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david bowie – Japa Girl












































































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TODAY’S SOUND: THE PEOPLE’S HISTORY OF POP POR ARTHUR MENDES ROCHA

A BBC 4 está apresentando uma série muito interessante  para os amantes da música pop intitulada “The People’s history of Pop”.

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A série de programas, com duração de uma hora cada, foi dividida por décadas e com diferentes apresentadores para cada segmento.

O mais legal de tudo é a ideia de contar a história da música pop na Inglaterra através de seus fãs, daqueles que viveram momentos especiais em suas vidas em função da adoração ou admiração a determinado ídolo. Assim, temos os mais diferentes tipos de pessoas, de profissões e origens diversas que possuem uma coisa em comum: o amor por um ídolo pop.

Assim, através das lembranças destas pessoas, da memorabilia que eles guardaram, sejam ingressos de shows, posters, coleções de discos, diários e mais, ficamos conhecendo a história da música pop na Inglaterra.

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A BBC dispõe de imagens absurdas, a cada programa que produzem parece que vemos novas imagens que julgávamos que nem existiam, sendo assim eles sempre nos surpreendem.

O primeiro episódio se chama ‘The birth of the fan: 1955-1965” e nos mostra o início da música pop na Inglaterra, no período do surgimento do rock nas terras inglesas, tudo isto contado por um ícone da época: a modelo e atriz Twiggy, um ícone inglês dos anos 60.

twiggy

Assim, Twiggy nos guia por este mundo, quando o rock ainda era um ritmo pouco conhecido, quando a música pop inglesa era careta e sem graça, uma música mais para os pais do que para os filhos, que não se identificavam com aquele som.

Um dos primeiros ídolos ingleses do rock foi Lonnie Donegan, que trouxe para o pop uma levada mais rock n’ roll, que fazia os jovens dançarem a uma música que era mais a cara deles, com hits como “Rock Island Line”:

Outro gênero que começa a ficar popular no fim da década de 50 era o “skiffle”, que nada mais era do que uma música folk com influências de jazz e blues e onde os instrumentos eram improvisados em caixas de madeira, cabos de vassoura, tábuas e até garrafas.

Um detalhe interessante é que a primeira banda de John Lennon foi um grupo de skiffle denominado The Quarrymen.

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No doc, um senhor nos mostra fotos dele com Lennon e com Paul McCartney e inclusive ele assistiu a primeira apresentação dos dois juntos, um momento único no mundo pop.

Ficamos conhecendo um funcionário da gravadora EMI que adquiriu esta gravação e tem esta relíquia guardada a sete chaves, pois seu valor é inestimável.

Outro que começou num grupo de skiffle foi Jimmy Page, muito antes de ele vir a se tornar o célebre guitarrista do Led Zeppelin.

Com a chegada do rock americano em terras inglesas, com artistas como Bill Halley, surgem ídolos de rock como Billy Fury, um produto tipicamente inglês, uma espécie de Elvis inglês, que também estrelava em filmes que enlouqueciam as adolescentes inglesas em produções como “Play it cool”.

É claro que Liverpool teve importância fundamental neste início do rock, pois lá se localizava o porto em que chegavam navios de todo mundo e traziam os compactos de rock produzidos na América.

Estes discos inspiravam os adolescentes de lá a montarem suas bandas e frequentassem clubs onde o rock dominava como no Cavern Club, o lugar onde nasceram os Beatles.

Interior do Cavern Club.

Interior do Cavern Club.

Inclusive vemos imagens da época gravadas dentro do Cavern e fãs que viram os show s que os Beatles fizeram por lá.

O programa de TV da juventude dos anos 60 era o Ready Steady Go, onde os grupos como The Shadows ou o The Hollies se apresentavam e levavam os jovens à loucura.

O doc entrevista a coreógrafa do programa, Theresa Kerr , que era a responsável por selecionar os jovens que iriam dançar e que deveriam ser modernos e descolados, sendo que ela fazia pesquisas nos melhores clubs ingleses como o Scene Club.

Uma destas adolescentes foi a própria Twiggy, que adorava o programa.

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O  doc também vai nos mostrando as tribos que iam surgindo como os teddy boys, vestidos em seus ternos,com cabelos com topetes e muita brilhantina e sapatos creeper.

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E também os mods, com suas lambretas, seus parkas, seus cabelos curtos e frequentando clubs como o The Flamingo, no Soho inglês.

Outra tribo interessante surgida em meados de 60 eram os fãs de bluebeat, totalmente influenciados pela cultura negra e tendo artistas como John Lee Hooker:

O ska também surge nesta época, através de artistas jamaicanos, como Millie Small, autora do hit ‘My boy lollipop”:

O episódio seguinte é ‘The Love Affair: 1966-1976”, apresentado por Danny Baker, escritor, jornalista e apresentador britânico que nos guia por este movimentado período do pop onde glam rock, heavy metal, rock progressivo, psicodelia, reggae, conviviam um ao lado do outro.

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Danny Baker com sua coleção de discos.

Baker trabalhava numa loja de discos na época e nos conta como convivia com toda esta riqueza do que era produzido musicalmente nesta época e as tribos de cada gênero.

Como o próprio nome deste episódio diz, ele fala sobre o caso de amor dos fãs com seus ídolos.

O doc nos fala do momento psicodélico dos Beatles com o álbum Sgt. Pepper’s, o primeiro álbum pop a vir com as letras de todas as músicas.

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Don Letts aparece e nos fala de como os Beatles ficaram mais interessantes quando começaram a consumir drogas e abrir sua mente para outras influências e viagens.

Foi nesta década também que a banda acabou e surgiram novos astros.

Era uma época cheia de protestos, de questionamentos políticos e sexuais; além de ser no final da década de 60 o primeiro dos festivais ingleses ao ar livre como o Festival da Ilha de Wight.

Poster do Festival de Wight de 1970.

Poster do Festival de Wight de 1970.

Conhecemos no doc um dos organizadores do festival , da edição de 1970, que nos conta toda a atmosfera, além de mostrar memorabilia que ele guardou da época e de apresentações de artistas como Jimi Hendrix, The Who e principalmente o The Doors, com músicas como “When the music’s over”:

Aos poucos, o pop vai entrando para um lado mais dark, o rock fica mais pesado, com influências de magia negra, ritos satânicos, como na música do Black Sabbath.

Ao mesmo tempo, havia também o glam rock, com figuras como Marc Bolan, do grupo T-Rex e sucessos como ‘Get it on”:

Baker nos conta o episódio em que Bolan esteve em sua loja e acabou lhe dando uma camisa de presente e como ele guardou aquilo como um tesouro.

E falando em glam, como não falar de David Bowie, o camaleão do rock, que surgia no final dos anos 60 para enfeitiçar toda uma geração de jovens que viam ali o nascimento de um ídolo diferente dos demais, especial, que possuía um alter ego, Ziggy Stardust.

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Inclusive vemos uma fã que foi e guardou ingresso e programa do show em que Bowie se despede de Ziggy, no Hammersmith Odeon, em 1973, momento histórico do pop:

Outra fã de Bowie nos conta como acabou adquirindo uma relíquia: a máscara de metal que ele utilizou em um de seus videos (na foto abaixo nas maõs de Danny Baker).

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A escalada do reggae na Inglaterra também é mostrada, principalmente no sucesso de Bob Marley.

Inclusive ficamos sabendo de uma apresentação de Marley na escola londrina Peckman Manor, para alguns alunos, acompanhado de Johnny Nash (autor do hit “I can see clearly now”), antes de se tornar famoso.

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O doc ainda fala do rock progressivo de bandas como o Pink Floyd e também do movimento Northern Soul, de como uma fã da época se vestia para frequentar os bailes do Wigan Cassino e curtir toda aquela atmosfera mágica.

The People´s History of Pop ainda continua com mais episódios que falaremos em breve.

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TODAY’S SOUND: BOY GEORGE’s 1970s: SAVE ME FROM SUBURBIA POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nos próximos posts, falaremos de documentários e filmes cujo tema principal é a música, sejam biografias de artistas, documentários sobre bandas, suas influências e mais.

Iniciamos hoje pelo recente documentário apresentado pela BBC 2 inglesa sobre Boy George e suas influências nos anos 70, intitulado ‘Boy George’s 1970s: Save me from Suburbia”.

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O doc é simplesmente uma delícia de ver, com Boy George nos conduzindo pela Londres que ele viveu em sua adolescência, desde sua vida nos subúrbios até começar a se antenar para o que estava acontecendo na metrópole na década de 70.

Ele começa se rasgando de elogios para David Bowie, o artista da época que mais o influenciou, pelo qual ele queria largar tudo e segui-lo onde quer que fosse.

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Boy George nos mostra discos de Bowie que escutava na sua vitrola, o apartamento onde morou, as influências das músicas que o irmão mais velho escutava.

Outra coisa legal é que sua mãe participa do doc e ela nos fala como era ele adolescente, quando estava descobrindo sua sexualidade e Bowie era influência no seu jeito de agir e se vestir; não era mais um crime gostar de outros meninos, sua opção sexual era sua, uma escolha na qual ninguém deveria se intrometer.

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Ele cita a icônica apresentação de Bowie no Top of the Pops interpretando “Starman”, em 1972, um marco em George e seus amigos, bem como toda uma geração de artistas ingleses.

Bem como a vez que foi até o bairro onde Bowie morava com Angie e a casa que pertencera ao casal.

Além disso, Londres vivia uma época de caos econômico, com muito desemprego e atitudes racistas, repressoras e homofóbicas.

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Era o momento certo para que o movimento punk nascesse e trouxesse uma atitude diferente para os jovens, de questionamento, de crítica a esta sociedade hipócrita.

Boy George era um destes jovens, ele começa a frequentar a noite, ele nos relata que um de seus amigos que abriram as portas desta modernidade para ele foi Philip Sallon, que aparece no documentário e nos fala dos primeiros lugares que ele levou o jovem George O’Dowd (nome real de Boy) como o Mud Club,  Bangs, Louise’s, Bromley Contigent e outros clubs e noites da época.

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O jovem Boy George ao lado de Philip Sallon.

Mas o que mais chamava a atenção de Boy George era a maneira como Sallon se vestia, sempre com modelitos arrasadores (Sallon trabalhou no departamento de figurinos da Royal Opera House, bem como na BBC) e sem medo de enfrentar a sociedade com sua moda extravagante e cheia de personalidade.

Boy George (primeiro da dir. p a esq.) com Sallon e uma amiga.

Boy George (primeiro da dir. p a esq.) com Sallon e uma amiga.

Sallon trabalhou como host no Mud Club, além de realizar bailes que ficaram na história da Heaven, os chamados ‘Heaven Ball”. Era figura badalada e conhecia todo o underground londrino; para ter uma ideia,  Malcom McLaren pedia sua opinião inúmeras vezes se por exemplo ele gostava do garoto Johnny Rotten como vocalista do Sex Pistols.

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Sallon foi das grandes influências de Boy George, especialmente no quesito de assumir a postura gay e usar a moda a seu favor; ele não tinha medo de ousar, de abusar da extravagância, mas sempre com originalidade, ele estava sempre na vanguarda e o que vestia acabava se tornando moda algum tempo depois.

George nos fala de quando ouviu pela primeira vez a canção ‘Walk on the wild side” e todas as implicações que a letra fazia às pessoas da noite, aos travestis (nas figuras das Warhol superstars Holly Woodlawn e Candy Darling), a ruptura que Reed propunha, um hino de aceitação a um lado mais rebelde de ser.

Outro momento legal do doc é quando ele nos leva na loja Sex de Vivienne Westwood e Malcom McLaren, ou na verdade, o que se transformou o local onde a loja era localizada na King’s Road e todas as lembranças de como ele desejava se vestir com as roupas de lá (mas não podia pagar).

Vivienne Westwood (prim. da dir p a esq.) com atendentes e frequentadores de sua loja Sex.

Vivienne Westwood (prim. da dir p a esq.) com atendentes e frequentadores de sua loja Sex.

E falando em MacLaren, ele relembra quando foi convidado pelo empresário a participar do grupo Bow Wow Wow e quando ele cantou junto com a banda sem nunca ter pisado num palco antes. Anos depois, ele chegaria ao segundo lugar da parada britânica com ‘Do you really want to hurt me”(chocando a todos com seu visual andrógino):

Boy George vai passeando por lugares que foram marcantes em sua vida, como o famoso Blitz, o club onde o host era Steve Strange e que se tornou o lugar mais disputado da noite londrina no final dos anos 70.

George fala de como a cena New Romantic foi virando mais e mais importante em sua vida, quando esta suplantou o punk para ele; pois quando o punk ficou mais mainstream, os new romantics foram além na produção e ainda mais ultrajante visualmente.

Strange e George competiam por quem atraía mais atenção, já que George ainda era um jovem ingênuo e Strange já era bem mais descolado e conhecido, mas as coisas mudaram bem quando George virou uma sensação mundial.

Boy George (à esq.) com Steve Strange no Blitz Club.

Boy George (à esq.) com Steve Strange no Blitz Club.

Um que também aparece no doc é Rusty Egan, que era o DJ do Blitz e nos conta que tocava Bowie, Reed, Velvet Underground, Roxy Music, Kraftwerk e como todos ficavam enlouquecidos na pista.

Inclusive, ele nos guia por onde costumava ser o Blitz, mostrando espaços que ficaram na história da noite londrina.

Rusty Egan (primeiro da dir. p a esq.) com Midge Ure (no centro) e Steve Strange numa noitada no Blitz.

Rusty Egan (primeiro da dir. p a esq.) com Midge Ure (no centro) e Steve Strange numa noitada no Blitz.

Outra participação é a de Martin Degville (o vocalista do Sigue Sigue Sputnik), amigo de Boy George de longa data, os dois inclusive moraram juntos e eles nos contam como foram estes momentos: a preparação deles para sair, a escolha do figurino, o som que escutavam como o reggae (que foi grande influência no Culture Club) e outras músicas da época.

Boy George (no centro) com Degville (à esq.) e um amigo.

Boy George (no centro) com Degville (à esq.) e um amigo.

Além de dividirem o mesmo teto, eles também trabalhavam juntos já que George vendia as roupas de Degville nas feiras locais.

George (segundo da esq. p a dir.) com Degville (centro) e mais dois amigos.

George (segundo da esq. p a dir.) com Degville (centro) e mais dois amigos.

Degville e Boy George inclusive participaram do programa “Something Else’, cujo trecho é mostrado no doc e foi a primeira entrevista de George para a TV britânica, onde ele enfrenta alguns punks que também participavam, isto em 1979, como podemos ver abaixo:

Outras aparições no doc são de Princess Julia, a influente DJ e figura da noite e moda londrina, além de Andy Polaris (do grupo Animal Nightlife), entre outros.

Mas um dos momentos ápices é quando ele encontra seu antigo amigo, Marilyn, que bombou nos anos 80 como cantor, mas mais como uma figura que causava furor por seu visual andrógino e toda montação. Na verdade, Marilyn ficou mais famoso pelos looks que por sua vocação artística, já que nunca atingiu a fama de pop star de Boy George.

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Boy George (de gueixa) com Marilyn na porta do squat que dividiram no final dos anos 70.

É interessante vermos os dois conversando e trocando ideias de como era viver naquela época, eles nos mostram o squat (apartamento abandonado que era invadido) que dividiram e que hoje já é um prédio completamente diferente.

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Os dois já foram grudados, já brigaram, viraram inimigos, mas hoje voltaram a ser amigos, afinal eles tem uma história de vida juntos e ambos viveram os altos e baixos da fama. Abaixo os dois numa recente entrevista no programa Breakfast da BBC em função do lançamento do single de Marilyn, produzido por George:

George e Marilyn já questionavam a questão da gênero nos anos 70, muito ates deste assunto entrar em voga, como hoje em dia; eles já se vestiam de mulher, já discutiam os limites do masculino e feminino naquela época, foram perseguidos e não entendidos em função de suas escolhas.

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Marilyn (à esq.) com Boy George em foto recente.

Vale a pena conferir o doc, uma pena que ele estava disponível no youtube (foi lá que o assisti), mas agora a BBC retirou-o do ar, mas existe o torrent para ser baixado.

Como o próprio Boy George define: ‘Eu penso nos anos 70 como esta gloriosa década onde eu descobri quem eu era e descobri todas estas coisas incríveis – punk rock, electro, música, moda, tudo isso. E claro que havia o lado negro dos anos 70, o lixo, as greves, a pobreza e eu fui perseguido e confrontado pelo meu jeito de vestir. Mas eu era um adolescente, não tinha saco de ficar me lamentando; eu só estava vivendo um momento incrível com meus amigos’.

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TODAY’S SOUND: 0S 30 ANOS DO FILME LABYRINTH POR ARTHUR MENDES ROCHA

Outro aniversário que acaba de ser comemorado é o dos 30 anos de “Labirynth” (Labirinto – A Magia do Tempo), filme de fantasia estrelado por David Bowie e dirigido por Jim Henson.

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Jim Henson, o criador dos Muppets, sempre teve a ideia de fazer um filme sobre gnomos.

Depois de dirigir a fantasia somente com bonecos, “Dark Crystal’ (o Cristal Encantado), Henson começou a discutir a ideia com Brian Froud, ilustrador conhecido por seus desenhos de figuras fantasiosas, que então colaborava com ele, e que foi o responsável pelos designs de ‘Labyrinth”, incluindo também o figurino.

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Froud mostrou seus desenhos para Terry Jones (um dos integrantes do Monthy Python) e este começou a escrever um roteiro a pedido de Henson.

Na verdade foram mais de 25 tentativas de roteiro até se chegar à versão final e que também teve a colaboração de Laura Phillips (de ‘Fraggle Rock”, também com bonecos de Henson), George Lucas (de Star Wars e também um dos produtores de “Labyrinth”), Dennis Lee (poeta e escritor de livros infantis como “Alligator Pie”) e Elaine May (atriz e roteirista, colaboradora de Mike Nichols), porém no filme só foi creditado Jones como único roteirista.

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Todas as versões de roteiros foram mostradas a David Bowie, já que Henson fazia questão da participação dele no filme, pois o papel de Jareth, o rei dos gnomos, pedia um popstar a sua altura. Até a bengala que ele carrega lembra um microfone na ponta (o que foi proposital).

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Além de Bowie, Henson chegou a cogitar as participações de Michael Jackson, Prince, Mick Jagger e Sting.

Assim, depois de aprovada a versão final do roteiro, Bowie acertou sua participação no filme, onde ele está com uma peruca a lá Tina Turner (bem arrepiada), maquiagem com lápis preto e olhos bem marcados (com influência kabuki), calças apertadas e bem justas, jaquetas de couro, casacos brilhantes, enfim, ele ficou o perfeito rei dos gnomos, o temido Jareth.

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Bowie dá o charme e sensualidade certa para o papel, já que é ele que leva Sarah (Jennifer Connely) a sair de sua zona de conforto e ir atrás de seu irmão no Labirinto.

Para o papel de Sarah, a menina de 16 anos que não suporta ter que tomar conta do irmão, foi escolhida a atriz Jennifer Connelly, que hoje já é uma atriz bastante conhecida, tendo feito filmes como ‘Requiem for a Dream’ e ganhou o Oscar por “A Beautiful Mind” (Uma mente brilhante).

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Para o papel de Sarah também fizeram testes atrizes como Helena Bonham Carter (que esteve casada recentemente com Tim Burton e já fez vários filmes como “Fight Club” (Clube da Luta), Jane Krakowski (de “30 Rock”), Sarah Jessica Parker (de “Sex & the City”), entre outras.

A estória começa quando Sarah está ensaiando uma peça fantasiosa e seus pais a pedem para que cuide de seu irmão mais novo, Toby, enquanto eles estão fora.

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Sarah se revolta em ter que tomar conta do irmão e profere as palavras que fazem com que os Jareth e seus gnomos o raptem e o levem para o castelo, onde Toby será transformado num gnomo se Sarah não o salvar antes.

Assim, Sarah terá treze horas para chegar até o castelo para salvar seu irmão, mas antes terá que atravessar o labirinto para chegar lá.

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O labirinto é cheio de surpresas: musgos com olhos, portas com figuras falantes, e durante sua trajetória, Sarah vai encontrando criaturas estranhas e deliciosas, todas concebidas pela imaginação absurda de Henson.

Os cenários construídos para o filme são lindos, muito bem executados, além dos bonecos, também incríveis e tudo foi feito pra ao filme sem efeitos especiais, já que era uma época que o CGI ainda não dominava as produções que envolviam fantasia e aventura.

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Aliás, vale citar que o filme foi dos primeiros a utilizar um CGI de animais, já que a coruja que abre o filme foi feita com esta tecnologia.

Os únicos atores humanos são Bowie, Connelly, mais o irmão e os pais dela e os figurantes do baile.

Entre os amigos de Sarah estavam: Hoggle (um boneco anão que exigiu muitos movimentos faciais e que foi conduzido pelo filho de Henson, Brian e também Shari Weiser), Ludo (monstro grande conduzido pelo hoje famoso escultor Ron Mueck e por Rob Mills), Sir Didymus (um gambá conduzido por Dave Goezl e David Barclay), Wiseman (conduzido por Frank Oz, que além de ter feito vários trabalhos com Henson, virou diretor e também manipulou o Yoda da saga ‘Star Wars”), Ambrosius (o cachorrinho que serve de cavalo para Sir Didymus e conduzido por Steve Whitmire e Kevin Clash), entre outros.

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Outro boneco bem interessante é a Junk Lady, com sua cara assustadora e cheia de lixos em suas costas.

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Bowie declarou que teve algumas dificuldades como contracenar com os gnomos, já que as vozes deles saiam de vários lugares, pois os marionetistas tinham que ficar “escondidos” em outras partes. Ele também teve dificuldade de lidar com a bola de cristal que Jareth carrega e fica fazendo malabarismos com esta, tendo sido necessária a presença de um mágico para substituir as mãos de Bowie.

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Bowie canta quatro canções no filme, sendo que uma das mais conhecidas é o tema do filme, “Underground”, que foi lançada como single para divulgar o filme e virou hit nas pistas da época, especialmente pelos remixes lançados. Abaixo o vídeo dirigido por Steve Barron (diretor de “Take on Me” do A-ha e “Billie Jean’ de Michael Jackson), onde ele mistura um pouco de animação e onde participam alguns dos bonecos de “Labyrinth”:

Abaixo uma cena do documentário ‘Inside the Labyrinth”, com cenas dos bastidores da gravação de algumas das músicas do filme, como “Underground”, que teve participação nos backing vocals de Chaka Khan, Cissy Houston (a mãe de Whitney), Luther Vandross, bem como da guitarra do blueseiro Albert Collins:

Outra música famosa do filme é ‘Magic Dance”, na qual Bowie contracena com os gnomos, todos dançando, pulando, e para isso foi necessário a participação de quase 50 marionetistas, incluindo anões que vestiam as fantasias. Abaixo a cena no filme e também o vídeo com os bastidores da filmagem com depoimento de Bowie, que parecia estar se divertindo:

Outra linda música no filme é “When the world falls down’, uma cena de sonho no filme onde Bowie (Jareth) dança com Connely (Sarah), numa espécie de sedução, com dançarinos vestindo máscaras que remetem ao Carnaval de Veneza, com uma atmosfera a lá séc. XXVIII (o filme “Eyes wide shut” também tem uma cena similar):

Abaixo os bastidores da filmagem da cena, do doc “Inside the Labyrinth”:

Outra música de Bowie na trilha é “Within you”, na brilhante cena toda feita em escadarias que lembram os desenhos de escadarias de M.C. Esher:

A trilha foi composta por Bowie juntamente com Trevor Jackson, autor de diversas trilhas para o cinema como “Excalibur”, ‘The Last of Mohicans” (O último dos moicanos”), entre outros.

“Labyrinth” é diversão para família, tanto adultos quanto crianças se fascinam com a estória da garota e suas aventuras neste mundo mágico, habitado por criaturas fantásticas.

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Um rito de passagem da adolescência para a vida adulta, das brincadeiras para um mundo de responsabilidades, “Labyrinth” tem um design de produção impecável, como na cena em que Sarah cai num túnel cheio de mãos, na qual foram necessários cem pessoas para vestirem mãos de látex que formam olhos, rostos, bocas – como vemos na cena abaixo com os bastidores da filmagem:

Quando o filme estreou em 1986, infelizmente este não teve o sucesso e reconhecimento merecido, tendo custado mais de 25 milhões de dólares e tendo arrecadado menos da metade, 12 milhões de dólares, nas bilheterias.

Isto acabou por deprimir bastante o seu diretor, Henson, e este foi o último filme dirigido por ele, que faleceu em 1990.

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Porém, com o passar dos anos, o filme virou cult, sendo apreciado por diversas plateias que até hoje vêm e reveem o filme, seja em DVD, em reprises ou em plataformas de streaming como o Netflix.

Para comemorar o 30º aniversário do filme, recentemente foi exibida uma cópia nova do filme no Shea Stadium, no Brooklyn, em NY, com participação de novas bandas interpretando músicas do filme.

Em setembro, está prevista novas datas em alguns cinemas americanos que irão exibir o filme em comemoração aos seus trinta anos.

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Além disso, terá outro evento com um baile que recria o famoso baile do filme, com participação de Brian Henson e exibição de fotos inéditas do filme, bem como premiação para o melhor figurino.

Também será lançada uma nova edição em Blu-ray do filme, incluindo o documentário, livreto, fotos e extras especiais com depoimentos da família de Henson, Connelly, Froud, entre outros.

E a Amazon lançará a edição exclusiva do DVD incluindo uma réplica da cena da escadaria, como na foto abaixo.

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Também estão previstos lançamentos de games, bonecos, livros e muito mais.

Houve boatos de um reboot do filme, mas nada foi confirmado e parece que não vai mais acontecer (ainda bem).

Uma pena que tanto Henson como Bowie não estão mais vivos para ver como “Labyrinth” marcou tanto a cultura pop que o aniversário de 30 anos não passará em branco e ainda deve conquistar mais público que não teve oportunidade de ver este filme tão especial nos cinemas.

 

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