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TODAY’S SOUND: MOEBIUS POR ARTHUR MENDES ROCHA

Ano passado, o mundo perdeu uma de suas grandes figuras: o ilustrador e visionário Jean Giraud, mais conhecido por Moebius, um cara que mudou o mundo dos quadrinhos e, por conseguinte, das artes visuais.

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Em 2007, a BBC 4 dedicou a ele um ótimo documentário, “In search of Moebius”, no qual ficamos conhecendo melhor este gênio que ele era, um cara simples mas com uma imaginação sem limites.

Abaixo a primeira parte do documentário:

 

 Moebius gostava de desenhar desde cedo, aos 16 anos ele entra para a Arts Appliqués, uma escola de artes francesa, onde conhece outros artistas e onde aprende a desenvolver seu estilo.

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Quando sua mãe vai viver no México (já divorciada), ele passa vários meses lá e este contato com as paisagens mexicanas, principalmente os desertos, vão influenciá-lo profundamente.

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Aos 18 anos, ele já desenhava sua própria história em quadrinhos intitulada “Frank & Jeremie”. Neste período, ele faz assistência para seu mentor, Joseph “Jijé” Gillain, desenhando uma série western em quadrinhos , “Jerry Spring”.

Em 1962, ele passa a assinar alguns trabalhos como Moebius, especialmente os que envolviam mais humor, fantasia e ficção-científica.

Em 1963, juntamente com Jean-Michel Charlier (responsável pelo enredo), ele desenha para a revista Pilote, uma das mais famosas de quadrinhos na França, a série Blueberry, também de western, e cujo personagem principal ele se inspira nos traços de Belmondo.

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“Blueberry” faz um estrondoso sucesso na França, mas é com o quinto volume desta série, “The trail of the Navajos”, que Moebius define melhor seu estilo, tomando inspiração nos faroestes de Sergio Leone e na violência estética de Sam Peckinpah.

Paralelamente, Moebius desenha seu lado mais fantasioso na revista Hara-Kiri.

Em 1975, cansado do esquema da revista Pilote, ele funda com seus amigos Jean-Pierre Dionnet, Philippe Druilet e Bernard Farkas o grupo que mixa artes e quadrinhos, o ‘Les Humanoides Associes”.

 

Este grupo será o responsável por uma revolução nos quadrinhos mundiais com o lançamento da revista “Metal Hurlant”, mais conhecida nos EUA como “Heavy Metal”.

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Abaixo podemos ver a segunda parte do documentário:

Moebus mostra toda sua inventividade em histórias como ‘La Deviation”, ‘Le Bandard Fou”, “Arzach”(1976) e “Le Garage Hermétique”(1979), período que ele considera como uma ejaculação artística.

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Em 1975, ele colabora com Dan O’bannon (o roteirista de “Alien’, ‘Total Recall”), que na época do doc ainda era vivo, na estória “The Long Tomorrow”, publicada na Metal Hurlant. A estória misturava ficção-científica com filme noir e alguns anos mais tarde serviria de inspiração direta para a criação do filme “Blade Runner”.

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Neste mesmo período, ele começa um projeto com Alejandro Jodorowsky, o cultuado cineasta de ‘El Topo”e ‘Holy Mountain”, para uma versão cinematográfica de “Dune”. Este projeto acabou nunca acontecendo e o filme terminou sendo feito por David Lynch, sem Moebius.

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Ainda em 1979, Moebius recebe um chamado de Hollywood, que ele declara no doc que foi um dos momentos mais importantes de sua trajetória e ele inicia uma colaboração com Ridley Scott na criação do visual das roupas dos astronautas no filme “Alien”. A concepção visual do filme é de H. R. Giger (que também participa do doc).

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Era o início de sua colaboração com o cinema, que inclui filmes como ‘Les Maitres Du Temps” de René Laloux, no qual ele fez o storyboard; “Tron”, a versão original onde ele criou os figurinos futuristas; “O Segredo do Abismo” de James Cameron, onde é o responsável pela concepção das criaturas marinhas.

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Em 1980, ele irá se unir novamente a Jodorowsky, para contar as aventuras de John Difool em “L’Incal”, considerada uma das melhores séries de ficção-científica já lançada em quadrinhos.

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Moebius considerava esta a sua associação mais complexa e completa de sua vida profissional.

Jodorowsky fala no documentário de sua admiração por Moebius, um artista que nunca teve receio de ousar e que fugia ao padrão americano de estórias em quadrinhos mais comercial, que tinha uma visão mais artística.

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Outro que participa do doc é Stan Lee, que contratou Moebius para desenhar um gibi do Surfista Prateado, se mostrando encantado com o trabalho do artista francês, o qual ela admirava muito.

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Os quadrinistas americanos tinham a esperança que esta participação de Moebius na Marvel daria uma nova visão, tudo seria diferente, com um approach mais europeu, mas no fim nada mudou.

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No meio dos anos 80, Moebius troca a França pelos EUA, para ficar mais perto de seus projetos cinematográficos.

Moebius era uma personalidade única, ele sempre surpreendia a todos com suas atitudes, era alguém que vivia no universo de suas estórias em quadrinhos, nos seus desenhos viajantes e inspirados. O Moebius pessoa era uma coisa e o artista era outra.

Abaixo a terceira e última parte do doc

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De volta à França no final dos anos 80, Moebius continua a série Blueberry, que foi traduzido para mais de 15 línguas, além de vários outros projetos como “Little Nemo” (que também viraria filme), “Aprés Incal” (continuação de “L’Incal”), entre outros.

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Nos anos 90, Moebius também é o responsável pela concepção visual do filme “The fifth element” (O quinto elemento) de Luc Besson, seu fã desde a adolescência, quando colecionava seus quadrinhos, como mostra o vídeo abaixo:

Nos anos 2000, Moebius publica sua autobiografia em quadrinhos, “Inside Moebius”, composta de seis volumes, além de ter uma exposição em sua homenagem em 2010, na Fundação Cartier, intitulada “Moebius Transe Forme”.

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Um de seus últimos trabalhos foi para a elegante grife Hermès, para a qual desenhou os trabalhos abaixo que fazem parte da “Voyage d’Hermes”, contando a trajetória do deus grego Hermes.

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O artista travava uma longa batalha contra o câncer e veio a falecer em março do ano passado, aos 73 anos.

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A influência dele é enorme, seja nos desenhos de Miyazaki, nos mangás japoneses, enfim nos quadrinistas de todo o mundo, pois sua visão é especial, revolucionária e sua contribuição artística é infinita, fazendo dos quadrinhos verdadeiras obras de arte.

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TODAY’S SOUND: MAD MEN POR ARTHUR MENDES ROCHA

“Mad Men’ é uma das séries mais chiques e cheias de classe já transmitida pela TV, seja pela incrível direção de arte e pelos roteiros imaginados por Mathew Weiner.

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A série se passa nos anos 60 e foi criada por Weiner, tendo em mente os profissionais da Madison Avenue, os publicitários que ditavam as regras do mercado da época.

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A começar pelos créditos, que se tornaram icônicos, vemos a imagem de um homem caindo, em uma animação e com aquele tema elegante ao fundo; uma homenagem ao designer Saul Bass, que fez importantes aberturas de filmes como “North by Northwest” e “Vertigo”, ambos de Hitchcock:

Tudo gira em torno da agência Sterling Cooper, que agora já trocou de nome no decorrer das outras temporadas e ganhando novos sócios.

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‘Mad Men’ estreou na TV americana em julho de 2007, também através do canal AMC (o mesmo de ‘Breaking Bad”) e atualmente está em sua sexta temporada.

A atual temporada, a sexta, está sendo transmitida no momento nos EUA e deve encerrar em junho.
No Brasil, a série é transmitida pela HBO e na TV aberta, agora que a Cultura começou a exibi-la.

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A estória é centrada no personagem de Don Draper (John Hamm), mais um anti-herói, cheio de incertezas, dúvidas e que esconde um passado obscuro, já que trocou de identidade com um soldado que morreu ao seu lado na guerra.

Este lado de Don é explorado com maestria por Weiner, já que atrás de toda a aparência de sujeito forte e decidido, Don esconde uma personalidade de alguém que sofreu muito no passado e que desistiu de ser quem ele era.

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A série recorre muito aos flashbacks da vida de Don, do tempo em que ele se chamava Dick Whitman, contando um pouco de suas experiências no passado, tendo uma infância dura e uma mãe prostituta e um pai severo e frio.

Mas Don é muito bem sucedido profissionalmente, é um excelente diretor de criação, cheio de ótimas idéias para vender os produtos de seus clientes.

Hamm era um ator desconhecido, que vivia de pequenas pontas em Hollywood, ele era apenas mais um rosto bonito no meio de tantos e se ‘Mad Men” não tivesse acontecido em sua vida, teria desistido da profissão.

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A escolha dele como Don foi certeira, pois ele é a alma da série, cada episódio vai nos revelando um novo Don, do qual podemos esperar tudo. Ele é sedutor, charmoso, sexy, com seu charme conquista todas as mulheres. Adoro esta cena dele com Betty em Roma:

Mas diferente de Walter (de Breaking Bad), Don ainda tem uma certa moral, ele é ambicioso, mas ainda tem escrúpulos (pelo menos até agora).

Vamos aos outros personagens:

Roger Sterling (John Slattery) – o chefe de Don (pelo menos nas primeiras temporadas) e um dos sócios majoritários da agência. Dono das melhores falas da série, Roger é simpático, mulherengo, se envolvendo em dois casamentos além de flertar com Joan e mais algumas. Slattery cresce a cada temporada no papel e chegou até a dirigir episódios da série.

Pete Campbell (Vincent Kartheiser) – se eu tivesse que escolher um vilão na série, votaria em Pete: mega ambicioso, sem escrúpulos, moralmente ambíguo, ele sempre está contra tudo e todos e aí de quem se atravesse em seu caminho

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Peggy Olson (Elisabeth Moss) – ambiciosa e cheia de ideais, Peggy é a protegida de Don, que lhe dá chance de subir na agência. Porém Peggy tem dificuldades na escolha de seus parceiros, terá um filho indesejado e é uma mulher a frente de seu tempo. Um de seus envolvimentos foi com Peter:

Joan (Christina Hendricks) – competente e autoritária, ela vai subindo na firma, até virar uma das sócias (em um sensacional episódio da quinta temporada). Joan já se envolveu com Roger e atrai os homens com sua figura pin-up de seios fartos, meio Sophia Loren, mas de cabelos ruivos, um dos grandes charmes da série.

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Betty (January Jones) – a esposa chata de Don nas primeiras temporadas, ela não vai agüentar as traições do marido e acaba tomando uma atitude radical nas temporadas seguintes. Betty é a típica american girl, loira, bonita e com físico a la Grace Kelly.

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Abaixo, uma entrevista com parte do elenco para o programa Inside the Actor’s Studio:

Além destes, vários outros personagens transitam na série, como Lane, vivido por Jarred Harris (filho do ator inglês Richard Harris), publicitário inglês que se une à agência; a filha de Don e Betty, Sally (Kiernan Shipka), que vai ganhando importância quando fica mais adolescente e se envolve com um garoto de sua vizinhança, Megan Draper (Jessica Paré), a nova mulher de Don que deseja ser atriz, Trudy (Alison Brie), a mulher certinha de Pete, entre muitos outros.

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A série já teve ou tem várias participações especiais, atores novos ou de renome, que se tornaram personagens recorrentes.

Weiner era um dos roteiristas de ‘The Sopranos’, uma das grandes séries de todos os tempos, e que lhe deu a experiência necessária em escrever brilhantes estórias.

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Ele bateu na porta de várias emissoras, mas a maioria recusou financiar a série, já que para produzir uma série de época e com o cuidado com que esta é feita, com certeza o gasto de cada episódio é muito alto, girando em torno de dois milhões de dólares.

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Mas o canal a cabo AMC topou e investiu na série, o que se mostrou um grande trunfo, já que durante cinco temporadas, a série venceu o prêmio Emmy de melhor série dramática, quatro vezes consecutivas, um recorde e a primeira vez que uma série da TV a cabo conquistava isto.

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A série, que também ganhou o Globo de Ouro e o SAG, se tornou uma referência, várias tentativas de imitá-la já foram feitas, mas nenhuma conseguiu chegar perto da original.

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Outro ponto forte é o figurino de Janie Bryant, a figurinista oficial da série ela cria modelitos especiais para cada personagem, garimpa em brechós, enfim, seu trabalho é tão bom que influenciou vários estilistas a criarem coleções inspiradas por Mad Men. Até a Banana Republic lançou uma coleção totalmente dedicada a Mad Men e também foram lançadas edições limitadas da Barbie e Ken tendo Don, Betty, Roger e Joan como bonecos.

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A música também tem lugar de destaque, ilustrando cada episódio com músicas fundamentais do período, mas não caindo no lugar comum e sim com músicas que casam com perfeição com a temática de cada episódio.

Entre os temas abordados, a série já falou de racismo, prostituição, drogas, adultério, chantagem, homossexualismo, entre outros.

Além disso, ‘Mad Men’ é carregada de cigarros e bebidas (fuma e bebe-se muito em todas as cenas), têm muito sexo, temas fortes e diálogos inteligentes.

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Não é uma série de ação, e sim uma série que nos conquista de outro jeito, através do cuidado de sua produção (Weiner participa de todos os detalhes), da sua atuação e principalmente de seu conteúdo intelectual.

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O legal da série é justamente acompanharmos todas as mudanças desta década tão importante e seus reflexos em cada personagem, seja na crise dos mísseis de Cuba, as mortes de Kennedy e Marilyn, a luta pelos direitos civis, a guerra do Vietnã, a contracultura, tudo é tratado de maneira adulta e realista no universo da série.

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O próximo ano deve ser a última temporada e pelas declarações de Weiner, esta deve acabar quando estiver se aproximando os anos 70 e aí saberemos o desfecho da estória de Don.

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Today’s Sound: Nosferatu por Arthur Mendes Rocha

Antes de Drácula, outro vampiro surgiu nas telas e espalhou todo seu terror: no filme mudo “Nosferatu” de F. W. Murnau.

“Nosferatu: A Symphony of Horror” (o título original era este) foi lançado em 1922 e era também uma adaptação de “Drácula” de Bram Stoker, porém os nomes dos personagens foram trocados para que não fosse preciso pagar direitos autorais (não havia orçamento para isso).

Quando a mulher de Stoker processou o estúdio Prana Film, este acabou perdendo e declarando sua falência, além de serem obrigados a destruir vários negativos do filme.

Ainda bem que um deles se salvou e graças a isto, podemos apreciar esta obra-prima do cinema de horror.

“Nosferatu’ é considerado um dos grandes filmes do expressionismo alemão e mantém todas as características deste movimento cinematográfico.

O expressionismo alemão marcou o cinema pelo uso de uma fotografia cheia de contrastes entre claros e escuros, muitas sombras, planos diferenciados, atuações que chegam até a ser exageradas de tão fortes e impactantes.

A estória muda alguma coisa em relação a Drácula, mas mantém muito do enredo central, já que um corretor, Hutter (Gustav Von Wangenhein), também vai até o castelo do conde Orlok  para que este alugue uma propriedade e ele acaba se interessando.

Hutter começa a desconfiar do Conde quando corta o dedo no jantar e este fica fascinado pelo seu sangue. Na mesma madrugada, o conde aparece de Nosferatu para ele (como vemos na cena abaixo)

Na manhã seguinte, ele faz um reconhecimento no castelo e encontra o caixão onde Nosferatu repousa.

Ele fica apavorado e foge de carruagem enquanto Nosferatu trata de dar um jeito de sair do castelo, levando seus caixão (cheio de ratos) em um navio.

Enquanto Hutter viajou, sua mulher Ellen, ficou com seus amigos Harding e sua irmã Annie.

O navio acaba sendo dominado por Nosferatu e toda a tripulação morre, criando cenas que se tornaram famosas, com o navio navegando sozinho e na escuridão.

Todos acreditam que uma praga está ocorrendo e pede-se que todos fiquem trancados em casa.

O navio chega ao vilarejo e junto Nosferatu, que vai para o imóvel que comprou na frente da casa de Hutter, começando a exercer seu feitiço sobre Ellen.

Todos querem acabar com Nosferatu, mas o único jeito é descoberto por Ellen: uma jovem pura deve atrair o vampiro e fazê-lo queimar aos primeiros raios de sol, quando canta o galo.

Como podemos notar, o filme trocou os nomes dos personagens, mas a essência é a mesma de Drácula: um vampiro sedento por sangue e pronto a atacar suas vítimas, custe o que custar.

‘Nosferatu”é brilhante em sua concepção, o filme é bonito e aterrorizante ao mesmo tempo, os planos são bem construídos e há varias cenas marcantes com a icônica cena da sombra do vampiro subindo uma escada:

Mas nada disso seria possível sem a atuação espetacular de Max Schreck como Nosferatu; cada vez que ele aparece em cena é apavorante, sua presença é de dar calafrios.

Até o visual dele é bem diferente de Drácula, já que ele não usa capa e sim um casaco militar e ele é careca com orelhas grandes como de morcegos, dentes bem finos e pontudos e unhas enormes.

O ator vestiu mesmo o personagem com todo seu talento, tanto é que o filme “Shadow of a Vampire” (A Sombra de um Vampiro) com Willem Dafoe no papel de Schreck, nos mostra como o ator tinha dificuldades em se libertar de Nosferatu. Neste filme, Murnau (vivido por John Malkovich) fica na dúvida se o ator não era mesmo um vampiro.

Murnau dirigiu também “The Last Laugh” e depois foi convidado para trabalhar em Hollywood onde fez o admirado “Sunrise” (Aurora), considerado um dos melhores filmes de todos os tempos.

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A trilha original, como era executada ao vivo, acabou se perdendo com o tempo, por isso várias “novas” trilhas foram feitas para o filme.

Em 1979, o diretor Werner Herzog fez a sua versão do filme, só que em cores, tendo Klaus Kinski (que está ótimo no papel) e Isabelle Adjani nos papéis centrais. Um detalhe interessante é que desta vez ele é o Conde Drácula e não Orlok.

Na semana passada, o Nosferatu original foi exibido na Mostra de Cinema de São Paulo ao ar livre e de graça, uma excelente oportunidade de ter visto como o filme se mantém marcante, mesmo com 90 anos de idade.

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