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Karl Lagerfeld – Japa Girl












































































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Posts Tagged ‘Karl Lagerfeld’

TODAY’S SOUND: WALLIS FRANKEN POR ARTHUR MENDES ROCHA

E a excêntrica/fashion de hoje infelizmente já nos deixou, mas ela foi símbolo de estilo e bom-gosto, foi modelo das mais disputadas, além de musa de alguns estilistas: ela é Wallis Franken.

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Wallis foi das figuras mais incensadas do mundo fashion, era a musa de Claude Montana, com quem se casou em uma união bastante controversa, já que seus amigos eram contra e Montana, como todos sabem, é gay.

Além disso, Montana era bastante possessivo e ciumento, e muitos dizem que a abusava fisicamente, inclusive a própria família de Wallis.

Wallis em início de carreira.

Wallis em início de carreira.

Sua família era bem de vida, pois seu pai era filho do dono de uma cadeia de lojas, a Lee Franken Inc.

Ela começou sua carreira de modelo cedo, aos dezesseis anos, ao assinar com Eillen Ford, a toda poderosa dona da Ford Models.

Wallis logo cai nas graças dos fotógrafos e estilistas americanos, sendo que nesta época ela usava seus cabelos compridos.

Foi por volta do final dos anos 60 que ela decide cortar o cabelo, adotando o bowl look de Vidal Sassoon, considerado um corte extremamente moderno para a época.

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Wallis era linda, cheia de vida, suas fotos deste período mostra bem isso e aos poucos ela vai adquirindo uma aura de uma modelo de muita personalidade.

Assim, ela começa a fazer mais trabalhos na Europa que nos EUA, onde a mentalidade era mais careta.

Duas de suas modelos amigas eram Anjelica Huston (que virou excelente atriz e vencedora de Oscar) e Tracy Weed (com a qual protagonizou vários editoriais em dupla).

Wallis com Anjelica Huston (à esquerda).

Wallis com Anjelica Huston (à esquerda).

Wallis (à direita) com Tracy Weed

Wallis (à direita) com Tracy Weed

Ao chegar em Paris, Wallis se apaixona pela cidade luz e resolve morar por lá, seus pais acabam concordando, já que sua mãe sabia o que era ser modelo, pois já havia sido modelo de desfiles fechados.

Isto era por volta dos anos 70 e foi neste período que ela frequenta nightclubs como o Régine’s. A própria Régine fazia questão da presença de Wallis em suas festas, pois ela atraía ainda mais o público masculino para sua boate.

Wallis em foto de Guy Bourdin nos anos 70.

Wallis em foto de Guy Bourdin nos anos 70.

Wallis era uma das it-girls da época, cheia de estilo e glamour, ela era a típica 70’s party girl – adorava dançar – e mesmo assim trabalhava sem parar, todos queriam contratá-la para editoriais, fotos, desfiles – ela era praticamente uma supermodelo antes do termo ser inventado.

No início dos anos 70, ela se apaixona pelo piloto de Fórmula 3, Phillipe de Hennning e com ele vira vegetariana e adota um estilo de vida hippie. Ele tem três filhas com ele, sendo que uma delas vem a falecer ainda bebê.

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Wallis no auge de sua beleza e juventude.

Foi neste período que Wallis enfrenta a depressão com a perda da filha, mas o trabalho segue e ela até esteve no Brasil fotografando com sua amiga Weed.

Sua vida irá dar uma guinada ao conhecer Claude Montana, em 1976, o então novo estilista que vinha despontando em Paris, trabalhando couro e proporções inusitadas para a época além de trazer para as passarelas o look gay S&M que ele tanto admirava de seus amigos leather boys.

Walis em campanha da Chanel fotografada por Karl Lagerfeld.

Walis em campanha da Chanel fotografada por Karl Lagerfeld.

Todos os estilistas franceses queriam trabalhar com Wallis e ela acaba fazendo 21 desfiles em 21 dias.

Wallis fica fascinada por Montana e ele por ela, mas este relacionamento definitivamente não fará bem a ela, mesmo assim, ele a transforma em sua musa inspiradora, especialmente por seu look magro, meio masculino e de cabelos curtos lembrando Louise Brooks.

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Na verdade, mesmo sabendo de sua homossexualidade, ela sempre teve a esperança que isto passaria e que ele ficaria totalmente dedicado a ela.

Nesta fase, ela vai usando cada vez mais cocaína e frequentando a noite parisiense, isto por volta de 1980, quando ela resolve abandonar a vida de modelo.

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Uma de suas atividades fora das passarelas e fotos foi como cantora, onde ela teve um pequeno hit, em 1984, com a versão francesa para “Foreign Affair” de Mike Oldfield, que passou a se intitular “Étrange Affaire”, mas o sucesso só durou apenas este single.

Abaixo o clipe da música, todo produzido em P&B:

Porém, este período em termos financeiros é um verdadeiro desastre na vida de Wallis, já que Montana não a oferecia um trabalho e nem a deixava trabalhar para outro estilista.

Nos anos 90, ela teve um revival em sua carreira, graças a Steven Meisel, o fotógrafo que praticamente criou o culto às supermodels e que a fotografou para a capa da Vogue Italia, além de editoriais.

Wallis na capa da Voguie Italia por Steven Meisel.

Wallis na capa da Voguie Italia por Steven Meisel.

 

Wallis (3a da esq. para a direita) em editorial clicado por Meisel.

Wallis (3a da esq. para a direita) em editorial clicado por Meisel.

Além disso, ela também fez participação especial como uma porteira (ao estilo Charlotte Rampling em “The Night Porter’) no vídeo de ‘Justify my love” de Madonna, sob a direção de Jean-Baptiste Mondino.

Cena do clipe de "Jutify my love" de Madonna, tendo Wallis numa cena com Tony Ward.

Cena do clipe de “Justify my love” de Madonna, tendo Wallis numa cena com Tony Ward.

Ela e Montana finalmente casam em 1993, numa badalada cerimônia que sacudiu o mundo fashion da época, já que aconteceu no meio dos desfiles de alta-costura daquele ano.

Wallis com Montana no dia de seu casamento.

Wallis com Montana no dia de seu casamento.

Agora ela passava a assinar como Wallis Franken Montana.

Wallis voltava a ser celebrada pelo mundo da moda, como neste editorial fotografado por Karl Lagerfeld, com ela no papel de outra Wallis: Wallis Simpson, a Duquesa de Windsor.

Wallis como a Duquesa de Windsor em editorial clicado por Karl Lagerfeld.

Wallis como a Duquesa de Windsor em editorial clicado por Karl Lagerfeld.

Porém, mesmo morando como marido e mulher, o relacionamento dos dois acaba sendo um desastre, o gênio de Montana era bem difícil de conviver, Wallis tinha uma devoção exagerada em relação a ele, deixava que este a escravizasse e muitos amigos e familiares afirmam que ele a deixou psicologicamente debilitada.

Seja qual for a verdade, Wallis não aguentou a barra e se suicidou em 1996, para o choque geral de todos os ligados em moda e que a conheciam bem.

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A polícia que encontrou seu corpo nos fundos do apartamento deles em Paris (ela havia se atirado pela janela) concluiu a investigação como suicídio, mas nunca saberemos os reais motivos desta morte e o porque Wallis teria tirado sua própria vida.

 

 

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TODAY’S SOUND: TINA CHOW POR ARTHUR MENDES ROCHA

Tina Chow foi uma trend-setter, uma mulher que tudo que usava virava moda, tinha a admiração por onde circulava, seja Londres-Paris-NY-Los Angeles-Tóquio; com seu tipo oriental, cabelos curtíssimos, pele alva, além de desenhar joias que viraram objetos de desejo.

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Tina nasceu em Ohio, seu nome verdadeiro era Bettina Lutz, seu pai era americano e a mãe japonesa, daí a mistura de raças que ajudou, e muito, no seu tipo físico único.

Seus pais tinham uma loja especializada em bambus, chamada Bamboo Store e esta paixão por estes materiais influenciarão nos designs de Tina anos depois.

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Quando seus pais mudam para o Japão, ela começa a frequentar a Universidade de Sofia, junto com sua irmã Adele Lutz (que viria se tornar a esposa de David Byrne) e lá as duas são descobertas por um agente de modelos e logo, ela faz campanhas para a Shiseido.

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Em 1970, ela é descoberta por Antonio Lopez (olha ele aí novamente), que se impressiona com seu visual e vira uma de suas musas, fotografando-a constantemente.

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No início dos 70, ela conhece Michael Chow, o poderoso dono dos restaurantes Mr. Chow e casa-se com ele em 1972, mudando-se para NY.

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Seu estilo especial de se vestir, misturando peças masculinas e femininas, peças caras com mais baratas, seu tipo andrógino, os cabelos curtíssimos, tudo isto contribui para Tina virar uma sensação no mundo fashion, fotografando com Helmut Newton, Cecil Beaton, Arthur Elgort, entre outros.

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Não demorou muito para ela chamar a atenção de Andy Warhol, que a pintou, além de modelar para Karl Lagerfeld, Yves Saint Laurent, Manolo Blahnik (que inclusive é padrinho de sua filha), Armani, Miyake, entre outros.

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Lagerfeld a cita como a criadora do ‘Minimal Chic”, pelo seu estilo simples e elegante ao mesmo tempo, ela era fervorosa admiradora de moda, colecionando modelos vintage de Balenciaga, Poiret, Chanel e Fortuny Haute Couture (peças essas que fora leiloadas pela Christie’s, após sua morte).

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Tina começa a servir de hostess para os restaurantes do marido, circulando entre NY, Londres, Paris, Tóquio, Los Angeles, e atraindo celebridades, o mundo das artes plásticas, tudo convergia em torno da magnética figura de Tina.

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Além disso, o casal chama a atenção pelo estilo de suas residências, com coleções de móveis e objetos art deco e um bom gosto que atrai revistas de moda e decoração que procuram registrar tudo em seus exemplares.

Seu casamento lhe dá dois filhos: China, hoje atriz, e Maxmillian.

No início dos anos 80, Tina começa a se dedicar ao design de jóias, atividade que desempenha muito bem, realizando uma bela pesquisa de materiais tais como cristais, cujo aprendizado no manuseio destas, ela havia aprendido no Japão.

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As coleções de joias de Tina são vendidas na Bergdorf Goodman, além de fazerem parte do desfile de uma das coleções da Calvin Klein.

Porém o casamento de Tina não vai bem e em 1987, eles se separam, tendo brigas no momento de dividirem os bens.

Nos anos 80, o estilo de Tina é cada vez mais celebrado, sejam em revistas como Vogue, que a considera um dos símbolos da década, bem como a Vanity Fair, que a denomina uma das mais bem-vestidas do mundo.

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Tina era amiga de Warhol, Bianca Jagger, Basquiat, Keith Harring, de todas as celebridades da época, tinha livre entrada nos mais diferentes meios sociais.

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Após a separação, ela se envolve rapidamente com o ator Richard Gere, que lhe apresentou aos ensinamentos do Dalai Lama e resolve optar por uma vida mais simples, se mudando para a Califórnia.

No final da década de 80, Tina começa a demonstrar sinais de fraqueza e se torna público que ela era HIV positiva.

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Ela, que já havia perdido vários amigos com a doença, se torna um dos símbolos do combate a Aids, fazendo doações e contribuindo de todas as maneiras possíveis.

Além de um ícone de elegância e estilo, Tina era uma talentosa designer, suas jóias e acessórios eram um sucesso, misturando estilos do Oriente com elementos pop; ela também havia começado a desenhar móveis e a esculpir, pena que a doença não deixou que ela produzisse mais.

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Tina veio a falecer em 1992, aos 41 anos, de complicações causadas pela Aids; o mundo perdia mais uma figura especial para esta doença fatal.

Mas, mesmo após sua morte, homenagens continuaram a serem feitas, ela foi a capa da revista New York, que publicou sua foto com a legenda: “Lost Angel”.

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TODAY’S SOUND: CAT POWER POR ARTHUR MENDES ROCHA

Cat Power é o nome artístico de Chan Marshall, a cultuada cantora e compositora que fez este ano shows no país e que já gravou nove álbuns, todos eles ótimos trabalhos onde ela mistura folk, blues, soul, pop com elaboradas letras, de uma musicalidade ímpar, tornando-a uma das grandes cantoras surgidas da cena indie dos anos 90.

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Ela é uma intérprete intensa, sente sua música, acredita no que canta e não tem medo de se mostrar, sejam em músicas mais animadas ou introspectivas; se não estiver feliz com o andamento de uma canção, pode simplesmente abandonar o palco na metade desta.

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Cat Power também ataca de modelo, com fotos e editoriais para Karl Lagerfeld, Heidi Slimane, Mario Sorrenti, Ines & Vinoodh Matadin, comerciais como GAP; ela tem seu estilo próprio, admirada por vários estilistas como Marc Jacobs e Nicolas Ghesquière (ex-Balenciaga).

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Em seu passado, ela teve uma ligação forte com a moda, pois chegou a morar numa comunidade hippie com a mãe onde conheceu Patrick Kelly, um dos grandes estilistas dos anos 80 (ele faleceu em 1990) e do qual aprendeu muito no seu jeito de misturar peças e tendências.

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Marshall nasceu em Atlanta, nos EUA, mas seus pais logo se divorciaram e desde cedo trocou muito de casas e foi se acostumando com a constante troca de endereço, o que a preparou para cair na estrada, depois que virou artista.

Ela também morou com o pai (que tinha uma banda de blues), com o avô em uma fazenda e depois em vários locais diferentes.

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Desde cedo, teve contato com a música com discos de Buddy Holly, Billie Holiday, Ottis Redding, Stones, além de assistir a um show de Bob Dylan, o que a influenciou bastante aos 15 anos, e também ter contato com o punk rock no colégio.

Sua primeira guitarra foi uma Silvertone, dos anos 50, a qual aprendeu a tocar aos 19 anos.

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Ao sair de casa, ela, que já conhecia vários artistas, se junta a um grupo de músicos e fazem alguns shows; neste início Cat Power nem pensava na carreira artística, ela queria mesmo é ter uma vida social, se divertir, beber e se drogar com os amigos.

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Ela chegou a ter problemas com alcoolismo e depois acabou largando o vício, coisa que a deprimia e tirava seu equilíbrio, chegando a cancelar turnês por isto.

O nome da banda passou a ser Cat Power totalmente por acaso, ao ela avistar alguém usando um boné escrito “Cat Diesel Power” e tirar daí a inspiração do nome.

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Aos 20 anos, em 1992, ela se muda para New York onde conhece o coletivo ABC No Rio, grupo de performances pós punk e com os quais faz suas primeiras apresentações.

Além disso, ela abre shows do Man or Astroman, até conhecer a banda de rock experimental God is my co-pilot que lança pelo seu próprio selo o primeiro single dela: “Highlights”.

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Mas é somente em 1994, ao abrir os shows de Liz Phair, outra roqueira ao estilo de Cat Power, que ela chama a atenção dos músicos Steve Shelley (baterista do Sonic Youth) e Tim Foljahn (Two Dollar Guitar) que a convencem a gravar suas canções em disco.

Simultaneamente, ela grava dois álbuns: ‘Dear Sir” e “Myra Lee”, lançados em 1995 e 1996 respectivamente, e por selos independentes, discos mais crus, mais lo-fi, mesmo assim com letras muito densas.

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Em 1996, Marshall assina com o selo Matador, um dos grandes selos dos anos 90, e no qual lança o álbum “What the community think”, produzido por Shelley e tendo sua participação e de Foljahn como músicos convidados.

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Um dos pontos altos era a música “Nude as the news”, mostrando uma cantora bem mais madura e focada do que nos primeiros discos:

Dois anos depois ela lança o segundo trabalho, “Moon Pix”, álbum este que ela grava na Austrália com a participação de músicos como Mick Turner e Jim White, ambos da banda Dirty Three.

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Neste trabalho, ela conquista a crítica, que a considera mais calorosa, reflexiva, e sua música com mais alma como mostra em ‘Cross Bones Style” e “You may know him” (junto com um cover de “Sea of Love”):

Agora sim, Cat Power já deixava de ser uma cantora underground e transformava-se em uma nova musa indie, fazendo turnês e conquistando a todos com sua música.

Em 1999, cansada de turnês, ela apresenta o acompanhamento musical para o filme mudo “A Paixão de Joana D’Arc”, de Carl Dreyer, combinando material próprio com covers, como vemos no vídeo abaixo onde ela interpreta ‘Kingsport Town”:

Falando em covers, seu trabalho seguinte seria justamente um disco de novas versões de músicas conhecidas intitulado “The Covers Record”. Abaixo sua versão para “I can’t get no (Satisfaction)” dos Stones.

O disco era composto de canções gravadas por Cat Power entre 1996 e 1998 e que haviam ficado de fora de alguns discos, algumas delas gravadas no estúdio de John Peel e transmitido pela BBC Radio 1.

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Em 2003, ela lança um novo álbum de inéditas “You are free” com a participação de Eddie Vedder (Pearl Jam), Dave Grohl (Nirvana e Foo Fighters) e Warren Ellis (Nick Cave & Bad Seeds), entre outros.

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Das 40 canções gravadas, apenas 14 são escolhidas para o disco, entre elas ‘He War”:

Em 2004, ela grava um trabalho experimental, ‘Speaking for trees: a film by Mark Borthwick’, que nada mais é do que ela cantando numa floresta em um mesmo plano, com o barulho de pássaros e abelhas:

Seu próximo disco é “The Greatest”, um de seus grandes sucessos, gravado inteiramente em Memphis, com alguns músicos veteranos da soul music de lá e com um som mais acessível, indo direto para o 34º lugar da Billboard.

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O álbum é uma homenagem ao soul e pop sulista que ela escutava quando era adolescente e a música título foi incluída na trilha de “My Blueberry Nights” (de Wong Kar-Wai, no qual ela faz uma pequena participação) e ‘Ricky “ (de François Ozon):

Também merece destaque a música ‘Living in bars”:

Para divulgar o novo trabalho, ela viaja para vários lugares, incluindo o Brasil, onde substituiu a cantora Feist no Tim Festival de 2007. Abaixo um vídeo onde ela reclama do primeiro show que fez em SP (o qual não lhe agradou), acende um cigarro na plateia e imita Piaf:

Antes, ela é considerada uma pessoa difícil nos shows, pois geralmente pedia silêncio à plateia, bem como encurtava suas apresentações, mas isto era causado mais por seus problemas com o álcool.

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Também em 2007, ela canta no desfile de alta-costura da Chanel, conforme vídeo abaixo:

Em 2008, ela lança outro álbum de covers, desta vez intitulado “Jukebox”, gravado com a banda que ela viaja, a Dirty Delta Blues Band, que inclui Jim White (The Dirty Three), Judah Bauer (Jon Spencer Blues Explosion), Matt Sweeney (Chavez), Gregg Foreman (Delta 72) e Erik Paparazzi (Lizard Music).

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Entre as canções que regrava estão ‘New York, New York” (famosa na voz de Liza Minelli e Sinatra), “Blue (de Joni Mitchell) e ‘Woman left lonely” (famosa através de Janis Joplin), entre outras.

Ela também já colaborou em projetos de vários artistas, seja em tributos ou em álbuns como convidada, ela já cantou com Yoko Ono, Karen Elson, Beck, Marianne Faithful, entre outros.

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Depois deste disco, Cat Power fica um tempo sem gravar e acaba cancelando algumas apresentações, como em Tel Aviv, por se achar confusa.

Neste período, ela se envolveu com o ator Giovani Ribisi (de “Avatar’, “60 Segundos”) e cuidou da filha dele (de uma relação anterior) e este, logo que terminou com ela, acabou se casando com a top model Agyness Deyn.

Seu último disco, ‘Sun”, foi lançado no ano passado (quatro anos depois do anterior), muito bem recebido pelo público e crítica, indo para o top 10 da parada americana e onde Cat Power inclui influências eletrônicas.

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Uma das faixas mais bacanas é “Cherokee” (no clipe abaixo) e também “Nothin but time” (com a participação de Iggy Pop, mas aqui num show sem ele):

Cat Power está com um look bem diferente neste último trabalho; ela está loira, de cabelos curtos, bem diferente daquele seu visual mais magrinha, de cabelos compridos e franjinha e que tanto agradou à Lagerfeld. O último vídeo do disco é “Manhattan”, onde ela vaga pelas ruas de NY:

Mesmo assim, ela continua com um estilo interessante, sendo que seu figurino é todo da marca sueca ACNE.

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Porém antes de sair em turnê com ‘Sun’, ela acabou tendo um problema de saúde, um angioedema, que a deixou toda inchada, causada por estresse e problemas familiares.

Este ano, ela conseguiu vencer os problemas e se apresentou em maio com shows em SP, Rio e Recife e quem pode vê-la, só falou bem de sua performance.

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Agora só esperamos que Cat Power não fique mais tanto tempo sem gravar um álbum de inéditas.

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