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Posts Tagged ‘david bowie’

TODAY’S SOUND: STEVE STRANGE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Os posts desta semana serão sobre artistas que a música perdeu este ano, figuras que farão falta no universo musical, mas que nos deixam um belo legado sonoro. Hoje começo por Steve Strange, mais conhecido por seu projeto, o Visage, um dos grandes expoentes do synthpop e new wave do final dos anos 70 e início dos 80, ou como Simon Le Bon (do Duran Duran) o denominou: o líder do movimento New Romantic!

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Strange foi mais que um artista, ele foi um lançador de tendências, seja na moda, no comportamento, ele influenciou boa parte da geração que frequentou suas festas e dançou sua música nos anos 80; para muitos ele foi um dos que definiu esta época.

steve robin

Tudo começou quando Strange, um jovem que admirava os Sex Pistols, Roxy Music, David Bowie, Kraftwerk, resolveu formar sua banda e fazer festas na noite londrina.

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Ele começou fazendo trabalhos como design de arte para Malcom McLaren (o inventor dos Pistols e figura-chave da ascenção do punk) e formou as bandas The Moors Muderers e The Photons (que tiveram entre seus integrantes, Chrissie Hynde, Topper Headon, Vince Ely, entre outros). Ambas não obtiveram sucesso, portanto ele resolve se dedicar a noite, onde começa a fazer festas primeiramente no Billy’s Nightclub no Soho londrino até se mudar para o Blitz.

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Foi com o Blitz que ele realmente começou a ficar conhecido na cena londrina, já que o club era o spot favorito de um novo movimento que ia surgindo na música e na moda, os New Romantics. Foi no Blitz que bandas como o Culture Club e Spandau Ballet tiraram suas inspirações, tanto nas canções como nos visuais.

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Para se ter uma ideia, Boy George era quem guardava os casacos dos frequentadores do club e foi lá que começou a chamar atenção com suas produções e desde cedo, ele e Steve tinham uma relação de amor-ódio, disputando para ver quem chamava mais atenção.

Steve Strange e Boy george

 

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Foi também no Blitz que figuras como Marilyn e toda estética new romantic, com grande influência dandy e andrógina, foi tomando forma.

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Um dos ídolos desta turma era David Bowie e quando este, em si, foi no club, todos ficaram passados. Inclusive, foi lá que Bowie fez o casting do seu single na época, ‘Ashes to ashes”, quando convidou Strange (e outros frequentadores) para participar do vídeo.

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O Blitz originou os chamados Blitz kids, geração de estilistas (como John Galliano), artistas, músicos, designers, que passavam a dominar esta cena na Inglaterra.

Rola a lenda que o club ficou tão disputado que até Mick Jagger foi barrado por Strange, que ficava na porta escolhendo quem podia entrar ou não.

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Voltando à música, quando o Photons terminou, Strange se uniu a Rusty Egan (da banda new wave Rich Kids), Midge Ure e Billy Curie (ambos do Ultravox), e mais Dave Formula, John McGeogh e Barry Adamson (os três da banda Magazine), e formou o Visage. Seu demo, “In the year 2525”, acabou sendo recusado pela gravadora EMI. Abaixo o clipe da música com cenas no Blitz Club:

Até que em 1979, eles assinam com a Radar Records e lançam seu primeiro single, “Tar”:

O single não chamou muito a atenção, enquanto que o segundo foi um estouro, lançando o grupo direto para o top 10 com “Fade to Grey”, até hoje a música com a qual Strange ficou conhecido por sua vida inteira. Esta chegou a ser primeiro lugar em países como a Alemanha.

Agora sim, Strange realizara seu sonho como pop star, aparecendo em capas de revistas, programas de TV, se tornando o símbolo máximo dos new romantics, misturando Kraftwerk, Bowie, eurodisco e sintetizadores.

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Seu visual era nada mais que absurdo, pintando o rosto de temas inusitados, seja metade de cada cor ou com desenhos surrealistas, enfim, ele ousava esteticamente o que podia.

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O próximo hit do Visage foi com “Mind of a toy”, com direito a coreografias geométricas, figurinos caprichados e muita maquiagem:

Enquanto isso, na noite ele substituía o Blitz pela nova noite, “Club for heroes”, na Baker Street, e logo em seguida pelo Camden Palace, lugar que ajudou a hypar nos anos de 1982 a 84, e que se tornou um clássico da noite londrina durante muitos anos.

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Celebridades como Freddie Mecury, Billy idol, entre outros, podiam ser vistos frequentando o Camden.

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Em 1982, eles lançam um novo disco, ‘The Anvil”, outra pérola do synthpop com músicas como a faixa-título. Notem que no clipe abaixo, seu visual está bem mais dark:

No álbum também se destacava ‘The damned don’t cry”:

Porém, com todos os membros envolvidos em outros projetos, ficava difícil conciliar o Visage com a noite no Camden, mais as outras bandas dos envolvidos, como o Ultravox, que vinha fazendo mais sucesso comercial que o próprio Visage.

Steve Strange e Rusty

Assim, cada um vai para o seu lado e o Visage acaba terminando naquele momento. Durante o restante de sua carreira, Strange sempre tentará um retorno ao Visage, mas nunca obtendo o mesmo sucesso do primeiro disco.

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Em 1986, ele tenta mais um projeto, o Strange Cruise, mas que acaba não vingando. Neste período, Strange acaba se viciando em heroína, mas conseguiu se livrar do vício e se tornou DJ em festas badaladas. No início dos anos 90, ele foi host do Double Bass, votado um dos melhores clubs da noite londrina na época.

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Porém, com o final da década, ele teve dois baques: um foi a morte de seu grande amigo, Michael Hutchence (do INXS), e a outra foi quando sua casa pegou fogo. Strange teve um ataque de nervos, foi internado e passou a enfrentar problemas por causa disto. Certa vez ele foi pego roubando um brinquedo dos Teletubbies e foi preso; ele passava a ser figurinha fácil dos tabloides de escândalos.

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Durante os anos 00, Steve participou de diversos programas da TV inglesa, seja falando de seu passado new romantic ou como membro do reality show, Celebrity Scissorhands. Ele também lançou sua biografia em 2002, “Blitzed”, onde conta vários bafos da noite londrina dos anos 80. No mesmo ano, ele também participa da Here and now tour, turnê que reunia ex-integrantes de bandas de sucesso dos 80’s.

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Em 2004, ele tenta uma volta do Visage, desta vez como Visage Mk II, regravando novas versões de seus antigos hits, mas o sucesso não foi o esperado.

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Em 2013, ele revive novamente o Visage, com novos integrantes, e lançando o disco ‘Hearts and Knives’, com vários shows pela Europa. Abaixo um vídeo promocional onde ele fala de sua história e influências na ocasião de lançamento do álbum:

No ano passado, ele gravou uma nova versão, desta vez uma versão de “Fade to Grey’ acompanhado de uma orquestra:

No final de sua vida, sua saúde não andava nada bem, ele havia sofrido de dificuldades respiratórias, até que veio a falecer de uma parada cardíaca, em fevereiro deste ano.

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Seu enterro reuniu vários de seus amigos e admiradores, entre eles Boy George, que leu um poema em sua homenagem (que pode ser ouvido abaixo), e os integrantes do Spandau Ballet, que o homenagearam em shows e também no filme “Soul Boys of the western world”.

A morte de Steve foi uma grande perda para a cultura pop, pois mesmo não tendo mais o mesmo sucesso, ele será para sempre lembrado como o criador de um importante movimento estético e musical dos anos 80, além de ser uma figura inovadora de uma época que definiu a música pop para os anos seguintes.  

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TODAY’S SOUND: JACQUES BREL POR ARTHUR MENDES ROCHA

Encerrando nossos posts sobre chanson française, hoje falo sobre Jacques Brel, que na verdade era belga, mas fez sua carreira na França, onde se destacou na música e no cinema.

Jacques Brel On Stage At "La Tete De L'Art", Avenue De L'Opera In Paris, France -

Brel foi dos cantores que optou por temas que fugissem um pouco do gênero romântico, assim suas canções possuem letras mais darks e adultas, temáticas mórbidas, mais ao estilo de um Dylan, Leonard Cohen ou um Woody Guthrie.

Ele cantava as prostitutas, os marinheiros, os desajustados sociais; ele era como um rapper que declama seus versos com toda a emoção possível. Atacando a burguesia e a igreja, ele expressava suas angústias através da música.

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Brel nasceu na Bélgica, em 1929, e desde cedo foi demonstrando amor pelas artes, especialmente pela música, começando a tocar guitarra aos quinze anos.

Inclusive, no final dos anos 40, ele participava do coral jovem da igreja de seu bairro, além de compor suas próprias canções.

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Em 1953, a gravadora Phillips lança seu primeiro single, “La Foire”:

O lançamento lhe proporciona alguns shows modestos até que decide por se mudar para Paris.

É na capital parisiense que Brel realmente terá o reconhecimento que merece, fazendo sua estreia nos palcos do Olympia em 1954 e logo em seguida, realizando concertos pela França.

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Seu álbum de estreia, “Jacques Brel et sés chansons”, é lançado e entre os destaques estava “Sur la place”, acompanhado da orquestra de François Rauber, que será um de seus habituais colaboradores:

Porém, a venda do álbum é inexpressiva; mesmo assim, ele é notado por Juliette Gréco, que grava a música “Le diable”, de sua autoria.

 Até que, em 1956, ele lança um EP com a canção, “Quand on n’a pás que l’amour”, que se torna o seu primeiro hit, chegando ao 3º lugar na parada francesa:

Até o final da década, ele lança mais três álbuns, além de excursionar por diversos países com shows.

Aos poucos, ele ia conquistando os países de língua inglesa, tendo seu primeiro álbum editado nos EUA, que consistia numa compilação dos discos que gravou pela Phillips e fazendo seu primeiro show em 1963 no solo americano, no Carnegie Hall, em NY.

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No mesmo ano, ele lança mais um ótimo disco, “Jacques Brel accompagne par François Rauber et son orchestra”, onde se destaca a música “Les Toros”, onde comparava a morte dos touros com soldados na guerra.

Os artistas americanos começavam a prestar mais atenção em suas brilhantes composições, entre eles o poeta McKuen, que faz as versões de Brel para o inglês.

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No próximo disco, “Brel 6”, mais uma dramática música falando de um soldado: “Le suivant.

Em 1966, McKuen faz a versão para o inglês de uma das composições de Brel, “Ne me quitte pas”, que se transforma em “If you go away” na voz de Damita Jo e que se torna um estouro nos EUA.

Agora sim, o nome de Brel era quente em terras americanas e artistas como Sinatra, Tom Jones, Neil Diamond, Judy Colins, Joan Baez, entre outros, queriam gravar suas canções.

Cansado e esgotado, Brel decide se despedir dos palcos com um último show no Olympia, em 1966, mas como seus discos estavam fazendo sucesso na América, ele tinha ainda uma agenda cheia a cumprir antes de se afastar do stage.

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Em 1967, ele resolve atacar no cinema, estrelando o primeiro de uma série de dez filmes, onde ele aparece como ator e tem suas músicas na trilha sonora.

Inclusive, ele também dirigiu um filme, “Franz”, de 1973, no qual atua ao lado de outra diva da música, Barbara.

Ainda em 1968, ele estreia no teatro, com a adaptação de “L’homme de la Manche”, num papel que lhe cabe perfeitamente, o do sonhador e idealista Don Quixote. A peça se torna um sucesso com mais de 150 apresentações.

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No mesmo ano, em NY, um musical com suas canções, “Jacques Brel is alive and well and living in Paris”, se torna um grande sucesso na Broadway e coloca seu nome em voga novamente.

Mais artistas como Scott Walker e David Bowie, entre outros, decidem gravar suas composições com letras em inglês. Walker grava “Jackie’, a versão de “Jacky’, de Brel (incluída num episódio de “Absolute Fabulous”):

 

Depois dos anos dedicados ao cinema, Brel decide comprar um veleiro para viajar pelo mundo.

Ele volta assim que descobre que estava com câncer no pulmão, mas consegue se operar a tempo.

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Assim que se recupera, ele volta a viajar de veleiro e se apaixona pelas Ilhas Marquesas, na Polinésia Francesa, onde decide viver.

Ele volta à França para gravar o seu último álbum, “Brel”, lançado após um hiato de dez anos sem gravar e que acaba vendendo mais de um milhão de cópias.

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Em 1978, sua saúde volta a se deteriorar e ele volta à Paris, onde vem a falecer de embolia pulmonar, tendo apenas 49 anos de idade.

 

Brel se tornou uma referência na música mundial, suas letras filosóficas (fortemente influenciadas pelo Existencialismo), de um lirismo impressionante, atraíram os mais diferentes intérpretes, de Dusty Springfield a Cindy Lauper, de Brenda Lee a Marc Almond; não teve quem não se rendeu ao seu talento.

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Em 2013, o próprio Almond narrou o documentário da BBC, “Behind the Brel”, um tributo à genialidade de Jacques Brel.

 

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TODAY’S SOUND: GIORGIO MORODER POR ARTHUR MENDES ROCHA

Giorgio Moroder dispensa apresentações, além de pioneiro da música eletrônica, ele criou a “european disco”, é produtor, arranjador e realizou premiadas trilhas para o cinema; sem ele não existiria o que chamamos de dance music.

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Giorgio teve a brilhante intuição de juntar o som dos sintetizadores com o R&B americano e criou um gênero único que conquistou as pistas e as paradas de sucessos.

Ele nasceu na Itália, trabalhando com pequenas bandas até se mudar para a Alemanha.

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Giorgio era fã de Elvis Presley, Paul Anka (principalmente pela canção “Diana”) e Beatles; e em 1969 ele lançou uma canção bem pop, “Looky Looky”, que já fez sucesso logo de cara. Abaixo uma apresentação dele na TV francesa, atentem para o visual dele, impagável:

Ele ensaiava nas horas vagas, pesquisando técnicas de som, para sempre estar na vanguarda da tecnologia musical, criando o Musiclan Studios, estúdio de ponta para gravação e que foi utilizado por bandas como Led Zeppelin, Rolling Stones, entre outros.

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Um de seus primeiros hits foi com “Son of my father”, em 1972, que o grupo inglês Chicory Tip regravou e atingiu o primeiro lugar na parada britânica. A canção é uma das primeiras a utilizar o sintetizador Moog:

Quando ele conheceu Donna Summer, em 1974, sua vida mudou: ela era uma backing vocal e resolveram fazer um demo com letra de Pete Bellotte (usual colaborador de Giorgio), chamado “The Hostage”. No clipe abaixo uma jovem Donna já mostra ao que veio:

Giorgio viu que Donna tinha futuro, daí ela teve a ideia de uma música sexy com a frase “I love loving you” e assim, com o toque de Giorgio no estúdio, surgiu ‘Love to love you baby”, que se transformou num mega hit nos anos 70.

A Casablanca Records adorou a música e propôs torná-la ainda mais longa.

Donna não queria cantar a música, pois a considerava erótica demais, mas o sucesso foi tanto que acabou lançando seu nome ao estrelato.

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Giorgio foi visionário: usando a batida 4×4, agora um europeu fazia dance music da melhor qualidade, sendo um marco para a época, já que quase nada eletrônico era utilizado para fazer as pessoas dançarem.

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Mas foi o próximo trabalho deles que acabou sendo considerado um divisor de águas, deixando todos de queixo caído: “I feel love”, uma faixa que é considerada um marco da música eletrônica, pois quando foi lançada não existia nada parecido feito para o dancefloor. A música era muito underground para a época, os únicos que faziam algo assim era o Kraftwerk, portanto o impacto de “I feel love” foi imensurável, era o futuro da música.

Ao mesmo tempo, ele se destacava nas paradas com a faixa título de seu álbum, ‘From here to eternity”, álbum todo gravado com sintetizadores:

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Neil Bogart da Casablanca queria mais hits para Donna, assim é lançado outro álbum duplo, “Bad Girls”, que origina a faixa título e também “Hot Stuff”.

 Outro sucesso dos dois foi a versão disco para “MacArthur Park”, em seus mais de 17 minutos de glória, incluída no álbum duplo e ao vivo de Donna, “Live & More”, produzido por Giorgio.

Com Donna ele ainda produz ‘Enough is Enough” (dueto dela com Barbra Streisand), ‘On the Radio”, ‘Last Dance” (que ele co-produziu), entre outras.

Com a mudança de Donna para outra gravadora, a Warner, Giorgio parte para outras colaborações.

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Ele trabalha com bandas como o The Sparks, mas não obtém o mesmo sucesso que na época de Donna.

Em 1979, ele realiza um os primeiros álbuns totalmente gravados digitalmente, “E=MC2”.

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Agora vivendo em Los Angeles, ele passa a ter contato com os produtores de Hollywood onde é procurado por Alan Parker, fã de “I feel love” e que imaginava para a trilha de seu novo filme, “Midnight express” (Expresso da meia-noite), algo parecido, bem eletrônico. E assim Giorgio criou “The Chase”:

Outra música que se destacava na trilha era o tema principal do filme, ‘The Midnight Express Theme”:

A trilha permitiu a Giorgio conquistar o seu primeiro Oscar.

Giorgio Moroder,  Raquel Welch

Logo em seguida, ele faz também “American Gigolo”, cuja música de abertura era “Call me”, cantada por Debbie Harry com o Blondie e que foi um hit nas pistas:

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Em 1982, ele colabora com David Bowie na trilha de “Cat People”, a refilmagem do clássico dos anos 40, “Sangue de Pantera”, na música “Putting out fire”:

No ano seguinte, ele faz a trilha de “Scarface”, que acaba virando um cult com o passar dos anos.

Outra trilha de sucesso foi “Flashdance”, o filme foi um arrasa-quarteirões nas bilheterias e a música tema, “What a feeeling”, cantada por Irene Cara, lhe deu outro Oscar e o Globo de Ouro:

No cinema, ele ainda fez a trilha da versão colorizada de “Metropolis”, o clássico do cinema mudo dirigido pelo alemão Fritz Lang, que foi relançado com nova trilha feita por Giorgio e em uma das músicas, “Love kills”, os vocais eram de Freddie Mercury:

Na trilha de “Electric Dreams”, ele tem mais um hit com Philip Oakey (o vocalista do Human League) em “Together in electric dreams”:

No mesmo ano ele também produz para Limahl a música tema do filme “Never Ending Story”:

Em 1985, ele é procurado pelo produtor Tony James para lançar uma nova banda, o Sigue Sigue Sputnik, que juntasse visuais, sons modernos e futuristas, assim ele produziu “Love Missile F1-11 (Flaunt it)”:

Ele também foi o responsável pela trilha de “Top Gun”, junto com seu colaborador Harold Faltermeyer (do sucesso “Axel F” da trilha de Beverly Hills Cop) mais Tom Whitlock (responsável pela letra), e o hit “Take my breath away”, cantada pelo Berlin, que lhe deu o terceiro Oscar.

Os anos 70 e 80 foram os mais movimentados na carreira de Giorgio, já que nos anos 90 ele fez poucas coisas como voltar a colaborar com Donna na música ‘Carry On”, que lhe deu o Grammy de melhor gravação de dance (esta foi a primeira vez que o prêmio foi dado).

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Além disso, ele também colaborou com artistas pop como Bonnie Tyler, Three Degrees, Cher, Pat Benatar, Japan, Kenny Loggins, entre outros.

Em 2013, o Daft Punk o convida para uma faixa no álbum “Randon Acess Memories” intitulada simplesmente “Giorgio by Moroder”, onde ele só fica falando de sua carreira tendo uma base eletrônica do Daft por baixo.

giorgio e daft

A faixa rendeu o quarto Grammy da carreira de Giorgio e é uma bela homenagem ao trabalho do produtor:

Foi o que bastou para ele voltasse a ficar na moda, e agora também se lançando como DJ.

Ano passado ele tocou em SP num evento fechado, quem viu disse que ele tocou vários clássicos, incluindo muita coisa de autoria dele e novos remixes.

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Em 2014, ele remixou uma faixa para o Coldplay e Lady Gaga com Tony Bennet.

No mês que vem, ele deve lançar o seu novo álbum “Déjà Vu”, que inclui o single “Right here, right now’ com Kylie Minogue, que já é hit nas pistas:

E a faixa título, “Déjà Vu” com a cantora Sia, que acaba de ser lançada:

Além delas, também participam do álbum, Britney Spears, Charlie XCX, Kelis, Matthew Koma, entre outros.

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Atualmente, Giorgio excursiona o mundo como DJ, além de fazer uma turnê com Kylie pela Austrália.

Giorgio viu assim sua carreira renascer aos 74 anos e parece que desta vez ele voltou para ficar, pois o seu toque faz toda a diferença, é sempre algo feito com habilidade e bom gosto dentro do mundo pop.

Giorgio Moroder

 

 

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