e sofria preconceito de colegas, até que foi aceito e se apaixonou por Sara, que conheceu em sua escola. Eles tornaram-se inseparáveis e, ao crescerem, decidem se casar.

Os pais de ambos viajam antes do casamento e sofrem um acidente aéreo, onde todos morrem. O casamento é adiado e neste meio tempo, o Brasil entra na 2ª Guerra Mundial e Josefel se alista no exército, ficando quase dois anos sem dar notícia.

Sara acreditava que ele estava morto e aceita o pedido de casamento do prefeito da cidade. Porém, Josefel estava vivo e retorna para a cidade e encontra sua paixão casada com outro. Antes de ouvir qualquer explicação, Josefel mata os dois e só não é punido, pois acreditavam que estivesse sofrendo de um trauma de guerra.

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Josefel se torna uma pessoa fria, calculista, com uma alma perversa e passa a ser chamado de Zé do Caixão, por ser um agente funerário.

Por falta de atores que se submetessem à caracterização do personagem, Mojica acaba encarnando o Zé do Caixão no filme “À meia-noite levarei sua alma” (At midnight I’ll take your soul), lançado em 1964, e considerado o primeiro filme de terror brasileiro.

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No filme ele decepa dedos, fura olhos, afoga pessoas, joga aranhas em mulheres, enfim, ele é capaz de todas as maldades possíveis.

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Falando em aranhas, muitos críticos internacionais achavam que os filmes utilizavam efeitos especiais como computação gráfica para as aranhas, mas ficaram surpresos quando Mojica afirmou que ele comprava aranhas verdadeiras para serem utilizadas em seus filmes.

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“À meia-noite levarei sua alma” teve mais de 600 mil ingressos vendidos no país e em uma de suas cenas, Mojica utilizou até glitter direto no negativo para conseguir o efeito de ‘aura” em um fantasma.

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O tema recorrente nos filmes de Zé do Caixão é a busca pela continuidade de seu sangue, através de um filho perfeito gerado com a mulher perfeita, com uma inteligência superior à média e para isto, não medirá esforços em eliminar quem se intrometer em seu caminho.

O segundo filme clássico do personagem é “Esta noite encarnarei no teu cadáver” (This night I’ll possess your corpse”), continuação do primeiro filme, onde ele continua em busca da mulher perfeita e é temido por todos, utilizando aranhas, cobras venenosas e zumbis para conseguir seus objetivos.

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O filme acabou enfrentando a censura da época, pois ao levar tiros, ele confirmava sua descrença em Deus e ele foi obrigado a mudar o texto para ter seu filme liberado.

Na verdade, Zé do Caixão não acredita em nada, nem em Deus e nem no Diabo, ele acredita somente nele mesmo.

Lançado em 1968, ‘O estranho mundo de Zé do Caixão”(The Strange World of Coffin Joe), apesar do título, não mostra o personagem, o filme é composto de três estórias sobrenaturais.

O personagem aparece, não como figura central, em outros filmes como:

‘O Despertar da Besta/O Ritual dos Sádicos” (Awakening of the beast) – de 1970, no qual o Zé do Caixão aparece num filme de ficção dentro do filme, em uma espécie de pseudo-documentário;

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“Exorcismo Negro” (The Bloody Exorcismo of Coffin Joe) – de 1974, mostrando pela primeira vez criador e criatura, Mojica e Zé do Caixão, se confrontado, pois o criador negava a existência de seu alter-ego;

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“Delírios de um anormal’ (Hallucinations of a Deranged Mind) – de 1978, o filme é formado por sobras de película de filmes anteriores, cenas que foram cortadas ou censuradas, com o acréscimo de 35 minutos de cenas novas;

Mojica lançou vários outros filmes de terror e sobrenatural sem o personagem, misturando sexo, alucinações e muito mais. No final dos anos 70, início dos 80, ele dirige vários filmes do gênero pornochanchada, que era o que fazia sucesso no cinema nacional, assinando como J. Avelar.

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Em 1967, Mojica, como Zé do Caixão, apresentou o programa ‘Além, Muito Além do Além’, as sextas na TV Bandeirantes, onde apresentava estórias curtas de terror, que mais tarde foram adaptadas como histórias em quadrinhos, mas infelizmente este material se perdeu com o tempo.

Nos anos 70, ele foi homenageado no prestigiado Festival de Cinema fantástico e de terror em Sitges, na Espanha, reconhecimento que nunca teve aqui no Brasil.

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Em 1981, o Zé do Caixão também apresentou o programa ‘Um Show do Outro Mundo”, na Record, que acabou durando pouco devido a problemas na vida pessoal de Mojica.

Nos anos 90, ele apresentou o Cine Trash (também como Zé do Caixão), que virou um sucesso cult nas madrugadas da Band, mostrando longas-metragens de terror.

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Também nos anos 90, com o lançamento de seus filmes em VHS e DVD nos EUA e Europa e também no youtube, o tornam uma figura cult entre os artistas americanos, onde ele fica conhecido como Coffin Joe, passando a ter um respeito e admiração que aqui no país ele não tinha.

Coffin Joe passa a ser convidado á participar de festivais, mostras em sua homenagem, chamando atenção para sua figura.

Segundo o editor da revista Fangoria, Michael Gingold, os filmes de Coffin Joe eram mais extremos que os feitos nos EUA na mesma época e ele seria uma espécie de precursor de personagens como Freddy Kruger e Jason (de “Sexta Feira 13”).

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Bandas de punk e heavy metal também são mega fãs de Coffin Joe tais como Ramones (em uma turnê brasileira eles ofereceram uma jaqueta de couro assinada pela banda para Mojica), The Crammps, Rob Zombie (que virou um ótimo cineasta e presta tributo a ele em alguns de seus filmes), entre outros.

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Ele já mereceu comparações com Mario Bava, Dario Argento, Roger Cormann, cineastas que fizeram originais filmes de terror B.

Em 2001, o documentário “Maldito – O estranho mundo de José Mojica Marins”, dirigido por André Barcinski e Ivan Finotti, vence o prêmio especial do júri de filmes latino-americanos do Festival de Sundance.

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No mesmo ano, uma mostra de filmes dele no Festival de Sundance é realizada com sucesso, tornando o nome Coffin Joe, um símbolo dos filmes de terror latino e até propiciando o lançamento de edições especiais de seus filmes, como este box em formato de caixão:

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Em 2008, ele lança o último filme da trilogia do Zé do Caixão: “Encarnação do Demônio’ (Embodiment of Evil), onde o personagem é solto da prisão depois de 40 anos e passa a vagar pelas ruas de SP, mas esta produção não tem o mesmo sucesso do passado, com um público de 26 mil.

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Hoje em dia, ele tem seu próprio programa no Canal Brasil, ‘O estranho mundo de Zé do Caixão”, onde entrevista personalidades da cultura brasileira.

Aos 77 anos, Mojica pretende fazer workshops sobre terror e interpretação pelo país, ainda neste ano do cinquentenário de Zé do Caixão, bem como finalmente lançar o filme ‘A Praga”, que nunca havia sido finalizado, mas não tem a presença de seu famoso personagem.

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Além disso, o diretor Vitor Mafra, que tem os direitos do livro “Maldito”, biografia de Mojica e de Zé do Caixão (escrita por Barcinski e Finotti) está tentando transformá-lo em filme, dependendo de financiamento para viabilizar este projeto que seria mais um reconhecimento a esta figura brilhante do cinema nacional.

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TODAY’S SOUND: JIM JARMUSCH POR ARTHUR MENDES ROCHA

Jim Jarmusch já se tornou um símbolo dos cineastas independentes americanos; com trabalhos minimalistas, seu cinema merece ser conhecido e admirado, qualquer filme que ele faça sempre tem algo especial que os tornam únicos.

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Como ele mesmo declara: “O que eu quero é fazer filmes que contem estórias, mas de alguma maneira de um novo jeito, não de uma forma previsível, não de um jeito manipulativo que os filmes parecem ter com suas plateias”.

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Jarmusch nasceu em Ohio, mas ele transferiu seu curso de jornalismo para poesia e foi estudar em NY, onde se estabeleceu e vive até hoje.

Jarmusch diz que dois filmes americanos tiveram forte influência sobre ele: “Night of the Hunter” (que já falamos aqui) e “Thunder Road”, ambos p&b e estrelados por Robert Mitchum (com quem ele viria a trabalhar anos depois em “Dead Man” e do qual fala na entrevista abaixo)

Em uma viagem a Paris, Jarmusch descobre os arquivos da Cinémathèque Française e passa a conhecer o trabalho de cineastas que até então não conhecia como Ozu, Mizoguchi, Imamura, Bresson, Dreyer e até mesmo os filmes de Samuel Fuller (que eram meio malditos nos EUA).

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Ele continuava a escrever, mas sua visão era cada vez mais cinematográfica e não demoraria em ele optar por esta forma de expressão.

Em 1976, de volta a NY, Jarmusch ele entra para a NYU (New York City University) para estudar cinema. Lá ele conhece e passa a ser assistente de ensino de Nicholas Ray, um dos grandes cineastas americanos, porém marginalizado, diretor de obras-primas como “Juventude Transviada”, “In a Lonely Place”, “Johnny Guitar” entre outros.

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Quando Win Wenders fez o documentário sobre Ray, ‘Lightning over Water” (conhecido aqui como “Um Filme para Nick”), Jarmusch acabou sendo seu assistente , onde aprendeu a técnica de fazer filmes.

Nesta época, Jarmusch frequentava muito clubs como o Mudd Club, e passou a conhecer muitas pessoas desta cena que habitava o East Village. Ele inclusive chegou a tocar teclados em uma banda “Del-Byzanteens”, pois todo mundo fazia parte de uma banda, mesmo sem saber tocar e este era o princípio da coisa – faça mesmo sem saber fazer.

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No doc “Blank City” (que falei ontem), Jarmusch dá várias entrevistas ao decorrer do filme, falando das condições para filmar na época que iniciou a fazer cinema. Sua estreia foi em 1980 com ‘Permanent Vacation”- filme simples, barato, filmado nas ruas e em sua própria casa, com atores não profissionais, que eram na verdade seus amigos e que fazia parte da No Wave.

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O filme aconteceu graças ao apoio de Ray e também do cineasta Amos Poe (outro cineasta da No Wave), que o incentivaram a dirigir. O filme acabou se tornando um cult na Europa, enquanto ninguém tomou conhecimento no mercado americano.

Mas foi com seu próximo filme, ‘Stranger than paradise”, que Jarmusch conquistaria toda crítica e ganharia  o prêmio Camera D’Or,  em Cannes, em 1984, para diretores iniciantes.

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Lembro de ter visto “Stranger tha Paradise” no antigo FestRio na mostra Midnight Movies, pois naquela época o filme não teria um lançamento comercial, já que era muito underground, em P&B, planos longos, poucos diálogos, mas por isso mesmo especial, diferente, um sopro de modernidade e juventude no cinema americano.

Outro fator interessante do filme é que ele foi feito com as sobras de negativos que Wenders cedeu a Jamursch, pois ele não tinha recursos para fazer o filme.

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Quem também contribuiu muito para que o filme fosse feito foi sua mulher, Sara Driver, que ajudou a produzir tanto este quanto “Permanent Vacation” e que também participa de “Blank City”. Jarmusch também foi o diretor de fotografia de ‘You not I”, filme seminal da No Wave dirigido por Driver.

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“Stranger tha Paradise” também marca a primeira parceria de Jarmusch com John Lurie, amigo do diretor, que não era ator profissional e sim músico, saxofonista do grupo Lounge Lizards.

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O filme abriu as portas para Jarmusch, a partir daí ele conseguiria financiamento para seus próximos projetos e seu filme seguinte foi para Cannes também, “Down by Law”, outra pérola em P&B, com Lurie no papel central, mais a presença de Roberto Begnini, quando este ainda era desconhecido, e o músico Tom Waits.

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Logo em seguida, ele lança um filme colorido, “Mystery Train”, com um financiamento japonês de mais de dois milhões de dólares, contando três estórias que se passam em Memphis, no mesmo hotel, uma homenagem a Elvis Presley. No elenco, amigos e colaboradores do diretor como Joe Strummer (do Clash), Nicoletta Braschi (mulher de Begnini), Screamin’ Jay Hawkins (uma lenda do blues americano), Steve Buscemi, entre outros.

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Nos anos 90, ele realiza quatro filmes: “Night on Earth” (1991), “Dead Man” (1995), ‘Year of the horse” (1997) e o ótimo “Ghost Dog: The way of the Samurai”(na cena abaixo com Forrest Whitaker e RZA).

Em 1994, ele participa de ‘Tigrero, a film that was never made”, uma espécie de documentário dirigido por Mika Kaurismaki acompanhando Samuel Fuller e Jim Jarmusch numa visita ao Mato Grosso, local onde Fuller iria filmar nos anos 50 o filme ‘Tigrero”.

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Nos anos 2000, ele fez “Coffee and Cigarettes” (2003), “Broken Flowers” (2005) e “The Limits of Control” (2009), todos eles muito bem recebidos pela crítica.

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Jarmusch também contribuiu muito com Jack White, colocando-o em um segmento de “Coffee and cigarettes” (junto com Meg White), além de dirigir um vídeo dos Raconteurs (a outra banda de White) para a música “Steady as she goes” (vídeo abaixo), remixar uma faixa deles e também participar tocando na banda no VMA (Video Music Awards) em 2006.

No ano passado, ele se juntou ao consagrado músico Josef Van Wissen (que toca alaúde) e juntos lançaram os discos “Concerning the entrance into eternity” e “The Mystery of Heaven” (na foto abaixo).

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Este ano no Festival de Cannes, Jarmusch lançou seu mais novo filme “Only lovers left alive”, uma estória de amor entre vampiros, interpretados por Tilda Swinton e Tom Hiddleston e mais a presença de Mia Wasikowska e John Hurt. Este era um projeto antigo de Jarmusch, que só agora ele conseguiu realizar, um filme “crypto-vampire”, como ele mesmo define. O filme ainda não tem data prevista de estreia no Brasil.

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