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jardim botânico – Japa Girl












































































    Unforgetable veggie lunch exxxperience!
Thank you so much @saporebrasil @pietroleemann @lideresempreendedores 
Risoto com aspargos verdes e abóbora, contraste de mousse de couve-flor defumada e arroz silvestre crocante.Happy Sunday!
Plantio de mais de 320 árvores nativas da nossa Mata Atlântica para #florestadebolso de Ricardo Cardim. @fabricadearvores 😉RIP #leeradizwill and #rudolfnureyev 🖤🖤Wake up, Mthrfckrs! 
#10yearchallengeHappy Halloween from Vampirina 🖤“The Proposal” ( between 1880 - 1889) by Knut Ekwall (Swedish - 1843 - 1912)Full purple bloom galore!
#flordesaomiguel #violeteira #ravenala #kaizukaPapa Pirate & Mama Mermaid
#agathalunaJust opened! #cattleyaThe Death of Cleópatra 
Jean Andre Rixens - 1874

                
       
















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Posts Tagged ‘jardim botânico’

O cirurgião de árvores

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Havia uma cerejeira doente num jardim repleto de orquídeas.

Ela já estava passando o malefício para a árvore vizinha.

O jardim pequenino e primoroso precisou de uma ação sensível e emergencial.

Foi convocado um ser de dedo e alma verde, uma espécie rara de Gnomo Australiano, como disse com toda a admiração, nossa amiga Japa Girl, guardiã do citado jardim.

Em três visitas ele podou, fez intervenções, aplicou emplastros nos troncos, semeou poções, presenteou com mudas e  trouxe bananas que nunca provaram tão doces.

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Foto por Ana Alcantara

O jardim das orquídeas está mais feliz e se recuperando no tempo que é dele e as pérolas de Peter Webb foram registradas de maneira pouco linear, assim como seu raciocínio sensível, calmo e frenético.

As pérolas estão nas aspas deste texto.  

Ensinamentos múltiplos de jardinagem profunda, onde arte e sensibilidade guiam os caminhos das podas e regas.

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Cattleya Trianae

Cypripedium Stonei

Cypripedium Stonei

Peter Webb formou-se na Austrália em Horticultural Science; estudou Permacultura com seu mentor Bill Mollison, o pai desta inovadora ciência milenar.

Em seu caminho de trabalho, foi responsável pelo Banco de Sementes do Jardim Botânico de Melbourne por três anos.

Em 1980, mudou-se para Inglaterra onde deu início ao trabalho de Cirurgia em Árvores e formou-se em Agricultura Biodinâmica em Londres.

Mora no Brasil desde 1984.

Morou vivendo do que plantava por quatorze anos no Vale do Matutu, no sul de Minas.

Em 1998 migra para São Paulo onde tem administrado cursos e desenvolvido projetos de Agroflorestas, Agricultura Sustentável, Consultoria Ambiental, Paisagismo, Cirurgia em Árvores e Reflorestamento.

Desde 2002, ao unir a Permacultura à Psicologia do Budismo Tibetano em parceria com Bel Cesar, desenvolve atividades de Ecopsicologia no Sítio Vida de Clara Luz, em Itapevi, São Paulo.

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Vale re-lembrar que Permacultura é um planejamento de design para organizar espaços – “Uma forma de planejar e implantar estratégias da própria natureza para o benefício de todos os seres.

Poder fazer ambientes que atendam o ser humano sem agredir o todo.

Levar em conta as necessidades básicas.

Ter casa, poder dormir, beber água, comer sem veneno.

Necessidade básica não é comprar “todynho”…

A outra parte da Permacultura é tecer razões para viver.

Isto permeia todos os processos.

Tem a parte técnica do plantio, jardinagem e construções, mas tem a parte criativa para que as pessoas possam manifestar casas, filtros biológicos de águas, canteiros e jardins”.

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A singularidade e a criatividade são elementos fundamentais numa ação permacultural:

“Cada lugar tem elementos que fazem sentido à aquele lugar.

Seja madeira, pedra, barro, um muro…”

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“Muitas vezes o processo do jardim é fazer um pouco e observar como o ambiente responde.

Como um jogo de xadrez.

Você faz a natureza responde.

Pode ser previsível ou imprevisível.

Se você se assustar a natureza ganha, se você ir entendendo, observando e agindo o jogo continua.”

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Henri Rousseau – The Equatorial Jungle, 1909

“Jardinagem é uma arte !

No Brasil não, mas na Inglaterra, França, Japão…

O jardineiro(a), cresce junto com seu jardim !

Fazer as coisas mecanicamente não é arte.”

Neste momento roguei existir um curso de sensibilização de jardineiros!

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Enquanto Pett (já posso chamá-lo pelo apelido), podava uma árvore soltou mais uma : “Esta árvore está muito confusa !!!

Soltando galhos para todos os lados, procurando luz…como se seu vizinho tocasse funk o dia inteiro.

Como aqui está abafado por excesso de folhagens, criou-se uma espécie de fungo.

Os fungos gostam de coisas úmidas e escuras !”

“Quando se tem várias plantas no mesmo lugar, desenvolvendo histórias diferentes vem a arte da poda.

Conciliar todas as freqüências diferentes delas.

O jardineiro utiliza de sua sensibilidade para perceber o que está presente e NÃO o que está escrito ou o que você fez em algum lugar.

Nenhum outro lugar do mundo tem o que temos aqui.

Importante é – sacar – individualmente o que dá para fazer e se dá para fazer alguma coisa.”

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Pett

Da sua mochila encantada, ele tira um negócio esquisito que aprendeu nos estudos de agricultura biodinâmica:

“Este emplastro que parece um mousse de chocolate contém: Barro, argila, esterco de vaca curtida e cinzas.

Uma espécie de esparadrapo biológico, um cicatrizante que alimenta as árvores.

Cinzas são bactericidas, barro e esterco fazem o papel de esparadrapo.

Antes do emplastro foi necessário escovar a árvore.

Às vezes com escova de aço, às vezes com escova de lavanderia.

Tira-se a casca e a sujeira, então se coloca o emplastro para alimentar e proteger as árvores.”

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“Quando o cupim encontra com esta massa (emplastro), ele foge, já que ele procura galhos secos.

O que adiciono na mistura quando tem cupim é enxofre.

Enxofre para os cupins é como alho para os vampiros.”

Será que vampiros bebem água ?

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“A procura da harmonia nesta maneira de cuidar da vida inclui acreditar que cada um pode fazer alguma coisa para o melhor…

Lembrar ao escovar os dentes, lavar o cabelo, ter a roupa limpa…e se conscientizar do quanto a água é importante.”

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“O que podemos fazer para deixar a água feliz ?”

O primeiro passo é “estabelecer uma relação com a água, trazer na memória momentos com a água.”

Desta forma o respeito pela vida que não brota numa torneira, torna-se ampliado, atento.

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“Utilizar sistemas de captação de água de chuva e ter a oportunidade de separar em casa as águas cinzas (cozinha, lavanderia, pia) das águas negras (banheiro), tem como efeito colateral a produção de bananas, pitangas, flores, bambu e o que mais fizer sentido para aquele espaço.

Fossa é desperdício de recursos e podem (devem) ter um tratamento adequado para gerar vida.”

Harvesting Water the Permaculture Way with Geoff Lawton - DVD

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Todo o processo permacultural de devolução dos recursos naturais à própria natureza, tem como função alegrar todos os seres.

 “A sustentabilidade começa de maneira energética…ficar estressado, culpado na procura da sustentabilidade é insustentável.

Pessoas, generosas, amorosas e pacientes geram abundância e isto tem haver com sustentabilidade.”

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“O ser humano vem modificando tudo.

Faz, prédios, carros, janelas de alumínio e de repente jardins, que são imagens de floresta.

Com a evolução real o ser humano vem como parte integrante de tudo isto e em sua memória carrega todos estes ecosistemas que foram desmantelados.

Temos água e ar no corpo, terra nos ossos, fogo nos hormônios.

Para sentir-se bem a galera vai para praia, para as montanhas.

Quando você usa cores, cheiros, ambientes, sensações…vc meche nas emoções das pessoas.”

Este é o princípio da ecopsicologia, aplicada por Pett em suas vivências no seu sítio de Clara Luz em Itapevi.

A próxima imersão sobre Permacultura com ele se dará no sítio Humanaterra em Juquitiba (SP), no começo de novembro.

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Mas como conseguir trazer a permacultura para o dia-a-dia ?

“Necessário entender que o que fazemos todos os dias afeta nosso ambiente.

Acreditamos que o ser humano é parte do ecosistema.

Na cidade as casas são ecosistemas.

Cuidar destes ciclos e não desperdiçar recursos.

Precisamos nos atentar ao consumo de alimentos, a forma como fazemos as compras, o que fazemos com o que sobra.

Se não praticarmos estas atitudes, nos afastamos e entramos num mundo egoísta.

Não agimos com consciência das interações dos contatos e com as conexões que temos com outros seres”

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“Então na cidade percebemos este monte de linhas retas, muito cinza e aquela impressão que todos estão fazendo tudo igual.

Na natureza não existe linha reta.

Sempre é o caos.

As curvas mantêm as pessoas acordadas e conscientes, assim como as cores.

Olhem para as sombras.

Olhem para a luz.

Reparem ao redor!

Luz e cores geram alegria e abundância!”

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“Nosso trabalho é despertar”

“Na cidade temos muitos espaços com potencial para gerar vida.

Utilize paredes e telhados, terrenos baldios, as beiras das casas calçadas e praças.

Com uma trama e palha é possível fazer um telhado verde!”

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Dicas de plantio urbano:

* Mandioca e batata doce crescem muito facilmente e ‘produzem’ terra.

* Araçá, mexerica e goiaba são boas para plantar em pneus ou caixotes.

* Podar é bom! Deixe a planta respirar e deixar outras plantas crescerem. Algumas plantas crescem demais e impedem as outras de crescerem.

* Tenha flores em tudo! Elas atraem insetos, gerando uma cadeia alimentar e trazendo equilíbrio.

* Composteira: não podemos colocar jamais comida cozida, pois atrai ratos. O ideal é que a composteira tenha 1m x 1m, e seja construída com madeira.

* Plantas repelentes só funcionam se mexer nelas para que elas liberem o cheiro. Paradas elas não tem essa função.

* ‘Lasanha’: um bom jeito de plantar sem terra é colocar camadas alternadas de palha e adubo orgânico, sobre o chão ou numa caixa de madeira forrada com papelão, como na montagem de uma lasanha. Podemos colocar minhocas também, elas vão achar uma delícia.

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Delícia é também encontrar o Pett, dar boas gargalhadas, aprender a cuidar mais um pouquinho, aprimorar a observação e saber que o jardim de cerejeiras e orquídeas nunca mais será o mesmo depois que ele passou por alí.

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Ler mais: 

http://permacultura.webnode.com.br/entrevistas-especiais/peter-webb/

 http://cdtagriculturaurbana.wordpress.com/tag/peter-webb/

Fotos de Pett por Ana Alcantara

Fotos de Pett por Ana Alcantara

 

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Um mundo de jardins

Antes da humanidade povoar a terra o frutífero Jardim do Éden já imperava nas religiões Abraônicas.

"Adam and Eve in Paradise" by Jan Brueghel, circa 1610-15

“Deus plantou e onde se cultivavam árvores de todas as espécies, agradáveis para se contemplar e alimentar”.

"Garden of Eden" by Roelandt Jacobsz Savery

Este trecho do Gênesis relata a importância dos jardins desde as primeiras civilizações.

Os Jardins Suspensos da Babilônia e a Torre de Babel

Na Mesopotâmia, os assírios foram os mestres das técnicas de irrigação e drenagem, criando vários pomares e hortas formados pelos canais que se cruzavam.

Os textos mais antigos sobre jardins datam do terceiro milênio a.C., escritos pelos babilônicos, descrevendo os “jardins sagrados”, onde os bosques eram plantados sobre os Ziggurats.

Assim nasceu os Jardins Suspensos da Babilônia que unem arquitetura, espiritualidade e paisagismo, sendo até hoje uma das 7 maravilhas do mundo.

Tamareiras amenizavam o clima árido onde jasmim, rosas, tulipas e álamos cresciam banhados por sofisticado sistema de irrigação, onde a crença vigente era que os jardins dependiam da vontade dos deuses.

Exemplo de Ziggurats


No Egito quando a prosperidade deu espaço para as artes da arquitetura e escultura, também o paisagismo acompanhou o desenvolvimento.

Jardins simétricos rigorosamente e afinados com os quatro pontos cardeais.

As plantas utilizadas eram: palmeiras, sicômoros, figueiras, videiras e plantas aquáticas, já que o Rio Nilo propiciava estas condições.

Osíris era o Deus da reverenciada vegetação.

Jardim Egípcio na Antiguidade


Egito Antigo

Os persas absorveram a cultura egípcia e acrescentaram flores ornamentais.

Os jardins procuravam recriar uma imagem do universo, constituindo-se de bosques povoados por animais em liberdade, canteiros, canais e elementos monumentais, formando os “jardins-paraísos” que se encontravam próximos aos palácios do rei.

Jardim Persa

Os gregos amavam a vida ao ar livre e mesmo tendo influências egípcias a topografia acidentada fez em seus jardins ambientes assimétricos, mais próximos do que encontramos na natureza.

Desenvolviam-se, inclusive, em recintos fechados, onde eram cultivadas plantas úteis, principalmente maçãs, pêras, figos, romãs, azeitonas, uva e até horta.

Colunas e esculturas faziam uma transação harmoniosa entre ambientes internos e externos.

Jardim grego clássico

Na China as atividades com jardinagem datam de 2.000 a.C, onde se encontram  paisagens muito antigas de rara beleza e flora riquíssima.

Os parques das casas dos antigos imperadores valorizavam a vegetação existente, sendo a tarefa do jardineiro ordenar o que a natureza oferece.

Acreditava-se que no norte da China havia um lugar para os imortais.

Como o Imperador Wu não conseguiu encontrá-lo, decidiu então criá-lo na fantasia.

Dessa maneira surgiu o jardim “lago-ilha”.

O “Lago ilha” foi se multiplicando, se tornando conhecido pelo continente até chegar no Japão em 607dc.


Em 1894, para comemorar os 1100 anos da capital Kioto, construiu-se um desses jardins, ficando conhecido como Santuário Heian.

Trata-se de uns dos jardins mais alegres do mundo, com hortos de cerejeira, maciços imensos de azaléias e lírios, rochas cobertas por flores e pinus, traduzindo o amor dos japoneses pela natureza macro e micro, com respeito as sutilezas de cada espécie.

Na idade média os jardins deram lugar a igrejas rudes e pesadas.

Tudo precisava ser funcional e alamedas em cruz ditavam a direção da religião dominante.

Pomares em mosteiros e ervas em praças era comum.

O estilo gótico retratava bem os jardins medievais.

Plante de jardim medieval

Os dois estilos básicos de jardim foram:

Monacais – Para reagir ao luxo romano, os jardins eram dividios em 4 partes.

O pomar, a horta, o jardim de plantas medicinais e o jardim de flores.

Existiam áreas gramadas cercadas e arbustos, viveiros de peixes e pássaros, além de local para banho.

Mouriscos – Com influência árabe, os jardins espanhóis trouxeram um frescor dos “jardins da sensibilidade” do século VI, que se caracterizavam pela água, cor e perfume, com os objetivos de sedução e encantamento.

A cerâmica e o azulejo eram bastante utilizados.

Nas versões da idade média, as principais características eram de jardins em pequenas dimensões, sem ostentação e com destino à vida familiar.

A primavera dos jardins veio com o Renascimento, assim como em todas as manifestações artísticas, esta época houve uma renovação do pensamento, principalmente na Itália, França e Inglaterra.

Países que cultivam com naturalidade a cultura da jardinagem.

No Brasil, a mais antiga manifestação do paisagismo ocorreu na primeira metade do século XVII, em Pernambuco, por obra de Maurício de Nassau, durante a invasão holandesa, da qual restou uma grande quantidade de laranjeiras, tangerinas e limoeiros plantados e raros desenhos pouco nítidos de Frans Post.

Vista de Olinda, Frans Post

A história documentada do paisagismo iniciou-se com a chegada de Dom João VI em 1807, que destinou ao Jardim Botânico a vocação de fomentar espécies vegetais para a produção de carvão, matéria-prima para a fabricação de pólvora.

D. João VI - O Carioca

O paisagismo ganhou forças com os preparativos para o casamento de D. Pedro I com a arquiduquesa da Áustria.

A corte contratou os trabalhos do alemão Ludwig Riedel, arquiteto paisagista que ocupou as ruas do Rio de Janeiro no período de 1836 a 1860.

Em 1858, D. Pedro I contratou o engenheiro agrônomo Glaziov que, pela primeira vez, usou árvores floríferas no paisagismo.

Começava o uso de: sibipiruna, pau-ferro, cássias, paineira, jacarandá, suinã, cedro, embaúva, oiti, mirindiba, quaresmeira e ipês.

Hoje, no Brasil, percebemos uma grande mistura paisagística, não poderia ser diferente pela quantidade de imigrantes que formam este país.

Apesar dos cinzas dos centros urbanos, telhados verdes, hortas verticais, pequenos jardins em vasos, suculentas em janelas crescem silenciosamente.

Ao se apropriar de seu jardim, do tamanho que ele pode ser, com certeza, estará colaborando para um ambiente mais fresco, agradável e belo.

Nos países onde a arte é cultivada  os jardins públicos e privados também o são.

Jardim é arte, tradição e hábito.

Ao cultivar suas plantas existe um aprendizado profundo que oxigena a observação, alimenta a sutileza, banha a tranqüilidade e faz crescer o gosto pela beleza da vida.

Desde sempre.

Seu Éden depende de você.


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Majorelle Cap. 2, Jacques o filho pintor e seu Jardim em Marrakech

Verdadeiro símbolo da cidade de Marrakech, os Jardins de Majorelle encantam até um “leigo” em botânica e desinteressados em paisagismo.


Nada mais, nada menos que, a maior e mais importante coleção de plantas de sua era, que além de ter sido o atêlier/residência  de Jacques Majorelle entre 1947 e 1962, foi também a residência de veraneio de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé, a partir de 1980 restaurando todos os 12 acres do jardim até a criação da fundação que administra o museu até hoje.

Pudera, este oásis está listado entre os grandes jardins misteriosos do séc XX!

Jacques Majorelle, filho único de Louis Majorelle, grande mestre do movimento Art Nouveau, nasceu em Nancy em 1886, no meio desse rico círculo de artistas absurdamente fechado.

Assim respirou ARTE,  desde o berço.

 


Após ter estudado artes plásticas na École de Nancy e depois na Julian Academy em Paris, decidiu seguir a pintura como seu ofício.

 

O certo é que durante a sua  juventude, contraiu tuberculose e precisou se mudar para o sul onde o clima era mais quente e foi assim que descobriu sua paixão pelo oriente, começando pelo Egito, depois Espanha até encontrar seu lugar preferido no mundo: Marrocos!



 










Sem dúvida, desenvolveu uma paixão particular sobre o Mediterrâneo saindo fora das apresentações clássicas, encorajado pelo rápido tom do fauvismo, as formas simples, as origens.


 

 

 

De fato sua pintura foge completamente daquelas fantasias criadas pelo movimento Orientalista e na minha visão, o traço de Jacques Majorelle captura  uma luz Impressionista com um certo perfume Tiki, mostrando as nuances da vida diária.















Erudito, amante da estética dos Souks (feiras livres típicas), o pintor viajante, se sentiu atraído pelas tribos Berber e pela autenticidade das regiões do Atlas.

Em 1924, Jacques resolve morar na Medina de Marrakech, encontra o terreno perfeito nas bordas de Palm Groove e dá início ao que seria o grande feito de sua vida, um exótico jardim botânico que além de levar o sobrenome de sua família, seria o seu maior legado.

Evidente que um dos grandes destaques do paisagismo de Majorelle, são as palmeiras gigantescas, que mandou trazer do sul da Ásia, do leste da África, das Ilhas Canárias, da região da Mesopotânia e até da Califórnia.



Sem falar nos cactus, nas iucas, as vitórias-régias, o perfume dos jasmins, a encantadora floresta de Bambus que me faz mergulhar nos meus encantos pelo movimento Tiki, mais uma vez.

 

Digamos que a originalidade deste lugar, está na combinação de uma vegetação luxuosa e elementos de arquitetura alinhados com a sobriedade e estética tradicional marroquina.

E muito importante no conceito desse jardim, é a cor ícone usada: o Bleu Majorelle.

O poder desse tom de azul, dá um contraste único a  impressão de quietude e contemplação.



Pesquisei inclusive, a combinação exata de tons para chegarmos ao Bleu Majorelle, caso queiram pintar uma parede:

- Pantone 6050 (RGB)

- RVB (r 96, v 80, b 220)

- Triplet hexa: 6050 DC

- CMJN (c 56%, m64%, j 0%, N 14%)

- TSL (t 247*, s67%, l59%)

 


Reza a lenda que Yves Saint Laurent, que tinha um talento único para misturar cores, foi o responsável pelo tom de hoje, melhorando assim ainda mais a tonalidade de Monsieur Jacques Majorelle.

Modéstia a parte, eu também tenho um olhar para cores e estava pensando outro dia sobre a loucura dessa cor, quando tive um insight: “O Bleu Majorelle é a cor do pescoço do pavão!”

Houve um aspecto que achei fascinante e essencialmente chic enquanto pesquisava sobre  a fundação dos Jardins de Majorelle, o cuidado com as 15 espécies de pássaros LIVRES, exclusivamente encontrados naquela região no Norte da África.

Afinal de contas, um jardim jamais é completo sem os seus devidos passarinhos.





O trabalho de Jacques Majorelle também pode ser visto no famoso Hotel La Mamounia, que o pintor ajudou a decorar, assim como pintou posters de turismo para a cidade de Marrakesch.









Foi em 1962 que Jacques após sofrer um acidente de carro, retorna para a França e vem a falecer logo em seguida.

Nos anos 80, seu Legado paisagístico sofreu grandes deteriorações , até que o casal mais chic do mundo, Yves Saint Laurent e Pierre Bergé descubriram  esse oásis e o recuperaram por completo.

Na terceira parte destes posts, revelo deliciosos segredos da estadia destes últimos proprietários do Jardim Majorelle e sobre a criação da fundação e museu, não percam!



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