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Freddy Kruger – Japa Girl












































































    Encontrei essa cachorra, com mais de 10 anos, castrada, com uma cirurgia ainda cicatrizando na região torácica, cheia de moscas e pulgas, na pracinha em frente ao colégio Santa Cruz, região de Pinheiros. Muito fraca, está pele e osso. Internei no @citvet por 24 hrs, está inteira, sem anemia, sem infecção, fígado e rins bons! Acredito que fugiu! Por favor me ajudem compartilhando, deve ter um dono procurando por ela. Por hora, colocamos o nome de Angelita. #cachorraperdida #procurasecachorroHoje!!!
#climatestrikeLunatic Magic Beware...🦇 Theophile-Alexandre Steinlen “Chat au Clair de Lune”, c 1900Greve Global pelo clima - São Paulo, 20.9.2019! É de suma importância que todos participem dessa greve global. Acontece que a Amazônia, o Pantanal e o Cerrado, continuam queimando, numa destruição avassaladora, apesar da pressão feita até agora. Além disso, incêndios se espalham por diversos cantos do mundo, como Sibéria, Indonésia e o continente africano. Não podemos relaxar, enquanto mudanças significativas sejam aplicadas de fato.Emocionante! Nunca vi passeata igual, com tanta gente. Acordamos. Graças à Deus e Deusa. Não podemos mais permitir que isso aconteça as Florestas e aos Animais. Fora demônio #forasalles #sosamazoniaPor favor assistam!Gigante pela própria natureza e pela própria ignorância 🇧🇷Precisamos ir para a rua protestar urgente!!! Profundamente abalada com a destruição de lugares sagrados, lugares que sustentam a Vida neste planeta! Todos vão sofrer as consequências desse desmatamento e queimadas! Árvores de 500 anos já eram! Estão encontrando animais queimados, jamais estudados ou conhecidos pelo homem! Estamos sentenciando nossa existência. #prayfortheamazonÉ com profundo pesar, estão cortando uma pequena floresta de no mínimo 70 anos, que cresceu numa casa desocupada. Ainda que haja autorização da PMSP e compensação em outro local, como fica o entorno? Quem irá compensar os morcegos e periquitos que moram nessas árvores?Unforgetable veggie lunch exxxperience!
Thank you so much @saporebrasil @pietroleemann @lideresempreendedores 
Risoto com aspargos verdes e abóbora, contraste de mousse de couve-flor defumada e arroz silvestre crocante.

                
       
















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TODAY’S SOUND: SCREAM QUEENS, AS RAINHAS DO TERROR

E nada melhor que encerrar os posts de terror numa sexta-feira 13, falando de algumas das “Scream queens”, ou as rainhas do grito – estrelas, starlets, que tiveram seu momento de glória em algum clássico do terror.

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Vamos começar por Fay Wray, a primeira companheira de King Kong (derrotando candidatas como Jean Harlow e Ginger Rogers), no clássico dos anos 30, e que ficou marcada por este papel pela vida inteira.

Wray, Fay (King Kong)_16

O filme foi um grande sucesso e ela havia feito antes um ótimo filme de terror, “The most dangerous game” (que acaba de ganhar uma refilmagem).

Outra estrela foi Janet Leigh, que trabalhou num dos filmes mais assustadores de todos os tempos, “Psicose’, de Alfred Hitchcock. Mesmo sendo a protagonista do filme, ela acabou sendo eliminada logo na primeira metade ( o que causou estranheza nas plateias da época).

Psycho (1960) Directed by Alfred Hitchcock Shown: Janet Leigh (as Marion Crane)

Janet teve uma carreira de sucesso em Hollywood, trabalhou com grandes diretores como Orson Welles (em ‘A Touch of Evil”), entre outros.

Ela era casada com outro grande astro, Tony Curtis, com quem teve a filha Jamie Lee Curtis.

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Mas no gênero horror, sua grande participação foi em ‘Psycho’, sendo atacada no chuveiro depois de roubar alguns dólares de sua empresa e se esconder no Bates Motel (péssima escolha para uma noite chuvosa). A cena entrou para a história do cinema, pela sua edição impecável e pelo impacto que causou na época (estamos falando de 1960).

Já que falamos na mãe, por que não falar da filha: Jamie Lee Curtis, que teve um de seus papéis mais importante logo que começou, no filme “Halloween”, de John Carpenter.

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O filme, de produção barata, se tornou um sucesso retumbante (custou 325 mil dólares e arrecadou 47 milhões) e é o responsável pela renascer do gênero terror; foi lançado em 1978 e seu vilão, Michael Myers virou um ícone.

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Depois deste filme, Jamie ainda fez a continuação, “Halloween II”. Ela se juntou à mãe em outro clássico do terror, “The Fog’‘ (em 1980), do mesmo diretor, Carpenter. E também atuou com a mãe em outra continuação de Halloween, com os fatos ocorridos 20 anos depois, ‘Halloween H20”.

Outro filme de terror que ela participou foi “Prom Night”, ao lado de Leslie Nielsen (de ‘Airplane’ e dos filme “Loucademia de Polícia”) e foi musa fitness nos 80’s (quando fez “Perfect”). Ela também arrasou em ‘Um peixe chamado Wanda” e ‘True Lies”.

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Este ano, ela foi homenageada por Ryan Murphy (de American Horror), que lhe deu um papel de destaque na nova série dele, justamente intitulada ‘Scream Queens” (eu vi o primeiro episódio e achei adolescente demais).

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Já que falamos em “The Fog”, vou aproveitar e falar de outra estrela que participou do filme, Adrienne Barbeau, casada na época com o diretor John Carpenter.

Barbeau bombou nos anos 80, participando de filmes como “Fuga de Nova York” (também de Carpenter), mas foi nos filmes de terror que ela se destacou tais como ‘Swamp thing” e ‘Creepshow” (no segmento “The Crate”).

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Ela até chegou a fazer um pôster sexy que vendeu horrores, ela era mesmo uma musa do terror.

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Recentemente, ela participou de seriados como ‘Carnivale” (no qual vivia a dançarina de cobras, Ruthie), e em papéis menores em ‘Dexter”, ‘Sons of Anarchy” e “Revenge”, entre outros.

Outra atriz que também se destacou nesta época foi Margot Kidder, que ficou mais conhecida como a Lois Lane, a namorada do Superman vivido por Cristopher Reeve no cinema.

Margot Kidder in “The Amityville Horror.” Courtesy of Shout! Factory

Mas Margot fez alguns filmes de terror importantes, como o ótimo “Sisters”, um dos primeiros filmes de Brian De Palma, onde ela vive gêmeas siamesas aterrorizantes.

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Ela também participou de outro clássico, “Amityville Horror” (Terror em Amityville), sobre um casal que se muda para uma casa mal-assombrada, onde haviam ocorridos vários assassinatos.

Nos anos 90, ela foi diagnosticada como maníaco-depressiva, e desde então tem feito participações esporádicas em algumas produções, pois andava aprontando alguns bafos.

Com a recente perda do grande mestre do terror, Wes Craven, vale a pena falarmos de Heather Langenkamp. Ela foi a primeira estrela do filme “Nightmare on Elm Street” ( A Rua do Pesadelo). Nunca vou esquecer a vez que vi o filme pela primeira vez e o quanto a figura de Freddy era assustadora.

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Heather, apesar de parecer ser apenas uma “girl next door”, enfrentava Freddy Kruger com toda a garra e gritando muito (também não tinha como não gritar).

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Outra atriz que se destacou nos 90/00 foi Neve Campbell, que ficou conhecida por sua participação na série “Party of Five” (O Quinteto) e que depois fez alguns importantes filmes de terror como o clássico ‘Scream” (Pânico), também de Wes Craven, bem como um de suas continuações, “Scream 3”. Agora os filmes viraram uma nova série da MTV que está fazendo sucesso.

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Vale ressaltar que Campbell também atuou em “The Craft’ (Jovens Bruxas), outro filme que procurava ressuscitar o gênero de maneira mais light. Recentemente, ela fez uma ótima participação num episódio de “Mad Men”.

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E finalizamos este post prestando uma homenagem dupla: a dois astros de “The Texas Chainsaw Massacre” (O Massacre da Serra Elétrica), Marilyn Burns e Gunnar Hansen.

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Burns faleceu no ano passado e estará para sempre em nossa memória como a vítima que escapa no final, coberta de sangue, e que passa mais de meia hora gritando, por isso talvez ela mereça o troféu das “scream queens’.

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E Hansen caba de falecer nesta semana e ele foi Leatherface, o vilão mais aterrador de todos os tempos, sua presença em cena já nos fazia arrepiar e estamos falando de 1974, quando o incrível filme de Tobe Hooper foi lançado e que até hoje não perdeu sua força e influência na história dos filmes de terror.

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TODAY’S SOUND: ALICE COOPER POR ARTHUR MENDES ROCHA

Alice Cooper é o nome artístico de Vincent Damon Furnier, um dos vocalistas mais conhecidos do rock, principalmente por seus shows teatrais, chocantes e de temáticas inspiradas por filmes de terror.

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Furnier nasceu em Detroit, em 1948, seu pai, por incrível que pareça, era bispo da Igreja de Jesus Cristo e seu avô era apóstolo, ou seja, mesmo com esta educação mega religiosa, ele ficou atraído na vida adulta por um lado mais profano.

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A carreira de Furnier começou nos anos 60, quando ele montou com seus colegas Glen Buxton, Dennis Dunaway, John Tatum e John Speer, a banda Earwings, que depois passou a se chamar Spiders e Nazz, até finalmente assinarem como Alice Cooper.

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O nome foi inspirado por rituais de magia negra, seria o nome do espírito de uma feiticeira numa das vidas passadas de Furnier.

Mesmo na banda, Furnier passou a se chamar Alice Cooper, que pretendia ser um vocalista de rock vilão, com um visual aterrorizante e sombrio, do dark side,  se diferenciando dos vocalistas ‘heróis” da época.

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É interessante notar que a banda Alice Cooper lançou oito álbuns, antes de Furnier se apropriar do nome, tendo sido apadrinhados por Frank Zappa e lançado seu primeiro disco em 1969, intitulado “Pretties for you”.

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O álbum foi um fracasso de público e crítica, mas conseguiu conquistar alguns fãs.

Em um dos shows de divulgação, aconteceu um fato que contribuiu para a mítica criada em torno de Cooper: ele tirou uma galinha na plateia e esta foi despedaçada pelo público. A imprensa da época deu bastante destaque para o fato e começaram a circular boatos que ele havia cortado a cabeça da galinha e bebido o sangue.

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Foi com o terceiro disco, ‘Love it to the death”, de 1970, e com a música “I’m eighteen’,  que eles começaram a fazer sucesso, mas principalmente por causa de suas atuações teatrais no palco, que viria a ser chamado pela crítica de “teatro de terror”.

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Os pais na época morriam de medo que Cooper influenciasse negativamente seus filhos, tentando boicotá-lo, mas nunca conseguiram…

No vídeo abaixo, Cooper já usa e abusa dos recursos teatrais, ajudado por uma pesada maquiagem preta em torno dos olhos, quase como lágrimas negras, além do figurino com calça de paetês:

No ano seguinte, eles assinam com a major Warner e lançam “Killer”, que atinge a 21ª posição na Billboard.

Entre as canções está “Under my wheels”, cujo vídeo podemos ver abaixo. O figurino de Cooper está ainda mais elaborado, um macacão preto de taxas com o peito aberto, botas de cano alto com detalhes em prata e os olhos pintados como se fossem cílios enormes:

No álbum seguinte, “School Out”, de 1972, eles conseguem chegar ao topo das paradas, puxada pelo single de mesmo nome, abaixo em um vídeo no Top of the Pops:

Em 1973, eles lançam seu penúltimo álbum como Alice Cooper, o grupo, “Billion Dollar babies”, que originou um dos primeiros vídeos a serem exibidos pela MTV:

No mesmo ano, eles fazem a turnê Billion Dollar Babies, quebrando recordes por onde passaram e incluindo números como o da guilhotina, onde ele encena que é decepado e que se tornou uma de suas marcas registradas.

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Ainda em 73, houve o encontro entre Cooper e Salvador Dali, que passaram um tempo juntos, sendo que Dali fez uma obra de arte dedicada à Cooper, um dos primeiros hologramas que se tem notícia, que está em exibição no Museu Dali.

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O próximo disco e as tensões entre os integrantes acabaram por separá-los e fazer com que Alice Cooper virasse o projeto pessoal de Furnier, com uma nova banda e um novo disco que mostrou ser um sucesso, “Welcome to my nightmare”. Em um dos vídeos para divulgar este trabalho, ele chamou Vincent Price para fazer uma participação especial (muito antes de Michael Jackson com Thriller):

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Em 1977, ela lança uma balada que faz o crossover pop e vira hit, com direito a uma divertida aparição no Muppet Show:

No final da década de 70, e acabando de lançar um segundo disco de sucesso moderado, Cooper enfrentava problemas com o alcoolismo, o que estava atrapalhando sua vida profissional, e acaba se internando em uma clínica de reabilitação, pondo seu casamento em risco.

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Com a chegada dos 80, sua popularidade vai diminuindo e ele só vem a reconquistar o público no final da década com ‘Trash’, álbum que teve três singles de sucesso, incluindo “Poison”:

No início dos anos 90, ele vivia uma fase de popularidade renovada, participando do disco ‘Use you ilusion’ do Guns n’ Roses, além da participação como ator em filmes como “Freddy’s death: the final nightmare” (como o pai de  Freddy Kruger) e “Wayne’s World”.

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Com o lançamento do álbum de 1994, “The last temptaion”, ele vira estória em quadrinhos de Neil Gaiman e resolve dar nova pausa na carreira.

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Seu retorno foi no ano 2000 com “Brutal Planet”, início de uma trilogia onde discute fé e religião, trabalhos estes muito bem recebidos pela crítica e que originaram novas turnês mundiais.

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Depois de serem incluídos no Rock n’Roll Hall of Fame em 2010, Alice Cooper esteve fazendo shows no país em 2011 e lançou “Welcome 2 my nightmare”, continuação de seus disco de 1975.

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No ano passado foi lançado o Box-set “Old School Special Edition” incluindo a edição comemorativa dos 40 anos do álbum “School’s out” além de CDs com material inédito e bootlegs.

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Se não houvesse Alice Cooper e seu “horor show”, não existiriam artistas como Marilyn Manson, Slipknot, Kiss, New York Dolls e muitos outros que devem a ele, o conceito do show de rock como um espetáculo teatral e cheio de ousadia.

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TODAY’S SOUND: ZÉ DO CAIXÃO (COFFIN JOE) POR ARTHUR MENDES ROCHA

Todos estes artistas, que falei ultimamente da No Wave, do cinema transgressor, tinham uma admiração por um personagem de terror brasileiro: O Zé do Caixão ou Coffin Joe, como é chamado nos EUA.

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Este ano, o Zé do Caixão, personagem criado pelo ator e diretor José Mojica Marins, completa 50 anos.

O Zé do Caixão é o personagem que só veste preto, usa uma capa inspirada pela macumba e uma cartola. Além disso, ele usa unhas grandes (que muitas vezes eram as suas próprias que ele deixava crescer) bem ao estilo do Nosferatu, mais a barba para completar.

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O personagem mantém características psicológicas bem brasileiras, isto o torna único dentro do mundo do terror.

Aqui no Brasil, seus filmes foram assistidos por milhares de pessoas, mas mesmo assim Mojica era considerado um cineasta maldito, já que tinha dificuldades em financiar seus filmes e muitas vezes estes eram censurados pela ditadura militar que governava o país.

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Mojica é uma figura subversiva e controversa, e aí que está a fascinação de sua figura, tendo sofrido uma perseguição de 20 anos do regime militar, sendo preso, criticado pela igreja, mexendo em temas tabus para a sociedade da época.

A ideia do Zé do Caixão, segundo Mojica, surgiu de um sonho onde era arrastado até uma cova por um homem vestido de preto.

Este homem deu origem a Josefel Zanatas (o sobrenome uma brincadeira com Satanás), um coveiro que tinha o apelido de Zé do Caixão.

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Em sua origem, Zé do Caixão era filho do dono de várias funerárias e sofria preconceito de colegas, até que foi aceito e se apaixonou por Sara, que conheceu em sua escola. Eles tornaram-se inseparáveis e, ao crescerem, decidem se casar.

Os pais de ambos viajam antes do casamento e sofrem um acidente aéreo, onde todos morrem. O casamento é adiado e neste meio tempo, o Brasil entra na 2ª Guerra Mundial e Josefel se alista no exército, ficando quase dois anos sem dar notícia.

Sara acreditava que ele estava morto e aceita o pedido de casamento do prefeito da cidade. Porém, Josefel estava vivo e retorna para a cidade e encontra sua paixão casada com outro. Antes de ouvir qualquer explicação, Josefel mata os dois e só não é punido, pois acreditavam que estivesse sofrendo de um trauma de guerra.

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Josefel se torna uma pessoa fria, calculista, com uma alma perversa e passa a ser chamado de Zé do Caixão, por ser um agente funerário.

Por falta de atores que se submetessem à caracterização do personagem, Mojica acaba encarnando o Zé do Caixão no filme “À meia-noite levarei sua alma” (At midnight I’ll take your soul), lançado em 1964, e considerado o primeiro filme de terror brasileiro.

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No filme ele decepa dedos, fura olhos, afoga pessoas, joga aranhas em mulheres, enfim, ele é capaz de todas as maldades possíveis.

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Falando em aranhas, muitos críticos internacionais achavam que os filmes utilizavam efeitos especiais como computação gráfica para as aranhas, mas ficaram surpresos quando Mojica afirmou que ele comprava aranhas verdadeiras para serem utilizadas em seus filmes.

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“À meia-noite levarei sua alma” teve mais de 600 mil ingressos vendidos no país e em uma de suas cenas, Mojica utilizou até glitter direto no negativo para conseguir o efeito de ‘aura” em um fantasma.

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O tema recorrente nos filmes de Zé do Caixão é a busca pela continuidade de seu sangue, através de um filho perfeito gerado com a mulher perfeita, com uma inteligência superior à média e para isto, não medirá esforços em eliminar quem se intrometer em seu caminho.

O segundo filme clássico do personagem é “Esta noite encarnarei no teu cadáver” (This night I’ll possess your corpse”), continuação do primeiro filme, onde ele continua em busca da mulher perfeita e é temido por todos, utilizando aranhas, cobras venenosas e zumbis para conseguir seus objetivos.

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O filme acabou enfrentando a censura da época, pois ao levar tiros, ele confirmava sua descrença em Deus e ele foi obrigado a mudar o texto para ter seu filme liberado.

Na verdade, Zé do Caixão não acredita em nada, nem em Deus e nem no Diabo, ele acredita somente nele mesmo.

Lançado em 1968, ‘O estranho mundo de Zé do Caixão”(The Strange World of Coffin Joe), apesar do título, não mostra o personagem, o filme é composto de três estórias sobrenaturais.

O personagem aparece, não como figura central, em outros filmes como:

‘O Despertar da Besta/O Ritual dos Sádicos” (Awakening of the beast) – de 1970, no qual o Zé do Caixão aparece num filme de ficção dentro do filme, em uma espécie de pseudo-documentário;

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“Exorcismo Negro” (The Bloody Exorcismo of Coffin Joe) – de 1974, mostrando pela primeira vez criador e criatura, Mojica e Zé do Caixão, se confrontado, pois o criador negava a existência de seu alter-ego;

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“Delírios de um anormal’ (Hallucinations of a Deranged Mind) – de 1978, o filme é formado por sobras de película de filmes anteriores, cenas que foram cortadas ou censuradas, com o acréscimo de 35 minutos de cenas novas;

Mojica lançou vários outros filmes de terror e sobrenatural sem o personagem, misturando sexo, alucinações e muito mais. No final dos anos 70, início dos 80, ele dirige vários filmes do gênero pornochanchada, que era o que fazia sucesso no cinema nacional, assinando como J. Avelar.

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Em 1967, Mojica, como Zé do Caixão, apresentou o programa ‘Além, Muito Além do Além’, as sextas na TV Bandeirantes, onde apresentava estórias curtas de terror, que mais tarde foram adaptadas como histórias em quadrinhos, mas infelizmente este material se perdeu com o tempo.

Nos anos 70, ele foi homenageado no prestigiado Festival de Cinema fantástico e de terror em Sitges, na Espanha, reconhecimento que nunca teve aqui no Brasil.

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Em 1981, o Zé do Caixão também apresentou o programa ‘Um Show do Outro Mundo”, na Record, que acabou durando pouco devido a problemas na vida pessoal de Mojica.

Nos anos 90, ele apresentou o Cine Trash (também como Zé do Caixão), que virou um sucesso cult nas madrugadas da Band, mostrando longas-metragens de terror.

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Também nos anos 90, com o lançamento de seus filmes em VHS e DVD nos EUA e Europa e também no youtube, o tornam uma figura cult entre os artistas americanos, onde ele fica conhecido como Coffin Joe, passando a ter um respeito e admiração que aqui no país ele não tinha.

Coffin Joe passa a ser convidado á participar de festivais, mostras em sua homenagem, chamando atenção para sua figura.

Segundo o editor da revista Fangoria, Michael Gingold, os filmes de Coffin Joe eram mais extremos que os feitos nos EUA na mesma época e ele seria uma espécie de precursor de personagens como Freddy Kruger e Jason (de “Sexta Feira 13”).

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Bandas de punk e heavy metal também são mega fãs de Coffin Joe tais como Ramones (em uma turnê brasileira eles ofereceram uma jaqueta de couro assinada pela banda para Mojica), The Crammps, Rob Zombie (que virou um ótimo cineasta e presta tributo a ele em alguns de seus filmes), entre outros.

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Ele já mereceu comparações com Mario Bava, Dario Argento, Roger Cormann, cineastas que fizeram originais filmes de terror B.

Em 2001, o documentário “Maldito – O estranho mundo de José Mojica Marins”, dirigido por André Barcinski e Ivan Finotti, vence o prêmio especial do júri de filmes latino-americanos do Festival de Sundance.

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No mesmo ano, uma mostra de filmes dele no Festival de Sundance é realizada com sucesso, tornando o nome Coffin Joe, um símbolo dos filmes de terror latino e até propiciando o lançamento de edições especiais de seus filmes, como este box em formato de caixão:

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Em 2008, ele lança o último filme da trilogia do Zé do Caixão: “Encarnação do Demônio’ (Embodiment of Evil), onde o personagem é solto da prisão depois de 40 anos e passa a vagar pelas ruas de SP, mas esta produção não tem o mesmo sucesso do passado, com um público de 26 mil.

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Hoje em dia, ele tem seu próprio programa no Canal Brasil, ‘O estranho mundo de Zé do Caixão”, onde entrevista personalidades da cultura brasileira.

Aos 77 anos, Mojica pretende fazer workshops sobre terror e interpretação pelo país, ainda neste ano do cinquentenário de Zé do Caixão, bem como finalmente lançar o filme ‘A Praga”, que nunca havia sido finalizado, mas não tem a presença de seu famoso personagem.

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Além disso, o diretor Vitor Mafra, que tem os direitos do livro “Maldito”, biografia de Mojica e de Zé do Caixão (escrita por Barcinski e Finotti) está tentando transformá-lo em filme, dependendo de financiamento para viabilizar este projeto que seria mais um reconhecimento a esta figura brilhante do cinema nacional.

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