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david lynch – Japa Girl












































































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TODAY’S SOUND: SILVANA MANGANO POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nos próximos posts falaremos de algumas das deusas do cinema italiano, optando por aquelas menos badaladas e que deixaram para sempre sua marca nas telas.

Começamos por Silvana Mangano, uma das maiores atrizes do cinema italiano, além de linda, talentosa, uma presença marcante no cinema, tendo trabalhado com diretores como Pasolini, Visconti, De Sica e até David Lynch.

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Mangano veio de uma família pobre, que passou fome durante a guerra, mas sempre mostrou interesse pelas artes, aprendendo a dançar desde pequena.

Dona de uma beleza física impressionante, Mangano foi notada pelo estilista Georges Armnov, que a convidou para ser modelo e desfilar na França e onde ela fará sua primeira ponta no cinema.

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De volta à Itália, ela participa do concurso de Miss Roma e ganha, mas perde o Miss Italia para Lucia Bosé, porém conhece amigas como Gina Lollobrigida (que a acompanharão por toda a vida). Mas foi assim que ela começou a ser mais notada pelos diretores que procuravam mulheres bonitas para figuração, fazendo sua estreia no cinema italiano em 1948.

Foi num curso de interpretação que ela conhece Marcello Mastroiani e os dois namoram, sendo que através dele , ela conheça ainda mais profissionais do cinema.

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Um deles foi Giuseppe di Santis, que a testou para um papel no filme “Arroz Amargo” (Riso Amaro), porém ela estava muito maquiada e ele não a havia escolhido. Poucos dias depois, ele a encontra nas ruas de Roma, molhada de chuva e quase sem maquiagem e a convida para fazer um novo teste.

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Assim, ela acaba sendo escolhida para “Arroz Amargo”, filme neo-realista, de 1949,  onde ela fazia o papel de uma mulher que trabalhava nos arrozais. Sua imagem de meias pretas, shorts curtos que revelavam suas coxas causaram furor nos cinemas e ela virou um sex-symbol do cinema italiano do pós guerra, conquistando o mundo, isso com apenas dezoito anos de idade.

A cena de 'Arroz Amargo" que fez Mangano despontar no cinema.

A cena de ‘Arroz Amargo” que fez Mangano despontar no cinema.

Foi no set de filmagens que ela conhece o seu marido Dino De Laurentiiis, produtor que vinha se destacando no cinema e com o qual terá quatro filhos (Veronica, Rafaella, Francesca e Federico).

Mangano com o marido Dino De Laurentiis e os filhos.

Mangano com o marido Dino De Laurentiis e os filhos.

Porém, seu marido não a queria em papéis sexy, guiando sua carreira para papéis mais cerebrais, que exploravam mais seu talento como atriz e não apenas a sua beleza.

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Outro sucesso seu foi o filme “Anna’, de Alberto Lattuada, lançado em 1951, e no qual ela dubla a música “El Negro Zumbon” (a canção foi interpretada por Flo Sandon), que virou hit na época.

Em seguida ela faz “L’oro di Napoli” de Vittorio de Sica, o aclamado diretor de “Ladrão de Bicicletas”.

Mangano em cena de "L'oro di Napoli".

Mangano em cena de “L’oro di Napoli”.

Sua beleza foi descrita por Pasolini (que fez três filmes com ela) como sendo uma beleza amarga, que não fazia disto o seu ponto principal; ela era uma personalidade misteriosa, frágil, de emoção vulnerável. Que não se deixava levar pela fama e sim por um trabalho complexo de uma atriz dramática e profunda.

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O próprio Pasolini a utilizou (numa participação não creditada) no filme “Decameron” como a Madonna, de tão linda e especial que era La Mangano.

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Outro filme que ela se destacou foi “Ulysses”, de 1954, com ir Douglas e onde ela faz dois papéis: o de Penelope e Circe.

Mangano em cena de "Ulysses".

Mangano em cena de “Ulysses”.

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No mesmo ano, ela tem outro sucesso comercial com “Mambo”, dirigido por Robert Rossen (oscarizado por “All the King’s men”), onde mais uma vez ela mostra seus dotes de dançarina e toda a sensualidade de uma mulher dividida entre dois homens (Vittorio Gassman e Michael Rennie).

Seus filmes seguintes também chamam a atenção: “La Grande Guerra” (produzido pelo marido em 1959 e estrelando novamente Gassman e Alberto Sordi) e “Five Branded Woman” (produção internacional com Jeanne Moreau, Vera Miles, entre outras), onde ela teve que raspar o cabelo (e continuou belíssima).

Mangano (1a á direita) numa cena de "Five Branded women"

Mangano (1a á direita) numa cena de “Five Branded women”

Mangano se destaca cada vez mais no showbiz, fazendo capas de várias revistas internacionais  como a da Life.

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Nos anos seguintes, ela estrela novas produções de Dino Di Laurentiis até que estrela “Il processo di Verona”, de 1963, pelo qual vence seu primeiro David di Donatello, o Oscar italiano.

Quanto mais avança a década de 60, mais Silvana Mangano vai sendo mais admirada, ficando cada vez mais bonita, trocando de penteados, figurinos e arrasando cada vez mais.

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Um de seus parceiros (e muito amigo na vida real) era Alberto Sordi.

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Em 1967, ela estrela seu primeiro filme com Pasolini, “Édipo Rei’, no papel de Jocasta e no mesmo ano também com ele um dos episódios do filme “The Witches” (As Bruxas), filme em cinco episódios dirigido por diferentes diretores e todos tendo ela como estrela principal e onde ela vence seu segundo David di Donatello.

Mangano numa cena de "The Witches".

Mangano numa cena de “The Witches”.

Cena de outro episódio de "The Witches".

Cena de outro episódio de “The Witches”.

No ano seguinte, mais um filme com Pasolini, o cultuado “Teorema”, no qual ela faz o papel da mãe, onde todos se envolvem com o forasteiro (interpretado por Terence Stamp) que seduz toda a família.

Pasolini dirige La Mangano em 'Teorema".

Pasolini dirige La Mangano em ‘Teorema”.

Mangano numa cena de "Teorema' e que acabou virando o poster do filme.

Mangano numa cena de “Teorema’ e que acabou virando o poster do filme.

Em 1971, ela faz seu primeiro filme com outra lenda do cinema italiano: Luchino Visconti, o aristocrata diretor de filmes belíssimos e que a convida para ser a mãe de Tadzio, a paixão do personagem de Dirk Bogarde em ‘Death in Venice” (Morte em Veneza), onde ela desfila toda sua elegância sempre com lindos chapéus e véus.

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Visconti (no meio) dirige Mangano em “Morte em Veneza”.

Mangano em foto promocional de "Morte em Veneza".

Mangano em foto promocional de “Morte em Veneza”.

Outra cena de "Morte em Veneza".

Outra cena de “Morte em Veneza”.

Nos anos 70, a família de Mangano se muda para os EUA, onde Di Laurentiis fazia cada vez mais filmes com o capital americano e precisava estar por lá para guiar seus negócios.

Porém, Mangano começa a ter crises de depressão e também sofrer de insônia.

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Em 1973, ela faz um pequeno, mas marcante papel no filme “Ludwig” de Visconti, no qual interpreta Cosima Von Bülow.

Mangano numa cena de 'Ludwig".

Mangano numa cena de ‘Ludwig”.

Em 1974, ela estrela outro filme de Viconti: “Gruppo di famiglia in um interno” (Violência e Paixão), filme que ganhou status de cult com o passar dos anos, e onde ela veste Fendi o filme inteiro, especialmente os casacões de pele pelas quais a marca ficou conhecida.

Mangano chiquérrima de Fendi em "Violência e Paixão".

Mangano chiquérrima de Fendi em “Violência e Paixão”.

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Ela em outra cena de “Violência e Paixão”.

E falando em Fendi, recentemente La Mangano andou inspirando a coleção de acessórios da marca.

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Com a idade se aproximando, os papéis vão ficando menores para Mangano, até que em 1981 ela vai passar por um dos grandes golpes de sua vida: ela perde o filho Federico num acidente aéreo.

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Ela nunca se refaz deste golpe e em 1983, ela se separa de seu marido De Laurentiis (o divórico ocorre em 1988).

Afastada do cinema, ela retornará em 1984 num papel no filme “Duna”, uma superprodução que acaba fracassando nas bilheterias, mesmo tendo na direção o visionário David Lynch.

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Mangano em “Duna” de Lynch.

Ela acaba fazendo o filme em razão de que sua filha Raphaela ser uma das produtoras.

Mangando volta ainda uma vez pra as telas no belo filme ‘Olhos Negros” onde contracena ao lado de seu antigo amor, Mastroianni.

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Ela descobre ser portadora de um câncer no estômago e vem a falecer em 1989, com apenas 59 anos de idade.

O cinema italiano e mundial perdia uma de suas atrizes mais instigantes, uma mulher de beleza rara, de presença estupenda nas telas e vale rever seus filmes e descobrir as nuances de suas interpretações; atrizes como ela fazem falta pela sua aura de refinamento e autenticidade que poucas vezes foram igualados.

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TODAY’S SOUND: OS 30 ANOS DE BLUE VELVET POR ARTHUR MENDES ROCHA

Os próximos posts serão dedicados a alguns aniversários de filmes e discos que se comemoram este ano e hoje iniciarei pelo 30º aniversários de um dos grandes filmes dos anos 80, “Blue Velvet” (Veludo Azul) de David Lynch.

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Lembro que a primeira vez que assisti a “Blue Velvet’ no cinema, fiquei completamente apaixonado pelo jeito de David Lynch filmar e contar esta estória, tão interessante e enigmática ao mesmo tempo.

Este foi o filme que realmente colocou David Lynch no mapa, pelo menos aqui no Brasil. Antes ele havia dirigido “Eraserhead’, que permanecia inédito no Brasil, e Duna”, sua fracassada adaptação da obra de Fran Herbert e que fora um fracasso mundial.

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Lynch dirige MacLachlan numa cena do filme

“Blue Velvet” nos conquista já nas primeiras cenas, mostrando uma cidade do interior, tipicamente americana, Lumberton, onde por trás de toda a aparência de perfeição e ingenuidade, se esconde um submundo cheio de violência, corrupção e depravação.

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Por sinal, Lynch adora esta temática, que também está presente em “Twin Peaks”, mas aqui foi o seu momento mais inspirado e que colocou o filme entre os melhores da década.

Da esq. para dir. Hopper, Rossellini e Lynch num intervalo das filmagens

Da esq. para dir. Hopper, Rossellini e Lynch num intervalo das filmagens

Este foi o segundo filme da parceria de Lynch com Kyle MacLachlan (o primeiro foi “Duna”) e aqui ele vive Jeffrey Beaumont, um jovem comportado e ingênuo, que volta ao lar após o enfarte de seu pai.

Lynch nos convida a desfrutar de toda uma paisagem idílica, com casinhas em tons pastéis, cercas brancas, gramados bem verdes, para aos poucos ir adentrando no dark side.

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Os créditos iniciais já nos mostram um pouco do que iremos presenciar, com música misteriosa que ao mesmo tempo lembra melodrama dos anos 50, com a tela tendo ao fundo um veludo azul:

Logo após os créditos, já entra a música ‘Blue Velvet” interpretada por Bobby Vinton, canção que inspirou Lynch a denominar o seu filme e que tem importante papel no desenrolar da estória.

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Num certo dia, enquanto Jeffrey caminha pela vizinhança, ele encontra num terreno baldio, uma orelha humana, cheia de formigas e a partir daí o filme realmente começa sua descida ao lado obscuro e sombrio de Lumberton.

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Da es. para a dir., Dern, Rossellini e MacLachlan nums cena do filme

Jeffrey tem uma antiga amizade com Sandy (Laura Dern, outra preferida de Lynch), a legítima “girl next door”, loira, careta e filha do detetive da cidade, ao qual Jeffrey pede ajuda para descobrir de onde veio a orelha.

Aos poucos, Jeffrey vai investigando o lado negro da cidade, ao se deparar com Dorothy Vallens (Isabella Rossellini, então esposa de Lynch), uma cantora de cabaré que se apresenta num pequeno clube da cidade, onde é denominada de “Blue Lady”.

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A cena em que Jeffrey vê Dorothy pela primeira vez, cantando a canção “Blue Velvet”, é daqueles momentos mágicos do cinema.

É claro que Dorothy só veste veludo azul quando se apresenta e viemos a descobrir que este é um dos fetiches de Frank Booth (Dennis Hopper).

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Frank é um psicopata, lidera a gangue mais criminosa da cidade, chantageia Dorothy (pois sequestrou seu marido e filho), todos o temem e não é para menos,;ele é um dos piores vilões a surgirem no cinema em muito tempo.

Frank adora transar com Dorothy e só atinge o orgasmo ao colocar uma máscara de oxigênio (ou de amyl nitrate, a substância presente no poppers), chamá-la de mommy e dizer a clássica frase: “Mommy, baby wants to fuck” (Papai quer transar). Ah, sem esquecer em acariciar o veludo azul do robe de Dorothy, engolir o tecido, e também batê-la e dizer para que ela não olhe para ele:

Jeff acaba se escondendo no apartamento de Dorothy e assiste a tudo escondido num armário; toda a perversão de Frank e aquele submundo, aos poucos ele começa a enxergar um pouco da realidade que desconhecia.

Além disso, Jeffrey vai se deixando envolver por Dorothy, mas ele tem ao mesmo tempo atração e repulsa deste novo mundo e quanto mais ele adentra, mais ele vai se complicando.

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Outra cena tensa é a que Jeffrey e Dorothy são levados ao apartamento de Ben, personagem de Dean Stockwell (ator que teve sucesso como ator infantil nos áureos tempos de Hollywood), figura estranha, de rosto pintado com maquiagem branca e que sempre procura agradar Frank:

Na cena acima, está inclusa a canção dublada por Ben, ‘In Dreams”, de Roy Orbison.

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Quando o filme foi lançado, ele dividiu a opinião dos críticos – alguns o julgaram muito depravado, de conteúdo forte – mas outros o incensaram a categoria de obra-prima.

O filme lançou a carreira cinematográfica de Rossellini, que até então era apenas modelo da Lancôme e não possuía experiência como atriz, mas arrasou nas mãos do então marido Lynch.

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‘Blue Velvet” trouxe uma indicação a Lynch para o Oscar de Direção (a qual ele não venceu) e Hopper (falecido em 2010) foi indicado ao Globo de Ouro e venceu vários prêmios da crítica mundial.

No ano passado, também foi lançado o documentário ‘Blue Velvet Revisited’, com imagens feitas em Super-8 por Peter Braatz, que fora convidado pelo próprio Lynch para filmar e fotografar os bastidores da filmagem e que somente foi mostrado ao público recentemente.; confiram o trailer do doc:

Tudo no filme é bem pensado por Lynch, desde o design de produção até a incrível trilha, a primeira parceria dele com Angelo Badalamenti (antes de Twin Peaks e de vários outras colaborações entre eles).

No momento, seus nomes retornam com força total à mídia, depois da anunciada volta de ‘Twin Peaks”, que terá novos episódios, mantendo grande parte do elenco original.

2011. Blue Velvet

A fotografia primorosa foi concebida por Frederick Elmes, responsável pela direção de fotografia de filmes como “Wild at Heart” (também de Lynch), além de “Ice Storm” (de Ang Lee), “Broken Flowers” (de Jim Jarmusch), entre outros.

Mas voltando a Blue Velvet, por ocasião do aniversario, serão exibidas cópias novas e restauradas para o cinema, começando a exibição agora em março em selecionados cinemas de Los Angeles, para depois chegar a lugares como a Inglaterra.

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O filme completa 30 anos em setembro e deve aparecer, esperamos, também por aqui; por enquanto ficamos com o novo trailer:

“Blue Velvet” é um clássico absoluto, um filme que mexe com cada emoção; o roteiro é primoroso, Lynch soube muito bem dosar as cenas de tensão, de romance, criticando de maneira sábia uma sociedade que vive de aparências e que na verdade, esconde muita podridão.

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Sua influência pelo filme e pelo surrealismo, já merece colocar o filme no topo, com o uso certo de paleta de cores, com fotografia exuberante e a questão de até aonde vai o bem e onde começa o mal e como distinguir um do outro.

Os elementos do filme noir como fotografia mais escura, uma femme fatale (Dorothy), um vilão impetuoso (Frank) estão presentes de maneira a costurar de maneira perfeita a estória e todas suas nuances.

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Quem tiver chance, não deixe de ver o filme no telão do cinema, é uma experiência realmente inesquecível e “Blue Velvet” merece ser apreciado desta maneira.

 

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TODAY’S SOUND: A GIRL WALKS ALONE AT NIGHT POR ARTHUR MENDES ROCHA

Um filme de terror iraniano, com toques de western, em P&B e com trilha rock n’ roll? Esta é a primeira pergunta que nos fazemos ao assistir “A Girl walks alone at night” (Garota sombria caminha pela noite), mas que sem dúvida, é dos filmes de terror mais interessantes dos últimos tempos.

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O filme foi descoberto no Festival de Sundance do ano passado e desde então tem feito sucesso por onde é exibido.

“A Girl walks alone at night” foi dirigido por uma jovem iraniana/americana, Ana Lily Amirpour, de apenas 25 anos e cheia de talento.

Admiradora de cineastas como David Lynch, Sergio Leone e Francis Ford Coppola, seu filme foi totalmente inspirado por “Rumble Fish”, o maravilhoso clássico de Coppola, estrelando Matt Dillon e Mickey Rourke e que também foi todo filmado em PB, num clima surreal/estilizado.

O filme nos conta a história de uma vampira jovem, que sai de skate pela noite, com seu xador (espécie de vestimenta persa, que é quase uma burca, mas que deixa o rosto à mostra) e que ataca suas vítimas, optando por morder aqueles que ela acha que não fazerão muita falta.

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Inlcusive, o ataque dela acaba sendo uma espécie de vingança aos que cometem o mal.

Em seu tempo livre, ela coleciona discos de vinil e fica escutando-os em casa.

Sua existência sofre uma reviravolta quando encontra, por acaso na rua à noite, o jovem Arash, pelo qual se apaixona. Inclusive o encontro deles é bem marcante, pois ele está vestido de Drácula, com direito a capa e dentes falsos.

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 Arash tem um pai viciado em heroína, deve dinheiro a um traficante e a garota fará tudo para ajudá-lo e protegê-lo dos malfeitores.

O roteiro do filme mostrou ser um desafio, tendo Amirpour escrito em persa e em inglês, dependendo de como soava foneticamente.

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A ação se desenrola num lugar esquecido, chamado Bad City, que lembra aqueles lugares abandonados do faroeste e habitado por todo tipo de outsiders.

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Não é a toa que outra grande inspiração da diretora foi o filme “Era uma vez no Oeste” de Leone.

Abaixo a diretora analisa uma das cenas mais bacanas do filme:

Outro grande lance da diretora foi escapar às armadilhas do gênero terror; em nenhum momento seu filme apela para o gore, ou banhos de sangue; seu filme é extremamente cool, a fotografia de Lyle Vincent é linda, tudo conspira para um clima diferente dos filmes de terror que estamos acostumados.

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Um dos grandes achados foi a atriz Sheila Vand, que também tem origem iraniana e fez um ótimo trabalho, nos transmitindo toda solidão, todos os sentimentos de ser uma vampira que vive a beira da sociedade, num lugar desolado.

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Abaixo um papo da diretora e da atriz para a revista Vice, onde elas contam todo o processo criativo para levar o filme às telas:

Cada frame de “A Girl walks alone at night” é puro estilo, e nos conquista logo no começo e nos deixamos envolver completamente pela história da garota solitária e vampiresca.

A boa notícia é que o filme foi comprado por uma distribuidora brasileira e deve estrear até o final deste mês aqui no país.

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Vindo cercado de toda a boa crítica mundial, o próximo trabalho de Amirpour é uma produção hollywoodiana, “Bad Batch”, um filme passado num ambiente canibalesco, estrelando Keanu Reeves e Jim Carrey.

A trilha merece destaque por ser inteiramente composta de bandas de rock persas como Kiosk, Federale, Radio Tehran, Bei Ru, entre outras.

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“A Girl walks alone at night” é imperdível, um dos filmes mais visualmente legais deste ano, uma “love story” vampiresca, gótica e original e que tem tudo para fazer sucesso por aqui também, assegurando seu lugar como um ‘cult’ moderno.

 

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