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Posts Tagged ‘Las Vegas’

Today’s Sound: Marlene Dietrich por Arthur Mendes Rocha

Marlene Dietrich sempre esteve rodeada de polêmicas: era admirada pelos nazistas, bissexual, exigente ao extremo, mas uma coisa não pode se negar, ela foi uma das maiores atrizes do cinema, dona de uma personalidade única, de um estilo inconfundível e também tinha o dom de cantar.

Nascida na Alemanha, Marlene começou a sua carreira atuando no teatro, pois havia se formado em artes cênicas, até ser descoberta pelo diretor austríaco Joseph Von Sternberg que a convidou a estrear em “O Anjo Azul” (The Blue Angel). No filme ela faz o papel de Lola-Lola, uma cantora de cabaré que enlouquece um professor e dona da cruzada de pernas mais sensual do cinema (muito antes de Sharon Stone), tornando-a um mito da noite para o dia:

Na década de 30 ela atua em vários filmes de Sternberg  como  “O expresso de Shangai”, “A Vênus loira”, entre outros. Neste último ela canta vestida com uma roupa de gorila, cena esta que ficou famosa na época:

Na década de 40, ela vai para Hollywood onde trabalha com vários diretores importantes como Hitchcock (“Pavor nos bastidores”), Fritz Lang (“O Diabo feito mulher”), Orson Welles (“A marca da maldade”), Billy Wilder (“A Mundana”), entre outros.


Dietrich era admirada pelos nazistas, mas nunca foi simpatizante de Hitler, tendo recusado o convite deste para estrear em filmes pró-nazistas, o que foi considerado um desrespeito com a pátria alemã e ela acaba se naturalizando cidadã americana para poder seguir com sua carreira.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Dietrich resolve entreter as tropas que estão no campo de batalha, cantando para eles músicas como “Lili Marlene”, “Falling in love again”, “Boys in the backroom” e a partir daí dedica-se também a sua carreira musical.

Além de cantar em seus filmes, ela participou de vários concertos ao redor do mundo, a partir do final dos anos 50, apresentando-se nas melhores casas de espetáculos como o Sahara Hotel em Las Vegas e com ótima aceitação do público e de seus fãs. Ela até chegou a se apresentar no Brasil, no teatro da Record em São Paulo e no Golden Room do Copacabana Palace no Rio, em 1959, tendo como partner o famoso compositor Burt Bacharach, em início de carreira.

Uma das histórias interessantes a seu respeito é que ela conhecia tão bem a melhor luz que a iluminava nos filmes, que chegava a dar as diretrizes para os diretores de fotografia sobre o melhor posicionamento dos spots e no melhor ângulo para fotografá-la.

Dietrich tinha uma preocupação absurda com o estilo, ela sempre está impecável em seus filmes, com um figurino arrasador, feito pelos melhores figurinistas da época e com cabelo e maquiagem de acordo. Ela inclusive foi uma das primeiras mulheres a fazer uso do estilo andrógino, ela adorava vestir ternos masculinos como no filme “Marrocos’, onde ela aparece de smoking e também beija uma mulher, causando escândalo e boatos sobre sua sexualidade.

Em 1984, seu amigo Maximilian Schell realizou um ótimo documentário a seu respeito chamado ‘Marlene”, no qual ela recusou-se a ser filmada e somente concordou em que fosse utilizado o áudio de sua voz.

Dietrich cantava em alemão, inglês e francês e suas apresentações como cantora viraram discos, compilações que até hoje são reeditadas com sucesso. Aqui ela canta “La Vie em Rose”, famosa na voz de sua grande amiga Edith Piaf, no Café de Paris em Londres, em 1972:

Dietrich fez seu último filme em 1978, “Apenas um Gigolô” (ao lado de David Bowie), e optou por uma vida reclusa em Paris, aonde veio a falecer em 1992.

Dietrich era a encarnação do glamour de uma grande estrela, chique, elegante, extremamente preocupada com sua imagem, até hoje ela é referência indispensável seja no cinema, na música e na moda; artistas como Madonna e estilistas como Yves Saint Laurent a reverenciam. Se fosse viva, ela teria completado cem anos no ano passado.

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Today’s Sound: Cher por Arthur Mendes Rocha

Cher é uma superstar americana, um ícone da música, cinema e TV, a única artista a vencer os principais prêmios do showbizz, lotando estádios e teatros por onde passa.

Cher nasceu Cherilyn Sarkisian em 1946 e teve uma infância complicada, já que seus pais separaram-se cedo e ela viveu como nômade a maior parte deste período de sua vida.

A mãe de Cher tem origem cherokee, por isso os traços de Cher lembram bastante uma índia e logo ela passa a chamar a atenção por seu visual exótico.

Começando a fazer peças na escola, ela descobriu sua veia artística e que possuía uma voz grave.

Em 1962 ela larga tudo e vai para Los Angeles tentar a carreira artística, apresentando-se como dançarinas em bares da Sunset Strip até que ela conhece Sonny Bono, na época assistente de Phil Spector (grande produtor de discos) e muda-se para a casa dele.

Os primeiros trabalhos de Cher na música foi como backing vocal de hits produzidos por Spector como “Be my baby” das Ronettes e “You’ve lost that loving feeling” dos Righteous Brothers.

Finalmente ela e Sony decidem lançar-se como dupla primeiro como “Caesar & Cleo” (chegando a gravar alguns singles) até lançar em 1965 o álbum “Look at us”, segundo lugar na parada da Billboard e que originou seu famoso hit “I got you babe”, primeiro lugar simultâneo nos EUA e Inglaterra:

Já casados e como “Sonny & Cher”, a dupla dominou o pop no meio dos anos 60, além de ser considerado o casal mais famoso do rock naquele momento.


No período que vai de 1965/1972, a dupla faz filmes ( “Good Times” dirigido por William Fredkin e “Chastity”) vende mais de 80 milhões de singles e álbuns, 11 hits no top 10, o mundo parecia pequeno para a dupla. Em 1972,  eles resolvem aceitar o convite da CBS e comandam o programa “Sonny & Cher Comedy hour” com vários convidados especiais como o Jackson 5:

Cher vai se destacando cada vez mais na dupla, perdendo seu medo do palco, fazendo piadas, além de sua figura alta, esguia, sua voz de contralto profundo (que caracteriza seu timbre rouco), bem como seu figurino chamativo, lançando moda e estilo, usando pantalonas, mini-blusas, vestidos brilhantes, feitos especialmente para ela pelo figurinista Bob Mackie.

Aos poucos, a imagem dos dois acaba ficando muito careta para a época, seu casamento monogâmico e seu posicionamento livre das drogas bem como seu estilo folk-rock fica meio ultrapassado com o domínio do rock psicodélico.

Em 1974, depois de temporadas de sucesso na TV, o casal acaba se separando e o programa termina. Cher dedica-se cada vez mais à sua carreira solo e vai lançando discos de sucesso, mostrando uma maior maturidade nas canções como em “Half breed”:

Nos anos seguintes, Cher ensaia sua volta á TV com ‘The Cher show’, bem como volta a contracenar com seu ex-marido Sonny no “Sonny and Cher Show”.  Acompanhando os modismos da época, Cher mostra seu lado disco music em “Take me home” e lança-se em turnê no Caesar Palace de Las Vegas:

No final dos anos 70, começo dos 80, Cher é uma das artistas mais bem pagas do mundo do entretenimento, usando e abusando de modelitos incríveis, perucas e acessórios.

Mas nos anos seguintes suas vendas de discos começam a diminuir e fazer pouco sucesso, assim ela resolve dedicar-se ao cinema com filmes como “Silkwood”, “Mask’ (que lhe dá a Palma de ouro de melhor atriz no Festival de Cannes) e ‘O feitiço da lua”, que lhe dá o Oscar de melhor atriz em 1987.

Nesta época, depois de um hiato de cinco anos, ela resolve voltar a lançar discos e assina com a Geffen, pela qual lança três álbuns de sucesso como ‘Heart of Stone”, que contém o hit “If I could turn back time”. No início dos 90, ela participado filme “Mermaids”, que incluía o hit “The Shoop Shoop Song (It’s in his Kiss)”:

No resto da década, Cher enfrenta problemas sérios: fica reclusa devido a uma síndrome chamada síndrome da fadiga crônica e em 1998 ela perde seu antigo companheiro, Sonny, que sofre um acidente fatal de esqui.

Mesmo assim, Cher lança o álbum “Believe’, que origina o single que dá nome ao álbum, seu maior sucesso comercial em toda sua carreira, vendendo 20 milhões de cópias no mundo inteiro, chegando ao topo das paradas de sucessos e lhe dando um novo Grammy.

Cher inicia os anos 2000 de volta ao sucesso e em 2002 faz a “Cher Farewell Tour’, que deveria ser sua última turnê, mas isso acaba não se concretizando e ela volta aos palcos em 2008 para apresentações em Las Vegas. Ano passado ela lançou o filme ‘Burlesque” e agora grava um novo álbum, ainda sem título que vai ter uma colaboração com Lady Gaga.

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Viva Las Vegas

No lobby do Hotel Venetian em Las Vegas, Japa Girl veste:

Lenço – Yves Saint Laurent (coleção As Quatro Estações, sendo esta o Outono, para Jardin Majorelle, Marrakesch)

Corrente e pingente com chave de ouro e brilhantes - Tiffany & Co. #devolveachaveQuintella

Jaqueta de couro – D’Arouche

Calça e regata – Gloria Coelho

Bolsa de franjas - Prada

Coturno – Miu Miu

Óculos aviador – Ray-Ban

Japa foi fotografada com Leica V-Lux 20

Batom – Mac Spirit A23

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