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TODAY’S SOUND: PLAN 9 FROM OUTER SPACE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Aproveitando que hoje é Halloween, falaremos de um clássico do cinema trash que entrou para a história do cinema como o “pior filme de todos os tempos”: “Plan 9 from Outer Space”.

Ed Wood dirigiu este híbrido de ficção-científica e terror, estrelando Bela Lugosi, Vampira (Maila Nurmi) e Tor Johnson, entre outros e o filme foi rodado em poucas semanas e com um orçamento bem reduzido (como todo o trash que se preza).

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Só com a direção e este elenco, o filme já mereceria seu lugar na história de Hollywood, já que Wood conseguiu “inserir” a participação de Lugosi através de cenas filmadas antes da morte do mesmo.

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Claro que isto visava aproveitar a figura de Lugosi como chamariz de bilheteria, ainda mais com ele fazendo alusões ao seu icônico personagem Drácula.

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Na verdade, a idéia inicial de Wood era fazer o filme “Tomb of the vampire” (ou “The Ghoul goes west”), por isto as cenas de Lugosi acabaram ficando “perdidas’ no filme.

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A participação de Lugosi acabou sendo uma espécie de homenagem de Wood à figura de Lugosi, um ator eternamente associado ao mito que criou nos filmes da Universal e que enfrentava problemas com seu vício em morfina.

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Os dois conviveram muito nos três últimos anos de vida do ator (ele faleceu em 1956) e isto foi tema do filme “Ed Wood” de Tim Burton, estrelado por Johnny Depp (como Wood) e Martin Balsam, que arrebatou o Oscar de melhor ator coadjuvante, vivendo Lugosi.

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Após a morte de Lugosi, Wood aprontou o roteiro de “Grave robbers from outer space”, em 1956, lançando-o no ano seguinte, mas o distribuidor só o lançou ao grande público em 1959 e com o título de “Plan 9 from Outer Space”. A troca do título foi imposto pela Igreja Batista, que era um dos financiadores do filme.

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Outro detalhe foi que Wood acabou substituindo Lugosi (que já havia falecido) pelo seu quiropata, Tom Mason (em participação não creditada) que, em muitas das cenas, usa a capa tapando o seu rosto para que o público não perceba que não se trata mais de Lugosi.

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Ed Wood também era uma figura peculiar do cinema, conseguia realizar seus projetos, acreditava em suas ideias com fervor, além de dirigir, produzir e escrever suas produções; ele também gostava de andar travestido (ou usando seu pulôver de fedora como na foto abaixo) e fez outro clássico trash “Glen or Glenda”.

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A estória fala de extraterrestres que pretendem impedir os humanos de construir uma arma que destruiria o universo e por isso lançam o ‘Plan 9” para ressuscitar os mortos e impedir estes acontecimentos, instaurando um caos generalizado e dominando a terra.

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Wood já enfocava os zombies, muito antes destes virarem figurinhas fáceis em filmes e séries de TV.

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Revendo o filme hoje, ele não deixa de ser divertido, ousado para a época, mas ao mesmo tempo, cheio de erros de continuidade e edição.

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Para se ter uma idéia, eis algumas “falhas” do filme: as cenas filmadas em estúdio diferem muito das rodadas em locações e deveriam fazer parte da mesma cena; em uma das cenas, é possível ver a sombra de um microfone, coisa que não era perceptível quando o filme foi lançado no cinema; alguns diálogos não fazem o menor sentido, como o texto inicial onde o narrador fala de fatos que irão acontecer no futuro, mas que na verdade já aconteceram no passado; as lápides do cemitério foram feitas de borracha e podemos perceber que estas se mexem.

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A produção era bem simples, os efeitos mal feitos, como os discos voadores que tremem ao voar, os cenários pobres que são preenchidos com cortinas e muita fumaça.

Abaixo um vídeo com algumas destas falhas:

Mas todas estas falhas acabam contribuindo para o charme e a aura cult que o filme foi adquirindo com o passar dos anos.

Outros criticados foram Vampira e Tor Johnson, pelos seus desempenhos fracos, especialmente Tor que mantém a mesma expressão no filme inteiro. Mas afinal, eles eram amigos de Wood e suas participações são fundamentais para o filme.

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 Vampira, persona criada pela atriz Maila Nurmi, foi a primeira host de programas de horror transmitidos pela TV.

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Maila começou a chamar atenção ao estrelar uma peça na Broadway intitulada “Spook Scandals”, um show apresentado à meia noite onde ela já ensaiava seus passos como musa do terror.

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Sobrevivendo como pin up durante os anos 50, ela fez uma aparição vestida de Morticia Adams e foi convidada por um produtor de TV para apresentar o programa The Vampira Show, que durou de 1954 a 1955, criando assim a personagem Vampira.

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 Mas foi com “Plan 9” que Vampira tornou-se uma referência pop, ao sair de uma floresta com as mãos para a frente. Abaixo algumas cenas dela no filme:

 No filme “Ed Wood”, ela foi vivida por Lisa Marie, a então mulher de Tim Burton. Maila veio a falecer em 2008, aos 85 anos de idade.

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Independente de todas as críticas, “Plan 9 from Outer Space” é considerado a obra-prima de Ed Wood, um filme que ele fez de tudo para que se tornasse realidade e que  mais diverte que assusta; graças às suas reprises na TV americana ou em sessões da meia noite transformou-se numa referência fundamental para o cinema trash e de baixo orçamento, conquistando as mais diferentes gerações.

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TODAY’S SOUND: FASTER PUSSYCAT KILL KILL POR ARTHUR MENDES ROCHA

“Faster Pussycat Kill Kill” talvez tenha sido o filme B de exploitation/grindhouse que mais tenha influenciado toda uma geração de cineastas, a partir dele o gênero tornou-se uma sensação em todo o mundo.

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Grindhouse e exploitation são termos usuais no cinema americano, são os chamados filmes mais trash, com produções mais simples, atores desconhecidos e que usam e abusam de sexo e violência; geralmente eles eram exibidos em programas duplos, até para baratear seu ingresso e atrair um maior número de pessoas.

 Com o tempo, este tipo de filme virou cult, vários diretores foram diretamente influen-ciados por eles, como é o caso de Tarantino e Robert Rodriguez que fizeram um filme chamado Grindhouse que era composto de dois filmes que homenageavam o gênero.

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 O diretor de Faster Pussycat é Russ Meyer, um dos cineastas mais underrated americanos, pois poucas pessoas o conhecem e seus filmes são super inovadores, encarando sexo e violência da maneira mais normal possível.

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Meyer era fotógrafo da Playboy (daí seu bom gosto em mulheres voluptuosas) e já dirigiu vários filmes como “Vixen”, ‘Beyond the valley of the dolls”, “Supervixens”, entre muitos outros, mas nenhum teve a exposição que teve “Faster Pussycat Kill Kill”.

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Meyer tem uma predileção especial por mulheres gostosas, mas elas têm que possuir seios enormes, senão nem são selecionadas para seu casting.

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Lembro que a primeira vez que tive contato com sua obra, em 1990, foi justamente com Faster Pussycat, filme este que fazia parte de um ciclo dedicado ao cineasta e que tive a oportunidade de assistir no Scala Cinema, em Londres, um dos melhores cinemas de repertório do mundo (que infelizmente hoje não existe mais).

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Para um iniciante, Faster pode ser considerado um tanto quanto violento, já que a estória gira em torno de três dançarinas de strip-tease que fazem gato e sapato com os homens e são super fortes, não tendo medo nenhum em partir para a porrada, quando necessário.

É claro que isto causou frisson na época, ver mulheres serem as protagonistas e dominarem os homens, fazer deles mero objetos de seus desejos, sejam os sexuais quanto os mais violentos.

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Estamos falando de 1965, ano em que o filme foi lançado, quando as mulheres lutavam por seus direitos, o feminismo estava no começo e o tema ainda era tabu.

No elenco, nomes que viraram ícones de estilo como Tura Satana e Haji, ambas recentemente falecidas e que ficaram marcadas para sempre por seus papéis no filme.

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 Completando o trio está Lori Williams, como Billie, que faz a linha bombshell, loira, de shortinhos e botas brancas.

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Tura faz o papel da líder da gangue, Varla, que com seu visual todo de preto, com luvinhas e decote ousado, tem uma força física descomunal e domina a todos que ousam enfrentá-la.

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Com seu olhar penetrante, unido a seu busto enorme, Varla causa medo e excitamento.

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Varla já começa o filme apostando corridas com suas amigas, em filmagens feitas no deserto de Mojave, na Califórnia.

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Até que elas encontram um casal e resolvem desafiá-los, claro que o casal sai perdendo, Varla acaba matando o namorado em uma briga e seqüestra a namorada certinha, Linda (Susan Bernard).

A partir daí elas saem estrada a fora até descobrirem em um posto, que um velho senhor que mora nas redondezas, esconde todas suas economias em sua casa.

Este senhor vive com seu filho halterofilista, The Vegetable (Dennis Buch) que na verdade é um bobão e não tem condições de enfrentar as mulheres, é aí que elas vão se aproximar, se convidar para o jantar e seduzir o rapaz enquanto tentam roubar a grana de seu avô.

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 Mas para isso, ainda enfrentarão novos visitantes, a rebeldia de sua prisioneira e outros problemas para porem seu plano em ação.

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Os diálogos são ótimos, com pérolas como: “Honey, we don’t like anything soft. Everything we do is hard” (Querida, nós não gostamos de nada suave. Tudo o que fazemos é pesado.), ou seja, Tura e sua turma não estavam mesmo para brincadeira.

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As atuações não são das melhores, mas isto contribui para a mítica do filme, já que sua mistura de terror psicológico, humor negro, insanidade, suspense, e que nos conquista.

Meyer usa e abusa de planos ousados, linda fotografia em P&B, música sexy, com uma levada jazzy,

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Outro detalhe interessante é que Tura não utilizou dublê em nenhuma de suas cenas, além de assinar um contrato onde previa que toda vez que o filme fosse exibido, vendido, ela deveria ser consultada e levar uma porcentagem na negociação.

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Tura teve sua carreira impulsionada pelo comediante Harold Lloyd, que a incentivou a seguir na profissão, além de ser uma dançarina de burlesco e stripper profissional e também ter sido pedida em casamento por Elvis Presley.

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O que não deixa de ser merecido, já que Tura rouba o filme em cada uma de suas aparições e foi ela mesmo que bolou o seu visual emblemático.

Mas também não podemos deixar de mencionar Haji, no papel de Rosie, falecida este ano, e que tem uma beleza super exótica e uma presença magnética nas telas.

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Inexplicavelmente, o filme nunca foi exibido no circuito comercial no Brasil,  nem nunca lançado em DVD por aqui, só tendo sido exibido em mostrtas de cinema, sessões especiais como o ciclo dedicado à Russ Meyer pelo CCBB em 2010.

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Russ procurou reunir mulheres gostosas, carros velozes e muita violência, mas o filme é mais que isso, tornou-se um ícone, um cult, um filme que não cansamos de ver e rever e que foi eleito por John Waters (o rei do trash) como o melhor filme já feito.

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Exageros á parte, Faster Pussycat deve ser apreciado e já se tornou uma obra célebre da cultura pop, adorado por fãs no mundo inteiro, servindo como referência para editoriais de moda e chegou até a inspirar nome de banda.

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TODAY’S SOUND: ARRESTED DEVELOPMENT POR ARTHUR MENDES ROCHA

No final desta semana, no dia 26 de maio, uma das séries mais cultuadas da TV americana estará de volta, depois de um hiato de sete anos: ‘Arrested Development” voltará pelo Netflix.

O canal de streaming Netflix fez algo que todos os fãs esperavam há muito tempo e voltou a produzir esta sensacional série que era transmitida pela Fox e que deixou órfãos seus admiradores.

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A série estreou em 2003, pela Fox, criada por Mitchell Hurwitz, e teve a duração de três temporadas, conquistando neste meio tempo o Emmy e o Globo de Ouro de melhor comédia, motivo pela qual a Fox não a cancelou antes, apesar da baixa audiência.

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“Arrested Development” não é uma série como outra qualquer, era audaciosa, estava á frente de seu tempo, seus diálogos, os roteiros, a forma como nos é apresentada, difere de tudo o que já vimos em termos de comédia.

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Hoje em dia, com a rapidez de informações, a internet muito mais presente, agora sim é o momento ideal de compreendermos melhor todos os enredos pelos quais passam a família Bluth. Abaixo o trailer da nova temporada:

Eu comecei a ver a série há pouco tempo e me apaixonei imediatamente, além de muito engraçada, perspicaz, inteligente, cada episódio é sempre surpreendente.

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Uma de suas grandes influências é outra série cult americana do final dos anos 70 intitulada “Soap” e que também falava de famílias disfuncionais.

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A série gira em torno da família Bluth, com seus personagens pirados e super divertidos; eles eram ricos, mas perderam tudo e precisam se acostumar a esta nova vida. Mas, nenhum deles está preparado e somente Michael poderá salvá-los ou o “banana stand” (a banca de venda de bananas congeladas).

Os personagens são:

-Michael (Jason Bateman)- o único certinho da família, ele tenta de todas as maneiras fazer de tudo para que as coisas não desandem de vez, procurando manter a família unida e dentro da realidade (se é que isto é possível), gerenciando os negócios, mas geralmente é incompreendido.

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-George Sr (Jeffrey Tambor)- o pai manipulador e que é preso logo nos primeiros episódios (as cenas na prisão são hilárias) e faz de tudo para se livrar das acusações, inclusive tentando várias fugas; o mesmo ator faz o papel do irmão gêmeo Oscar, que tem cabelos compridos e é viciado em maconha

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-Jessica Walter (Lucille)- a matriarca que não desce do seu pedestal, ela quer permanecer em sua posição social, bebe demais, toma pílulas, sempre criticando os filhos, além de sempre estar aprontando alguma confusão que envolve gastos excessivos

-Gob (Will Arnett) – o filho mais velho, ele tenta provar sempre sua devoção ao pai, mas nunca dá certo em nenhum trabalho; sua ocupação é ser mágico, mas seus truques são um blefe total, está sempre competindo com Michael especialmente em relação ao carinho do pai

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-Buster (Tony Hale) – O filho mais problemático, super protegido pela mãe (até demais), meio abestalhado para se relacionar com outras mulheres, chega a ir para o exército, mas um acidente vai impedir sua carreira militar

-Lindsay (Portia de Rossi) – a única filha, irmã gêmea de Michael, casada com Tobias, com quem tem uma filha. Ela é mimada, materialista e sempre fazendo tudo errado, se jogando para o primeiro que aparece, já que o marido não transa com ela há um tempo

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-Tobias (David Cross) – marido de Lindsay e responsável por algumas das cenas mais engraçadas da série, ele é meio enrustido, metido a ator, ele vai parar até no Blue Man Group, além de sempre se envolver em trapalhadas

-George Michael (Michael Cera) – o filho de Michael que perdeu a mãe cedo e ficou muito ligado ao pai, que espera muito dele; trabalha no “banana stand” e vai se apaixonar pela prima

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-Maeby (Alia Shawcat) – filha de Lindsay e Tobias, sempre está contra os pais e tenta se rebelar contra eles chegando a trabalhar escondida como executiva de um estúdio de cinema

Estes personagens são o centro da série, que além deles teve a participação de vários atores conhecidos como Liza Minelli (que deve voltar na nova série na foto abaixo), Charlize Theron, Ben Stiller, Amy Pohler, Julia Louis-Dreyfuss, Henry Winkler, Scott Baio, Judy Greer, entre outros.

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“Arrested Development” inovou em várias maneiras: a série é narrada (por Ron Howard que também é um dos produtores), utiliza vários flashbacks, fotos, vídeos, enfim, as referências pops são abundantes e sempre há piadas recorrentes.

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São tantas as referências que nem todas são perceptíveis e muitas vezes uma segunda revisão se faz necessária para pescá-las.

E pensar que na época não havia twitter, GIFs, muito menos a possibilidade de assistir as reprises antes de serem lançados os DVDs.

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Não é a toa que a série virou um culto, culto este que é o responsável imediato pela volta da série depois de tanto tempo, seja através da ótima audiência das reprises do Netflix, pelos sites de fãs, pelos e-mails calorosos, os fã fizeram de tudo para trazer a série de volta e pelo visto conseguiram. Abaixo algumas das gags mais famosas:

Pelo Netflix, a série será exibida em quinze episódios de uma só vez, ou seja, o telespectador poderá assisti-la pelo chamado “binge-watch” (assistir todos os episódios seguidos, numa sentada).
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Os fãs estão em polvorosa, várias ações serão feitas para este lançamento, além de pôsteres espalhados pelas várias capitais e até um stand de bananas no Times Square com alguns dos atores.

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Nesta volta, alguns personagens secundários também devem retornar como Steve Holt, além da participação especial de comediantes que foram influenciados pela série como Kristen Wiig (que fará Lucille jovem), Seth Rogen (como George jovem), entre outros.

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A maioria dos atores despontou com esta série, fazendo vários papéis no cinema (principalmente Cera e Bateman) ou em outras séries e todos estão animadíssimos em voltar a seus personagens.

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Foi tão difícil conciliar os horários de todos que algumas das cenas tiveram que ser feitas com fundo verde para depois inserir o outro ator que contracenava nesta mesma cena, Horwitz teve que se virar para conseguir completar os novos episódios.

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Estes episódios da quarta temporada devem ser um pouco diferentes e girar em torno de cada um dos membros da família e começa exatamente onde a série terminou, há sete anos.

E como no final daquela temporada, Ron Howard anunciou a possibilidade de um filme, isto não está totalmente fora de questão, como podemos ver em entrevistas com o elenco na pré-estréia londrina da nova temporada:

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