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Liza Minelli – Japa Girl












































































    Unforgetable veggie lunch exxxperience!
Thank you so much @saporebrasil @pietroleemann @lideresempreendedores 
Risoto com aspargos verdes e abóbora, contraste de mousse de couve-flor defumada e arroz silvestre crocante.Happy Sunday!
Plantio de mais de 320 árvores nativas da nossa Mata Atlântica para #florestadebolso de Ricardo Cardim. @fabricadearvores 😉RIP #leeradizwill and #rudolfnureyev 🖤🖤Wake up, Mthrfckrs! 
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Jean Andre Rixens - 1874

                
       
















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TODAY’S SOUND: STUDIO 54 POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nos próximos posts, iremos falar um pouco dos clubs que marcaram época pelo mundo, seja em suas pistas animadas, como seus frequentadores, os Djs que comandavam as festas e a música que embalava estas noitadas.

Claro que teremos que começar pelo mais icônico de todos: O Studio 54! 

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O Studio abriu suas portas na memorável noite do dia 26 de abril de 1977, comandado por Steve Rubell e Ian Schrager, dois empresários da noite que resolveram se aventurar em criar aquela que seria a maior disco de todos os tempos. 

Steve Rubell e Ian Schrager, eternizados por Annie Leibovitz

Os dois haviam sido donos de uma discoteca chamada Enchanted Garden, mas que nunca bombou como eles queriam, já que sua localização no Queens não ajudava; as pessoas que não moravam nas redondezas, não se deslocavam até lá.

 O Studio tinha uma aliada muito forte em Carmen D’Alessio (que será tema de um documen-tário dirigido por Maurício Branco em breve), uma promoter super bem relacionada, que já havia trabalhado para Valentino e Yves Saint Laurent e conhecia boa parte do Jet-set internacional.

 Carmen D'Alessio cercada por Debbie Allen, Michael Jackson, Rubell e Lionel Richie

Carmen D’Alessio cercada por Debbie Allen, Michael Jackson, Rubell e Lionel Richie

Ela foi a responsável direta pelo sucesso do empreendimento de Rubell e Schrager; tendo sido a própria que mostrou o local para os dois fazerem o seu nightclub. 

Carmen com Andy Warhol

Carmen com Andy Warhol

O club ficava localizado na 254 West 54th Street (com tanto 54, o lugar só poderia se chamar assim) e a origem do nome vem de que lá já havia sido localizado um teatro e o Studio 52 da CBS.

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 O projeto foi idealizado por Scott Bromley (arquiteto), Ron Doud (design de interiores) mais Brian Thompson, Jules Fischer e Paul Marantz no design de iluminação. Este time foi o responsável por tornar os ambientes do Studio cheio de trocas de cenários, bem no estilo teatral e que fascinava quem frequentava o lugar, com uma aura hollywoodiana.

 A pista acabou ficando localizada, onde anteriormente era o palco, ou seja, já havia a energia no local voltada para o “aparecer”, o ‘brilhar” dentro da pista.

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 Uma das surpresas da noite era uma lua em neon, que aspirava uma colher cheia de cocaína, a e que aparecia em cima da pista, nos momentos de ápice, e que só vinha a reiterar a ‘drug of choice” da noite. 

The famed Man in the Moon and Coke Spoon at Studio 54

As celebridades tornaram-se figuras indispensáveis lá e não era qualquer celebridade, eram aqueles que estavam no seu ápice na época, seja no cinema, na TV, nas artes, enfim na mídia tais como Mick Jagger, John Travolta, Michael Jackson, Cher, Farrah Fawcett, Brooke Shields, Olivia Newton-John, Jerry Hall, Divine, Calvin Klein, Elton John, Diana Ross, Margaux Hemingway, Debbie Harry, Margaret Trudeau (a então mulher do primeiro ministro canadense), Rick James, Baryshnikov e muitos outros. 

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Da esq. p a dir: Warhol, Calvin Klein, Brooke Shields e Rubell (se mordendo)

Rubell abrindo alas para a passagem de Yves saint Laurent e Lolou de la Falaise

Rubell abrindo alas para a passagem de Yves Saint Laurent mais Lolou de la Falaise e Marina Schiano na festa de lançamento do perfume Opium.

Claro que havia aquele grupo que eram os “habitués” tais como Andy Warhol, Grace Jones, Liza Minelli, Halston, Truman Capote, Bianca Jagger, Elizabeth Taylor, e outros.

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A ‘turminha” da ala VIP: Halston, Bianca, Jack Haley e sua esposa Liza Minelli.

Além disso, o club tinha suas figuras emblemáticas como a Disco Sally (a senhora que dançava sem parar, apesar dos seus 78 anos), a Lady Marian (que ia sempre nua), além de um número enorme de drag-queens, que iam para fechar, com modelitos ultrajantes e inesperados. 

Disco Sally aprontando nas pistas do 54

Disco Sally aprontando nas pistas do 54

Cada detalhe do club foi pensado por Rubell, desde a corda de veludo da porta, como as luzes que desciam até a pista; tudo para fazer com que a clientela tivesse a melhor experiência de suas vidas.E era justamente isto que tornava o Studio um lugar tão especial, além da door policy, onde Rubell escolhia a dedo quem entrava, ele queria que as pessoas lá dentro se sentissem seguras em ser quem desejavam ser, sem medo, sem receios.

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A própria escolha de Rubell de quem deveria entrar não seguia um padrão de bastava ser famoso para entrar, você tinha que ser interessante, ter uma boa energia, estar vestido de maneira atraente. Certa vez, duas mulheres foram nuas e montadas a cavalo e ele deixou apenas entrar o cavalo que elas estavam montadas.

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Ele era um rei do marketing, já que sabia que a publicidade era a alma do negócio, assim o club começava a chamar a atenção na imprensa pelas celebridades que lá eram fotografadas.

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Divine e Grace Jones mandando ver numa festinha do Studio

Rubell dava o truque de que mantinha a privacidade, enquanto convidava fotógrafos escondidos para fotografar estas celebridades.

Studio -Liz Taylor, Halston, Bianca Jagger

Elizabeth Taylor numa animada noitada com Halston e Bianca

 Outras das ideias de Rubell, para diferenciar o local, foi criar festas temáticas onde a imaginação (e o orçamento) não tinha limites, podendo transformar o Studio num circo, numa fazenda (com cavalos e vacas de verdade), numa Disney, numa high school (para a festa de lançamento do filme “Grease”), ou seja lá qual fosse a piração daquele momento. 

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As celebridades tinham o seu próprio local, que era o basement, onde havia a chamada VIP room, onde só entravam convidados e rolava de tudo um pouco.  

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Foi realmente com a festa de aniversário de Bianca Jagger, na qual ela entrou montada em um cavalo branco, que o Studio 54 estourou mundialmente, tornando-o o nightclub onde todos queriam ir, mesmo que você fosse barrado na porta. Lembrando que a festa em si foi um fracasso, mas a sua repercussão na mídia mundial foi mais um golpe de mestre de Rubell.

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A receita de sucesso do público do Studio era uma mistura de celebridades, gays, pessoas bonitas, europeus da alta sociedade, bem como desconhecidos, que faziam o lugar ser realmente especial. 

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A música contribuía para que tudo isto fosse um grande sucesso, já que a disco predominava nas paradas e o Studio 54 era a “ultimate disco”, o lugar onde o ritmo era o que dominava a noite. O baixo e a batida eram pulsantes o tempo inteiro e era lá que os DJs residentes Richie Kaczor (nos finais de semana) e Nicky Siano (que fora o criador do The Gallery e fazia o som do Studio nos dias de semana) mandavam ver para manter a pista sempre animada.

 A famosa cabine do DJ do Studio, somente para poucos e bons

A famosa cabine do DJ do Studio, somente para poucos e bons

Foi graças a Kaczor que a música “I will survive”, de Gloria Gaynor, clássico das discotecas, bombou da maneira que bombou, já que foi ele que apostou na música, que era o lado B de um single. É claro que a música virou um dos hinos do Studio 54.

 

Além desta, algumas músicas que não podiam faltar no Studio eram:

‘Le Freak” do Chic (música esta concebida quando Nile Rodgers e Bernard Edwards foram barrados na porta e ficaram tão putos que compuseram a canção, que na verdade queria dizer “Fuck off” e foi suavizada para o título final):

 

“Take me home” de Cher

 

“I love the nightlife” de Alicia Bridges

 

“Let’s all chant” de Michael Zagger Band

 

“Disco Heat” de Sylvester

 

“Boogie Oogie Oogie” de Taste of Honey

 

“He’s the greatest dancer” de Sister Sledge

 

 “In the Bush” do Musique:

A própria época que o Studio teve seus anos de glória, era o momento pós-Vietnã e pós-Watergate, a liberação sexual estava no auge e o club acabou refletindo estes novos tempos, onde o que importava era se divertir. Assim, em vários lugares de lá, sejam nas escadas, nos banheiros e principalmente no andar superior, na famosa “rubber’s room, com sua bancada de borracha preta, o povo fazia sexo normalmente, não importando com quantos e com quem. 

Studio 54

As drogas eram consumidas em grande quantidade, seja cocaína ou os quaaludes (também conhecido como mandrix ou methaqualona), distribídos por Rubell para seus amigos ou conhecidos e torná-los ainda mais loucões, fossem eles celebridades, políticos, esportistas, não importava. 

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A festa parecia não ter fim, mas as declarações de Rubell e a sua ‘inocência” em dizer coisas na mídia como “only the Mafia does better” (somente a Máfia faz melhor), fez com que os fiscais do Imposto de Renda abrissem o olho e resolvessem dar uma batida surpresa na casa.

Halston e Liza dão um selinho ao lado de Rubell

Halston e Liza dão um selinho ao lado de Rubell

 Isto aconteceu no final de 1978, quando a polícia descobriu milhares de dólares escondidos em sacos de lixo, no forro do escritório, além de livros de contabilidade e mais dólares escondidos no apartamento de Rubell e também num cofre de um banco.

 Em 1979, ele e Schrager foram condenados a três anos e meio de prisão, por sonegação de impostos, mas não sem antes fazer uma grande festa de despedida, em janeiro de 1980, onde Liza Minelli e Diana Ross cantaram e ele, Rubell, entonou o trecho da canção “My way”: “I did it my way”… (eu fiz do meu jeito). 

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Diana Ross cantando sentada na cabine do DJ na última noite de Rubell e Schrager no comando do Studio.

O club fechou as portas de vez em 1981, enquanto os dois estavam na prisão.

Rubell e Schrager tiveram sua pena reduzida ajudando a polícia em descobrir mais donos de clubs que tentavam burlar o imposto. Alguns dizem que eles também revelaram alguns hábitos das celebridades, ganhando a inimizade de algumas.

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 Na sua dura readaptação, eles tiveram várias portas fechadas, já que muitos de seus amigos dos tempos de Studio se julgaram traídos pela exposição que tiveram com o escândalo.

Até que dois anos depois, eles conseguiram um empréstimo para abrir um novo conceito de hotelaria, com os chamados hotéis-boutiques, cujo primeiro deles foi o Morgan’s em NY.

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Mas a paixão pela noite os fez abrir mais um club em 1985: o Palladium, que não teve o mesmo sucesso do Studio, mas teve seus momentos de glória, só que a noite já não era mais a mesma.

 Rubell veio a falecer em 1989, vítima de uma hepatite crônica (que muitos acreditam ser em decorrência da Aids) e Schrager é um empresário de sucesso no ramo da hotelaria, abrindo vários hotéis durante os anos que se seguiram, tais  como o Hotel Delano (Miami).

Steve Rubell no Studio

Steve Rubell no Studio

 O club foi homenageado de inúmeras maneiras pela cultura pop, seja em livros, documentários e mais. Um deles foi o filme ‘54”, lançado em 1998, que acabou sendo um fracasso no seu lançamento, mas que acaba de ganhar uma versão nova, a ‘Director’s cut” (a versão do diretor) que inclui cenas deletadas e que mostram mais bafos do que acontecia lá, aguardemos então!

 

 

 

 

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TODAY’S SOUND: MIKHAIL BARYSHNIKOV POR ARTHUR MENDES ROCHA

Encerrando nossos posts de alguns dos bailarinos mais incríveis do mundo da dança, hoje falaremos de um que ainda é vivo e bem famoso, pois também é ator: Mikhail Baryshnikov!

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Baryshnikov também desertou da União Soviética para ter mais liberdade e dançar com os mais diferentes e inovadores coreógrafos e buscar o seu sonho de dançar para as plateias de todo o mundo.

Até Hollywood se rendeu aos seus talentos, tendo ele até concorrido a um Oscar, bem como ao Globo de Ouro e ao Emmy.

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Baryshnikov (ou também conhecido pelo seu apelido, Misha) nasceu em Riga, Latvnia, em 1948, tendo começado a estudar balé aos nove anos, ingressando na Vaganova Academy, em Leningrado (hoje São Petersburgo).

A Vaganova Academy era a escola de treinamento do Kirov Ballet (hoje o Mariinsky) tendo como mestre Alexander Pushkin (que já havia treinado Nureyev).

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Ao vencer a Competição Internacional de Balé do Varna, em 1966, ele ingressa no Kirov como solista, sem a necessidade do aprendizado no corpo de baile. Um de seus primeiro balés foi dançar o pas de deux em “Giselle”.

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Mesmo baixinho e não conseguindo ficar da altura de algumas bailarinas, Misha não desistiu, treinando exaustivamente até adquirir a técnica necessária e se tornar um dos melhores do mundo.

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Ele era agora o “premier danseur noble” da Cia, dançando balés, cujas coreografias haviam sido feitas especialmente para ele, como ‘Gorianka” (1968) e “Vestris” (1969), este último coreografado por Leonid Jakobson.

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Em 1974, quando estava em turnê com o Kirov no Canadá, Baryshnikov pediu asilo político em Toronto e juntou-se ao Royal Winnipeg Ballet, repetindo o eu seu colega Nureyev havia feito alguns anos antes.

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Em ambos os casos, os bailarinos não estavam virando as costas para suas origens e sim buscando a liberdade artística que na Rússia não existia. Como Baryshnikov mesmo afirmou: “Eu sou um individualista e isto lá é um crime”.

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Além disso, ele começava a considerar o repertório do Kirov limitado e antiquado, ele queria poder dançar novas e modernas coreografias.

Mikhail Baryshnikov

Assim, o grande sonho dele era ir para os EUA, especialmente em NY, onde haviam muitos ótimos coreógrafos e várias companhias de dança, e foi o que fez; indo trabalhar com o American Ballet Theatre (ABT), onde ficou de 1974 a 1978.

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No ABT ele foi o bailarino principal, dançando vários balés com a bailarina Gelsey Kirkland.

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Ele também dançou com um de seus grandes ídolos, George Balanchine, no New York City Ballet, bem como em várias cias importantes como o Royal Ballet. Um dos destaques era o balé “Don Quixote”:

Apesar de Balanchine (ou também conhecido por Mr. B) não aceitar artistas convidados e ter se recusado a trabalhar com Nureyev, ele acabou por treinar Baryshnikov com seu estilo próprio. Com ele, Misha se destacou com papéis em ‘Apollo” (no vídeo abaixo), “The Prodigal Son” e “Rubies”.

Entre os balés criados especialmente para ele estavam “Opus 19: The Dreamer” (1979) de Jerome Robbins, ‘Rhapsody” (1980) de Frederick Ashton e “Other Dances” também de Robbins, ao lado de Natalia Makarova.

Ele acabou por estrear no cinema no filme “The Turning Poin” (Momento de Decisão), lançado em 1977, contracenando com Shirley MacLaine e Anne Bancroft, sendo indicado para o Oscar de melhor ator coadjuvante.

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A própria MacLaine apresentou um documentário em homenagem a Misha intitulado “The Dancer and the Dance”, onde o vemos ensaiar, dar depoimentos, falar de sua vida de bailarino:

Em 1977, ele também teve um balé seu, “The Nutcracker”, transmitido pelo CBS americana e que acabou se tornando um dos balés mais reprisados do Natal americano, bem como tendo sido lançado em DVD, vendendo muitas unidades:

Em 1980, ele volta a trabalhar com o ABT, onde havia sido convidado para ser o diretor artístico e fica nesta função por dez anos, treinando e descobrindo novos talentos da dança.

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No mesmo ano, ele aparece em mais um especial de TV, “Baryshnikov on Broadway”, onde contracena com Liza Minelli em um medley de várias danças:

E também dançando “One”, o famoso número final do musical “A Chorus Line”:

Em sua vida pessoal, Misha se envolveu com a atriz Jessica Lange, com a qual teve uma filha, Aleksandra Baryshnikova, e hoje vive com a bailarina Lisa Rinehart.

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Ele também se apresentou em vários especiais do American Ballet como “Live from Lincoln Center” e “Great Performances”, dançando músicas como as de Sinatra com coreografia de Twyla Tharp:

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Em 1985, Hollywood o chama novamente, desta vez para estrear no filme “White Nights” ( O Sol da Meia-Noite), ao lado de Isabella Rosselini e Gregory Hines, ótimo dançarino americano com o qual ele dança em uma das sequências mais famosas do filme:

Após se tornar cidadão americano, Bayshnikov trabalhou de 1990 a 2002 como diretor artístico do White Oak Dance Project, instituição co-fundada com o dançarino Mark Morris e destinada a criar trabalhos para dançarinos mais velhos.

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Na TV, ele também teve muita popularidade estreando na série “Sex & the City”, no papel de um dos namorados de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker).

Em 2005, ele cria o Baryshnikov Arts Center, fundação e um complexo de artes para abrigar aulas, ensaios, peças e atividades de dança, música, teatro e mais.

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Em 2012, ele estrelou a peça “Paris”, apresentada no Lincoln Center Festival.

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Este ano, Misha se apresentou em São Paulo com uma peça de Robert Wilson, “The Old woman” (A velha), contracenando com Willem Dafoe, com todos os ingressos esgotados.

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Agora em Londres, Misha irá mostrar outra faceta de seu talento: a de fotógrafo. Ele realizará a exposição “Dancing Away”, dentro da semana de arte russa, onde mostra trabalhos como este abaixo, dando sua visão do mundo da dança de alguém que está dentro disso, que vive isto diariamente.

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TODAY’S SOUND: BOB FOSSE POR ARTHUR MENDES ROCHA

E hoje, começando nossos posts sobre coreógrafos americanos, falaremos de um dos maiores de todos os tempos: Bob Fosse, que também era um excelente diretor, roteirista e dançarino.

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Desde cedo, Fosse demonstrou interesse pela dança, participando com seu colega, Charles Grass, do Riff Brothers, que percorreu vários teatros de sua cidade natal, Chicago.

Porém, Fosse foi chamado para o serviço militar e acabou sim é entretendo as tropas militares e navais com um show de variedades chamado “Tough Situation”.

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Fosse sonhava mais alto e resolve mudar-se para NY, e lá uma de suas primeiras danças é com sua futura esposa, Mary Ann Niles, no espetáculo “Call me mister”.

Ele chama a atenção de Dean Martin e Jerry Lewis, que os convidam para participar da Colgate Comedy Hour e outros programas de TV do início dos anos 50.

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Fosse consegue um contrato com a MGM em 1953 e faz algumas pequenas participações em musicais do estúdio como em “Give girl a break” ,”The affairs of Dobbie Gillis”, ambos com Debbie Reynolds, e finalmente “Kiss me Kate”.

Ao fazer uma das danças, o coreógrafo do filme, Hermes Pan, o pergunta por que ele não faz a sua própria coreografia. Ele o faz nesta pequena, mas marcante sequência, onde já podemos perceber o seu talento e como ele imprime modernidade na cena.

Esta sequência faz com que ele seja notado por produtores da Broadway, estreando seu primeiro musical na Broadway em 1953, “The Pajama Game”. Logo e seguida ele faz “Damn Yankees”, onde conhece Gwen Verdon. Ela vence o prêmio Tony por sua performance.

Ele e Verdon acabam se apaixonando e casam em 1960. Mas antes, os dois participam juntos da versão para o cinema de “Damn Yankees”, que ele mesmo coreografa, como vemos na sequência abaixo:

Ele também coreografa a versão para o cinema de “Pajama Game”, com Doris Day. Seu estilo pode ser sentido no número “Steam Heat”.

Fosse gostava de utilizar em suas coreografias pernas dobradas, chapéus e luvas (dizem que por causa de sua calvície e que não gostava de suas mãos), saltos para o lado, além de movimentos jazzy. Seu estilo é inconfundível e fez do jazz um estilo copiado por outros bailarinos e coreógrafos.

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Em 1960, ele assume a posição de diretor e coreógrafo no musical “Redhead”, que lhe dá seu primeiro Tony pela coreografia, inovando na mistura de estilos musicais envolvidos em suas danças e na utilização da luz para realçar a presença de determinado dançarino em cena.

Em 1966, ele dirige e coreografa “Sweet Charity”, musical inspirado por “Noites de Cabíria” de Fellini, tendo no papel principal sua musa Gwen Verdon.

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Porém, quando a peça vira filme, os produtores optam pelo nome de Shirley MacLaine no papel principal e a direção e coreografia ficam com Fosse.

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O filme é lançado em 1969 e dois números chamam a atenção: “Big Spender” e “Rich Man’s Frug”, ambos com belíssimas coreografias de Fosse:

Apesar de toda a superprodução o filme não atinge o sucesso esperado.

O próximo projeto dele é participar do filme “Cabaret”, peça da Broadway que iria virar filme e o qual ele convence os produtores de dirigi-lo.

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A experiência de Fosse na direção de números musicais foi fundamental para que ele dirigisse “Cabaret”. Nos papéis centrais foram escolhidos Liza Minelli e Joel Grey, ambos em início de carreira e o filme foi lançado em 1972, com grande sucesso.

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Entre os números de destaque estavam “Mein Herr” (com a famosa sequência de Liza dançando na cadeira) e “Money” (com Liza e Joel dando um show):

O filme acabou conquistando oito Oscars, incluindo melhor diretor, atriz e ator coadjuvante.

Agora sim, a fama de Fosse estava feita em Hollywood e lá ele podia fazer o que bem entendesse.

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Em 1973, ele dirige, no teatro, o musical “Pippin”, que tinha no elenco Ben Vereen, o excelente dançarino que irá participar de vários trabalhos com Fosse.

Logo após, Liza Minelli o convida para dirigir e coreografar o seu especial de música e dança para a TV americana, ‘Liza with a Z”, com destaque para a divina coreografia de “Bye Bye Blackbird”:

Fosse consegue um feito inédito no mesmo ano de 1973: ganhar o Tony (por ‘Pippin”), o Emmy (por “Liza with a Z”) e o Oscar (por “Cabaret”).

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Em 1974, ele participa da versão para o cinema do clássico da literatura infanto-juvenil, “O Pequeno Príncipe”. Sua participação é pequena, mas a coreografia que executa no filme, dizem, foi influência direta em Michael Jackson, como podemos ver neste vídeo que compara os movimentos dos dois, vejam e comparem:

Se Michael o copiou ou não, o que importa é que a dança de Fosse influenciou não só a ele, mas a muitos dançarinos.

No mesmo ano ele também dirige ‘Lenny”, com Dustin Hoffman e Valerie Perrine (melhor atriz em Cannes), baseado na vida do comediante Lenny Bruce, outro filme brilhante para seu currículo (desta vez sem música e dança).

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Os excessos na vida de Fosse como o ritmo acelerado e seu hábito de fumar constantemente, cobram o seu preço e ele é internado com a saúde abalada.

Em 1975, ele estreia o musical ‘Chicago”, que durante os anos se provará um dos musicais mais admirados de sua carreira e de maior duração na Broadway.

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Seu próximo trabalho no cinema é influenciado por esta passagem no hospital, “All that Jazz’, filme autobiográfico, lançado em 1979.

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No papel dele estava Roy Scheider (no filme Joe Gideon), além de Gwen Verdon e também Ann Reiking, ambas suas musas e que no filme vivem respectivamente sua ex-mulher e a nova namorada.

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‘All that Jazz” já começa com uma brilhante sequência de uma audição para escolher bailarinos para um espetáculo, ao som de ‘On Broadway” de George Benson:

No filme estavam também Ben Vereen e Jessica Lange (que foi sua namorada), no papel da morte e a película conquista a Palma de Ouro do Festival de Cannes, em 1980.

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Outra cena marcante é a do balé sensual em ‘Take off with us”:

A cena final com o balé no hospital, a presença de todas as pessoas importantes de sua vida, ao som de “Bye Bye life” é nada menos do que espetacular:

Em seguida, ele dirige o filme “Star 80” em 1983 e depois de mais alguns projetos para o teatro, ele vem a falecer de um ataque do coração em 1987.

O musical “Chicago” tem um revival na Broadway em 1996, com Reiking como coreógrafa e realizando suas coreografias bem ao estilo de Fosse.

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Em ‘Fosse”, com excertos de vários de seus musicais, este prova ser mais um sucesso, ganhando o Tony em 1999.

“Chicago” tem sua versão cinematográfica estreando em 2002 e vence vários Oscars (incluindo melhor filme) e está até hoje em cartaz na Broadway.

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“Cabaret” também teve vários revivals no teatro e até hoje está em cartaz, desta vez numa versão com Michelle Williams no papel de Sally Bowles.

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O legado de Fosse para a dança, para o cinema e teatro é inegável, sua influência será sentida pelas muitas gerações de coreógrafos, artistas e dançarinos que se aventurarem a ter a dança como razão de viver.

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