Pronto! Mamãezinha já foi longe demais mesmo com isso hoje! @hannariusaOlá, eu sou eu o Tigre denovo, venho por meio desta reclamar que Mamãezinha resolveu me torturar mesmo com essa troca de roupinhas! Disse que com este pullover @hannariusa posso ir estudar em Harvard! Já falei que não quero e não adianta mesmo!Alô? Boa tarde, meu nome é Tigre, sou o amor da minha Mamãe porém tô aqui muito #chatiado com isso. Mamãe me abandona na casa da Vovó pra viajar e volta com isso! Disse que eu tô chic de trench coat e gravatinha e que é pra ficar paradinho mesmo mesmo! Meu look #1 @hannariusa modas de Nova IorqueSo good to finally find my partner in crime from the punk rock years in the Lower East Side, Manolo!!! It's been 15 years at least, since I last saw him...! Love you #Mannie Garcia Miss our days...Spreading the word!Ma brotha from anotha motha @ricardoctavaresGoing to my town...Outra novidade babado para 2015  é a abertura do @la_central no Edifício Copan, restaurante de alta gastronomia mexicana, onde meu marido @ddonaire é um dos sócios! Em destaque meu arranjo floral do amor 💚! La Central abre oficialmente para o público dia 15 de dezembro! Nos vemos lá?2014 terminando com grandes alegrias e renovações, entre elas a abertura de LifeUnderZen do meu Brother Mór Jun Matsui, na Galeria do Rock! True style! Meus Ikebanas, Bonsais e arranjos do amor, direto do meu jardim, expostos e a venda lá, tá? Congrats e vida longa @junmatsui e @jlta !!!Another level flower arrangements @liajacinto & Ricardo wedding! Photo by @djfelipevenancio

                
       





















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TODAY’S SOUND: NICK DRAKE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Ele nunca teve o reconhecimento merecido em vida, mas depois de sua morte, virou um dos mais cultuados e lendários cantores de todos os tempos; estamos falando de Nick Drake.

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Nick nasceu na Birmânia, uma colônia inglesa, em 1948, filho de família rica, que os levaram a estudar nos melhores colégios.

A mãe de Nick, Molly, era música e ensinou piano ao seu filho logo cedo, despertando-lhe o interesse em realizar suas próprias composições.

Ele sempre foi uma pessoa introspectiva, tinha poucos amigos, mas isto não o impediu de se dedicar à música e até ensaiar nos pátios das escolas, como contam seus colegas.

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Ele aprendeu a tocar violão graças a um amigo da escola, já que a família considerava um instrumento de mau gosto, mas mesmo assim vivia treinando na escola.

Nick aprendeu também a tocar saxofone e clarinete, além de participar de alguns grupos musicais da escola.

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No final dos anos 60, depois de abandonar a Universidade de Cambridge, onde estudava literatura, ele se muda para Londres e lá conhece Robert Kirby, que viria a orquestrar os arranjos de corda dos seus primeiros discos, além de lhe apresentar aos artistas folks da época.

Nick também seria influenciado por Bob Dylan, Woody Guthrie, Donovan, Josh White, Phil Ochs, entre outros.

Enquanto se apresentava em cafés e bares em 1968, ele foi descoberto por Ashley Hutchings, do grupo folk Fairport Convention, para o qual abriu dois shows no Royal Albert Hall.

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Hutchings foi quem o apresentou a Joe Boyd, também produtor do Pink Floyd e Jimmi Hendrix, e que produziria seu primeiro disco.

Ao todo, Nick gravou três álbuns em sua curta carreira: “Five Leafs Left” (1969), “Bryter Layter” (1970) e ‘Pink Moon” (1972); álbuns estes hoje considerados clássicos definitivos da música folk e  muitos presentes em listas dos melhores de todos os tempos.

O primeiro álbum, com fortes elementos de música clássica, teve a participação de Richard Thompson (do Fairport Convention) e de Danny Thompson (do Pentangle) e suas gravações foram difíceis devido ao pouco tempo disponível de estúdio, bem como pelas discussões entre as diretrizes que o trabalho deveria ter. Houve muita tensão entre o produtor Boyd e Nick, que desejava um som mais orgânico como resultado final.

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O álbum infelizmente não teve um reconhecimento da crítica da época e isto decepcionou muito Nick. Um dos destaques é a música “River man” e “Cello Song”:

Além disso, Nick saiu em turnê por alguns bares e universidades, mas isto não funcionou com o estilo introspectivo das músicas dele, ele não olhava para a público, as pessoas não paravam de falar e a frequência era pequena, o que o fez desistir de fazer shows.

No segundo álbum, Nick, com a ajuda de Boyd, fez um disco com elementos de jazz e um pouco mais alegre, mais pop e comercial, mas mesmo assim, o álbum vendeu apenas três mil cópias. Entre as participações no disco está John Cale (do Velvet Underground) que toca celesta, piano e orgão na música “Northern Sky”:

Outro destaque do álbum é “One of these things first”:

Nick não queria ser uma estrela da música pop, mas ele sentia que poderia fazer as pessoas se sentirem melhor, sua música é ao mesmo tempo mágica e frágil.

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Depois do fracasso do segundo disco, Nick se isolou mais ainda, evitando procurar os amigos e a família e entrou em um estado de depressão

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Seu último disco talvez seja o mais pessoal, é cru nos arranjos, tem poucos instrumentos, somente com Nick ao violão e as canções são curtas e melancólicas. A faixa título, “Pink Moon”, já nos dá uma amostra:

Depois de mais um desapontamento nas vendas, Nick abandona Londres e volta a morar com os pais. Neste período, Nick está cada vez mais depressivo, os pais dele querem que ele procure ajuda psiquiátrica e se considera um fracassado afirmando que já havia falhado em todas as suas tentativas.

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Neste meio tempo, Nick compõe mais quatro canções de um novo álbum que nunca chegou a acontecer e que depois foi lançada em um box de seus trabalhos e em compilações.

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Num certo dia, em 1974, Nick chega tarde à casa dos pais, não consegue dormir e toma remédios para a depressão. Estes remédios acabam sendo uma dose fatal e Nick é encontrado morto na manhã seguinte.

Até hoje, um mistério cerca a sua morte, cogita-se suicídio, mas nunca saberemos o que realmente aconteceu.

O mais triste é que Nick era um gênio e não teve o reconhecimento de seu trabalho em vida.

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Hoje em dia, sua música é utilizada na trilha de filmes e séries, vários artistas como Robert Smith (do Cure), Paul Weller, Peter Buck (do R.E.M.) e até mesmo atores como Brad Pitt se declaram seus fãs incondicionais.

No final dos anos 90 foram produzidos dois documentários á seu respeito, um deles está disponível no youtube e chama-se “A skin too few: the days of Nick Drake” e merece ser visto para entendermos melhor o legado deste grande artista.

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TODAY’S SOUND: BOARDWALK EMPIRE POR ARTHUR MENDES ROCHA

“Boardwalk Empire” se passa na “proihbition era”, aqui chamada de “lei seca”, época em que a bebida alcoólica era ilegal, os gangsteres dominavam o pedaço, as dançarinas de charleston bombavam e Nucky Thompson reinava soberano em Atlantic City.

Nucky é vivido pelo ator Steven Buscemi, mais conhecido por filmes dos irmãos Cohen como “Fargo” e “Big Lebowski” e que aqui é o corrupto homem do tesouro da cidade, mandando e desmandando na cidade, apoiando políticos, se jogando no mundo do crime, mas sem levantar suspeitas.

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A série teve seu primeiro episódio veiculado em setembro de 2010 pela HBO com direção de Martin Scorcese, também um dos produtores, juntamente com Mark Wahlberg.

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O enfoque da série é de uma superprodução que procura para levar ao telespectador um espetáculo de primeira, a começar pela construção de uma “boardwalk”, ou seja, um calçadão, na beira do oceano, onde está localizada Atlantic City, cidade mais conhecida pela jogatina e contrabandos. Abaixo um pouco do making of do “boardwalk”:

Por sinal, muitas cenas importantes acontecem no pier, onde fica localizado o hotel Ritz Carlton, onde Nucky manda e desmanda, alugando quase um andar inteiro onde se localiza seu escritório.

O episódio piloto teve um budget de “apenas” dezoito milhões de dólares e a audiência chegou a quase cinco milhões de telespectadores.

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A época é a década de 20, a jazz age, e na série sempre está rolando um show, com muita música da época e até alguns personagens reais como Al Capone, Lucky Luciano (ambos em suas versões jovens), Eddie Cantor, entre outros, que acabam tendo alguma ligação com Nucky.

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Apesar de manter casos com várias mulheres, Nucky apaixona-se por Margareth (Kelly Macdonald), uma mulher simples e cujo marido ele trata de eliminar para ficar com ela.

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Outro personagem importante é Jimmy Darmody (Michael Pitt), o protegido de Nuck e que na verdade é filho de uma dona de bordel (Gretchen Moll) com um poderoso magnata (Dabney Coleman).

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Jimmy está sempre na indecisão se deve ou não apoiar Nucky, que o trata como um filho, mas ao mesmo tempo exige dele todo tipo de serviço sujo, o que vai estremecendo seu relacionamento.

A série tem muitos personagens, é preciso uma super atenção para não se perder, pois entram e saem muitos personagens.

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“Boardwalk Empire” foi criada por Terence Winter, também produtor executivo e um dos roteiristas de “The Sopranos”, uma das melhores séries de todos os tempos e responsável pelo reconhecimento das séries como um veículo de importância para diretores, produtores, atores e técnicos.

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Atualmente a série está em sua quarta temporada, que deve estrear em setembro, abaixo um novo teaser que foi há pouco divulgado.

Nucky é um manipulador, ele joga com tudo e todos para conseguir seus objetivos: aos olhos da sociedade ele é um santo, um homem de respeito, já nos bastidores ele é frio e calculista, se envolve direto no contrabando de bebidas, fazendo aliança com gangsteres poderosos ds época, bem como figuras importantes da sociedade.

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Mesmo assim, os agentes federais começam a colocar mais vigilância nas atividades ilegais de Nucky, investigando algumas de suas ações.

A direção de arte é soberba, detalhista ao extremo, seja nos figurinos de época, cabelos, maquiagens, acessórios, além, é claro, do design de produção, os cenários exuberantes, a perfeita reconstituição de época enfim, é uma produção de alto padrão estético, onde cada detalhe é importante. Abaixo um pouco dos bastidores de “Boardwalk Empire” com depoimentos de Scorcese, Buscemi, Pitt, entre outros:

Os roteiros também são muito bons, mostram no começo um Nucky que vai subindo de poder e posição, até nas temporadas seguintes vai perdendo um pouco disto tudo, tendo que batalhar para se manter no topo.

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Ainda sobre o elenco, merecem destaque atores personagens fundamentais como: Michael Shannon, excelente ator que fez “O Abrigo” e que vai estar no novo Superman como o vilão; Jack Huston, o neto de John Huston e sobrinho de Anjelica, que vive um dos personagens que mais gosto, Richard, o amigo de Jimmy que ficou desfigurado na guerra e tem um rosto falso (foto abaixo), que parece uma máscara; Paz de La Huerta, a atrido filme “Entre the void” e que fez as primeiras temporadas até se desentender com os produtores, não tendo seu contrato renovado, Michael K. Williams, ator famoso pelo papel de Omar na incrível série “The Wire’ e que entra na segunda temporada como um poderoso afro-americano que se une a Nucky, entre outros.

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Além disso, vários atores já fizeram participações especiais como William Forsythe (de “Dick Tracy”), James Cromwell (de seriados como “Six Feet Under” e “American Horror Story-Asylum”), Bobby Cannavale, que arrebentou na terceira temporada.

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A música também tem presença importante em Boardwalk, seja pelo tema de abertura “Straight up and down” do Brian Jonestown Massacre, bem como por sempre ter muita música da época ao fundo e nos créditos finais.

Outro dois integrantes da equipe de “The Sopranos” também estão em “Boardwalk Empire”como Tim Van Patten, diretor, e Lawrence Konner, co-produtor executivo.

O seriado teve uma ótima recepção da crítica desde o início, além de já ter levado alguns prêmios como o Emmy, o Globo de Ouro para Buscemi, além de um SAG para todo o elenco, bem como doze Emmys variados nas categorais técnicas, bem como o Globo de melhor série dramática.

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Na nova temporada, estarão presentes alguns ótimos atores em novos papéis como Patricia Arquette (a irmã de Rosana, atriz do seriado “Medium”), Jeffrey Wright (ator da minissérie “Angels in America” e do filme “Basquiat”), Dominick Lombardozzi (de “The Wire”), entre outros.

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Vamos nos preparar para mais um capítulo da vida de Nucky e todo o contrabando de bebidas, jogos e manipulações de “Boardwalk Empire”.

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Today’s Sound: Stevie Wonder por Arthur Mendes Rocha

Stevie Wonder não deixou que sua cegueira atrapalhasse sua brilhante carreira musical, nos emocionando com sua música que tem acima de tudo muito soul.

Stevie nasceu de parto prematuro e isto foi uma das principais causas de sua cegueira.

Desde cedo, ele demonstrou interesse na música, cantando em corais de igrejas e aprendendo a tocar instrumentos como piano, gaita, bateria e baixo.


Ele foi apresentado ao presidente da Motown, Berry Gordy, como Little Stevie Wonder, já que tinha apenas 11 anos de idade e Gordy logo se impressionou com o talento do menino.

Ele assina com a Motown e grava dois discos de pequeno sucesso.

Mas foi aos 13 anos, ao lançar o single “Fingertips  (Part 2)” que ele estoura nas paradas de sucesso, bem como com “Uptight (Everything’s alright”):

Nos anos seguintes, já assinando somente como Stevie Wonder, ele compõe sucessos para outros artistas da Motown, além de lançar canções como “For Once in my life”

No início dos anos 70, ao renovar o contrato com a Motown, Stevie consegue o sonho de todo artista: o controle artístico sobre seu trabalho e os direitos sob todas as canções, além de royalties mais altos.

Ele vivia seu ápice criativo, lançando discos que se tornariam ícones como “Talking Book” que originou o hit “Superstition”, música que fez o crossover com as rádios de rock, que passaram a tocar suas músicas. No vídeo abaixo ele interpreta a canção no programa Soul Train:

Os hits vão chegando com tudo como “My cherie amour”, ‘You are the sunshine of my life”, “Signed, sealed, delivered (I’m yours)” (na versão abaixo ele canta com Beyoncé):

Sua canções ficam mais politizadas, como mostrava seu álbum “Innervisions”, um de seus melhores trabalhos, no qual se destacava “Living for the city”, lhe dando três Grammys incluindo álbum do ano:

Para coroar este momento incrível de sua carreira, Stevie lança mais um grande álbum “Songs in the key of life”, álbum que já foi direto para o primeiro lugar e que continha os hits “I wish”, “Sir Duke”, ‘As” e “Isn’t she lovely”, entre outros.

Nos anos 80, Stevie vive um dos seus melhores momentos comerciais, já que colhe os louros dos álbuns que lançou, participando de shows beneficentes, ações de caridade, colaborações com artistas de sucessos e aumento nas vendas de seus discos.

Ele lança novos trabalhos como “Happy Birthday”, “Master Blaster (Jammin’)”, “Do I do”, “That girl”, “Ribbon in the Sky”, “Ebony and Ivory” (no vídeo abaixo com Paul McCartney na Casa Branca em 2010):

Em 1983, ele faz a trilha de “A dama de vermelho” que origina o hit que lhe renderia o Oscar de melhor canção: “I Just called to say I love you”.

Nos anos 90, ele lança bem menos coisas, mas um de seus bons trabalhos foi a trilha do filme “Jungle fever” de Spike Lee.


Nos anos 2000, Stevie continua fazendo shows e turnês mundo a fora, tendo se apresentado no ano passado no Rock in Rio para um público de mais de onze mil pessoas, que cantaram junto com ele em alguns momentos como quando ele homenageou a música brasileira (que tanto adora) interpretando “Garota de Ipanema” e “Você abusou”:

Stevie é influência para muitos músicos, desde o pop, passando pelo rap, rock, R&B, jazz, música eletrônica e muitos outros.

Ele detém o recorde de artista masculino que mais venceu Grammys, tendo conquistado 25 Grammys no total em sua carreira.

Stevie está aí há mais de quatro décadas, sempre na ativa, é um artista completo, cantando, tocando e compondo divinamente, dono de um ritmo e uma musicalidade jamais igualada. Ele é um retrato vivo do que a música negra é capaz, seja no soul, R&B, funk, disco ou hip-hop.

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