Este é meu afilhado Iron, um rottweiller mix, para adoção responsável!
Muito brincalhão e carinhoso!
Como é "mixado" tem a vantagem de não crescer, vai ser sempre tamanho médio.
Interessados é só entrar em contato!Orquídea Catleya #7. Descanse em paz minha afilhada Rott Lorena 💔Vixxxen!Orquídea Catleya #6 bombani seus 4 botões! #orquídea #catleya  Bom dia!Orquídea chocolate#1 Bom dia! Boa semana!The best #Tiramisú ever!Orquídea Catleya #5 e orquídea Oncidium #1 (Chuva de Ouro). Primeira floração na árvore!Always the best @hrchcvtch ❤️ #spfw #alexandreherchcovitchOncinha foi beber água! Bom dia! #GatinhaPantufaOrquídea Catleya #4 Most beautiful pink! Bom dia, bom fds! #nofilter #orchids #catleya

                
       



















bloglovin



CURRENT MOON

Posts Tagged ‘Hitchcock’

TODAY’S SOUND: THE BLUE BIRD POR ARTHUR MENDES ROCHA

Um dos filmes marcantes da infância foi sem dúvida “The Blue Bird” (O Pássaro Azul), uma linda fábula baseada no livro “L’Oiseau bleu” de Maurice Maerterlink e que foi adaptada ao cinema cinco vezes.

bluebird---foto-1

A versão que falarei aqui é a de 1976 dirigida pelo grande George Cuckor, um dos mais célebres diretores da época de ouro de Hollywood e responsável por sucessos como: “A Star is Born” (com Judy Garland), ‘A Dama das Camélias”, “My fair lady”, “Philadelphia Story”, entre outros.

Cukor era chamado o diretor das mulheres, pois sabia dirigi-las muito bem, além de ser amigo pessoal das grandes estrelas.

blubird-cukor-dirigindo-tys

Nesta co-produção americana e soviética, ele conseguiu reunir um elenco incrível: Elizabeth Taylor (em três papéis diferentes), Ava Gardner, Jane Fonda, Cicely Tyson, Robert Morley e até Patsy Kensit, que na época era criança e mais tarde tornou-se modelo e cantora, além de mulher de Jim Kerr e Liam Gallagher.

bluebird---patsy

Abaixo o filme inteiro no youtube (porém sem legendas):

O filme conta a estória de duas crianças, Mytyl (Kensit) e seu irmão Tyltyl (Todd Lookinland) que vivem numa simples casa no campo com sua mãe (Taylor) e seu pai.

bluebird-liz-como-mae

Numa noite, eles fogem de casa para ver uma festa próxima de sua casa com fogos de artifício dança e música e quando voltam, encontram uma velhinha (papel vivido por Taylor também, abaixo de uma maquiagem para envelhecê-la) que os pergunta de um pássaro azul.

bluebird---poster

Ela os dá um chapéu no qual está preso um diamante mágico, o qual, ao girarem, podem ver a alma das coisas, tanto as com vida como as sem.

Este diamante os ajudará na busca pelo ‘blue bird”, o pássaro azul da felicidade.

Ao vestirem o chapéu e usarem o diamante, a velhinha se transforma na fada da luz, que os trará realidade e tornará as coisas radiantes.

blubird---foto-2

A fada é vivida por Liz Taylor, em um lindo figurino todo branco e prateado com muitos brilhos, um acessório de cabeça e uma varinha de condão, como na foto abaixo:

bluebird---liz-como-fada-da

Suas primeiras mágicas são mostrar para as crianças que o fogo e a água possuem vida própria e ao apontar a varinha, ambos se transformam em bailarinos que saem dançando. Os bailarinos são os russos Eugene Shcherbakov e Valentina Ganibalova, lendária dançarina do Ballet de Kirov, como vemos na cena abaixo:

Depois ela transforma o pão em um senhor, o leite em uma mulher e o açúcar também ganha vida.

bluebird---foto-3

Em outra mágica, o açúcar que Tyltyl dá ao cachorro deles, Tylo, também lhe traz à vida.

Outro que ganha vida é a gata, que vira uma charmosa negra (Tyson).

Agora as crianças estão prontas para sua jornada que inicia pela Terra da Memória, no passado, onde vão encontrar seus avós.

bluebird---foto-4

O avô é vivido por uma figura importante para quem viveu os anos 70: o ator Will Geer, que fazia o vovô da série “The Waltons”.

bluebird---will-geer

Depois eles juntam-se ao grupo e dirigem-se a um castelo onde habita a Sra. Noite (Fonda).

Mas antes eles cantam “The Blue Halou”:

O figurino de Jane Fonda é todo preto, como uma rainha da noite e lá ela os recebe friamente e acaba lhes dando uma chave que abre três portas: uma com as pragas do mundo (que são pessoas vestidas meio como fantasmas, meio halloween), uma com as guerras (com soldados se degladiando) e por último um jardim repleto de pássaros azuis e uma bailarina dançando como se fosse um pássaro azul.

fonda_e_fonda_tyson_Japa_gi

As crianças tentam levar um dos pássaros, porém ao sair este morre.

Ainda não estava cumprida a missão e eles acabam encontrando uma linda mulher vestida de vermelho, com turbante, andando a cavalo, que viemos, a saber, que se trata da luxúria (Gardner).

bluebird---foto-5

Ava Gardner, um pouco mais envelhecida, mas ainda linda vive esta figura que atrai o menino para dentro de um palácio onde está acontecendo um espetáculo circense, com ursos amestrados, palhaços, dançarinos, uma verdadeira festa que encanta o menino.

bluebird---liz-e-ava

Aos poucos ela vai mostrando a luxúria pelo dinheiro, pela diversão, pelo não fazer nada.

Mas o excesso de diversão e festa estressa as crianças e estas fogem do reino da luxúria.

A próxima parada é numa floresta, onde as árvores ganham vida, mas acabam se rebelando contra as crianças e seu cachorro. Os atores aparecem vestidos de árvores em uma interessante caracterização, com roupas imitando troncos e galhos.

bluebird---fotos-variadas

No geral, os efeitos especiais são toscos comparados com os de hoje, mas na época eram o que a tecnologia oferecia.

Depois, eles vão para o reino do Sr. Tempo (Morley), que parece um set de deuses gregos, mas todos crianças que inventariam coisa importantes ou seriam alguém no futuro. Eles fazem amizade com futuros cientistas e até conhecem seu irmão que ainda não nasceu.

bluebird---foto-6

Já perto do final do filme, as crianças terão aprendido várias lições importantes de sabedoria e vivência e verão que o pássaro azul estava perto delas todo o tempo.

O figurino é um dos destaques e foi feito por Marina Azizyan juntamente com Edith Head, a lendária figurinista de Hollywood, responsável pelos figurinos mais chiques que as telas já viram, incluindo “A Malvada”, “Cinderela em Paris”, “Sunset Boulevard”, vários filmes de Hitchcock como ‘Vertigo” e “Janela Indiscreta”, e muitos outros.

Apesar da superprodução para a época, a crítica recebeu mal o filme, preferindo as versões anteriores.

bluebird---foto-7

A produção foi difícil, pois as filmagens foram em Moscou e Leningrado, onde as equipes americanas e russas não se entendiam direito, Liz Taylor teve problemas de saúde, Cicely Tyson e Cukor não se entenderam e ele também teve problemas com Jane Fonda, que ficava discutindo política com os russos.

Mesmo assim, o filme é um bonito filme de fantasia, repleto de fadas, seres diferentes viagens por mundos mágicos e que tem uma mensagem bacana de esperança.

 RSS  
 

TODAY’S SOUND: MAD MEN POR ARTHUR MENDES ROCHA

“Mad Men’ é uma das séries mais chiques e cheias de classe já transmitida pela TV, seja pela incrível direção de arte e pelos roteiros imaginados por Mathew Weiner.

mad-men---foto-1

A série se passa nos anos 60 e foi criada por Weiner, tendo em mente os profissionais da Madison Avenue, os publicitários que ditavam as regras do mercado da época.

mad-men---foto-2

A começar pelos créditos, que se tornaram icônicos, vemos a imagem de um homem caindo, em uma animação e com aquele tema elegante ao fundo; uma homenagem ao designer Saul Bass, que fez importantes aberturas de filmes como “North by Northwest” e “Vertigo”, ambos de Hitchcock:

Tudo gira em torno da agência Sterling Cooper, que agora já trocou de nome no decorrer das outras temporadas e ganhando novos sócios.

Mad-Men-foto-3
‘Mad Men’ estreou na TV americana em julho de 2007, também através do canal AMC (o mesmo de ‘Breaking Bad”) e atualmente está em sua sexta temporada.

A atual temporada, a sexta, está sendo transmitida no momento nos EUA e deve encerrar em junho.
No Brasil, a série é transmitida pela HBO e na TV aberta, agora que a Cultura começou a exibi-la.

mad-men---foto-4
A estória é centrada no personagem de Don Draper (John Hamm), mais um anti-herói, cheio de incertezas, dúvidas e que esconde um passado obscuro, já que trocou de identidade com um soldado que morreu ao seu lado na guerra.

Este lado de Don é explorado com maestria por Weiner, já que atrás de toda a aparência de sujeito forte e decidido, Don esconde uma personalidade de alguém que sofreu muito no passado e que desistiu de ser quem ele era.

mad-men---don-draper
A série recorre muito aos flashbacks da vida de Don, do tempo em que ele se chamava Dick Whitman, contando um pouco de suas experiências no passado, tendo uma infância dura e uma mãe prostituta e um pai severo e frio.

Mas Don é muito bem sucedido profissionalmente, é um excelente diretor de criação, cheio de ótimas idéias para vender os produtos de seus clientes.

Hamm era um ator desconhecido, que vivia de pequenas pontas em Hollywood, ele era apenas mais um rosto bonito no meio de tantos e se ‘Mad Men” não tivesse acontecido em sua vida, teria desistido da profissão.

Mad-Men---don-e-peggy

A escolha dele como Don foi certeira, pois ele é a alma da série, cada episódio vai nos revelando um novo Don, do qual podemos esperar tudo. Ele é sedutor, charmoso, sexy, com seu charme conquista todas as mulheres. Adoro esta cena dele com Betty em Roma:

Mas diferente de Walter (de Breaking Bad), Don ainda tem uma certa moral, ele é ambicioso, mas ainda tem escrúpulos (pelo menos até agora).

Vamos aos outros personagens:

Roger Sterling (John Slattery) – o chefe de Don (pelo menos nas primeiras temporadas) e um dos sócios majoritários da agência. Dono das melhores falas da série, Roger é simpático, mulherengo, se envolvendo em dois casamentos além de flertar com Joan e mais algumas. Slattery cresce a cada temporada no papel e chegou até a dirigir episódios da série.

Pete Campbell (Vincent Kartheiser) – se eu tivesse que escolher um vilão na série, votaria em Pete: mega ambicioso, sem escrúpulos, moralmente ambíguo, ele sempre está contra tudo e todos e aí de quem se atravesse em seu caminho

mad-men---homens
Peggy Olson (Elisabeth Moss) – ambiciosa e cheia de ideais, Peggy é a protegida de Don, que lhe dá chance de subir na agência. Porém Peggy tem dificuldades na escolha de seus parceiros, terá um filho indesejado e é uma mulher a frente de seu tempo. Um de seus envolvimentos foi com Peter:

Joan (Christina Hendricks) – competente e autoritária, ela vai subindo na firma, até virar uma das sócias (em um sensacional episódio da quinta temporada). Joan já se envolveu com Roger e atrai os homens com sua figura pin-up de seios fartos, meio Sophia Loren, mas de cabelos ruivos, um dos grandes charmes da série.

mad-men---mulheres
Betty (January Jones) – a esposa chata de Don nas primeiras temporadas, ela não vai agüentar as traições do marido e acaba tomando uma atitude radical nas temporadas seguintes. Betty é a típica american girl, loira, bonita e com físico a la Grace Kelly.

mad-men---don-&-betty
Abaixo, uma entrevista com parte do elenco para o programa Inside the Actor’s Studio:

Além destes, vários outros personagens transitam na série, como Lane, vivido por Jarred Harris (filho do ator inglês Richard Harris), publicitário inglês que se une à agência; a filha de Don e Betty, Sally (Kiernan Shipka), que vai ganhando importância quando fica mais adolescente e se envolve com um garoto de sua vizinhança, Megan Draper (Jessica Paré), a nova mulher de Don que deseja ser atriz, Trudy (Alison Brie), a mulher certinha de Pete, entre muitos outros.

mad-men---season-6

A série já teve ou tem várias participações especiais, atores novos ou de renome, que se tornaram personagens recorrentes.

Weiner era um dos roteiristas de ‘The Sopranos’, uma das grandes séries de todos os tempos, e que lhe deu a experiência necessária em escrever brilhantes estórias.

mad-men---mathew-weiner

Ele bateu na porta de várias emissoras, mas a maioria recusou financiar a série, já que para produzir uma série de época e com o cuidado com que esta é feita, com certeza o gasto de cada episódio é muito alto, girando em torno de dois milhões de dólares.

mad-men---foto-5
Mas o canal a cabo AMC topou e investiu na série, o que se mostrou um grande trunfo, já que durante cinco temporadas, a série venceu o prêmio Emmy de melhor série dramática, quatro vezes consecutivas, um recorde e a primeira vez que uma série da TV a cabo conquistava isto.

mad-men---emmy
A série, que também ganhou o Globo de Ouro e o SAG, se tornou uma referência, várias tentativas de imitá-la já foram feitas, mas nenhuma conseguiu chegar perto da original.

mad-men---foto-6
Outro ponto forte é o figurino de Janie Bryant, a figurinista oficial da série ela cria modelitos especiais para cada personagem, garimpa em brechós, enfim, seu trabalho é tão bom que influenciou vários estilistas a criarem coleções inspiradas por Mad Men. Até a Banana Republic lançou uma coleção totalmente dedicada a Mad Men e também foram lançadas edições limitadas da Barbie e Ken tendo Don, Betty, Roger e Joan como bonecos.

mad-men---barbies
A música também tem lugar de destaque, ilustrando cada episódio com músicas fundamentais do período, mas não caindo no lugar comum e sim com músicas que casam com perfeição com a temática de cada episódio.

Entre os temas abordados, a série já falou de racismo, prostituição, drogas, adultério, chantagem, homossexualismo, entre outros.

Além disso, ‘Mad Men’ é carregada de cigarros e bebidas (fuma e bebe-se muito em todas as cenas), têm muito sexo, temas fortes e diálogos inteligentes.

mad-men---foto-7
Não é uma série de ação, e sim uma série que nos conquista de outro jeito, através do cuidado de sua produção (Weiner participa de todos os detalhes), da sua atuação e principalmente de seu conteúdo intelectual.

mad-men--foto-8
O legal da série é justamente acompanharmos todas as mudanças desta década tão importante e seus reflexos em cada personagem, seja na crise dos mísseis de Cuba, as mortes de Kennedy e Marilyn, a luta pelos direitos civis, a guerra do Vietnã, a contracultura, tudo é tratado de maneira adulta e realista no universo da série.

mad-men---foto-9
O próximo ano deve ser a última temporada e pelas declarações de Weiner, esta deve acabar quando estiver se aproximando os anos 70 e aí saberemos o desfecho da estória de Don.

 RSS  
 

Today’s Sound: Breathless por Arthur Mendes Rocha

Um filme cinqüentão que continua moderno e influente, parte do movimento que mudou o cinema francês e uma referência na cultura pop; estamos falando de “Breathless” (À Bout de suffle, na França ou “Acossado” no Brasil).

“Breathless” foi lançado em 1960, sob a direção do então desconhecido Jean-Luc Goddard (este é seu primeiro filme) e é considerado um dos pilares da Nouvelle Vague.

A Nouvelle Vague (ou french new wave em inglês) foi um importante movimento de alguns cineastas franceses que buscavam romper com as regras do cinema na época, dando-lhe uma cara mais moderna, mais “faça você mesmo’, abordando outros temas do que o cinema comercial francês da época e trabalhando com equipes amadoras e mais baratas.

Na sua maioria, os integrantes da Nouvelle Vague eram críticos da icônica revista de cinema, “Cahiers du Cinéma” e idolatravam o cinema de Hitchcock, Hawks, Cukor, entre outros e também faroestes e filmes B.

“Acossado’ gira em torno do personagem Michel Poiccard, papel vivido pelo jovem Jean Paul Belmondo.

Michel é fã de Humphrey Bogart e de filmes de gangsteres americanos. Ele imita seus trejeitos e o jeito de vestir, ele tenta ser um gangster, mas é apenas um jovem que vive de pequenos furtos, até que rouba um carro e acaba por assassinar um policial.

A partir daí, sua vida torna-se uma eterna fuga da polícia e ele vai buscar conforto nos braços de sua namorada americana, Patricia (Jean Seberg), que também o esconde em um quarto de hotel.

Patricia é vendedora do jornal americano Herald Tibune, ela tenta ajudar Michel a arrumar um empréstimo para fugir para a Itália e em certo momento até confessa que está grávida dele.

A estória tem várias cenas de perseguição pelas ruas de Paris, inclusive este era um dos objetivos de Godard, de tudo parecer uma coisa normal, câmera na mão, ruas em movimento, como um documentário.

Inclusive, Godard nem pediu autorização para filmar nas ruas, foi tudo feito na cara e na coragem.

O filme foi um sucesso internacional, feito com orçamento baixo; atores que não eram tão conhecidos na época e que, depois do filme, viraram astros internacionais.

Jean Seberg, a linda atriz americana, quase não topou fazer o filme, pois não conhecia Godard direito, nem seu estilo, questionando-o se o filme seria comercialmente viável.

Uma das inovações de “Breathless” foi o uso do jump cut (na tradução corte com pulo), que nada mais é do que uma edição que dá a impressão de que houve um pulo, já que utiliza um mesmo objeto e logo em seguida este mesmo objeto já se mexeu, devido à uma leve mudança no posicionamento da câmera. Isto pode ser visto na cena abaixo:

Outro equipamento que Godard utilizou foi a Eclair Cameflex, câmera esta que faz um barulho que exigiu que várias cenas fossem dubladas no estúdio.

O filme teve mais de dois milhões de espectadores (somente na França) e também recebeu o Urso de Prata de melhor direção para Godard e o prêmio Jean Vigo.

Godard virou um dos nomes principais da Nouvelle Vague, seus filmes foram marcantes, sejam os mais experimentais ou os menos famosos, mas que sempre despertam a curiosidade dos cinéfilos, tais como “Alphaville”, “Le Mépris”, “Pierrot Le Fou”, entre outros.

Para este seu primeiro trabalho, Godard contou com a ajuda de François Truffaut (outro membro importante da Nouvelle Vague e que despontaria para a fama com “400 blows”) que escreveu o roteiro e Claude Chabrol, que fez consultoria técnica.

Uma das participações especiais em “Breathless” é o grande diretor francês Jean Pierre Melville, ele mesmo um grande fã dos filmes de gangsteres, como mostra em filmes seus tais como “O samurai” e “Bob, o jogador”, e que deu algumas dicas para Godard.

O filme é um exercício de estilo, seu visual é imitado até hoje, o filme prima pela sua autenticidade, é um marco no cinema independente mundial.

Na moda, “Breathless” também teve bastante influência, vários estilistas são fãs do filme, vários editoriais já o homenagearam, como vemos abaixo com Christy Turlington fazendo às vezes de Seberg:

O filme não teve uma figurinista oficial, a idéia de Godard era de que os atores vestissem suas próprias roupas: Jean Seberg com seus cabelos bem curtinhos, um estilo meio bem gamine, com calças cigarrete e camiseta do Herald Tribune, saias plisadas e camiseta listrada estilo marinheiro ou mesmo vestindo as camisas de Belmondo…

E ele, com seu terno desestruturado, chapéu de gangster ou boina xadreza, óculos escuros, seu jeito de fumar, de andar, tudo é puro estilo em “Breathless”.

O filme teve até uma refilmagem em 1983, com Richard Gere e Valerie Kaprinsky nos papéis principais, não chega a ser ruim, mas também não dá para comparar com o original.

Em 2010, o filme completou 50 anos e a distribuidora Rialto relançou o filme em alguns cinemas na Europa e EUA, incluindo a  remasterização de som e imagem (aprovada pelo diretor de fotografia do filme Raoul Coutard), resgatando o filme para a nova geração.

“Breathless” é tanto uma homenagem ao cinema americano (e aos filmes noir dos anos 40) como a expressão de algo novo e bem francês, é isto que o torna interessante e à frente de seu tempo; não é a toa que vários crítico cinematográficos dividem o cinema moderno entre antes e depois de “Breathless”.




 RSS