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Grace Jones – Japa Girl












































































    Unforgetable veggie lunch exxxperience!
Thank you so much @saporebrasil @pietroleemann @lideresempreendedores 
Risoto com aspargos verdes e abóbora, contraste de mousse de couve-flor defumada e arroz silvestre crocante.Happy Sunday!
Plantio de mais de 320 árvores nativas da nossa Mata Atlântica para #florestadebolso de Ricardo Cardim. @fabricadearvores 😉RIP #leeradizwill and #rudolfnureyev 🖤🖤Wake up, Mthrfckrs! 
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Jean Andre Rixens - 1874

                
       
















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TODAY’S SOUND: EXPO “MIYAKE ISSEY EXHIBITION: THE WORK OF MIYAKE ISSEY” POR ARTHUR MENDES ROCHA

A expo de hoje está acontecendo em Tóquio e homenageia um dos mais importantes designers de moda de todos os tempos, Issey Miyake, com a “MIYAKE ISSEY EHIBITION – The Work of Miyake Issey”.

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Miyake e muito mais que um estilista, ele sempre apresentou novas metodologias e possibilidades de fazer roupas, inventando formas, proporções, de uma maneira única, que garantiu o seu nome entre os grandes designers de moda.

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Famoso por seu trabalho com plissados e cores, ele trabalhou com Givenchy, Geoffrey Beene, antes de abrir o seu próprio estúdio. Outro detalhe interessante de sua carreira foi que ele criou o famoso “turtleneck” (gola longa) preto usado por Steve Jobs, que lhe encomendava várias peças.

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Esta é a primeira exposição que mostra um apanhado geral de toda sua carreira nos mínimos detalhes, ou seja, desde suas primeiras criações nos anos 70 ate seus trabalhos mais recentes, está tudo lá. Abaixo um vídeo produzido especialmente para a expo:

São 45 anos de dedicação ao design, já que ele abriu seu estúdio, o Miyake Desing Studio em 1970, no Japão, e começou a realizar desfiles de moda em Paris, em 1973.

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Algumas das criações de Miyake em exposição.

Miyake é um mestre da forma, ele utiliza métodos tradicionais com o que de mais moderno a tecnologia tem a oferecer, sua escolha de materiais é fantástica, tudo é altamente pesquisado e trabalhado de maneira a ficar perfeito no corpo.

Aliás, o corpo é o seu objetivo principal, já que para ele fashion não é para dar status ou aparecer, e sim uma solução de conforto e praticidade, algo conectado com nossas vidas de uma maneira universal, que foge ao simples conceito fashion.

Inside the Issey Miyake Exhibition at the National Art Center in Tokyo.

Outro detalhe da exposição.

O trabalho dele é  justamente como envelopar o corpo, como vestir um objeto tridimensional (o corpo humano) com um material bidimensional (o tecido), sem esquecer que o corpo humano tem vida própria, com movimentos.

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Formado em artes gráficas pela Tama Art University e tendo aprendido alta costura em Paris, Miyake trouxe este aproach para suas criações, esta inovadora maneira de pensar a roupa das mais diferentes formas, proporções, utilizando materiais inusitados e tendo resultados brilhantes.

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Detalhe da exposição tendo em destaque o vestido “Flying Saucer”, que tem um efeito sanfona.

Miyake afirma que suas maiores influências foram Isamu Noguchi (artista e arquiteto americano de origem japonesa), pela sua ponte entre Oriente e Ocidente, Irving Penn (fotógrafo e colaborador de Miyake), por proporcionar um novo olhar sobre as imagens e as revoltas estudantis de Paris em 1968, pois ele estava presente e viu que o mundo estava se transformando, que a moda não era apenas a alta costura para poucos e sim elementos mais simples e universais como camisetas e jeans.

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Miyake criou o uniforme do time da Lituânia e depois expandiu para outros países na sua coleção Men de 1993.

Um dos highlights da exposição é mostrar ao grande público, o método da criação dos famosos plissados de Miyake, mostrando todo o processo desta criação icônica.

Os visitantes podem conhecer mais sobre o “garment pleating”, método desenvolvido por ele no qual um pedaço de tecido é plissado depois de ter sido costurado, é posteriormente “ensanduichado”entre duas folhas de papel,  resultando em linhas bem definidas e que virou uma de suas marcas registradas.

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O “garment pleating” de Issey Miyake

Alem disso, vários de seus modelos mais famosos estão expostos de maneira a serem observados nos mínimos detalhes, com a ajuda de designers japoneses que trabalharam cada sala para uma melhor experiência visual.

A exposição esta dividida em três grandes salas

- Sala A – sala mais focada no corpo, apresentando as primeiras criações de Miyake datadas dos anos 70, como o jumpsuit com estampa de tatuagem (com imagens de Jimi Hendrix e Janis Joplin), quando nem se falava em “segunda pele”, bem como o casaco casulo ou a roupa lenço de tamanho múltiplo feita de três pedaços de tecido. Para ele a forma da roupa é criada pelo corpo, ao ser vestida ela se transforma.

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Os manequins da Sala A, tendo no primeiro de baixo para cima, o body “tatuagem”

Esta sala (e também a sala B) foi idealizada por Tokujin Oshioka (antigo colaborador do designer tendo criado materiais para suas lojas e outras exposições), que criou manequins especiais chamados de “Grid Bodies”, para melhor ornar as criações de Miyake.

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Os manequins “grid bodies” criados especialmente para a exposição

- Sala B – sala focada nas possibilidades de reinventar o corpo, de realçá-lo, com suas criações dos anos 80, onde ele praticamente inventa um movimento de roupas centradas apenas no corpo, fase onde ele trabalha novas tecnologias, utilizando materiais nunca dantes utilizados para fazer roupas como fibra, plástico e resina que se transformam em lindos corpetes. Também estão presentes criações como o body feito de silicone, de vime, bem como o ‘waterfall dress”, entre outros.

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Body de resina feito por Miyake e usado por, entre outras, Grace Jones.

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As roupas feitas com vime estão presentes na exposição.

- Sala C – sala focada nas inovações tecnológicas promovidas por ele, divididos em grupos temáticos como o processo A-POC (diminutivo de ‘a piece of clothing”), apenas com um pedaço grande de tecido fabrica-se uma roupa de maneira diferente, eliminando processos intermediários; 132.5, outro processo revolucionário com poliéster reciclado que se transforma ao ser vestido e também o Reality Lab, os novos processos que Miyake tem utilizado recentemente e que pretende continuar testando.

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Detalhe da Sala C.

É uma sala dedicada ao conceito de que qualquer material pode se transformar numa roupa, incluindo suas experimentações com ráfia, crina de cavalo, papel japonês washi, ou mesmo o n1 Dress (de 2010), uma peça feito em preto e dourado que parece uma rosa de origami que se transforma num vestido de festa, entre outras belas criações.

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O N1 dress de Miyake

A exposição esta em cartaz ate o dia 13 de junho, no Centro Nacional de Artes de Tóquio e também com alguns eventos programados como debates, leituras, oficinas que dissecam o trabalho de Miyake.

Alem disso, também foi lançado um livro com fotos de cada peça exibida clicadas por Hiroshi Iwasaki e uma linda camiseta com fotos dos materiais utilizados na expo (na foto abaixo).

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Miyake pode ser chamado de gênio, seu trabalho com tecidos inusitados, novas tecnologias, seus plissados, suas cores vibrantes, suas roupas que mais parecem esculturas; esta exposição vem bem a calhar e nos mostra toda a exuberância de suas criações que estarão para sempre entre o que de mais criativo foi feito no vestir.

 

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TODAY’S SOUND: EXPO “SO FAR SO GOUDE” POR ARTHUR MENDES ROCHA

Jean-Paul Goude é um dos maiores artistas gráficos que existe; o cara é um gênio e é mais que merecido ele ter uma exposição toda feita em sua homenagem: “So Far So Goude’.

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Goude se denomina um artista na essência, alguém que se inspira por movimentos, por revistas, cinema, arte, cultura pop, tribos exóticas; enfim, tudo é material para sua criatividade sem limites.

Designer, fotógrafo, diretor, ilustrador, Goude reúne todas e outras funções e mais um pouco, ele é multimídia mesmo antes do termo existir.

Jean Paul Goude

Jean Paul Goude

Tendo desde a infância demonstrado interesse pelo desconhecido, pelas coisas que o instigavam, que despertavam sua curiosidade, o seu inconsciente.

Ele é o rei das imagens manipuladas, ele transforma imagens em novas percepções, usando e abusando de referências, tendo conquistado desde o mundo do show business como a publicidade e a moda.

As imagens criadas por ele são fundamentais na cultura pop, seja todo o visual de Grace Jones nos anos 70 e 80, até imagens mais recentes, como a capa da revista Paper que ele fez com Kim Kardashian (inspirada por uma antiga imagem clicada por ele próprio) e que quase ‘quebra’ a internet quando publicada em 2014 (com mais de 15 milhões de acessos num dia) e que gerou inúmeros memes.

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Goude foi marido de Grace Jones, hoje eles estão separados e possuem um filho juntos, Paulo, mas foi o seu toque que deu a Grace toda uma modernidade, uma vanguarda no tratamento do seu visual e de suas apresentações, capas de discos e mais.

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Foi ele que fez toda a concepção visual e a dirigiu no “One man show”, em 1982, o primeiro show dela e que arrebatou as plateias por onde se apresentou e com o qual ele concorreu ao Grammy. Abaixo o show completo em todo seu esplendor:

O show merece ser visto e revisto, já que mostra Grace de todas as maneiras possíveis: vestida de gorila, de pantera, com um exército de Graces Jones (utilizando máscaras do rosto dela em outras modelos), enfim, tudo é lindo e extremamente bem executado.

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Uma das grandes atrações da exposição é um manequim de Grace vestido um dos designs dele para o show, com várias formas geométricas e cores vibrantes.

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Outra famosa capa dele foi a da coletânea ‘Island Life” de Grace, na qual ele cola vários negativos e a faz parecer uma estátua perfeita, numa posição impossível.

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Mas não é apenas o trabalho com Grace que está presente na exposição, já que além desta colaboração, ele realizou outros trabalhos não menos incríveis.

Goude também se diz muito inspirado pela dança, pelo balé, pelo teatro, já que ele até pensou em seguir a carreira, pois sua mãe também foi uma famosa dançarina da Broadway.

Detalhe da expo "So Far So Goude"

Detalhe da expo “So Far So Goude”

No começo de sua carreira, ele também foi designer da revista francesa Lui, bem como diretor artístico da Esquire no final dos anos 60 e início dos anos 70, tendo realizado ilustrações clássicas como a de Mao Tsé Tung nadando com um pato Donald de plástico.

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Seu trabalho com comerciais não foi menos badalado, já que o mundo da publicidade ficou louco com o que ele fez com Grace Jones e vários convites começaram a surgir, especialmente nos anos 80 e 90.

Entre os seus famosos comerciais estão: o da Citroën CX (com Grace Jones e banido em vários países), do perfume Egoïste de Chanel, do perfume Coco (com Vanessa Paradis como um passarinho preso numa imensa gaiola), dos filmes Kodakchrome (com os Kodakettes, personagens criados por ele e que usam maios listrados e toquinhas), Perrier (no qual uma modelo disputa com um leão quem ruge mais) e mais recentemente o do perfume Candy, da Prada , com Léa Seydoux. Abaixo um vídeo com alguns deles:

Sketch dos 'Kodakettes"

Sketch dos ‘Kodakettes”

Outra das musas dele foi a atriz e modelo Farida, com a qual criou imagens icônicas, como a que ela está beijando Azzedine Alaia (tendo se tornado uma das modelos preferidas, amiga íntima e colaboradora do cultuado estilista).

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Em 1989, ele foi convidado a conceber e coreografar o desfile da Parada do Bicentenário da Revolução Francesa, trabalhando diretamente sob as ordens do então presidente François Miterrand, que lhe deu liberdade total para ele pirar em suas criações que incluíam: a cantora lírica Jessye Norman cantando vestida com a bandeira da França, uma banda tocando músicas de James Brown, baterias iluminadas, neves e chuvas artificiais; um espetáculo de danças, os mais diferentes povos reunidos e bem representados de maneira inesperada.

Hoje em dia, além de Kim Kardashian, ele fotografou várias celebridades para as mais diferentes revistas incluindo Björk, Linda Evangelista, Karl Lagerfeld, Pharrell Williams, Katy Pery, entre outros.

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Björk por Goude

Linda Evangelista com Karl Lagerfeld por Jean Paul Goude

Linda Evangelista com Karl Lagerfeld por Jean Paul Goude

Katy Perry por Goude

Katy Perry por Goude

O trabalho de Goude mantém sempre o bom humor acima de tudo, procurando se expressar de maneira a nos surpreender e inovar.

Além disso, a exposição também originou um livro, editado pela Assouline e que já se encontra a venda no site da Amazon.

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Tudo isto está reunido no Pavilhão de Arte Contemporânea de Milão e sob o patrocínio da Todd’s, permanecendo em cartaz até 19 de Junho; pelo vídeo abaixo vemos que a exposição foi extremamente bem montada e produzida, quem sabe não temos a sorte dela vir ao Brasil?

 

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TODAY’S SOUND: STUDIO 54 POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nos próximos posts, iremos falar um pouco dos clubs que marcaram época pelo mundo, seja em suas pistas animadas, como seus frequentadores, os Djs que comandavam as festas e a música que embalava estas noitadas.

Claro que teremos que começar pelo mais icônico de todos: O Studio 54! 

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O Studio abriu suas portas na memorável noite do dia 26 de abril de 1977, comandado por Steve Rubell e Ian Schrager, dois empresários da noite que resolveram se aventurar em criar aquela que seria a maior disco de todos os tempos. 

Steve Rubell e Ian Schrager, eternizados por Annie Leibovitz

Os dois haviam sido donos de uma discoteca chamada Enchanted Garden, mas que nunca bombou como eles queriam, já que sua localização no Queens não ajudava; as pessoas que não moravam nas redondezas, não se deslocavam até lá.

 O Studio tinha uma aliada muito forte em Carmen D’Alessio (que será tema de um documen-tário dirigido por Maurício Branco em breve), uma promoter super bem relacionada, que já havia trabalhado para Valentino e Yves Saint Laurent e conhecia boa parte do Jet-set internacional.

 Carmen D'Alessio cercada por Debbie Allen, Michael Jackson, Rubell e Lionel Richie

Carmen D’Alessio cercada por Debbie Allen, Michael Jackson, Rubell e Lionel Richie

Ela foi a responsável direta pelo sucesso do empreendimento de Rubell e Schrager; tendo sido a própria que mostrou o local para os dois fazerem o seu nightclub. 

Carmen com Andy Warhol

Carmen com Andy Warhol

O club ficava localizado na 254 West 54th Street (com tanto 54, o lugar só poderia se chamar assim) e a origem do nome vem de que lá já havia sido localizado um teatro e o Studio 52 da CBS.

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 O projeto foi idealizado por Scott Bromley (arquiteto), Ron Doud (design de interiores) mais Brian Thompson, Jules Fischer e Paul Marantz no design de iluminação. Este time foi o responsável por tornar os ambientes do Studio cheio de trocas de cenários, bem no estilo teatral e que fascinava quem frequentava o lugar, com uma aura hollywoodiana.

 A pista acabou ficando localizada, onde anteriormente era o palco, ou seja, já havia a energia no local voltada para o “aparecer”, o ‘brilhar” dentro da pista.

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 Uma das surpresas da noite era uma lua em neon, que aspirava uma colher cheia de cocaína, a e que aparecia em cima da pista, nos momentos de ápice, e que só vinha a reiterar a ‘drug of choice” da noite. 

The famed Man in the Moon and Coke Spoon at Studio 54

As celebridades tornaram-se figuras indispensáveis lá e não era qualquer celebridade, eram aqueles que estavam no seu ápice na época, seja no cinema, na TV, nas artes, enfim na mídia tais como Mick Jagger, John Travolta, Michael Jackson, Cher, Farrah Fawcett, Brooke Shields, Olivia Newton-John, Jerry Hall, Divine, Calvin Klein, Elton John, Diana Ross, Margaux Hemingway, Debbie Harry, Margaret Trudeau (a então mulher do primeiro ministro canadense), Rick James, Baryshnikov e muitos outros. 

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Da esq. p a dir: Warhol, Calvin Klein, Brooke Shields e Rubell (se mordendo)

Rubell abrindo alas para a passagem de Yves saint Laurent e Lolou de la Falaise

Rubell abrindo alas para a passagem de Yves Saint Laurent mais Lolou de la Falaise e Marina Schiano na festa de lançamento do perfume Opium.

Claro que havia aquele grupo que eram os “habitués” tais como Andy Warhol, Grace Jones, Liza Minelli, Halston, Truman Capote, Bianca Jagger, Elizabeth Taylor, e outros.

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A ‘turminha” da ala VIP: Halston, Bianca, Jack Haley e sua esposa Liza Minelli.

Além disso, o club tinha suas figuras emblemáticas como a Disco Sally (a senhora que dançava sem parar, apesar dos seus 78 anos), a Lady Marian (que ia sempre nua), além de um número enorme de drag-queens, que iam para fechar, com modelitos ultrajantes e inesperados. 

Disco Sally aprontando nas pistas do 54

Disco Sally aprontando nas pistas do 54

Cada detalhe do club foi pensado por Rubell, desde a corda de veludo da porta, como as luzes que desciam até a pista; tudo para fazer com que a clientela tivesse a melhor experiência de suas vidas.E era justamente isto que tornava o Studio um lugar tão especial, além da door policy, onde Rubell escolhia a dedo quem entrava, ele queria que as pessoas lá dentro se sentissem seguras em ser quem desejavam ser, sem medo, sem receios.

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A própria escolha de Rubell de quem deveria entrar não seguia um padrão de bastava ser famoso para entrar, você tinha que ser interessante, ter uma boa energia, estar vestido de maneira atraente. Certa vez, duas mulheres foram nuas e montadas a cavalo e ele deixou apenas entrar o cavalo que elas estavam montadas.

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Ele era um rei do marketing, já que sabia que a publicidade era a alma do negócio, assim o club começava a chamar a atenção na imprensa pelas celebridades que lá eram fotografadas.

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Divine e Grace Jones mandando ver numa festinha do Studio

Rubell dava o truque de que mantinha a privacidade, enquanto convidava fotógrafos escondidos para fotografar estas celebridades.

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Elizabeth Taylor numa animada noitada com Halston e Bianca

 Outras das ideias de Rubell, para diferenciar o local, foi criar festas temáticas onde a imaginação (e o orçamento) não tinha limites, podendo transformar o Studio num circo, numa fazenda (com cavalos e vacas de verdade), numa Disney, numa high school (para a festa de lançamento do filme “Grease”), ou seja lá qual fosse a piração daquele momento. 

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As celebridades tinham o seu próprio local, que era o basement, onde havia a chamada VIP room, onde só entravam convidados e rolava de tudo um pouco.  

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Foi realmente com a festa de aniversário de Bianca Jagger, na qual ela entrou montada em um cavalo branco, que o Studio 54 estourou mundialmente, tornando-o o nightclub onde todos queriam ir, mesmo que você fosse barrado na porta. Lembrando que a festa em si foi um fracasso, mas a sua repercussão na mídia mundial foi mais um golpe de mestre de Rubell.

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A receita de sucesso do público do Studio era uma mistura de celebridades, gays, pessoas bonitas, europeus da alta sociedade, bem como desconhecidos, que faziam o lugar ser realmente especial. 

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A música contribuía para que tudo isto fosse um grande sucesso, já que a disco predominava nas paradas e o Studio 54 era a “ultimate disco”, o lugar onde o ritmo era o que dominava a noite. O baixo e a batida eram pulsantes o tempo inteiro e era lá que os DJs residentes Richie Kaczor (nos finais de semana) e Nicky Siano (que fora o criador do The Gallery e fazia o som do Studio nos dias de semana) mandavam ver para manter a pista sempre animada.

 A famosa cabine do DJ do Studio, somente para poucos e bons

A famosa cabine do DJ do Studio, somente para poucos e bons

Foi graças a Kaczor que a música “I will survive”, de Gloria Gaynor, clássico das discotecas, bombou da maneira que bombou, já que foi ele que apostou na música, que era o lado B de um single. É claro que a música virou um dos hinos do Studio 54.

 

Além desta, algumas músicas que não podiam faltar no Studio eram:

‘Le Freak” do Chic (música esta concebida quando Nile Rodgers e Bernard Edwards foram barrados na porta e ficaram tão putos que compuseram a canção, que na verdade queria dizer “Fuck off” e foi suavizada para o título final):

 

“Take me home” de Cher

 

“I love the nightlife” de Alicia Bridges

 

“Let’s all chant” de Michael Zagger Band

 

“Disco Heat” de Sylvester

 

“Boogie Oogie Oogie” de Taste of Honey

 

“He’s the greatest dancer” de Sister Sledge

 

 “In the Bush” do Musique:

A própria época que o Studio teve seus anos de glória, era o momento pós-Vietnã e pós-Watergate, a liberação sexual estava no auge e o club acabou refletindo estes novos tempos, onde o que importava era se divertir. Assim, em vários lugares de lá, sejam nas escadas, nos banheiros e principalmente no andar superior, na famosa “rubber’s room, com sua bancada de borracha preta, o povo fazia sexo normalmente, não importando com quantos e com quem. 

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As drogas eram consumidas em grande quantidade, seja cocaína ou os quaaludes (também conhecido como mandrix ou methaqualona), distribídos por Rubell para seus amigos ou conhecidos e torná-los ainda mais loucões, fossem eles celebridades, políticos, esportistas, não importava. 

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A festa parecia não ter fim, mas as declarações de Rubell e a sua ‘inocência” em dizer coisas na mídia como “only the Mafia does better” (somente a Máfia faz melhor), fez com que os fiscais do Imposto de Renda abrissem o olho e resolvessem dar uma batida surpresa na casa.

Halston e Liza dão um selinho ao lado de Rubell

Halston e Liza dão um selinho ao lado de Rubell

 Isto aconteceu no final de 1978, quando a polícia descobriu milhares de dólares escondidos em sacos de lixo, no forro do escritório, além de livros de contabilidade e mais dólares escondidos no apartamento de Rubell e também num cofre de um banco.

 Em 1979, ele e Schrager foram condenados a três anos e meio de prisão, por sonegação de impostos, mas não sem antes fazer uma grande festa de despedida, em janeiro de 1980, onde Liza Minelli e Diana Ross cantaram e ele, Rubell, entonou o trecho da canção “My way”: “I did it my way”… (eu fiz do meu jeito). 

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Diana Ross cantando sentada na cabine do DJ na última noite de Rubell e Schrager no comando do Studio.

O club fechou as portas de vez em 1981, enquanto os dois estavam na prisão.

Rubell e Schrager tiveram sua pena reduzida ajudando a polícia em descobrir mais donos de clubs que tentavam burlar o imposto. Alguns dizem que eles também revelaram alguns hábitos das celebridades, ganhando a inimizade de algumas.

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 Na sua dura readaptação, eles tiveram várias portas fechadas, já que muitos de seus amigos dos tempos de Studio se julgaram traídos pela exposição que tiveram com o escândalo.

Até que dois anos depois, eles conseguiram um empréstimo para abrir um novo conceito de hotelaria, com os chamados hotéis-boutiques, cujo primeiro deles foi o Morgan’s em NY.

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Mas a paixão pela noite os fez abrir mais um club em 1985: o Palladium, que não teve o mesmo sucesso do Studio, mas teve seus momentos de glória, só que a noite já não era mais a mesma.

 Rubell veio a falecer em 1989, vítima de uma hepatite crônica (que muitos acreditam ser em decorrência da Aids) e Schrager é um empresário de sucesso no ramo da hotelaria, abrindo vários hotéis durante os anos que se seguiram, tais  como o Hotel Delano (Miami).

Steve Rubell no Studio

Steve Rubell no Studio

 O club foi homenageado de inúmeras maneiras pela cultura pop, seja em livros, documentários e mais. Um deles foi o filme ‘54”, lançado em 1998, que acabou sendo um fracasso no seu lançamento, mas que acaba de ganhar uma versão nova, a ‘Director’s cut” (a versão do diretor) que inclui cenas deletadas e que mostram mais bafos do que acontecia lá, aguardemos então!

 

 

 

 

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