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Madonna – Japa Girl












































































    Landscape in progress 💚Após 3 décadas de cabelo muito longo, finalmente CORTEI!!! Vida nova 2017!!!
Gracias @celsokamuraoficial 💋🌹❤Melhor noite e som absurdo @djfelipevenancio  @djeducorelli @marcelona @melissadepeyre ❤❤❤ @club.jerome #toiletteMrs. JonesWhite Tiger & Black Jaguar 🌹🔫🌹🔫🌹 #gunsnrosesToilette tonight!Come on blood suckers!!!Full bloom #orquideavanda #wandaorchidBoa semana!A lot of work these guys...but I love them!

                
       
















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TODAY’S SOUND: BLITZ POR ARTHUR MENDES ROCHA

Não tem como falar da The Face sem falar de outra revista de estilo que era publicada nos anos 80, a revista Blitz.

A Blitz foi uma revista inglesa mensal que cobria moda, cultura, música, teatro, design, fotografia e mais, tendo sido publicada entre 1980 e 1991.

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De mesmo nome do famoso club que deu início ao movimento new romantic, a revista era jovem, contemporânea, falava diretamente a este público.

Ela era uma opção entre a The Face e a I-D e conquistou toda uma geração que viveu esta época e que buscava inspiração e ficar por dentro do que estava acontecendo na capital do estilo naquela época: Londres.

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Uma das matérias da revista sobre surrealismo.

A ideia da revista surgiu dos estudantes universitários de Oxford, Carey Labovitch e Simon Tesler, que perceberam a falta de opção no mercado de uma revista que abordasse os assuntos que lhe interessavam.

Labovitch era apenas uma garota de dezenove anos que procurava assuntos interessantes nas revistas da época, mas só encontrava bobagens adolescentes ou publicações como o jornal New Musical Express, focado apenas na música.

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Apesar das similaridades com a The Face (que também surgia naquele momento), a Blitz tinha personalidade própria, também inovando nos assuntos e na maneira de falar de cada um deles.

Um dos colaboradores da Blitz era Iain R. Webb, que era o editor de moda , responsável pelos criativos editoriais que a revista exibia, sendo que suas inspirações viam de toda a parte, incluindo filmes e programas de TV ou assuntos daquele momento.

Iain R. Webb nas páginas da revista ao lado da estilista Jean Muir.

Iain R. Webb nas páginas da revista ao lado da estilista Jean Muir.

A Blitz já teve capas que incluíam:  Matt Dillon, Madonna, Grace Jones, Malcom McLaren, Jack Nicholson, Rupert Everett, John Malkovich, Wham!,  Siouxsie Sioux, Peter Murphy, Robert de Niro, Martin Scorcese, Willem Dafoe, Christopher Walken, Steve Martin, Pet Shop Boys, Billy Idol, entre outros.

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Entre os fotógrafos que colaboravam com a Blitz estavam Herb Ritts, Mathew Rolston, Nick Knight, Russell Young, Mark Lewis, David Levine, Eric Watson, David LaChapelle e mais.

Madonna na capa da Blitz, clicada por Herb Ritts.

Madonna na capa da Blitz, clicada por Herb Ritts.

 

Um dos números mais icônicos da revista foi o de Julho de 1986, em que Iain convidou 21 estilistas britânicos e internacionais para criarem modelos em cima de uma jaqueta jeans clássica.

Assim nomes como Vivienne Westwood, Katherine Hamnett (estlista famosa por suas camisetas com mensagens políticas), Bodymap, Leigh Bowery (o lendário performer/estilista que arrasava com seus modelos), Hermés, Jasper Conran, Enrico Coveri, John Galliano, Joseph, Stephen Jones (mais conhecido por seus chapéus), Rifat Ozbek, Zandra Rhodes, Paul Smith, Richmond/Cornejo, Stephen Linard, entre outros.

Sketch da jaqueta de Stephen Linard.

Sketch da jaqueta de Stephen Linard.

Uma das jaquetas jeans na revista.

Uma das jaquetas jeans na revista.

Além disso, a revista produziu um super evento no Albery Theatre, em Londres, com desfile das jaquetas, apresentado por Daniel Day Lewis (o ator que foi capa daquele exemplar, anos antes de ser o ator vencedor de dois Oscars), desfilado por nomes como Boy George, Bowery e mais.

Daniel Day Lewis, então um jovem ator estreante, na capa da revista em Julho de 1986.

Daniel Day Lewis, então um jovem ator estreante, na capa da revista em Julho de 1986.

 

Abaixo alguns highlights do evento:

Após o evento as jaquetas chegaram a ser exibidas no Victoria & Albert Museum.

O desigh gráfico da Blitz foi feito por Jeremy Leslie, que também foi diretor de arte da Time Out londrina e diretor criativo da John Leslie Publishing (editora de várias revistas inglesas) e hoje ele tem o seu blog e estúdio magCulture.

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Detalhe de um editorial da Blitz.

A revista contava com vários colaboradores que incluíam jornalistas e escritores como Paul Morley (jornalista de música do NME, que também trabalhou com o Frankie Goes to Hollywood, bem como ajudou Grace Jones a escrever sua recente biografia), Susannah Frankel (hoje editora da Another Magazine), Simon Garfield (hoje renomado autor de mais de quinze livros), Paul Mathur (que já escreveu para Melody Maker, Spin), Jon Wilde (hoje no The Guardian), Kim Bowen (que escrevia sobre moda para a Blitz), Anna Piaggi (a influente fashion stylist da Vogue Italia), Princess Julia (a DJ que também atacava de produtora), entre outros.

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A Blitz era uma revista de vanguarda, muito antes das outras pensarem em fazer alguma coisa, ela já havia feito, como por exemplo colocar bebês em editoriais; visuais exóticos, utilização de modelos inesperados como mendigos, ou utilizar modelos trans ou outros gêneros que ninguém ousava na época.

Teve até um editorial que era somente com sombras ao invés de roupas.

Outro exemplar importante foi o que colocou Boy George na capa, em entrevista exclusiva, logo após o escândalo em que se envolveu com drogas, isto em 1986, e foi lá que ele falou abertamente sobre isto pela primeira vez.

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A Blitz era moderna, inovadora, era um prazer folhear as cuidadas páginas da revista, sempre recheada de assuntos bacanas e que não eram fáceis de achar em outras publicações.

Era um pouco mais intelectualizada que a The Face, que era mais pop, com mais matérias sobre livros, sobre política, atualidade.

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Jean Paul Gaultier declarou que ia correndo nas bancas atrás de um exemplar da revista, atrás de imagens irreverentes, glamourosas, chique e icônicas.

Em 2013, foi lançado o livro ‘As seen in Blitz”, editado por Iain R. Webb (hoje também professor na Saint Martins), tendo trabalhado na revista no período de 1982 a 1987, e era profundo conhecedor do look da Blitz, escolhendo cem dos melhores editoriais publicados naqueles anos.

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Capa do livro sobre a revista Blitz.

O livro mostra várias imagens de editoriais marcantes, históricos, que lançaram moda, careiras, que inspiraram pessoas interessadas na moda dos anos 80.

Foto de um editorial da Blitz, sendo que um dos modelos era Mark Moore (do S' Express).

Foto de um editorial da Blitz, sendo que um dos modelos era Mark Moore (do S’ Express).

A capa não poderia ser outra que não a então modelo Scarlett Cannon, um dos rostos mais marcantes dos anos 80, ela era hostess do club Cha Cha e uma das figuras mais emblemáticas da noite e da moda inglesa.

Scarlett (com um amigo) segurando o livro do qual é capa, no lançamento do mesmo.

Scarlett (na foto com outro ícone dos 80′s, o modelo/promoter/ músico Christos Tolera) segurando o livro do qual é capa, no lançamento do mesmo.

No lançamento do livro houve um pop-show no ICA Theatre, em Londres, com painéis, exibição de filmes e muito mais.

Além disso, o livro traz fotos não publicadas, entrevistas com modelos, fotógrafos e pessoas envolvidas com estes editoriais.

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Com a chegada dos anos 90, de uma grande recessão na Inglaterra, a Blitz acabou perdendo vários de seus anunciantes e mesmo tendo ofertas para sua compra, acabou não cedendo e assim encerrou suas atividades em 1991.

A Blitz era um lugar criado por jovens que não possuiam emprego, que desejavam que sua voz fosse ouvida e não tinham onde se expressar; antes dos empreendedores de hoje em dia, eles fizeram da revista a sua plataforma, mostrando à Inglaterra e ao mundo o que aquela juventude gostaria de ver e de ser retratada numa revista.

 

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TODAY’S SOUND: GWEN GUTHRIE POR ARTHUR MENDES ROCHA

E finalizando nossos posts sobre divas pós-disco, hoje falamos de Gwen Guthrie, que também partiu cedo, além de ser compositora, ela fez muita gente dançar com suas músicas cheias de groove, produzida por feras como Sly & Robbie e remixadas pelo mestre Larry Levan,  ao ponto de ser considerada a primeira dama do Paradise Garage.

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Guthrie deu a sorte de ter um pai músico, que começou a lhe ensinar piano quando ela tinha apenas oito anos de idade, além dela estudar música clássica na escola.

No ginásio, ela ingressou num grupo vocal chamado The Ebonettes e depois no The Matchmakers, bem como no East Coast (grupo do qual fazia parte Larry Blackmon, do Cameo, na bateria).

Depois de formada, ela ainda dava aulas na escola elementar para ajudar a pagar as contas.

Sua grande oportunidade ocorreu por acaso: certa vez, uma das backing de Aretha Franklin não pode comparecer na gravação do hit “I’m in love” e ela a substituiu ao lado de Cissy Houston (a mãe de Whitney). Guthrie também cantava em  jingles comerciais ao lado de outro grande talento, Valerie Simpson (do maravilhoso duo Ashford & Simpson).

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Ela também compunha divinamente, tendo como parceiro seu namorado, Patrick Grant, e juntos eles escreveram músicas para Gary Glitter, Sister Sledge, Ben E. King e Roberta Flack, entre outros.

Porém a parceria não durou muito e ela trilhou outros caminhos, continuando a compor com outros parceiros, além de participar de várias sessões como backing vocal de diversos artistas como Peter Tosh.

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Certa vez numa gravação com Tosh, ela conhece os produtores Sly & Robbie, que a convidam para ir a Jamaica participar como backing na gravação de um disco deles. Ela aceita o convite e lá ela conhece o lendário Chris Blackwell (dono da gravadora Island) que se apaixona por sua voz e a convida para gravar seu primeiro álbum solo produzida por Sly & Robbie, que utilizam os vocais dela misturados a muito dub, lançado em 1982.

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Uma das músicas do álbum era ‘Peek-a-Boo” e ela começa a ser notada por DJs como Larry Levan por sua pegada dance-dub:

Outra faixa do disco que vira um hit nos clubs era “It should have been you”, que de quebra, ganha um remix do mestre Levan:

No mesmo ano de 1982, ela ainda contribui com seus vocais para o primeiro álbum de uma cantora iniciante, que atendia pelo nome de Madonna.

A partir daí, ela vira uma das divas mais presentes no Paradise Garage, onde se apresentou diversas vezes e sempre ovacionada pelo público. Levan vira um de seus maiores incentivadores e faz vários remixes para ela.

Guthrie cantando no Paradise Garage.

Guthrie cantando no Paradise Garage.

Entre estes remixes está seu próximo single, “Padlock”, a música com a qual estourou, especialmente pelo incentivo de Levan, sendo uma das mais executadas no ano de 1983 no Garage:

 ‘Padlock” havia sido gravada nas Bahamas, juntamente com o Compass Point All Stars, os músicos de estúdio mais requisitados e agregados por Blackwell para atender os artistas que desejavam aquele determinado som que só eles conseguiam entregar.

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Seu próximo álbum é “Portrait”, lançado em 1983, que, além de “Padlock”, incluía pelo menos mais três hits das pistas, como “Hopscotch” (aqui numa numa apresentação no programa inglês “Switch’):

Mas foi com o toque “mágico” de Levan, aliado aos reggae dubs providos por Sly & Robbie que a coisa realmente fluiu. Assim, as três músicas de Gwen Guthrie tiveram uma nova roupagem e foram lançadas no mini-álbum/EP “Padlock” (lançado pelo selo Garage Records):

‘Peanut Buttler” (cuja introdução foi bastante sampleada):

“Seventh Heaven” (com seu instrumental arrasador):

‘Hopscotch” (na versão de mais de oito minutos por Levan):

Guthrie era uma rainha no underground, mas faltava suas músicas atingirem um público maior. Isso só veio a acontecer com a faixa “Ain’t  nothin’ goin’ on but the rent”, incluída no álbum “Good to go lover”, lançado em 1986:

A música foi escrita pela própria Guthrie e gerou controvérsia por ser considerada materialista, mas, segundo ela, a intenção era que seu parceiro fosse responsável e mantivesse um equilíbrio financeiro.

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Além disso, a canção foi bastante sampleada pelo hip-hop (Foxy Brown) e pela house (Utah Saints).

Outro hit menor do álbum foi “(They long to be) Close to you”, sua versão para a canção de Burt Bacharach e Hal David, numa versão mais R&B/dance/funk. Abaixo ela mostra a canção no programa inglês The Tube:

Apesar do sucesso comercial, faltava aquele toque especial de Sly & Robbie e de Levan, que a fizeram uma cantora moderna, a frente de seu tempo, com músicas que vieram a influenciar a house music que veio a seguir.

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Guthrie lançou mais dois álbuns, “Lifeline” (de 1988, incluindo participação de Sly & Robbie) e “Hot Times” (de 1990), ambos com várias de suas composições.

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“Lifeline” incluía o single “Can’t love you tonight”, uma das primeiras canções a abordarem a Aids, que na época era um tema tabu. Guthrie possuía muitos amigos gays e vítimas da epidemia, assim ela decidiu que o lucro das vendagens do single fosse doadas para pesquisas à doença.

Nos anos seguintes, Guthrie abandonou um pouco a música e teve problemas de saúde, ao descobri ser portadora de um câncer no útero.

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Ela veio a falecer em 1999, aos 48 anos de idade.

Sua perda foi bastante sentida na comunidade R&B/dance/soul e seus vocais poucas vezes foram igualados; sua voz, seu ritmo, suas composições a tornam uma cantora inesquecível.

 

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TODAY’S SOUND: TRADE POR ARTHUR MENDES ROCHA

A Trade é uma verdadeira instituição inglesa, pois foi o primeiro club after-hours legalizado, com uma licença especial de música e dança, podendo funcionar 24 horas sem parar, além de ter mudado para sempre a cena clubber mundial.

A noite começou em 1990, no Turnmills, um pub localizado em Islington, zona central de Londres, e que se transformava nas madrugadas de sábado num dos lugares mais fascinantes para se dançar neste dia e horário.

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Lembro que o lugar simplesmente se transformava quando descíamos as escadas e adentrávamos naquele basement: antes de chegar na pista, passávamos por corredores, pelo balcão do bar, com cada canto tendo o seu próprio código.

Numa parte ficavam os gays musculosos, geralmente sem camisa, noutro ficavam os traficantes, vendendo drogas como êxtase, cocaína, speed, entre outras.

O legal era que a Trade era uma mistura das mais variadas tribos, a predominância era gay, mas heteros também frequentavam, além de várias classes sociais; drags, michês, travestis, trabalhadores, leather-boys, enfim, era uma noite democrática.

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Para entrar, não havia uma door policy específica, ou iam ou não iam com sua cara, com seu estilo, enfim, era uma incógnita se você conseguiria mesmo entrar.Além disso, se formavam filas enormes na porta e estava sempre cheio, não importava a hora que fosse.

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Reza a lenda que Cher, Axel Rose e outras celebridades tiveram seu acesso negado, pois exigiram tratamento VIP, com entrada diferenciada e a Trade justamente era contra este tipo de exigência.

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Mas por lá estiveram Madonna, Björk, David e Victoria Beckham, além de drags vestidas de Lady Di e Grace Jones, que deixaram o público enlouquecido.

23rd birthday party for Trade gay club night at Egg nightclub, York Way, King's Cross, London, England, UK.

Laurence Malice era quem comandava a noite- ele foi idealizador da Trade, foi ele que batalhou com as autoridades inglesas para lhe permitirem ter um club funcionando das 4 da manhã de sábado a uma da tarde de domingo; um lugar para os gays irem e se sentirem mais protegidos e seguros (estamos falando de uma época que vigorava a Section 28, uma lei que não permitia aos gays de “promover” a homossexualidade publicamente).

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Antes da Trade, Malice fazia afters ilegais no club Sauna, em Kentish Town.

Outro grande diferencial da Trade era sua excepcional qualidade sonora e a iluminação perfeita, cheia de lasers incríveis que faziam desenhos, mudavam de cores e tudo regado ao hard house de Tony De Vit, o DJ residente.

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Tony era de tal forma reverenciado, que ir à Trade era como uma espécie de culto, uma igreja e ele era o pastor, dominando a todos com sua música.

Além de Tony, outros DJs que tocavam lá direto eram Allan Thompson, Smokin’ Jo, Malcom Duffy, Martin Confusion, Tall Paul, Steve Thomas, Pete Wardman, Blu Peter, Rachel Auburn, entre outros.

Algumas das músicas que não podiam faltar na Trade eram:

“Age of Love” – Age of Love (remix de Tony de Vit):

“Raise your hands” – Knuckleheadz

“Rock Da House” – Tall Paul

“Into your mind” – Christian Hornbostel

‘Le voie Le soleil” – Subliminal Cuts

Como o próprio Malice afirmava, o som da Trade é um techno mais camp, mais gay, que acabou se transformando no hard house.

E sim, o som era perfeito, combinava com toda aquela atmosfera, era pesado, os BPMs lá em cima, mas era bem dançante e a pista não parava até o final, todos dançando, sorrindo, revirando os olhos, se mordendo, mas se divertindo.

Abaixo, um documentário sobre o club, “The all night bender”, produzido pelo Channel 4:

A Trade também possuía seus característicos flyers, desenhados pelo Trademark (como se intitulava o designer gráfico Mark Wardel), cada um tinha uma cara especial, chamavam atenção por seus desenhos e o seu logo no formato de uma cápsula.

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Outra imagem que fazia sucesso entre os frequentadores era a do ‘Trade babies”

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Ir á Trade era uma experiência inesquecível; o club possuía licença para vender bebida alcoólica na madrugada, e logo se tornou o lugar favorito do público gay que procurava uma noite diferenciada, onde o que importava era dançar música boa e que combinasse com toda aquela loucura.

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O décor também era todo idealizado por Malice, que não media esforços para disfarçar o décor original do Turnmills, que era bem cafona.Além disso, a preocupação com o som era absurda, cada ambiente possuía seu próprio sistema de som, com equalização e clareza eficazes, tudo para que ninguém ficasse parado.

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A partir de 1995, a Trade passou a excursionar por outros países como Ibiza, Japão, África do Sul, NY, além de participar de eventos de dance como o Summer Rites e a Love Parade inglesa.

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Neste mesmo ano, Tony lançava seu primeiro single, “Burnin’ up”, com um remix feito especialmente para a Trade:

Os CDs da Trade também eram altamente disputados, a gravadora React costumava lançar as coletâneas do club, bem como as antologias Reactivate, com os hits que dominavam as pistas de lá.

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Porém,em 1998, o DJ Tony De Vit faleceu aos 40 anos, de uma bronquite, agravada por ele ser HIV positivo e na época o tratamento não era tão eficaz.

A morte dele trouxe um declínio para a Trade, já que ele era uma figura carismática e seu som jamais conseguiria ser igualado.

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Num episóido de “Sex & the City”, Carrie e cia. vão até uma noite da Trade em NY; a cena tem certos exageros e é de outra fase, mais comercial…de todo jeito fica o registro:

Em 2002, a Trade encerrou sua noite semanal na Turnmills, voltando para lá em algumas ocasiões especias, até que a Turnmills fechou suas portas de vez em 2008.

Em 2003, Malice abriu a Egg, onde houveram algumas edições da Trade, incluindo a realizada em outubro deste ano, a que completou 25 anos de Trade, e que foi o último evento a ser realizado levando o nome do famoso after-hours.

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Também este ano, está em cartaz em Londres, a exposição ‘Trade: Often Copied, Never Equalled” que fica em cartaz no Islington Museum até 16 de janeiro de 2016.

A Trade nunca será igualada, foi um club especial para aquele momento da noite inglesa; hoje com o fechamento de vários clubs por lá, ficam as memórias de noites mágicas para quem viveu tudo aquilo e posso falar de cadeira – a Trade foi o melhor club gay de todos os tempos

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