Almost ready @evandroangeloDoce Foda-seSmoking gueishaMy babies, up close! #orchids #orquídeas #brincodeprincesa #fucsiaAbriram dois botões de orquídeas! Bom dia! ...hoje vai ser um bom dia...! #orchids #orquídeasFinal de semana no Copa! Love, love Rio...Um bom dia de lutas e conquistas pra todos nós! #orchids #orquídeasBom dia, boa semana! #brincodeprincesaCan't help the tears...#theCureFamily @gliddengannon @davidpollak

                
       










bloglovin

Posts Tagged ‘david bowie’

TODAY’S SOUND: CLOCKWORK ORANGE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Um clássico do cinema, um filme que continua moderno, polêmico, atual e pode ser considerado um dos primeiros filmes punk: estamos falando de “Clockwork Orange” (Laranja Mecânica) de Kubrick.

“Clockwork Orange” foi dirigido em 1971 por Stanley Kubrick, o brilhante cineasta inglês que acabara de vir do sucesso de “2001, uma odisséia no espaço”.

clockwork-poster1

Ele se baseou no livro de Anthony Burgess, que utilizava uma linguagem específica (uma mistura de russo com idish chamada ‘nadsat”) para a turma de Alex, o personagem principal e adepto da ultra-violência, vivendo em um futuro próximo na Inglaterra.

clockwork-orange-capa-livro

No papel principal, Kubrick escolheu Malcom McDowell, o qual ele vira atuando “If” de Lindsay Anderson.
Kubrick declarou que se McDowell não pudesse fazer o filme, ele teria desistido, pois ele era a única escolha para o papel de Alex.

clockwork -malcolmmcdowell

 Realmente o filme gira todo em torno de McDowell, ele esta presente em todas as cenas, ele é o sociopata Alex e acabamos simpatizando com o personagem, apesar de sua maldade.

Em entrevistas sobre o filme, Spielberg afirma que ele pode ser considerado o primeiro filme punk rock e Mary Harron (a diretora de “American Psycho”) diz que ele foi uma influência fundamental para o movimento punk.

Vendo o filme, podemos compreender bem isto: Alex narra  o filme e é líder de uma gangue, eles saem em grupo, são jovens, se metem em brigas, não respeitam ninguém e se vestem diferente de todos.

Logo que ele surge em cena, com aquele olho com um cílio postiço e aquela roupa branca, é uma imagem icônica.

a-clockwork-orange-alex-jpg

Seus subordinados são chamados de “droogs” e se encontram no Korova Milk bar, um bar com decoração futurista e onde bebem leite (que saem dos seios de uma manequim) e bolam seus planos.

clockwork-milk-bar

Eles saem pela noite em busca de aventuras, mas sempre em atos ultra violentos, já nas primeiras cenas eles dão uma surra em um mendigo, enfrentam uma gangue rival, roubam um carro, assaltam uma loja, entre outras ações.

clockwork-foto-2

Logo em seguida, decidem ir para o interior e parar em uma casa, mentindo que tinham sofrido um acidente.

clockwork-orange.foto-7

A casa pertencia a um escritor e sua esposa e estes são humilhados, sofrem todo tipo de violência e a gangue estupra a mulher ao som de ‘Singin’ in the rain”,que Alex canta enquanto realiza estes atos.

A escolha de ‘Singin’ in the rain” (famosa na voz de Gene Kelly) foi escolha do próprio McDowell, que ao ser questionado por Kubrick se sabia dançar, atacou com esta canção e o diretor adorou, coprando os direitos de uitlizá-la no filme.

clockwork-orange-poster-2
Alex vive com os pais, é tratado como uma criança, possui uma cobra de estimação e já teve passagem pela polícia, mas nada grave comparado com suas ações diárias. Ele também é viciado em Beethoven (ou Ludwig Van, a como ele se refere) e sua grande paixão é a nona sinfonia, que ouvimos ao longo do filme.

clockwork-foto-1

Outra cena bacana é a que ele vai a uma loja de discos para comprar mais discos de Beethoven e lá seduz duas adolescentes, as quais ele leva para sua casa e transa de todas as maneiras possíveis, tudo com a câmera em FF (fast forward).

clockwork_orange_foto-4

Quando sua gangue resolve se revoltar contra ele e questionar sua liderança, ele os pune severamente, dando-lhes uma surra. Esta cena é como se fosse coreografada, em câmera lenta e influenciou cineastas como Tarantino.

clockworkorange---foto-brig

Mas a gangue ainda aprontaria um novo roubo, desta vez entrando na casa da cat lady, uma mulher rica e cercada de gatos, a qual eles tentam assaltar. Alex vê uma estátua em forma de pênis e utiliza esta para provocar a mulher e acaba matando-a.

clockwork-orange-penis

Seus companheiros lhe dão uma garrafada, fogem e ele é capturado pela polícia (a qual a cat lady havia chamado antes).

Aí o filme dá uma reviravolta: Alex é preso e na prisão aprende a se comportar melhor e a fazer as vontades do padre que o faz ler a bíblia em voz alta, além de sofrer ameaças de seus companheiros de cela.

Clockwork_Orange.foto-5

Quando Alex ouve falar do método Ludovique, uma espécie de ‘cura” para pessoas violentas, ele resolve se oferecer ao ministro do interior, que estava visitando a penitenciária. Este enxerga em Alex o exemplo perfeito para provar a eficácia do método.

clockwork---kubrick-directi

Um novo capítulo se inicia com Alex saindo do presídio e indo para a clínica onde será tratado. São estas as cenas impressionantes com Alex amarrado e com os olhos abertos com clipes (para que ele não tentasse fechar os olhos) e tendo que ver as cenas mais violentas e degradantes possíveis.

clockwork---tortura

Ao fazer esta cena, McDowell machucou sua córnea de verdade e ficou temporariamente cego, mas finalmente, com a ajuda de médicos, ele conseguiu filmar.

Ele pira quando mostram cenas dos atos nazistas ao som da 9ª sinfonia, a sua favorita e a qual agora ele passa mal ao escutá-la, tendo sensações horríveis, além de vômitos e mal estar.

Ele finalmente é considerado ‘curado’ e sai da clínica de volta ao lar, mas quando lá chega existe um novo inquilino em sua casa e seus pais o tratam com indiferença.

Clockwork_Orange_volta-para

Assim, neste novo capítulo, ele vai encontrando as pessoas que havia prejudicado no passado: membros de sua gangue haviam virado policiais, o escritor que ele havia entrado na casa, o mendigo, enfim todos querem se vingar dos atos horríveis que Alex havia lhes causado.

clockwork---foto-6

Quando o filme foi lançado na Inglaterra, já começou a gerar polêmica: vários atos de violência começaram a ocorrer na época e que jogavam a culpa na influência que o filme causara.

Além disso, o diretor e sua família receberam ameaças e sendo assim, Kubrick tirou o filme de cartaz e o filme foi banido da Inglaterra durante 27 anos. O filme só foi liberado lá pós a morte de Kubrick em 1999.

clockwork-orange-kubrick

O filme passou normalmente em países como os EUA (onde foi um grande sucesso), mas em países como o Brasil, também esteve proibido durante os anos da ditadura.

Quando o filme foi liberado aqui, no início dos anos 80, pós-ditadura, ele foi exibido com bolas pretas tapando a genitália dos atores, a bola ficava dançando na tela, era muito ridículo.

clockwork---foto-8

Além disso, Burgess não perdoara Kubrick de ter omitido o último capítulo da edição original do livro, já que o roteiro de Kubrick era baseado na edição americana, que cortara o último capítulo.

clockwork--kubrick-e-malcom

Neste último capítulo, havia a redenção de Alex, que se arrependera de seus atos e com a qual Kubrick não concordava.

Burgess havia escrito o livro após sua mulher ter sido violentada e ele utiliza isto no livro e o título se refere às respostas condicionadas do protagonista a sentimentos de maldade que o impede de ter um comportamento normal e livre.

clockworkorange.fotos-varia

Kubrick quis fazer uma crítica aos regimes totalitários que utilizam métodos psicológicos para transformarem seus cidadãos em robôs.

Vale também ressaltar o brilhante trabalho do figurino criado por Milena Canonero (a premiada figurinista de “Barry Lyndon”, também de Kubrick, ‘Carruagens de Fogo’, ‘Fome de Viver”e mais recentemente ‘Maria Antonieta” de Sofia Coppola).

clockwork-orange---foto-9

A direção de arte também é incrível, com seu décor futurista e as bem escolhidas locações de uma Londres de uma época incerta.

A trilha sonora também é fantástica, sendo que na verdade existem duas trilhas: a criada por Walter Carlos (que depois se transformaria em Wendy Carlos) com sintetizadores e a que utiliza músicas clássicas de Beethoven, Purcell, Rossini e Elgar.

clockwork---capa-trilha

Sua influência na cultura pop é fundamental, seja na moda ou na música, influenciando desde Bowie, Ramones, Rancid, Slipknot, além é claro dos Adicts, que se vestem como a gangue do filme.

Na edição comemorativa dos 40 anos do filme, foi lançado um dvd com extras de dois documentários imperdíveis para compreender ainda mais toda a mitologia do filme. Abaixo um depoimento de McDowell sobre o filme:

Recentemente, houve no LACMA (o Museu de arte moderna de Los Angeles) uma exposição sobre Kubrick, onde estavam expostos figurinos e objetos de cena do filme, conforme fotos abaixo. Atentem para o detalhe das abotoaduras de Alex:

clockworkorange-abotoadura

Mesmo que a violência de “Clockwork Orange” não seja mais tão chocante como há quarenta anos, o filme é uma obra-prima, um dos melhores filmes da década de 70, um marco do cinema moderno, um filme revolucionário e que a cada revisão parece crescer ainda mais.

   Comentário  
 

TODAY’S SOUND: THE GREAT ROCK ‘N’ ROLL SWINDLE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Esta semana, falaremos sobre os filmes punks e para iniciar nada melhor que “The Great Rock ‘n’ roll swindle” (A maior farsa do rock n’ roll), o filme que os Sex Pistols consideram uma grande armação de Malcom Mclaren, mas não tem como não se divertir com o tom debochado e as críticas à indústria fonográfica.

great-rock-1

O filme foi dirigido por Julian Temple, um dos maiores diretores de vídeoclipes de todos os tempos, responsável por clipes de Bowie, Stones, Depeche Mode, Sade e muitos outros.  Temple também dirigiu o longa “Absolute Begginers” e um outro documentários sobre os Pistols, “The filth and the fury”(uma espécie de resposta a Swindle).

O filme é um mockumentary, um misto de documentários e encenações que vão nos contando a história da banda, utilizando também animações, cenas de noticiários e muito mais, criando uma grande paródia.

great-rock---sex-pistols-2

Ele conta a história de como os Sex Pistols se transformaram de uma banda que não sabia tocar direito (no filme falam que não sabiam tocar nada) a uma grande sensação mundial.

great-rock---sex-pistols

O filme é narrado em grande parte pelo próprio “inventor” e empresário da banda, Malcom Mclaren, que fica dando as dicas de como fazer uma banda de sucesso em várias lições.

great-rock--malcmclarengood

Um dos pontos engraçados é o que ele conta como ele manipulou gravadoras como EMI, A&M, Warner para arrancar destas o máximo de lucro possível.

Além de Mclaren, o guitarrista Steve Jones também guia o filme como um detetive que quer descobrir a razão do sucesso dos Pistols e para isto enfrenta divertidas situações.

great-rock-3

O filme se passa exatamente quando John Lydon (o vocalista também conhecido como Johnny Rotten) havia saído da banda e esta estava para acabar, por volta de 1978 e foi lançado em 1980, quando a banda havia se separado.

John Lydon participou do início do projeto, mas acabou se retirando, recusando-se a participar. Assim, ele só aparece em imagens de arquivo e apresentações da banda previamente gravadas.

great-rock-4

Um dos pontos altos é o relato de como os Sex Pistols se aproveitaram do Jubileu da Rainha para fazer um show em um barco no mesmo dia e toda a controvérsia causada por eles, com incríveis imagens de todo este babado.

Foi justo neste momento que eles lançavam ‘God save the queen”, música esta que criticava a monarquia e que foi direto para o primeiro lugar da parada inglesa, sendo proibida de tocar nas rádios comerciais inglesas (já que a maioria eram ligadas ao governo).

great-rock---sex-pistols-2

As animações são bem interessantes também, pois satirizam bem a época e as situações vividas pelos Pistols durante sua carreira.

É dado bastante destaque a como eles dominavam a imprensa londrina da época, chocando a todos por onde passavam e conquistando as manchetes dos principais jornais de fofocas como The Sun, Daily Mirror, entre outros.

great-rock---sid

Ronald Biggs, o famoso ladrão do assalto ao trem pagador e que fugiu com a grana para o Brasil, sendo proibido de voltar à Inglaterra, tem papel de destaque no filme, já que dois dos integrantes dos Sex Pistols vão até o Rio para visitá-lo.

great-rock---biggs

Estas cenas no Brasil são bem divertidas, com eles participando do carnaval carioca, sambando com mulatas, andando de barco pelo Rio Amazonas e até gravando uma canção com Biggs:

Sid Vicious também tem importante papel, com várias cenas dele andando pelas ruas de Paris, fugindo da polícia, cantando uma prostituta (a qual ele atira uma torta na cara), como vemos abaixo:

Até culminar na cena em que canta “My Way” (famosa na voz de Sinatra) no Olympia:

Na trilha, diferente do filme, várias das canções da banda tiveram que omitir ao máximo a voz de Lydon (que já não estava mais na banda) e substituir pelas vozes dos outros integrantes da banda e até mesmo dos atores/personalidades convidadas para o filme.

Como é o caso de “Who killed Bambi’ na voz de Edward Tudor-Pole:

Também foram gravadas novas versões das músicas interpretadas por artistas de rua franceses (como “Anarchy in the UK”) e um medley de canções dos Sex Pistols interpretadas pelo grupo disco Black Arabs.

Outro detalhe é que o primeiro diretor contratado para dirigir o filme era Russ Meyer, o cultuado diretor de “Faster Pussycat, Kill Kill”,mas que ele teve que largar o projeto por impossibilidade de comunicação com a banda, além de diferentes pontos de vista.

Segundo o próprio Malcom: ‘Se você tem quatro artistas que não sabem tocar, por que não fazer um filme com quatro atores que não sabem atuar?”

great-rock---sid2

Na definição de Temple: “O filme é um documento vivo de seu tempo. É sobre toda a manipulação das coisas por Malcom e como uma coisa tão pura como o punk pode se estrepar de várias maneiras”.

Independente de toda polêmica, The Great Rock ‘n’ roll swindle é um filme que merece ser assistido para entender melhor todo o fenômeno que foi os Sex Pistols.

   Comentário  
 

Today’s Sound:David Bowie por Arthur Mendes Rocha

David Bowie é o máximo: cantor, ator, produtor, compositor, showman, lançador de tendências; Bowie é o camaleão por excelência, é o exemplo máximo de um artista que faz tudo maravilhosamente bem.

Ele começou sua carrera como um cantor normal e aos poucos ele foi desabrochando até virar um astro intergaláctico (Ziggy Stardust), um ídolo soul (Thin White Duke) e passar por vários movimentos e sempre estar conectado com os mais diferentes rumos musicais.

Seu estilo influenciou toda uma geração de músicos, além de inovar, ele traz para a música as idéias mais vanguardas do que acontece nas artes e transforma em pop de qualidade.

Além disso, seu estilo de vestir é fundamental para o mundo fashion, tendo servido de inspiração para os mais diferentes estilistas.

Bowie mostrou aptidão pela música desde cedo, ouvindo os discos de rock americano que o pai levava para casa e mais tarde sendo introduzido ao jazz pelo seu meio-irmão.

Na escola, ele estudou piano, música e artes e depois aprendeu a tocar saxofone.

Numa briga de escola, ele levou um soco (com um anel) no olho, o que acabou lhe causando que um de seus olhos ficasse com a pupila dilatada, o que se tornou sua marca registrada.

Na verdade, seus dois olhos são azuis, mas, por um ser mais dilatado que o outro, dão a impressão de serem de cores diferentes.

Bowie formou sua primeira banda aos 15 anos, os Konrads e logo em seguida formou o King Bees, banda mais dedicada ao blues. Foi com eles que ele gravou seu primeiro single, “Liza Jane”, assinando como David Jones.

Eles não tiveram nenhum sucesso comercial e assim Bowie monta várias bandas, mas nenhuma conseguiu emplacar nenhum hit.

Ele estava cansado de seu nome artístico David Jones, pois era confundido com Davy Jones (dos Monkees) e optou pelo sobrenome Bowie (inspirado por Jim Bowie, um fabricante de facas).

Assim, em 1967, ele lança seu primeiro álbum solo como David Bowie, que era uma mistura de rock, folk e psicodelia. Nesta época ele conhece o mímico Lindsay Kemp, que teria muita influência na sua performance corporal.

Bowie continuava em busca de um hit e isto foi acontecer inesperadamente com a música “Space Oddity”, lançada no ano que o homem pisou na lua, em 1969. Mais tarde Bowie regravou esta música com o sucesso de Ziggy Stardust.

Assim, a música foi incluída em seu novo álbum também chamado de David Bowie, mas o restante do álbum não teve sucesso, apesar de suas letras filosóficas.

O casamento com Angela Barnett teve forte influência em sua carreira, pois foi graças a ela que ele procurou um novo empresário e montou uma nova banda que originaria o álbum “The Man Who Sold the World’, com um som bem mais pesado que seus discos anteriores e com ele de vestido na capa.

Seu álbum seguinte é ‘Hunky Dory” de 1971, mas ainda não tem o sucesso esperado. Inclusive a música “Life on Mars” veio a ter sucesso mais tarde:

Bowie conheceu dois artistas que influenciaram seu novo trabalho: Iggy Pop e Lou Reed.

Ambos são a origem musical do astro que vinha de Marte e que Bowie já vinha pensando em lançar e que se materializou com a criação de Ziggy Stardust and the Spiders from Mars.

Assim, ele se apresenta como Ziggy pela primeira vez em 1972 e ele cria um culto à figura do astro que veio do espaço, com seus cabelos vermelhos, pele super branca e figurinos de vanguarda.

O disco ‘The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders form Mars” é lançado e origina pelo menos três hits: “Starman”, ‘John, I’m Only Dancing’ e “All the Young Dudes”, culminando com sua apresentação no programa Top of the Pops. O povo inglês se choca com seu visual andró-gino e a insinuação sexual com um dos músicos:

Este ano, Ziggy completou quarenta anos e várias homenagens foram feitas à Bowie como um especial imperdível da BBC e o lançamento da edição especial do álbum.

Até Kate Moss já fez ás vezes de Ziggy na capa de uma edição da Vogue francesa:

Bowie agora era um sucesso mundial, e seu álbum seguinte, “Alladin Sane’,  já foi direto para o primeiro lugar da parada britânica com sucessos como a música titulo e ‘The Jean Gennie”, que ditariam os rumos do glam-rock:

A icônica capa mostra Bowie com o look Ziggy e com o rosto pintado por um raio, conforme abaixo:

Ao mesmo tempo, Bowie não conseguia se libertar de Ziggy, suas performances como o astro eram intensas, com muito da mímica aprendida com Kemp. Ele acabou decretando a aposentadoria de Ziggy com um último show em 1973, que virou um ótimo documentário sob a direção de D. A. Pennebaker.

Depois do disco de covers, ‘Pin Ups” (e sua linda capa com Twiggy), Bowie lança um disco que vai ser uma das grandes influências no movimento punk-rock, com sua temática de caos urbano: “Diamond Dogs”, disco que mistura rock com funk e soul e que origina hits como a música título e “Rebel Rebel”:

Nesta fase, ele tenta se livrar do vício em cocaína e lança seu primeiro álbum ao vivo, “David Live”, de 1974.

Durante uma pausa na Filadélfia, ele cai de amores pela soul music e lança, em 1975, o álbum ‘Young Americans”, liderada pelo hit “Fame’, música co-escrita com John Lennon e que atinge o primeiro lugar nos EUA. Inclusive, Bowie foi um dos primeiros artistas brancos a se apresentar no famoso programa ‘Soul Train”, como vemos abaixo:

No ano seguinte, ele cria uma nova persona ‘Thin White Duke” e lança “Station to Station”, disco ainda influenciado pelo funk e soul e mais o krautrock (espécie de rock eletrônico surgido na Alemanha), com destaque para a faixa título com mais de 10 minutos de duração:

Ainda em 1976, Bowie se mudou para a Suiça, onde se interessou mais pelas artes, chegando a pintar e colecionar obras. Ele também começa a estudar a fundo música clássica e literatura.

Porém no final do ano, ele descobre Berlim e toda sua cena musical e artística, se mudando para a cidade e dando início à sua ‘Trilogia de Berlim” na companhia de Iggy Pop, mais os produtores Brian Eno e Tony Visconti.

Bowie se inspira pela cidade em termos criativos e ainda colabora nos álbuns ‘The Idiot” e ‘Lust for Life”, ambos de Iggy Pop.

Nesta época, ele ainda estréia em ‘The Man Who Fell to Earth”, um enigmático filme de Nicolas Roeg, no qual ele faz o papel título de um extraterrestre com dificuldades em se adaptar à Terra.

O primeiro disco da trilogia é ‘Low’ (cuja imagem da capa é do filme de Roeg), com muitos temas instrumentais e influenciado por grupos alemães como Kraftwerk e Neu!, com destaque para a música ‘Sound and Vision” (terceiro lugar na parada britânica):

O disco seguinte é “Heroes”, marcado pela música título, música chave na carreira de Bowie e até hoje usada em filmes e eventos (como na última Olímpiada em Londres). O disco ainda tem os elementos minimalistas do anterior, mas com forte apelo pop rock e a guitarra de Robert Fripp (líder do King Crimson). A capa preto e branco com Bowie posando de robô é um clássico absoluto:

O último disco da trilogia é ‘Lodger’, álbum conceitual que mistura new wave, world music e pop/rock.

Com a chegada dos anos 80, Bowie se divorcia de sua mulher, Angie, e lança ‘Scary Monsters”, no qual destacava-se a faixa título e ‘Ashes to Ashes”, que traz de volta o “Major Tom” (de Space Oddity) e vira um de seus maiores hits; além de ter um dos vídeos mais inovadores de todos os tempos, com efeitos especiais incríveis para a época:

O álbum alcança o primeiro lugar e ele ainda vive ‘O Homem Elefante” em um pequeno teatro na Broadway, NY.

Em 1981, ele se une ao Queen e grava ‘Under Pressure”, outro mega hit que vai direto ao primeiro lugar e é sampleado com o passar dos anos e tocando direto até hoje.

Em 1982 e 1983 ele participa das trilhas de ‘Christiane F.’ (tendo uma rápida aparição no filme) e ‘Cat People” (refilmagem do clássico dos anos 40), na qual canta a música tema com produção de Giorgio Moroder. A mesma canção (regravada por Bowie) foi utilizada anos depois em “Inglorious Bastards” de Tarantino.

Mas é com o disco ‘Let’s Dance’, produzido por Nile Rodgers (do Chic)  que ele vira um mega astro internacional, com uma nova popularidade alcançada graças à hits como “Let’s Dance”, “Modern Love” e “China Girl’:

Logo em seguida ele viaja pelo mundo com a turnê ‘Serious Moonlight’, um sucesso total.

Bowie e seu visual de cabelos descoloridos, com topete, roupas chiques e mais clássicas mais uma vez dita moda por onde passa.

Os anos 80 são bastante intensos para ele: lançamentos de mais discos, singles de sucesso como ‘Blue Jeans”, duetos com Tina Turner em “Tonight”, Mick Jagger com ‘Dancing in the street’,  participações em filmes como  ‘The Hunger” (Fome de Viver), “Absolute Beginners” (no qual ele também canta a música tema), ‘Merry Xmas Mr. Lawrence” (também conhecido como “Furyo”) e ‘Labyrinth”(com o look dos cabelos espetados):

Com a chegada dos 90, Bowie some um pouco da mídia, deixando um pouco de lado sua carreira solo e se dedicando a banda Tin Machine. Em 1992, ele também se casa novamente, desta vez com a supermodel negra Iman.

Em meados da década, ele volta a gravar solo, lançando novos trabalhos e fazendo novas parcerias como a com o Nine Inch Nails na ‘Outside Tour’. Em 1997, ele ainda se lança na música eletrônica com o disco ‘Earthling’, com forte influência do drum n’ bass.

Nos anos 2000, Bowie fica ainda mais calmo, gravando pouco (seu último disco é ‘Reality’ de 2003), além de participações em homenagens e aparições como no Fashion Rocks ao lado do Arcade Fire.

Depois de um diagnóstico de obstrução em uma artéria, Bowie diminui intensamente o seu ritmo, não participando mais de turnês e nem lançando novos trabalhos.

Apesar de vivo e saudável, Bowie faz muita falta em não aparecer mais com novas produções musicais, já que sempre foi um artista antenado com tudo que há de mais moderno e sua contribuição é sempre bem vinda.

Recentemente foi lançado pelo Radio Soul Wax, uma linda homenagem à Bowie com um pequeno filme de uma hora que mostra várias músicas dele e suas várias fases vividas pela modelo Hannelore Knuts, vale a pena conferir no link abaixo:

http://vimeo.com/53207758

E provando sua influência na cultura pop, o museu Victoria & Albert de Londres vai abrigar, em 2013, a exposição ‘David Bowie is” com mais de 300 itens de seu acervo pessoal contando a trajetória deste artista que este ano completou 65 anos.

   Comentário