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TODAY’S SOUND: NICK DRAKE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Ele nunca teve o reconhecimento merecido em vida, mas depois de sua morte, virou um dos mais cultuados e lendários cantores de todos os tempos; estamos falando de Nick Drake.

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Nick nasceu na Birmânia, uma colônia inglesa, em 1948, filho de família rica, que os levaram a estudar nos melhores colégios.

A mãe de Nick, Molly, era música e ensinou piano ao seu filho logo cedo, despertando-lhe o interesse em realizar suas próprias composições.

Ele sempre foi uma pessoa introspectiva, tinha poucos amigos, mas isto não o impediu de se dedicar à música e até ensaiar nos pátios das escolas, como contam seus colegas.

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Ele aprendeu a tocar violão graças a um amigo da escola, já que a família considerava um instrumento de mau gosto, mas mesmo assim vivia treinando na escola.

Nick aprendeu também a tocar saxofone e clarinete, além de participar de alguns grupos musicais da escola.

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No final dos anos 60, depois de abandonar a Universidade de Cambridge, onde estudava literatura, ele se muda para Londres e lá conhece Robert Kirby, que viria a orquestrar os arranjos de corda dos seus primeiros discos, além de lhe apresentar aos artistas folks da época.

Nick também seria influenciado por Bob Dylan, Woody Guthrie, Donovan, Josh White, Phil Ochs, entre outros.

Enquanto se apresentava em cafés e bares em 1968, ele foi descoberto por Ashley Hutchings, do grupo folk Fairport Convention, para o qual abriu dois shows no Royal Albert Hall.

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Hutchings foi quem o apresentou a Joe Boyd, também produtor do Pink Floyd e Jimmi Hendrix, e que produziria seu primeiro disco.

Ao todo, Nick gravou três álbuns em sua curta carreira: “Five Leafs Left” (1969), “Bryter Layter” (1970) e ‘Pink Moon” (1972); álbuns estes hoje considerados clássicos definitivos da música folk e  muitos presentes em listas dos melhores de todos os tempos.

O primeiro álbum, com fortes elementos de música clássica, teve a participação de Richard Thompson (do Fairport Convention) e de Danny Thompson (do Pentangle) e suas gravações foram difíceis devido ao pouco tempo disponível de estúdio, bem como pelas discussões entre as diretrizes que o trabalho deveria ter. Houve muita tensão entre o produtor Boyd e Nick, que desejava um som mais orgânico como resultado final.

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O álbum infelizmente não teve um reconhecimento da crítica da época e isto decepcionou muito Nick. Um dos destaques é a música “River man” e “Cello Song”:

Além disso, Nick saiu em turnê por alguns bares e universidades, mas isto não funcionou com o estilo introspectivo das músicas dele, ele não olhava para a público, as pessoas não paravam de falar e a frequência era pequena, o que o fez desistir de fazer shows.

No segundo álbum, Nick, com a ajuda de Boyd, fez um disco com elementos de jazz e um pouco mais alegre, mais pop e comercial, mas mesmo assim, o álbum vendeu apenas três mil cópias. Entre as participações no disco está John Cale (do Velvet Underground) que toca celesta, piano e orgão na música “Northern Sky”:

Outro destaque do álbum é “One of these things first”:

Nick não queria ser uma estrela da música pop, mas ele sentia que poderia fazer as pessoas se sentirem melhor, sua música é ao mesmo tempo mágica e frágil.

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Depois do fracasso do segundo disco, Nick se isolou mais ainda, evitando procurar os amigos e a família e entrou em um estado de depressão

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Seu último disco talvez seja o mais pessoal, é cru nos arranjos, tem poucos instrumentos, somente com Nick ao violão e as canções são curtas e melancólicas. A faixa título, “Pink Moon”, já nos dá uma amostra:

Depois de mais um desapontamento nas vendas, Nick abandona Londres e volta a morar com os pais. Neste período, Nick está cada vez mais depressivo, os pais dele querem que ele procure ajuda psiquiátrica e se considera um fracassado afirmando que já havia falhado em todas as suas tentativas.

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Neste meio tempo, Nick compõe mais quatro canções de um novo álbum que nunca chegou a acontecer e que depois foi lançada em um box de seus trabalhos e em compilações.

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Num certo dia, em 1974, Nick chega tarde à casa dos pais, não consegue dormir e toma remédios para a depressão. Estes remédios acabam sendo uma dose fatal e Nick é encontrado morto na manhã seguinte.

Até hoje, um mistério cerca a sua morte, cogita-se suicídio, mas nunca saberemos o que realmente aconteceu.

O mais triste é que Nick era um gênio e não teve o reconhecimento de seu trabalho em vida.

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Hoje em dia, sua música é utilizada na trilha de filmes e séries, vários artistas como Robert Smith (do Cure), Paul Weller, Peter Buck (do R.E.M.) e até mesmo atores como Brad Pitt se declaram seus fãs incondicionais.

No final dos anos 90 foram produzidos dois documentários á seu respeito, um deles está disponível no youtube e chama-se “A skin too few: the days of Nick Drake” e merece ser visto para entendermos melhor o legado deste grande artista.

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TODAY’S SOUND: PUNK DE VOLTA À MÍDIA POR ARTHUR MENDES ROCHA

Depois de falarmos dos filmes punks, das bandas, de sua influência na cultura moderna, o punk volta à mídia com força total: primeiro com a exposição “PUNK: Chaos to Couture” no MET em NY e com o filme “CBGB”.

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O punk e toda sua estética “suja” invadirá o templo da elegância: o Costume Institute do Metropolitan Museum of Art, que todo ano realiza uma grande exposição de moda sob a curadoria de Andrew Bolton.
Bolton diz que pensou na exposição não como uma linha de tempo linear do movimento e sim uma visão específica e conceitual do punk.

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Este ano, o evento de abertura, o famoso baile de gala da exposição, se realizará na segunda, dia 06 de maio, tendo como membro honorária a cantora Beyoncé, além dos co-membros que são: a atriz Rooney Mara (do filme “The girl with the dragon tatoo”), além da editora da Vogue americana, Anna Wintour, e também do estilista da Givenchy, Ricardo Tisci, e da socialite Lauren Santo Domingo (uma das proprietárias da Modus Operandi, uma das empresas que patrocinam o evento).

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A exposição vai mostrar a influência do movimento punk na moda, seja como inspiração para estilistas criarem seus modelos bem como tudo começou na Inglaterra dos anos 70, com a consultoria criativa do fotógrafo Nick Knight (famoso por capas de The Face, I-D, além de editoriais de moda, capas de discos e do site showstudio.com).

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Estarão presentes as roupas mais marcantes do punk, como a camiseta “Anarchy in U.K.” usada pelos Sex Pistols, tendo ao fundo vídeos e músicas ilustrando o período.

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Serão mais de 100 criações divididas em módulos como:
CBGB – O famoso clube de NY que lançou artistas como Richard Hell (foto abaixo) , Patti Smith, Blondie, Ramones, entre outros, incluindo a recriação de um banheiro do clube (cuja foto da cenografia pode ser vista abaixo)

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Uma galeria inspirada por Malcom Mclaren e Vivienne Westwood e sua famosa loja “Seditionaires” (que depois se tornaria a ‘Sex”) na King’s Road em Londres, responsável por lançar a moda punk para ser consumida pela juventude da época.

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The clothes for heroes – com roupas de designers que levaram a moda punk além do gueto, influenciada por Jordan, personagem do documentário sobre fetiche ‘Dressing for Pleasure” (filme que os punks ingleses cultuavam). A sala será decorada com sacos de lixo, cassetes, cabeças de bonecas e até seringas.

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DIY Hardware – tendo Sid Vicious como ícone e o uso de alfinetes, giletes, rebites, correntes, zíperes na estética punk

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DIY Bricolage – o uso de materiais recicláveis e de consumo de massa pelos punks como fazia a transexual Jayne County (das bandas Backstreet Boys e Wayne County and the Electric Chairs), na foto abaixo com David Johansen (do New York Dolls)

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DIY Grafitti and Agitprop – a provocação punk através de grafites, revistas, fanzines, além de textos de bandas como o The Clash
– DIY Destroy – tendo como figura central Johnny Rotten e seu estilo “rasgado’ influenciando o desconstrutivismo na moda de estilistas como os belgas.

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Entre as roupas presentes na exposição estão o famoso vestido de Versace com os alfinetes dourados (usado por Elizabeth Hurley na foto abaixo), o tailleur Chanel “rasgado” criado por Lagerfeld, além de criações de Galliano, Mcqueen, Hussein Chalayan, Dior, Balenciaga, Prada, Stephen Sprouse, Martin Margiela, Yohji Yamamoto, Commes des Garçons, Viktor & Rolf, Dolce & Gabbana, Katherine Hammet e muitas outras.

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A exposição deverá ser um sucesso, apesar de opiniões contrárias como Legs McNeill, autor da bíblia punk “Please kill me” (Mate-me por favor), que acha que estes estilistas não tem nada a ver com o punk e que é uma fantasia masturbatória de Anna Wintour para se apossar de algo que não lhe pertence.

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A exposição estará aberta ao público a partir do dia 09 de maio, mas no dia 06, a entrada das celebridades no baile pode ser visto em streaming diretamente do tapete vermelho neste link: Punk Chaos To Couture.

Já o filme do CBGB, contando um pouco da história do lendário clube, deverá estrear este ano e será centrado na figura de Hilly Kristal, o empresário e dono do local, interpretado pelo ótimo ator inglês Alan Rickman.

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O filme é baseado na biografia da filha de Kristal, Lisa, que será vivida pela atriz Ashley Greene (da trilogia “Crepúsculo”).

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No elenco também estão Marlin Ackerman como Debbie Harry, Johnny Galecki (do seriado ‘The Big Band Theory”) como Terry Ork, Rupert Grint (dos filmes de Harry Porter) como Cheetah Crome, o guitarrista da banda Dead Boys (na foto abaixo), Taylor Hawkins (da banda Foo Fighters) como Iggy Pop, entre outros.

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A direção é de Randall Miller, diretor ainda sem grande expressão e que dirigiu “Bottle Shock” (O Julgamento de paris), além de episódios de seriados como “Northern Exposure”.

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Resta saber se o filme vai conseguir passar um pouco da energia que rolava no clube, bem como das incríveis performances que teve o lugar como palco principal dos primórdios do punk.

Para maiores informações, vale a pena visitar a página no facebook: CBGB The Movie Page

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TODAY’S SOUND: CLOCKWORK ORANGE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Um clássico do cinema, um filme que continua moderno, polêmico, atual e pode ser considerado um dos primeiros filmes punk: estamos falando de “Clockwork Orange” (Laranja Mecânica) de Kubrick.

“Clockwork Orange” foi dirigido em 1971 por Stanley Kubrick, o brilhante cineasta inglês que acabara de vir do sucesso de “2001, uma odisséia no espaço”.

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Ele se baseou no livro de Anthony Burgess, que utilizava uma linguagem específica (uma mistura de russo com idish chamada ‘nadsat”) para a turma de Alex, o personagem principal e adepto da ultra-violência, vivendo em um futuro próximo na Inglaterra.

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No papel principal, Kubrick escolheu Malcom McDowell, o qual ele vira atuando “If” de Lindsay Anderson.
Kubrick declarou que se McDowell não pudesse fazer o filme, ele teria desistido, pois ele era a única escolha para o papel de Alex.

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 Realmente o filme gira todo em torno de McDowell, ele esta presente em todas as cenas, ele é o sociopata Alex e acabamos simpatizando com o personagem, apesar de sua maldade.

Em entrevistas sobre o filme, Spielberg afirma que ele pode ser considerado o primeiro filme punk rock e Mary Harron (a diretora de “American Psycho”) diz que ele foi uma influência fundamental para o movimento punk.

Vendo o filme, podemos compreender bem isto: Alex narra  o filme e é líder de uma gangue, eles saem em grupo, são jovens, se metem em brigas, não respeitam ninguém e se vestem diferente de todos.

Logo que ele surge em cena, com aquele olho com um cílio postiço e aquela roupa branca, é uma imagem icônica.

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Seus subordinados são chamados de “droogs” e se encontram no Korova Milk bar, um bar com decoração futurista e onde bebem leite (que saem dos seios de uma manequim) e bolam seus planos.

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Eles saem pela noite em busca de aventuras, mas sempre em atos ultra violentos, já nas primeiras cenas eles dão uma surra em um mendigo, enfrentam uma gangue rival, roubam um carro, assaltam uma loja, entre outras ações.

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Logo em seguida, decidem ir para o interior e parar em uma casa, mentindo que tinham sofrido um acidente.

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A casa pertencia a um escritor e sua esposa e estes são humilhados, sofrem todo tipo de violência e a gangue estupra a mulher ao som de ‘Singin’ in the rain”,que Alex canta enquanto realiza estes atos.

A escolha de ‘Singin’ in the rain” (famosa na voz de Gene Kelly) foi escolha do próprio McDowell, que ao ser questionado por Kubrick se sabia dançar, atacou com esta canção e o diretor adorou, coprando os direitos de uitlizá-la no filme.

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Alex vive com os pais, é tratado como uma criança, possui uma cobra de estimação e já teve passagem pela polícia, mas nada grave comparado com suas ações diárias. Ele também é viciado em Beethoven (ou Ludwig Van, a como ele se refere) e sua grande paixão é a nona sinfonia, que ouvimos ao longo do filme.

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Outra cena bacana é a que ele vai a uma loja de discos para comprar mais discos de Beethoven e lá seduz duas adolescentes, as quais ele leva para sua casa e transa de todas as maneiras possíveis, tudo com a câmera em FF (fast forward).

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Quando sua gangue resolve se revoltar contra ele e questionar sua liderança, ele os pune severamente, dando-lhes uma surra. Esta cena é como se fosse coreografada, em câmera lenta e influenciou cineastas como Tarantino.

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Mas a gangue ainda aprontaria um novo roubo, desta vez entrando na casa da cat lady, uma mulher rica e cercada de gatos, a qual eles tentam assaltar. Alex vê uma estátua em forma de pênis e utiliza esta para provocar a mulher e acaba matando-a.

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Seus companheiros lhe dão uma garrafada, fogem e ele é capturado pela polícia (a qual a cat lady havia chamado antes).

Aí o filme dá uma reviravolta: Alex é preso e na prisão aprende a se comportar melhor e a fazer as vontades do padre que o faz ler a bíblia em voz alta, além de sofrer ameaças de seus companheiros de cela.

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Quando Alex ouve falar do método Ludovique, uma espécie de ‘cura” para pessoas violentas, ele resolve se oferecer ao ministro do interior, que estava visitando a penitenciária. Este enxerga em Alex o exemplo perfeito para provar a eficácia do método.

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Um novo capítulo se inicia com Alex saindo do presídio e indo para a clínica onde será tratado. São estas as cenas impressionantes com Alex amarrado e com os olhos abertos com clipes (para que ele não tentasse fechar os olhos) e tendo que ver as cenas mais violentas e degradantes possíveis.

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Ao fazer esta cena, McDowell machucou sua córnea de verdade e ficou temporariamente cego, mas finalmente, com a ajuda de médicos, ele conseguiu filmar.

Ele pira quando mostram cenas dos atos nazistas ao som da 9ª sinfonia, a sua favorita e a qual agora ele passa mal ao escutá-la, tendo sensações horríveis, além de vômitos e mal estar.

Ele finalmente é considerado ‘curado’ e sai da clínica de volta ao lar, mas quando lá chega existe um novo inquilino em sua casa e seus pais o tratam com indiferença.

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Assim, neste novo capítulo, ele vai encontrando as pessoas que havia prejudicado no passado: membros de sua gangue haviam virado policiais, o escritor que ele havia entrado na casa, o mendigo, enfim todos querem se vingar dos atos horríveis que Alex havia lhes causado.

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Quando o filme foi lançado na Inglaterra, já começou a gerar polêmica: vários atos de violência começaram a ocorrer na época e que jogavam a culpa na influência que o filme causara.

Além disso, o diretor e sua família receberam ameaças e sendo assim, Kubrick tirou o filme de cartaz e o filme foi banido da Inglaterra durante 27 anos. O filme só foi liberado lá pós a morte de Kubrick em 1999.

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O filme passou normalmente em países como os EUA (onde foi um grande sucesso), mas em países como o Brasil, também esteve proibido durante os anos da ditadura.

Quando o filme foi liberado aqui, no início dos anos 80, pós-ditadura, ele foi exibido com bolas pretas tapando a genitália dos atores, a bola ficava dançando na tela, era muito ridículo.

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Além disso, Burgess não perdoara Kubrick de ter omitido o último capítulo da edição original do livro, já que o roteiro de Kubrick era baseado na edição americana, que cortara o último capítulo.

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Neste último capítulo, havia a redenção de Alex, que se arrependera de seus atos e com a qual Kubrick não concordava.

Burgess havia escrito o livro após sua mulher ter sido violentada e ele utiliza isto no livro e o título se refere às respostas condicionadas do protagonista a sentimentos de maldade que o impede de ter um comportamento normal e livre.

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Kubrick quis fazer uma crítica aos regimes totalitários que utilizam métodos psicológicos para transformarem seus cidadãos em robôs.

Vale também ressaltar o brilhante trabalho do figurino criado por Milena Canonero (a premiada figurinista de “Barry Lyndon”, também de Kubrick, ‘Carruagens de Fogo’, ‘Fome de Viver”e mais recentemente ‘Maria Antonieta” de Sofia Coppola).

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A direção de arte também é incrível, com seu décor futurista e as bem escolhidas locações de uma Londres de uma época incerta.

A trilha sonora também é fantástica, sendo que na verdade existem duas trilhas: a criada por Walter Carlos (que depois se transformaria em Wendy Carlos) com sintetizadores e a que utiliza músicas clássicas de Beethoven, Purcell, Rossini e Elgar.

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Sua influência na cultura pop é fundamental, seja na moda ou na música, influenciando desde Bowie, Ramones, Rancid, Slipknot, além é claro dos Adicts, que se vestem como a gangue do filme.

Na edição comemorativa dos 40 anos do filme, foi lançado um dvd com extras de dois documentários imperdíveis para compreender ainda mais toda a mitologia do filme. Abaixo um depoimento de McDowell sobre o filme:

Recentemente, houve no LACMA (o Museu de arte moderna de Los Angeles) uma exposição sobre Kubrick, onde estavam expostos figurinos e objetos de cena do filme, conforme fotos abaixo. Atentem para o detalhe das abotoaduras de Alex:

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Mesmo que a violência de “Clockwork Orange” não seja mais tão chocante como há quarenta anos, o filme é uma obra-prima, um dos melhores filmes da década de 70, um marco do cinema moderno, um filme revolucionário e que a cada revisão parece crescer ainda mais.

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