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Posts Tagged ‘Hollywood’

TODAY’S SOUND: MAD MEN POR ARTHUR MENDES ROCHA

“Mad Men’ é uma das séries mais chiques e cheias de classe já transmitida pela TV, seja pela incrível direção de arte e pelos roteiros imaginados por Mathew Weiner.

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A série se passa nos anos 60 e foi criada por Weiner, tendo em mente os profissionais da Madison Avenue, os publicitários que ditavam as regras do mercado da época.

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A começar pelos créditos, que se tornaram icônicos, vemos a imagem de um homem caindo, em uma animação e com aquele tema elegante ao fundo; uma homenagem ao designer Saul Bass, que fez importantes aberturas de filmes como “North by Northwest” e “Vertigo”, ambos de Hitchcock:

Tudo gira em torno da agência Sterling Cooper, que agora já trocou de nome no decorrer das outras temporadas e ganhando novos sócios.

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‘Mad Men’ estreou na TV americana em julho de 2007, também através do canal AMC (o mesmo de ‘Breaking Bad”) e atualmente está em sua sexta temporada.

A atual temporada, a sexta, está sendo transmitida no momento nos EUA e deve encerrar em junho.
No Brasil, a série é transmitida pela HBO e na TV aberta, agora que a Cultura começou a exibi-la.

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A estória é centrada no personagem de Don Draper (John Hamm), mais um anti-herói, cheio de incertezas, dúvidas e que esconde um passado obscuro, já que trocou de identidade com um soldado que morreu ao seu lado na guerra.

Este lado de Don é explorado com maestria por Weiner, já que atrás de toda a aparência de sujeito forte e decidido, Don esconde uma personalidade de alguém que sofreu muito no passado e que desistiu de ser quem ele era.

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A série recorre muito aos flashbacks da vida de Don, do tempo em que ele se chamava Dick Whitman, contando um pouco de suas experiências no passado, tendo uma infância dura e uma mãe prostituta e um pai severo e frio.

Mas Don é muito bem sucedido profissionalmente, é um excelente diretor de criação, cheio de ótimas idéias para vender os produtos de seus clientes.

Hamm era um ator desconhecido, que vivia de pequenas pontas em Hollywood, ele era apenas mais um rosto bonito no meio de tantos e se ‘Mad Men” não tivesse acontecido em sua vida, teria desistido da profissão.

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A escolha dele como Don foi certeira, pois ele é a alma da série, cada episódio vai nos revelando um novo Don, do qual podemos esperar tudo. Ele é sedutor, charmoso, sexy, com seu charme conquista todas as mulheres. Adoro esta cena dele com Betty em Roma:

Mas diferente de Walter (de Breaking Bad), Don ainda tem uma certa moral, ele é ambicioso, mas ainda tem escrúpulos (pelo menos até agora).

Vamos aos outros personagens:

Roger Sterling (John Slattery) – o chefe de Don (pelo menos nas primeiras temporadas) e um dos sócios majoritários da agência. Dono das melhores falas da série, Roger é simpático, mulherengo, se envolvendo em dois casamentos além de flertar com Joan e mais algumas. Slattery cresce a cada temporada no papel e chegou até a dirigir episódios da série.

Pete Campbell (Vincent Kartheiser) – se eu tivesse que escolher um vilão na série, votaria em Pete: mega ambicioso, sem escrúpulos, moralmente ambíguo, ele sempre está contra tudo e todos e aí de quem se atravesse em seu caminho

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Peggy Olson (Elisabeth Moss) – ambiciosa e cheia de ideais, Peggy é a protegida de Don, que lhe dá chance de subir na agência. Porém Peggy tem dificuldades na escolha de seus parceiros, terá um filho indesejado e é uma mulher a frente de seu tempo. Um de seus envolvimentos foi com Peter:

Joan (Christina Hendricks) – competente e autoritária, ela vai subindo na firma, até virar uma das sócias (em um sensacional episódio da quinta temporada). Joan já se envolveu com Roger e atrai os homens com sua figura pin-up de seios fartos, meio Sophia Loren, mas de cabelos ruivos, um dos grandes charmes da série.

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Betty (January Jones) – a esposa chata de Don nas primeiras temporadas, ela não vai agüentar as traições do marido e acaba tomando uma atitude radical nas temporadas seguintes. Betty é a típica american girl, loira, bonita e com físico a la Grace Kelly.

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Abaixo, uma entrevista com parte do elenco para o programa Inside the Actor’s Studio:

Além destes, vários outros personagens transitam na série, como Lane, vivido por Jarred Harris (filho do ator inglês Richard Harris), publicitário inglês que se une à agência; a filha de Don e Betty, Sally (Kiernan Shipka), que vai ganhando importância quando fica mais adolescente e se envolve com um garoto de sua vizinhança, Megan Draper (Jessica Paré), a nova mulher de Don que deseja ser atriz, Trudy (Alison Brie), a mulher certinha de Pete, entre muitos outros.

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A série já teve ou tem várias participações especiais, atores novos ou de renome, que se tornaram personagens recorrentes.

Weiner era um dos roteiristas de ‘The Sopranos’, uma das grandes séries de todos os tempos, e que lhe deu a experiência necessária em escrever brilhantes estórias.

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Ele bateu na porta de várias emissoras, mas a maioria recusou financiar a série, já que para produzir uma série de época e com o cuidado com que esta é feita, com certeza o gasto de cada episódio é muito alto, girando em torno de dois milhões de dólares.

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Mas o canal a cabo AMC topou e investiu na série, o que se mostrou um grande trunfo, já que durante cinco temporadas, a série venceu o prêmio Emmy de melhor série dramática, quatro vezes consecutivas, um recorde e a primeira vez que uma série da TV a cabo conquistava isto.

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A série, que também ganhou o Globo de Ouro e o SAG, se tornou uma referência, várias tentativas de imitá-la já foram feitas, mas nenhuma conseguiu chegar perto da original.

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Outro ponto forte é o figurino de Janie Bryant, a figurinista oficial da série ela cria modelitos especiais para cada personagem, garimpa em brechós, enfim, seu trabalho é tão bom que influenciou vários estilistas a criarem coleções inspiradas por Mad Men. Até a Banana Republic lançou uma coleção totalmente dedicada a Mad Men e também foram lançadas edições limitadas da Barbie e Ken tendo Don, Betty, Roger e Joan como bonecos.

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A música também tem lugar de destaque, ilustrando cada episódio com músicas fundamentais do período, mas não caindo no lugar comum e sim com músicas que casam com perfeição com a temática de cada episódio.

Entre os temas abordados, a série já falou de racismo, prostituição, drogas, adultério, chantagem, homossexualismo, entre outros.

Além disso, ‘Mad Men’ é carregada de cigarros e bebidas (fuma e bebe-se muito em todas as cenas), têm muito sexo, temas fortes e diálogos inteligentes.

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Não é uma série de ação, e sim uma série que nos conquista de outro jeito, através do cuidado de sua produção (Weiner participa de todos os detalhes), da sua atuação e principalmente de seu conteúdo intelectual.

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O legal da série é justamente acompanharmos todas as mudanças desta década tão importante e seus reflexos em cada personagem, seja na crise dos mísseis de Cuba, as mortes de Kennedy e Marilyn, a luta pelos direitos civis, a guerra do Vietnã, a contracultura, tudo é tratado de maneira adulta e realista no universo da série.

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O próximo ano deve ser a última temporada e pelas declarações de Weiner, esta deve acabar quando estiver se aproximando os anos 70 e aí saberemos o desfecho da estória de Don.

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Today’s Sound: Nosferatu por Arthur Mendes Rocha

Antes de Drácula, outro vampiro surgiu nas telas e espalhou todo seu terror: no filme mudo “Nosferatu” de F. W. Murnau.

“Nosferatu: A Symphony of Horror” (o título original era este) foi lançado em 1922 e era também uma adaptação de “Drácula” de Bram Stoker, porém os nomes dos personagens foram trocados para que não fosse preciso pagar direitos autorais (não havia orçamento para isso).

Quando a mulher de Stoker processou o estúdio Prana Film, este acabou perdendo e declarando sua falência, além de serem obrigados a destruir vários negativos do filme.

Ainda bem que um deles se salvou e graças a isto, podemos apreciar esta obra-prima do cinema de horror.

“Nosferatu’ é considerado um dos grandes filmes do expressionismo alemão e mantém todas as características deste movimento cinematográfico.

O expressionismo alemão marcou o cinema pelo uso de uma fotografia cheia de contrastes entre claros e escuros, muitas sombras, planos diferenciados, atuações que chegam até a ser exageradas de tão fortes e impactantes.

A estória muda alguma coisa em relação a Drácula, mas mantém muito do enredo central, já que um corretor, Hutter (Gustav Von Wangenhein), também vai até o castelo do conde Orlok  para que este alugue uma propriedade e ele acaba se interessando.

Hutter começa a desconfiar do Conde quando corta o dedo no jantar e este fica fascinado pelo seu sangue. Na mesma madrugada, o conde aparece de Nosferatu para ele (como vemos na cena abaixo)

Na manhã seguinte, ele faz um reconhecimento no castelo e encontra o caixão onde Nosferatu repousa.

Ele fica apavorado e foge de carruagem enquanto Nosferatu trata de dar um jeito de sair do castelo, levando seus caixão (cheio de ratos) em um navio.

Enquanto Hutter viajou, sua mulher Ellen, ficou com seus amigos Harding e sua irmã Annie.

O navio acaba sendo dominado por Nosferatu e toda a tripulação morre, criando cenas que se tornaram famosas, com o navio navegando sozinho e na escuridão.

Todos acreditam que uma praga está ocorrendo e pede-se que todos fiquem trancados em casa.

O navio chega ao vilarejo e junto Nosferatu, que vai para o imóvel que comprou na frente da casa de Hutter, começando a exercer seu feitiço sobre Ellen.

Todos querem acabar com Nosferatu, mas o único jeito é descoberto por Ellen: uma jovem pura deve atrair o vampiro e fazê-lo queimar aos primeiros raios de sol, quando canta o galo.

Como podemos notar, o filme trocou os nomes dos personagens, mas a essência é a mesma de Drácula: um vampiro sedento por sangue e pronto a atacar suas vítimas, custe o que custar.

‘Nosferatu”é brilhante em sua concepção, o filme é bonito e aterrorizante ao mesmo tempo, os planos são bem construídos e há varias cenas marcantes com a icônica cena da sombra do vampiro subindo uma escada:

Mas nada disso seria possível sem a atuação espetacular de Max Schreck como Nosferatu; cada vez que ele aparece em cena é apavorante, sua presença é de dar calafrios.

Até o visual dele é bem diferente de Drácula, já que ele não usa capa e sim um casaco militar e ele é careca com orelhas grandes como de morcegos, dentes bem finos e pontudos e unhas enormes.

O ator vestiu mesmo o personagem com todo seu talento, tanto é que o filme “Shadow of a Vampire” (A Sombra de um Vampiro) com Willem Dafoe no papel de Schreck, nos mostra como o ator tinha dificuldades em se libertar de Nosferatu. Neste filme, Murnau (vivido por John Malkovich) fica na dúvida se o ator não era mesmo um vampiro.

Murnau dirigiu também “The Last Laugh” e depois foi convidado para trabalhar em Hollywood onde fez o admirado “Sunrise” (Aurora), considerado um dos melhores filmes de todos os tempos.

F.W. MURNAU

A trilha original, como era executada ao vivo, acabou se perdendo com o tempo, por isso várias “novas” trilhas foram feitas para o filme.

Em 1979, o diretor Werner Herzog fez a sua versão do filme, só que em cores, tendo Klaus Kinski (que está ótimo no papel) e Isabelle Adjani nos papéis centrais. Um detalhe interessante é que desta vez ele é o Conde Drácula e não Orlok.

Na semana passada, o Nosferatu original foi exibido na Mostra de Cinema de São Paulo ao ar livre e de graça, uma excelente oportunidade de ter visto como o filme se mantém marcante, mesmo com 90 anos de idade.

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Today’s sound :“The Bride of Frankenstein” por Arthur Mendes Rocha

James Whale dirigiu em 1935 a continuação de seu sucesso ‘Frankenstein’ chamada “The Bride of Frankenstein”, que também foi outro sucesso da Universal.

“The Bride of Frankenstein” foi uma imposição do estúdio depois do sucesso do primeiro filme, mas Whale acabou aceitando fazer depois de muitas mudanças no roteiro e a promessa de que ele teria o controle total sob a produção.

O filme teve boa recepção do público e da crítica, sendo considerado por muitos deles como melhor que o filme original.

Os personagens principais, os monstros, foram vividos por Boris Karloff (o Frankenstein mais famoso do cinema em todos os tempos) e por Elsa Lanchester (atriz que trabalhou muito como coadjuvante e era casada com o ator/diretor Charles Laughton).

O personagem do Dr. Frankenstein, foi vivido pelo mesmo ator do primeiro filme, Colin Clive, e nesta continuação há um novo personagem importante, o Dr. Septimus Pretorius (Ernest Thesiger).

O filme inicia com uma reunião na casa de Lord Byron onde Mary Shelley (também vivida por Lanchester), a autora do livro, conta o que acontece depois que o primeiro filme acaba, ou seja, depois que o monstro foi perseguido e enfrentou um incêndio.

Frankenstein, o monstro, sente-se perseguido e odiado e procura por um amigo, que ele encontra na figura de um mendigo cego, que lhe oferece abrigo e comida.

Entra em cena o Dr. Pretorius, um sujeito perverso, manipulador e que promete ao monstro uma companheira (a noiva ou the bride), convencendo o Dr. Frankenstein a ajudá-lo.

Uma das grandes cenas do filme é quando ele mostra suas invenções ao Dr. Frankenstein, que na verdade são miniaturas de humanos, mas que ele não consegue transformar em algo maior.

Uma das grandes diferenças entre os dois filmes é que neste, Frankenstein aprende a falar, confiar e depois odiar.

O estúdio da Universal era o mais famoso em criar filmes de monstros, além de Frankenstein, eles também são os responsáveis por Drácula, O Lobisomem e a Múmia.

O icônico penteado da “bride” foi inspirado em Nefertiti e foi criado por Jack Pierce, o maquiador dos estúdios Universal,  e até hoje é copiado em todas as festas de Halloween.

O toque a mais foi dado com as ondas e os brancos que lembram raios. Vejam que bacana estas interpretações que vários artistas fizeram da Bride

Flounder

BlasterKid

Scott Kaiser

Sid Stankovitz

R.A Parslow

Mister Bones

Tom Whalen

Martin Ansin

Mab Graves

Muppets

Vale ressaltar que a noiva só aparece mais para o final do filme e sua presença na tela é pequena, mas marcante, e ainda por cima ela rejeita o pobre monstro Frankenstein.

Lanchester imprimiu uma personalidade á noiva, imitando os gestos de um cisne e tornando-a uma figura emblemática na história do cinema.

Tanto a maquiagem quanto os efeitos especiais foram cuidadosamente criados de maneira a dar o máximo de realidade a cada cena do filme.

O diretor Whale foi retratado no filme “Gods and Monsters” vivido por Ian McKellen, onde há uma cena dele filmando “Bride”e o título é justamente uma referência ao filme, já que esta frase é pronunciada no filme pelo Dr. Pretorius.

Outro filme que homenageia Bride é “Young Frankenstein” de Mel Brooks, engraçadíssima comédia que satiriza os filmes de terror em p&b e que tem uma cena com Madeleine Khan fazendo a noiva.

O filme tem também alguns ataques ao código Hays (espécie de censura da época), bem como referências ao catolicismo, como a cena em que Frankenstein é quase crucificado como Cristo.

Mais uma leitura que foi feita é que por Whale ser assumidamente homossexual, ele estaria sugerindo que para procriar, não era preciso um casal hétero, já que os cientistas, como o ambíguo Pretorius, criavam seus próprios filhos, ou seja, seus monstros.

Merece destaque também a brilhante trilha sonora criada pelo grande Franz Waxman, um dos melhores compositores da época áurea de Hollywood.

Ele foi convidado a fazer o score quando Whale encontrou-o em uma festa e ele fez três temas básicos: o do monstro, o da noiva e o de Pretorius.

Bride não é simplesmente um filme de horror, ele retrata a solidão e o isolamento, é uma alegoria sobre alguém que só deseja ser aceito, ter amigos, mas que a sociedade não permite.

Em 2010, o filme completou 75 anos de vida e sua mistura de drama com um certo humor, sua atmosfera gótica, continua sendo um dos grandes filmes de horror que o cinema já produziu.

Uma versão em Blu-ray acab de ser lançada, figurando junto com outros clássicos de terror da Universal.

Abaixo, o cineasta Guilhermo Del Toro faz uma apresentação do filme em uma projeção para membros da Academia de Hollywood onde fala que este filme é um de seus filmes favoritos:

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