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TRIBO SKATE (Coluna Poisé) – JUNHO

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TODAY’S SOUND: THE SPECIALS POR ARTHUR MENDES ROCHA

The Specials dominou as paradas inglesas em meados dos anos 80 quando seu mix de ska, 2 tone, rock steady e punk agradava em cheio uma juventude que lutava por igualdade social.

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A banda surgiu em 1977, quando Jerry Dammers (compositor/tecladista) se juntou a Terry Hall (vocais), Lynvall Golding (guitarra/vocais), Neville Staple (vocais/percussão), Roddy Radiation (guitarra), Sir Horace Gentleman (baixo) e John Bradbury (bateria) e formou o Automatics,  o Conventry Automatics e depois o Special A.K.A.

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Um de seus admiradores era o The Clash, que os convidou para abrirem os seus shows na turnê “On Parole”, tonando-os mais conhecidos para toda uma nova geração.

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Desde o início, os Specials optaram por lançar seus trabalhos por seu selo próprio, o 2 Tone Records, que apresentava uma programação visual bem característica, com capas em P&B, quadriculadas, com letterings que podiam ser facilmente identificados.

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Seu primeiro single, ‘Gangsters”, foi direto para o top 100 britânico em 1979:

Eles também apoiavam o Rock Against Racism, organização que lutava pela igualdade de direitos raciais, justamente algo com que banda sempre se preocupou, pois seus integrantes eram tanto brancos como negros.

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Na verdade, eles fazem parte da segunda geração do ska, o ritmo jamaicano que fundia ritmos caribenhos com jazz e rhythm & blues, quando os jamaicanos importavam ritmos americanos e faziam as suas versões, sendo um percussor do reggae.

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O jeito de vestir dos Specials chamava atenção com seus ternos ao estilo mod, chapéus de feltro, bonés de tweed, óculos escuros, camisas brancas e listradas misturadas a gravatas escuras, camisa polo Fred Perry, mocassins, sempre tendendo para o forte contraste de dois tons, como sua gravadora e o estilo musical.

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Os jovens ingleses copiavam seu estilo e dançavam à sua música contagiante como “Too much, too Young”, incluída no disco de estreia deles, “Specials”, produzido por ninguém menos que Elvis Costello e lançado em 1979.

O disco tinha a icônica capa abaixo, toda em P&B, com a banda olhando para o lado; agora sim a banda passa a se chamar apenas The Specials.

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A canção causa polêmica, pois fala de gravidez na adolescência e aborto, deixando a BBC de cabelo em pé.

O álbum também incluía o mega hit da banda: “A Message to you, Rudy”, aqui numa apresentação no programa cult britânico Old Grey Whistle Test:

O disco teve excelente recepção de público e crítica e constitui um momento ápice do ska feito na Inglaterra, tanto que o site Pitchfork e a revista Rolling Stone consideram um dos grandes discos dos anos 70/80.

O segundo álbum, “More Specials”, não alcança o sucesso do primeiro, mas alcança o top 5 na Inglaterra com músicas como ‘Rat Race”:

O número um nos charts é atingido com o single “Ghost Town”, lançado em 1981:

‘Ghost Town’ é até hoje considerada uma das grandes músicas de protesto inglesas e foi bastante executada nas revoltas ocorridas em Londres em 2011.

Um dado interessante é que nos dois primeiros álbuns da banda, eles tiveram como backing vocals nomes como Chrissie Hynde (dos Pretenders) e Belinda Carlisle (das Go Go’s).

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Porém, um baque acontece com a banda quando Staples, Golding e Hall saem para formar o Fun Boy Three.

Durante os anos seguintes, a banda teve diversas formações, mas nunca teve o mesmo line-up inicial.

Seu álbum seguinte, “In the Studio”, foi lançado em 1984 e não tem mais o mesmo sucesso dos anteriores, mas pode se destacar o single “(Free) Nelson Mandela”, homenagem ao líder africano, recentemente falecido.

A volta dos Specials só vem a acontecer mesmo em 1993, como banda de apoio do disco da lenda do ska, o jamaicano Desmond Dekker.

Em meados e final dos anos 90, eles voltam com dois discos, incluindo releituras e covers de clássicos do reggae e ska e também mais dois discos no início dos anos 00, mas todos eles não muito expressivos.

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The Special só voltará mesmo em 2007 para apresentações no Festival de Glastonburry, onde se apresentam ao lado de Lily Allen e Damon Albarn (do Blur).

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Porém Dammers não participa destas novas formações e acusa a banda de ter se apossado do nome Specials, contudo ele se apresenta em 2008 no concerto dos 90 anos de Nelson Mandella no Hyde Park, cantando ao lado de Amy Winehouse, que era grande admiradora da banda.

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Da formação original permaneceram Golding, Panter, Hall, Radiation e Bradburry e eles continuam a fazer shows e acabaram de participar de uma turnê americana em 2013 com ingressos esgotados.

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The Specials é uma banda que entrou para a história da música inglesa, dominando o top 10 de 1979 a 1981 e mostrando que boa música e mensagens políticas poderiam tornar o pop ao mesmo tempo dançante e engajado.

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TODAY’S SOUND: LUNACHICKS POR ARTHUR MENDES ROCHA

Lunachicks é uma banda somente de mulheres, na linha “riot girl’, que bagunçaram os anos 90, com seu rock escrachado com punk, metal e o que mais viesse.

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A trajetória delas começou em 1987, em NY, quando as três amigas Theo Kogan, Gina Volpe e Sydney ‘Squid’ Silver e colegas na escola de artes de LaGuardia, se uniram para formar a banda.

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A elas juntou-se Sindi Benezra e Becky Wreck e durante um ano elas ensaiaram e escreveram canções, começando por ‘Theme Song’, na qual elas matavam sua professora de inglês.

A atitude rebelde delas já começava a chamar a atenção do público do colégio e em suas primeiras apresentações podiam ser avistadas presenças como Kim Gordon e Thurston Moore do Sonic Youth.

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Gordon e Moore gostaram do que viram e mandaram um demo tape delas para o produtor Paul Smith, que lançou o primeiro EP das Lunachicks através de seu selo Blast First.

O primeiro disco foi intitulado ‘Babysitters on Acid”, cujo vídeo pode ser conferido abaixo:

O visual delas é uma mistura de tudo: debocham do visual das mulheres comuns, exagerando na maquiagem, com dentes que parecem estragados, cílios grandes, leggings listradas e brilhosas, vestidos de bolinhas, rendados, botas douradas, cabelos espetados, chiquinhas e muito mais, acabando por criar um estilo próprio.

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O segundo álbum foi ‘Binge & purge”, lançado em 1992 e onde podemos destacar “This is serious’

Logo em seguida, Wreck deixa a banda e elas lançam um EP no Japão com a regravação de ‘More than a feeling’ um clássico do Boston:

Depois de uma rápida passagem de Kate Schellembach (do Luscious Jackson) na banda, a baterista Chip Jackson passa a fazer parte do line-up.

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Em 1995, elas assinam com a gravadora Go Kart Records e lançam “Jerk of all trades” que incluía ‘Light as a feather”;

O disco seguinte é “Pretty Ugly’ e nele está presente o maior hit delas, ‘Don’t want you”, lançado em 1997, cujo vídeo é um deboche dos programas de namoro na TV:

O ‘riot girl” (ou riot grrrl) foi como foi denominado o movimento de meados dos anos 90 onde bandas femininas de rock se uniram para falar das questões femininas através de discos, shows, festivais, fanzines e incluiam bandas como L7 (com as Lunachicks na foto abaixo), Sleater-Kinney, Bikini Kill, entre outras.

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O movimento gerou um documentário “Not bad for a girl”, com a participação da banda e cujo trailer vemos abaixo:

O Lunachicks fazia parte deste movimento que buscava uma maior liberação da mulher e maior presença no meio musical, apontando para o feminismo, liberação do aborto, entre outras questões.

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Porém, a banda acaba não tendo muito mais o que dizer depois de seis álbuns e acabam lançando o último em 1999, ‘Luxury Problem’.

Apesar de nunca terem oficializado seu término, as Lunachicks só se reuniram em duas opor-tunidades desde então: em um pequeno show no CBGB em 2002 e em uma marcha pelos direitos femininos em 2004, em Washington.

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A vocalista Theo Kogan ataca também de atriz e modelo em filmes como ‘Zoolander”, ‘Bringing out the dead”, além de participar junto com a banda de “Blue Vengeance”. Ela já participou também do Jon Stewart Show, de campanha da Calvin Klein e hoje em dia ela se dedica á banda Theo & the Skyscrapers (com cujo guitarrista ela é casada).

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Apesar delas não serem consideradas uma super banda, as Lunachicks fazem falta num pop que se leva muito a sério, sua atitude desencanada e rebelde acabou por influenciar muitas bandas femininas que curtem um bom punk/trash rock.

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