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exótico – Japa Girl












































































    Wake up, Mthrfckrs! 
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Jean Andre Rixens - 1874How sundays should be ✨❤️✨About the happiest Easter ever!
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Majorelle Cap. 2, Jacques o filho pintor e seu Jardim em Marrakech

Verdadeiro símbolo da cidade de Marrakech, os Jardins de Majorelle encantam até um “leigo” em botânica e desinteressados em paisagismo.


Nada mais, nada menos que, a maior e mais importante coleção de plantas de sua era, que além de ter sido o atêlier/residência  de Jacques Majorelle entre 1947 e 1962, foi também a residência de veraneio de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé, a partir de 1980 restaurando todos os 12 acres do jardim até a criação da fundação que administra o museu até hoje.

Pudera, este oásis está listado entre os grandes jardins misteriosos do séc XX!

Jacques Majorelle, filho único de Louis Majorelle, grande mestre do movimento Art Nouveau, nasceu em Nancy em 1886, no meio desse rico círculo de artistas absurdamente fechado.

Assim respirou ARTE,  desde o berço.

 


Após ter estudado artes plásticas na École de Nancy e depois na Julian Academy em Paris, decidiu seguir a pintura como seu ofício.

 

O certo é que durante a sua  juventude, contraiu tuberculose e precisou se mudar para o sul onde o clima era mais quente e foi assim que descobriu sua paixão pelo oriente, começando pelo Egito, depois Espanha até encontrar seu lugar preferido no mundo: Marrocos!



 










Sem dúvida, desenvolveu uma paixão particular sobre o Mediterrâneo saindo fora das apresentações clássicas, encorajado pelo rápido tom do fauvismo, as formas simples, as origens.


 

 

 

De fato sua pintura foge completamente daquelas fantasias criadas pelo movimento Orientalista e na minha visão, o traço de Jacques Majorelle captura  uma luz Impressionista com um certo perfume Tiki, mostrando as nuances da vida diária.















Erudito, amante da estética dos Souks (feiras livres típicas), o pintor viajante, se sentiu atraído pelas tribos Berber e pela autenticidade das regiões do Atlas.

Em 1924, Jacques resolve morar na Medina de Marrakech, encontra o terreno perfeito nas bordas de Palm Groove e dá início ao que seria o grande feito de sua vida, um exótico jardim botânico que além de levar o sobrenome de sua família, seria o seu maior legado.

Evidente que um dos grandes destaques do paisagismo de Majorelle, são as palmeiras gigantescas, que mandou trazer do sul da Ásia, do leste da África, das Ilhas Canárias, da região da Mesopotânia e até da Califórnia.



Sem falar nos cactus, nas iucas, as vitórias-régias, o perfume dos jasmins, a encantadora floresta de Bambus que me faz mergulhar nos meus encantos pelo movimento Tiki, mais uma vez.

 

Digamos que a originalidade deste lugar, está na combinação de uma vegetação luxuosa e elementos de arquitetura alinhados com a sobriedade e estética tradicional marroquina.

E muito importante no conceito desse jardim, é a cor ícone usada: o Bleu Majorelle.

O poder desse tom de azul, dá um contraste único a  impressão de quietude e contemplação.



Pesquisei inclusive, a combinação exata de tons para chegarmos ao Bleu Majorelle, caso queiram pintar uma parede:

- Pantone 6050 (RGB)

- RVB (r 96, v 80, b 220)

- Triplet hexa: 6050 DC

- CMJN (c 56%, m64%, j 0%, N 14%)

- TSL (t 247*, s67%, l59%)

 


Reza a lenda que Yves Saint Laurent, que tinha um talento único para misturar cores, foi o responsável pelo tom de hoje, melhorando assim ainda mais a tonalidade de Monsieur Jacques Majorelle.

Modéstia a parte, eu também tenho um olhar para cores e estava pensando outro dia sobre a loucura dessa cor, quando tive um insight: “O Bleu Majorelle é a cor do pescoço do pavão!”

Houve um aspecto que achei fascinante e essencialmente chic enquanto pesquisava sobre  a fundação dos Jardins de Majorelle, o cuidado com as 15 espécies de pássaros LIVRES, exclusivamente encontrados naquela região no Norte da África.

Afinal de contas, um jardim jamais é completo sem os seus devidos passarinhos.





O trabalho de Jacques Majorelle também pode ser visto no famoso Hotel La Mamounia, que o pintor ajudou a decorar, assim como pintou posters de turismo para a cidade de Marrakesch.









Foi em 1962 que Jacques após sofrer um acidente de carro, retorna para a França e vem a falecer logo em seguida.

Nos anos 80, seu Legado paisagístico sofreu grandes deteriorações , até que o casal mais chic do mundo, Yves Saint Laurent e Pierre Bergé descubriram  esse oásis e o recuperaram por completo.

Na terceira parte destes posts, revelo deliciosos segredos da estadia destes últimos proprietários do Jardim Majorelle e sobre a criação da fundação e museu, não percam!



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O fascinante ritual do Hammam

Acabei de voltar de viagem de Marrakesch e é com grande prazer que inicio hoje uma série de posts sobre a cultura desse país exótico.

Assim começo pelo ritual dos banhos árabes.

Jean-Léon Gérôme, The Bath, ca. 1880-85


O certo é que o Hammam combina a funcionalidade e os elementos estruturais de seus antecessores na Anatolia, nas termas do Império Romano com a tradição oriental turca de banhos a vapor com seus rituais de limpeza e respeito a água.

Ocorre que os Árabes construiram versões de banhos greco-romanos que encontraram após a conquista de Alexandria no Egito.

Sem dúvida, é uma cerimônia de limpeza não apenas corporal, mas também espiritual.

Em Marrakesch, existe uma variedade de hammams, de públicos a privados, do mais simples ao mais suntuoso e decadente.


 

Nestes estabelecimentos, é importante que tenha em consideração que as mulheres não tem o mesmo horário de entrada que os homens.


 

Os locais de banho se assemelham muito a igrejas, onde no lugar da nave central fica a “piscina”(onde vc só pode entrar quando já estiver limpo) com pequenas salas de banho ao redor, como se fossem capelas e/ou salas de batismo.

Logo, a primeira fase desta experiência, começa com um chá de hortelã quente, para o corpo começar a liberar as toxinas.

 

 

Sou encaminhada para uma pequena “capela” de banho, onde portas ancestrais se abrem para um interior    de mármore cor-de-rosa, iluminado por lanternas de ferro forjado verde- água, com um teto abobadado, suspenso por pilares, com duas camas na lateral e uma pia dramática que jorra água em abundância todo o tempo.

Num segundo passo, não é hora para timidez, uma atendente vai me banhar por completo, então obviamente, é preciso tirar a roupa.

Agora com a ajuda de uma concha de latão dourado, ela me molha numa maestria de movimentos que me fazem lembrar um ballet.

Me entrego e me deixo levar neste momento de arte que deve ser saboreado por completo.

Em françês, a massagista indica que devo me deitar na pedra morna que tem pequenos furos por onde sai o vapor.

Começa a segunda fase do ritual, a esfolição.

Elemento essencial do hammam é o sabão usado, que é uma pasta feita de azeite de oliva e eucalipto,  chamado Savon Noir (sabão preto).  Eu tive que trazer um potinho!

Conforme é passado, com o vapor da sala, parece que minha pele chupou uma bala.

E´usada uma luva especial, a kessa, que tem a textura de uma lixa e com esta sou esfregada com vigor.


 

Simbolicamente, começo a trocar de pele, como se fosse uma cobra Naja.

Lógico, já fiz esfoliações em diversos spas desse mundo, mas nunca e eu reafirmo Nunca, ví células mortas daquela maneira!

Chuá pra cá, chuá pra lá, depois de mais um enxague, eu tentando manter minhas poses lânguidas neste universo de harems, quando a  atendente começa a lavar o meu cabelo com uma espécie de argila chamada Ghassoul.

Verdadeira aula para qualquer cabeleleiro, esta veterana do banho fez uma trança no meu cabelo usando apenas uma mão e a água para mover as minhas negras madeixas.

Completamente derretida pelo processo, a moça apaga a luz e sugere que eu durma por 5 minutinhos.

Alô Cleópatra, eu sei que vossa alteza está comigo nesse momento!

Com certeza, estou muito emociada para dormir, mesmo que completamente relaxada no meio daquele vapor mentolado….

Quando me “acorda”, ganho uma água incrivelmente gelada e um roupão.

Perfeitamente purificada, saio da pequena capela e caminho  para descansar na chaise lounge,  verdadeiro deleite da higiene, eu diria.

Diferente dos banhos romanos da antiguidade, o hammam é um lugar de retiro, secreto e poético na sua natureza.


Na sala principal, o sol não brilha ofuscante, ao contrário, alguns raios fracos atravessam o vidro colorido dos vitrais.

Além dos raios de luz que seguram-se no vapor flutuante e dá a sensação de encantamento para a escuridão de sombras.

Inclusive os sons aquáticos ecoam entre as colunas de mármore nesta atmosfera de serenidade, purificação e luxo.

 

Spa do Hotel La Sultana – Marrakech

E neste clima, me jogo na piscina da foto, completamente passada…

Enfim, você é convidado a escolher qual perfume deseja usar: escolha entre água de rosas, água de flor de laranjeira ou musk.

Jean Lecomte du Nouy L’Esclave blanche 1888

Sobretudo os hammans da cidade, são um lugar de socialização e fofoca entre as mulheres muçulmanas, que aproveitam para escolher alí as futuras esposas de seus filhos.

Aqui alguns links dos principais spas de Marrakesch:

http://www.lasultanamarrakech.com/#

 

http://www.mamounia.com/uk/index.php

 

www.lesbainsdemarrakech.com

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