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Giorgio Moroder – Japa Girl












































































    Encontrei essa cachorra, com mais de 10 anos, castrada, com uma cirurgia ainda cicatrizando na região torácica, cheia de moscas e pulgas, na pracinha em frente ao colégio Santa Cruz, região de Pinheiros. Muito fraca, está pele e osso. Internei no @citvet por 24 hrs, está inteira, sem anemia, sem infecção, fígado e rins bons! Acredito que fugiu! Por favor me ajudem compartilhando, deve ter um dono procurando por ela. Por hora, colocamos o nome de Angelita. #cachorraperdida #procurasecachorroHoje!!!
#climatestrikeLunatic Magic Beware...🦇 Theophile-Alexandre Steinlen “Chat au Clair de Lune”, c 1900Greve Global pelo clima - São Paulo, 20.9.2019! É de suma importância que todos participem dessa greve global. Acontece que a Amazônia, o Pantanal e o Cerrado, continuam queimando, numa destruição avassaladora, apesar da pressão feita até agora. Além disso, incêndios se espalham por diversos cantos do mundo, como Sibéria, Indonésia e o continente africano. Não podemos relaxar, enquanto mudanças significativas sejam aplicadas de fato.Emocionante! Nunca vi passeata igual, com tanta gente. Acordamos. Graças à Deus e Deusa. Não podemos mais permitir que isso aconteça as Florestas e aos Animais. Fora demônio #forasalles #sosamazoniaPor favor assistam!Gigante pela própria natureza e pela própria ignorância 🇧🇷Precisamos ir para a rua protestar urgente!!! Profundamente abalada com a destruição de lugares sagrados, lugares que sustentam a Vida neste planeta! Todos vão sofrer as consequências desse desmatamento e queimadas! Árvores de 500 anos já eram! Estão encontrando animais queimados, jamais estudados ou conhecidos pelo homem! Estamos sentenciando nossa existência. #prayfortheamazonÉ com profundo pesar, estão cortando uma pequena floresta de no mínimo 70 anos, que cresceu numa casa desocupada. Ainda que haja autorização da PMSP e compensação em outro local, como fica o entorno? Quem irá compensar os morcegos e periquitos que moram nessas árvores?Unforgetable veggie lunch exxxperience!
Thank you so much @saporebrasil @pietroleemann @lideresempreendedores 
Risoto com aspargos verdes e abóbora, contraste de mousse de couve-flor defumada e arroz silvestre crocante.

                
       
















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TODAY’S SOUND: IRENE CARA POR ARTHUR MENDES ROCHA

Depois de umas férias olímpicas, o site está de volta com novos posts.

Começaremos com as estrelas da música pós-disco, elas nos fizeram dançar nos anos 80, com muito boogie, R&B, soul e tiveram seu apogeu e glória, mas hoje estão esquecidas ou algumas inclusive já faleceram.

Iniciaremos por Irene Cara, a cantora, atriz e compositora que estourou com o filme “Fame” (Fama) e que teve suas músicas incluídas em filmes e premiadas com Oscar, Grammy e Globo de Ouro.

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Irene foi destas cantoras que dominaram o mundo por um pequeno período de tempo, mas que deixou sua marca na música pop para sempre, abrindo caminho para artistas negras ou latinas que surgiram após ela.

Ela sempre teve talento para a música, cantando desde pequena e até gravando disco quando tinha apenas oito anos de idade, cantando em espanhol. O álbum era intitulado “Esta Es Irene” e até gerou um single “Ola Ola Ola” e ela participou de alguns programas da TV americana.

Neste meio tempo, ela estrela em algumas produções da Broadway e off-Broadway como “Maggie Flynn’ (com Shirley Jones da Família dó-ré-mi), ‘The me nobody knows”, “Via galactica” (com Raul Julia) e do elenco original de “The Wiz”.

Logo em seguida, ela foi convidada a participar da banda The Short Circus, que integrava o programa “The Electric Company”, um spin-off (série derivada) de Sesame Street (Vila Sésamo) estrelada por nomes como Rita Moreno, Morgan Freeman e Gene Wilder (recentemente falecido).

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Ela também estrela num episódio da popular série de TV, “Kojak”, vivendo uma prostituta jovem ao lado de Telly Savalas.

O showbiz estava no sangue de Irene e logo ela estrela seu primeiro filme no cinema, “Aaron loves Angela”, de 1975 até estrelar no seu primeiro grande sucesso, “Sparkle”, em 1976, filme que virou cult e que ganhou uma refilmagem em 2012 com Whitney Huston.

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Outro detalhe interessante é que a trilha do filme foi toda composta por Curtis Mayfield e Aretha Franklin lançou um disco homônimo com as canções do filme.

A TV também acaba se rendendo aos encantos de Irene e ela estrela em “Roots, the next generation” (continuação do megasucesso “Roots”) e também em “Guyana tragedy: the story of Jim Jones” (sobre a seita de Jim Jones).

Na Broadway ela também participa do primeiro musical disco “Got tu go disco’ (de 1979) e ainda faz backing vocals para cantores como George Duke, Vicki Sue Robinson, Evelyn ‘Champagne” King, entre outros.

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Mas seu grande estouro estava por vir quando ela é escalada para estrelar em “Fame” (Fama), em 1980, o filme dirigido por Alan Parker que tem como cenário a School of performing arts de NY e no qual ela vive a personagem Coco Hernandez, uma garota que sonha em se tornar uma cantora de sucesso.

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No filme ela interpreta três canções: “Fame”, “Out here on my own’ e “Hot lunch jam”, todas elas lindas canções e perfeitas no filme. A canção título foi um hit absurdo, chegando ao quarto lugar da parada da Billboard, onde permaneceu por várias semanas.  As duas primeiras canções foram indicadas para o Oscar e isto foi a primeira vez que isto aconteceu; duas canções do mesmo filme indicadas ao mesmo tempo e ambas interpretadas pela mesma cantora. Abaixo Irene mostra as canções no Oscar onde ‘Fame” acabou vencendo como melhor canção do ano de 1980:

A canção também ganha o Grammy e ainda traz a ela uma indicação de melhor atriz coadjuvante no Globo de Ouro.

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O sucesso de ‘Fame” foi tanto que o filme virou uma série de TV, porém Irene não aceitou estrelar a série, pois não queria ficar marcada pela personagem.

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Irene Cara como Coco em “Fame”.

Em seguida, ela estrela o telefilme ‘Sister, Sister’ baseada numa história de Maya Angelou e o filme “Killing’em softly” ao lado de George Segall, onde canta três músicas da trilha incluindo a canção título.

Em 1981, ela é convidada a estrelar sua própria série, ‘Irene”, mas esta acaba não tendo o sucesso esperado e logo é cancelada.

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Ela volta para a Broadway onde estrela em “Ain’t Misbehavin’”, musical que presta tributo aos músicos negros dos anos 20 e 30.

Em 1982, ela lança o álbum “Anyone can see”, mas mesmo o primeiro single que dá nome ao disco acaba não emplacando.

Em 1983, convencida por Giorgio Moroder, ela participa como ela mesma no filme “D.C. Cab”, onde ela interpreta a canção “The dream (hold to your dream)”, produzida pelo próprio Moroder:

No mesmo ano, outra parceria com Moroder a colocaria no alto das paradas novamente com “What a feeling”, a canção principal do filme “Flashdance”, um sucesso estrondos nas bilheterias e que levou a canção ao primeiro lugar no mundo inteiro. Irene não só canta como também ajudou a compor a música. Abaixo Irene apresenta o hit na entrega do Grammy para uma plateia estrelada que incluía Michael Jackson, Donna Summer, entre outros:

Além de levar dois Grammys (incluindo melhor performance vocal feminina para Irene), “What a feeling” conquista o Globo de Ouro e também o Oscar de melhor canção, bem como o American Music Awards.

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Agora Irene possuía os maiores prêmios do showbiz americano e estava pronta para dominar ainda mais o mundo da música, lançando o álbum “What a feelin’”, que além da música título, ainda gera mais dois hits, ‘Why me” e “Breakdance”:

Porém, ao lançar seu terceiro álbum, “Carasmatic”, Irene enfrenta problemas judiciais por ter trocado de gravadora e por sua primeira gravadora ter sido embargada pela Geffen Records, que não a permitiu de lançar novos trabalhos e nem receber os royalties por ‘Fame” e “What a feeling”.

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Foi uma triste história para Irene, que sofreu muito com o ocorrido e quando seu álbum “Carismatic’ (produzido por George Duke) foi lançado em 1987, mesmo com o single “Girlfriends”, acabou fracassando em vendagens.

Nesta época, ela também se vicia em cocaína, mas acabou largando o hábito com a ajuda de família e amigos.

Finalmente, ela ganha a batalha judicial e recebe mais de um milhão de dólares de indenização.

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Desde então, Irene continuou fazendo shows na Europa e Ásia, fazendo dublagens, mas nunca mais conseguiu repetir o sucesso do início dos 80.

Em 1997, ela conseguiu certo sucesso com os remixes de “All my heart’ e em 2001 com uma nova versão de “What a feeling’ remixada pelo DJ Bobo.

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Hoje em dia, ela tem sua própria gravadora, a Caramel records e recentemente lançou um grupo feminino de R&B, o Hot Caramel.

Irene estará sempre em nossos corações como a Coco de Fame e pelos seus sucessos que nos fizeram (e ainda nos fazem) dançar.

 

 

 

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TODAY’S SOUND: JAPAN POR ARTHUR MENDES ROCHA

Hoje falaremos de uma banda que é associada ao movimento New Romantic, mas que na verdade, iniciou sua carreira muito antes disto, e que são uma banda sui generis na música, tendo terminado no auge de sua fama; eles são o Japan!

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O Japan iniciou sua carreira em 1974, quando David Sylvian e seu irmão Steve Jansen se uniram aos seus amigos Richard Barbieri e Mick Karn, já que todos eles estudavam na mesma escola, Catford Boys, em Londres.

Sylvian ficava na guitarra e vocais (além de compor a maioria das canções), Jansen na bateria, Barbieri nos teclados e Karn no baixo e assim eles se denominam temporariamente como Japan.

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O nome acabou ficando, e logo em seguida, eles arrecadam um novo integrante: o guitarrista Rob Dean.

No começo, a banda era influenciada pelo glam-rock de Bowie, New York Dolls, Roxy Music, além de gostarem de se inspirar na música clássica e também em sons étnicos.

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Enquanto a Inglaterra era dominada pelo punk, o Japan era uma banda diferente de tudo que estava sendo feito.

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Depois de vencerem um concurso de talentos promovido pela gravadora Ariola-Hansa, em 1977, eles lançam no ano seguinte o seu primeiro disco: “Adolescent Sex”, que também era o nome de uma das melhores canções do álbum:

Outro destaque era o inesperado cover de “Don’t rain on my parade”, do musical “Funny Girl”e que ficou famoso na voz de Barbra Streisand:

O disco acaba não sendo um êxito comercial no Reino Unido, mas faz sucesso no Japão e na Holanda.

Um detalhe que já notamos, é que a banda gostava de se maquiar, se vestir bem, com jaquetas, luvas, cabelos bem penteados, além do som; isto foi um dos motivos pelos quais este primeiro disco já é um prenúncio do New Romantic.

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O álbum seguinte foi “Obscure Alternatives”, lançado no final de 1978, sob pressão da gravadora na tentativa de conquistar mercados como o americano e o restante da Europa.

O single escolhido do álbum foi “Sometimes I feel so low”, que acaba lhes dando o primeiro hit europeu:

A banda mais uma vez faz sucesso no Japão e Canadá, mas ainda faltava o mercado de língua inglesa, onde eles não tinham o reconhecimento merecido.

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Em 1979, eles fazem uma parceria com o produtor Giorgio Moroder na canção ‘Life in Tokyo”, dando uma levada mais eletrônica em sua música, além dos sintetizadores de Barbieri, agora mais presentes:

O estilo eletrônico fica ainda mais evidente no seu próximo trabalho, “Quiet Life”, seu último disco pela Ariola-Hansa.

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Uma das músicas que mais chamava atenção era a faixa que dava nome ao álbum, “Quiet Life”:

Sylvian vai ganhando mais destaque, com vocal ainda mais barítono, além de um visual cada vez mais caprichado, com cabelo em duas cores, armado, além de figurino impecável.

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Agora sim, a banda era notada na Inglaterra, com pequenos hits nos clubs undergrounds e os new romantics adorando suas músicas.

Logo, eles assinam com a Virgin e relançam ‘Quiet Life”, que atinge o top 40 da parada inglesa.

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Seu próximo disco é lançado em 1980, “Gentlemen take polaroids”, cuja faixa-título originou o clipe abaixo:

O Japan voltava ainda mais sofisticado e elegante, tanto no visual como no som, com um art-pop de primeira linha, como vemos em “Nightporter”:

Também vale a pena destacar “Methods of Dance”, aqui numa apresentação ao vivo no Hammersmith Odeon de Londres:

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Em 1981, eles lançam o disco “Tin Drum”, seu último disco de estúdio como Japan (que agora era um quarteto, com a saída de Dean) e que origina três singles que chegaram ao topo:

‘Ghosts”, que foi o maior sucesso da carreira deles, chegando ao quinto lugar na Inglaterra

Além de “Art of Parties” e ‘Visions of China”:

“Tin Drum” mostra ser um álbum muito especial, com influências funky e principalmente asiáticas, colocando o Japan na linha de frente do pop, inovadores e artísticos ao extremo.

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Justamente quando eles atingem o auge de seu sucesso comercial, Sylvian e Karn tem um sério desentendimento: a namorada de Karn, Yukka Fujii, abandona este e se muda para a casa de Sylvian. Foi o estopim para que a banda declarasse o seu fim e cada um partindo para projetos solos.

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Porém, mesmo depois da separação, é lançado o álbum ao vivo, ‘Oil on Canvas”, em 1983, que acaba atingindo o quinto lugar na parada de álbuns na Inglaterra.

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Sylvian se une a Ryuichi Sakamoto (na época , membro da Yellow Magic Orchestra)e lança com ele alguns trabalhos como em ‘Bamboo Houses’ (1982) e “Forbidden Colors” (1983), além de ter uma carreira solo de sucesso com discos de belas sonoridades.

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Karn se torna um músico disputado para colaborar com diversos artistas que incluem Kate Bush, Gary Numan, Midge Ure e Peter Murphy (com quem ele forma o duo “Dali’s Car”).

Barbieri e Jansen lançaram álbuns solos e gravaram juntos como The Dolphin Brothers.

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Barbieri também veio a participar do Porcupine Tree, que teve êxito no circuito alternativo nos anos 90.

Em 1990, os quatro, Sylvian, Karn, Jansen e Barbieri, voltaram a se reunir como o Rain Tree Crow, que lançou um autointitulado álbum em 1991, bem recebido pela crítica musical.

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Abaixo, um vídeo de Sylvian interpretando uma canção do Rain Tree Crow, “Maria”, no Times Zone Festival, em 1995:

Porém, o projeto só durou mesmo um disco, pois eles voltaram a se desentender.

Em 2011, Karn perde uma batalha contra o câncer e vem a falecer.

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Uma reunião do Japan agora é uma situação muito distante e difícil de acontecer, mas fica as lembranças de uma banda a frente de seu tempo, que teve um reconhecimento tardio, mas que não deixa de ser uma das grandes surpresas do pop – com som altamente refinado e de extremo bom gosto.

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TODAY’S SOUND: NINA HAGEN POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nina Hagen, a garota de Berlim, é a nossa diva de hoje; desbocada, polêmica, Nina arrebentou nos anos 80, arrasando em suas performances no palco e cantando como uma soprano punk.

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Nina nasceu na Alemanha Oriental, seus pais eram ligados às artes, sua mãe era uma conhecida atriz, Eva Marie, e seu pai escritor, mas eles se separam logo, quando ela tinha dois anos.

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Sua mãe casa novamente, desta vez com o poeta e escritor (e também dissidente político), Wolf Biermann, que acaba tendo grande influência política em sua enteada.

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Aos 17 anos, Nina é reprovada em um exame para a Escola de Atores na Alemanha Oriental, mas isto não a impede de fazer alguns filmes por lá.

Assim, ela se muda para a Polônia e lá é que participa pela primeira vez de uma banda.

Na volta para a Alemanha, ela estuda música e monta sua própria banda, a Automobil.

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Um dos primeiros hits de sua carreira foi ‘Den Hast den Farbfilm Vergessen” (You forgot the color film), sucesso na Alemanha oriental em 1974 e que tornou seu nome bem conhecido, cm apenas 18 anos:

Ela faz vários shows pelo país, mas fica esgotada. Ela para durante um tempo para retornar com outra banda, a Fritzens Dampferband, com a qual também se apresenta em países do leste europeu.

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Em 1976, seu padrasto é expulso da Alemanha Oriental, pois havia participado de um show em Colônia, e Nina o acompanha e é muito bem recebida na Alemanha Ocidental.

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Logo em seguida, ela viaja para Londres e lá tem contato com algumas bandas punks e se identifica com o gênero, adotando uma postura mais rebelde e a maneira de cantar mais enfrentativa.

Nina faz uma mistura interessante com música alemã, punk rock e até mesmo influências de música clássica, pois sua voz tem o alcance de uma soprano.

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 De volta á Berlim Ocidental, Nina conhece os integrantes de sua futura banda: a Nina Hagen Band com os quais viria a gravar seu primeiro álbum, simplesmente intitulado Nina Hagen Band e lançado em 1978. Uma das canções do álbum era “TV Glozer” (regravação de uma música do The Tubes).

O segundo disco, “Unbehagan”, foi lançado em 1979, e o single “African Reggae” teve ótima execução nas rádios alternativas:

No mesmo ano, ela participa do filme “Cha Cha” onde conhece Lene Lovich, outra diva alemã, com a qual ela colaborou em várias ocasiões.

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Numa de suas entrevistas na TV, Nina causa escândalo na TV austríaca, ao explicar o que as mulheres deveriam fazer para atingir o orgasmo, como vemos no vídeo abaixo:

Logo em seguida, Nina termina com sua banda e resolve seguir carreira solo, mudando-se para NY. Em 1982, ela lança o disco “NunSexMonkRock”, totalmente gravado em inglês e que é muito bem recebido pela crítica, sendo considerado um dos grandes discos punks dos anos 80 e tendo uma mistura de ritmos que incluíam reggae, funk e ópera.

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Um dos destaques era a canção anti-heroína ‘Smack Jack”, com o vídeo onde ela faz vários papéis, incluindo o de um homem:

No disco, ela até faz uma homenagem à sua recém-nascida filha, “Cosma Shiva” e suas apresentações vão sendo dominadas por temas como UFOs, misticismo, política, defesa dos animais, entre outros.

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Mas é com seu disco seguinte, “Angstlos” (Fearless em inglês) que ela terá o maior hit de sua carreira, “New York, New York”, música que vira febre em todo o mundo quando lançada em single, em 1983:

O disco teve produção de Keith Forsey e Giorgio Moroder e mostra uma Nina bem de músicos e sintetizadores, com músicas mais pops e dançantes.

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No disco havia um cover de ma de suas musas, Zarah Leander, na música “Zarah”

Em 1985, Nina lança um novo disco, “In Ekstase” com a regravação de “My Way” de Frank Sinatra, com seus vocais debochados e energéticos:

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No mesmo ano, ela se apresenta no primeiro Rock in Rio e causa com sua apresentação vigorosa, conquistando o público brasileiro com suas brincadeiras e caretas.

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Eu consegui vê-la duas vezes, das vezes que esteve aqui, e o show era impressionante, ela tem uma presença fantástica de palco e canta divinamente.

Seu caso de amor com o Brasil gera até uma participação no disco do Tokyo, a banda de Supla na época, na música “Garota de Berlim”, gravado em 1986:

Nina era a própria camaleoa, mudando de visual a cada apresentação e a cada disco, trocando de perucas, de make-up, usando e abusando dos mais diferentes looks.

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Em 1986, ela também lança uma canção, com sua amiga Lovich, em defesa dos animais, “Don’t kill the animals”:

Nos anos 90, Nina faz participações em diferentes discos, continua a gravar álbuns, viajar em turnês, ir muito à Indía, além de ajudar doentes terminais; ela é uma artista engajada e luta por causas humanitárias.

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Ela participa de um documentário sobre sua pessoa: “Punk + Glory”, dirigido por seu amigo Peter Sempel (que dirigiu “Dandy”, do qual ela havia participado) e incluindo figuras como Udo Kier, Win Wenders, Lemmy, entre outros.

Ela também participa de peças de teatro, entre elas a “The Threepenny Opera” de Kurt Weill e Bertold Brecht.

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Nos anos 2000, Nina não tem nenhum grande hit, mas continua na ativa. Ela lança em 2003 a biografia “That’s why the lady is a punk”, com fotos inéditas, cartas e documentos nunca antes publicados.

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Em 2011 ela lança seu último disco, “Volksbeat”, o 15º de sua carreira, com músicas que falam de Deus, direitos civis e canções anti-establishment.

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Nina nunca perde a sua atitude punk, ela continua enfrentando a sociedade aos , falando abertamente sobre os seus pensamentos e posicionamento político e fazendo com que sua voz seja escutada, não importa como.

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